Arquivo para ‘fevereiro, 2007’
Escrito por Dihelson Mendonca
Outras
14 fev 2007, 23:03
0 comentários »

Olá, gente, dando prosseguimento ao projeto de colocar no ar definitivamente a TV Crato, TVC ( que é um sonho antigo ), estou conseguindo equipamentos como câmeras, tripés e pessoas que serão cameraman, e outros mais, a fim de trazermos as notícias da cidade, fatos interessantes para postar no Portal do crato. Isso precisa de patrocínio…
Enquanto isso, conclamo a todos os visitantes que se interessarem em divulgar sua emprêsa ou seus negócios no Portal, provendo PATROCÍNIO aos nossos sites, já estamos abertos a negociações. Veja o exemplo do BANNER do Empório dos freios do Francinée Ulisses:
www.portaldocrato.com
Entre em contato através do e-mail:
dihelson@yahoo.com
Ou faça sua contribuição voluntária aos nossos projetos culturais como já faz o nosso ilustre Dr. José Flávio Vieira e Francinée Ulisses.
Um grande abraço,
Dihelson Mendonça
Escrito por Jose Flavio
Crônicas
14 fev 2007, 10:53
0 comentários »
Parece Mas Não É!
José do Vale Pinheiro Feitosa*
O que parece ser e o é, diz do preciso que se espera. Não tem surpresa. Como o famoso ditado do Barão de Itararé: de onde menos se espera daí é que nada vem mesmo. Mas nesses tempos de sinais trocados, o que parece pode ser exatamente o seu contrário. Aliás, os religiosos, os medievos cristãos achavam que em sinais aparentes de Deus poderia se esconder o demônio. Como categoria enganadora. Era um dos mitos bíblicos: a serpente que enganou Adão e Eva. Quem já leu, acompanhou ou ouviu sobre o poeta Vinícius de Moraes, sabe quantos casamentos teve. É no verso, “e que seja eterno enquanto dure”, que se demonstra o contrário do que se pensa. O poeta amava profundamente a mulher amada. Como nem toda a vida dele era eterna, a paixão o era, mesmo que durasse pouco. Quem já soube detalhes, entende como ficava enlouquecido com um amor à primeira vista. Revirava o mundo de cabeça para baixo até conquistar aquela fração inteira de eternidade. Foi um fidelíssimo amante, até que a traição o lançasse em outro amor. Parecia que era, mas não era. Pelo menos para este mundinho pequeno burguês de traições envergonhadas, de amores de cristaleira, de mofados sentimentos nas gavetas de chaveados amores. O poetinha amava de fato. Como foi um caso da avó de um colega de trabalho do meu amor (quase dizia mulher, mas usando o tema….). Então como dizia da avó desse homem. Era uma grande senhora. Criou família temente a Deus. Na religião Católica Apostólica Romana. Religiosa e apostólica. Tinha uma Nossa Senhora sobre a cômoda do seu quarto. Melhor dizendo: tinha uma imagem colorida, da grande mãe do Senhor. Quando o dia despertava para as obrigações da mulher brasileira, sempre defronte de sua imagem amada, rezava a oração do mito feminino. Entrava profundamente na alma daquela mãe do mártir para sentir a dor e a piedade que é educar as crias telecinéticas dos tempos modernos. Muito cedo, antes do cheiro do café coado espalhar-se pela casa, estava ela em diálogo silabado com mãe de todas as mães. Quando balançava os pés dos filhos até que trouxessem a remela ao jato da pia e bochechassem o fel das papilas ressecadas pelo ressonar, a presença daquela, que acompanhara o filho até ao calvário, estava com ela. No trovão azedo do marido queixoso, o salário que não sobe, as contas que aumentam, o chefe que não promove. Nossa senhora era sua confidente, seu lenitivo da árdua forma é ser mãe e esposa. Na noite, a mulher, antes de deitar-se ao lado do marido roncador, mais uma vez tinha o seu diálogo com a santa de todas as santas. Aquela imagem ariana, a pele branca de neve, os cabelos cacheados encobertos por longo manto, roupas azuis, rosto de anjo, olhos de compreensão, palmas das mãos postas. Era ao adormecer que a mãe terrena encontrava a mãe dos céus. Cinco parágrafos sobre a verdadeira relação entre aquela senhora do dia-a-dia e senhora da eternidade. Aí, os tempos mudam. Dizem que o corpo envelhece. As articulações tendem a congelar, os cabelos rareiam e embranquecem, os contemporâneos saem do tempo, ela foi ficando só. Até que um dia… – O que é que esta filha da puta estar olhando para mim?
Os netos se entreolharam. As filhas choraram. Os filhos saíram do quarto.
– Tirem esta filha da puta daí!
Foi a velha empregada doméstica que a atendeu. Pegou a estátua de sua ultrapassada adoração e escondeu num armário qualquer. A vovó em sua evolução do Mal de Alzheimer parecia o que não fora. Ou fora o que não era?
* O autor é cratense, médico e escritor. Reside no Rio de Janeiro. Autor do Romance: “Paracuru”
Escrito por Jose Flavio
Outras
14 fev 2007, 10:39
1 comentário »

CORRIGINDO VELHOS DITADOS
“É dando… que se engravida”.
“Quem ri por último… é retardado”.
“Alegria de pobre… é impossível”.
“Quem com ferro fere… não sabe como dói”.
“Em casa de ferreiro… só tem ferro”.
“Quem tem boca… Fala. Quem tem grana é que vai a Roma!”
“Gato escaldado… morre, porra!”
“Quem espera… fica de saco cheio.”
“Quando um não quer… o outro insiste.”
“Os últimos… serão desclassificados.”
“Há males… que vêm para fuder com tudo mesmo!”
“Se Maomé não vai à montanha… é porque ele se mandou pra praia.”
“A esperança… E a sogra são as últimas que morrem.”
“Quem dá aos pobres… cria o filho sozinha.”
“Depois da tempestade… vem a gripe.”
“Devagar…. nunca se chega.”
“Antes tarde… do que mais tarde.”
“Em terra de cego… quem tem um olho é caolho.”
“Quem cedo madruga… fica com sono o dia inteiro.”
“Pau que nasce torto… urina no chão.”
Escrito por Jose Flavio
Crônicas
14 fev 2007, 10:25
0 comentários »
A CHAMA DOS VELHOS CARNAVAIS
Há alguns anos, no assassino desmoronamento do edifício Palace II , no Rio, entre os oito mortos, havia uma mocinha que foi surpreendida, no interior do seu apartamento, quando tentava salvar a fantasia de carnaval que usaria no desfile do outro dia. Quão importante aquela festa para a menina que, ao invés de tentar salvar bens mais duráveis, buscou desesperadamente salvar a sua fantasia! O Carnaval, que nos chegou com os portugueses ,aportou no Brasil como expressão máxima do anarquismo: festa onde cada um se fantasiava do que bem lhe aprouvesse, onde os escravos encharcavam os senhores e os súditos ridicularizavam os reis. Tudo era permitido naqueles quatro dias de trégua dos homens com o seu poder, seu status quo e suas regras sociais. Certo que, com o tempo, o capital começou a pôr leis e fronteiras na essência anárquica do Carnaval, vieram as arquibancadas, os cordões de isolamento, os trios elétricos, os abadás e a grande expressão da cultura brasileira foi se tornando burocrática, com uma alegria medida, uma transgressão controlada, uma anarquia regulada. Os reis já não se misturam com os súditos, os senhores já não se mesclam com seus escravos… o aparthaid brasileiro já não tem sequer um dia de trégua!
Soube de um tempo em que o Carnaval cratense tinha o doce sabor original dos velhos reinados mominos. Um tempo em que o Corso percorria toda a Rua do Commercio, em meio à guerra de serpentinas e confetes, entre pierrôs e colombinas que se espalhavam por toda avenida ou se encastelavam nas janelas dos velhos casarões e que , à noite, terminavam no baile carnavalesco no Clube Cariri, ali pertinho na Rua Formosa . O Lança-Perfume , na época, era um mero aromatizador e fazia as moiçolas lacrimejarem quando respingava nos olhos escondidos por trás das máscaras e corpos contidos pelos espartilhos. Vivi, depois, um tempo em que blocos organizados e Escolas de Samba desfilavam por toda a cidade e onde o Carnaval tinha seu apogeu nos Assaltos do Crato Tênis Clube, bailes comandados por figuras emblemáticas e inesquecíveis como Valdir Silva e Zé Maia e que terminavam, na madrugada da ingrata quarta-feira, em plena praça Siqueira Campos. Tempo que tão genialmente foi depois eternizado em dois frevos do nosso Abidoral Jamacaru. Época em que boêmios da nossa mais alta society roubaram, no romper do dia, um pato da Fonte Luminosa da Praça da Sé e foram saborear o petisco, após ser apetitosamente preparado pelas sábias mãos de Canena . O furto terminou em tanto alvoroço que rendeu uma Marcha:
“Levantaram um “falso”chato
Ao novo Clube das Rosas,
Só porque sumiu-se um Pato,
Lá da fonte luminosa”…
Quem paga o Pato?”
Depois o Carnaval cratense foi pouco a pouco esmaecendo, um pouco a cada ano, um tanto a cada gestão municipal. As poucas pessoas mais aquinhoadas arrefecem sua chama foliã nas praias do litoral e os foliões incorregíveis buscam Recife-Olinda que ainda conservam, como em um Museu, a chama inquebrantável dos velhos Carnavais. Ao povão resta seguir com seu eterno destino de escravo, sem poder sequer um dia mimetizar-se de marajá, de príncipe, de Rei. Resta-lhe tão-somente a velha e surrada fantasia de palhaço. Quem quiser um dia trazer de volta a nossa essência como cidade, terá que , necessariamente, resgatar nossos antigos e inesquecíveis carnavais. Precisamos trazer à tona a mesma chama que fez aquela mocinha , com todo perigo desse mundo, entrar no edifício que desmoronava, na vã tentativa de salvar sua fantasia para o Desfile do Carnaval…
Escrito por Jose Flavio
Crônicas
13 fev 2007, 19:02
1 comentário »
O advogado Soriano de Albuquerque por volta de 1900 inaugurou as artes cênicas aqui no Cariri. Soriano fundou o nosso primeiro Grupo Teatral: “Os Romeiros do Porvir”. Nascido em Pernambuco, em Água Preta, Soriano ,por questões políticas, deixou o Crato em 1903, indo para Barbalha e , depois, Fortaleza, onde se tornou um dos fundadores da Faculdade de Direito do Ceará. O Crato deu-lhe pouco: apenas o nome de uma rua no Pimenta. Agora, na inauguração do nosso Teatro Municipal, ele novamente não foi lembrado. Soriano, pelo pioneirismo, merece ter sua foto e sua história, ao menos, estampados no foyer do Teatro. Uma cidade que não tem passado, definitivamente, não tem futuro.
Escrito por Dihelson Mendonca
Outras
12 fev 2007, 23:54
0 comentários »
Olá, pessoal,
Essa dica é importante. Na página principal do Blog ficam apenas umas 10 mensagens, e estas vão sendo substituídas pelas mais recentes. Mas todas são arquivadas. Quem quiser ver o que já se escreveu por aqui ( e as fotos ), basta clicar do lado direito no nome do MÊS, Janeiro, Fevereiro, Dezembro… tá tudo lá…
Já possuímos um grnde acervo de mensagens. E muitas delas estão virando artigo para o PORTAL DO CRATO:
www.portaldocrato.com
Um grande abraço!
Escrito por Dihelson Mendonca
Crônicas
12 fev 2007, 23:29
0 comentários »

Olá, Pessoal,
Essa mensagem visa escalrecer alguns pontos importantes e que eu já havia frisado no início do Blog, mas é sempre bom lembrar.
Um Blog NÃO é um mural !
Num mural como aquele que víamos na Bayde, e outras mais, era impossível a qualquer moderador controlar. Qualquer pessoa entrava lá e escreveia PORNOGRAFIA. A coisa ficou tão insustentável, que me dava vergonha de ser caririense e ter uma coisa daquelas sabendo que era daqui do cariri.
Um Blog é diferente.
COMO ESCREVER COMENTÁRIOS:
Para escrever comentários, uma pessoa não precisa ser membro do Blog, MAS precisa ser pelo menos cadastrado no site BLOGGER:
www.blogger.com
preencha seu cadastro completinho lá, volte aqui no blog do crato, que vc já vai poder escrever seus comentários.
COMO ESCREVER MENSAGENS:
Esse é mais complicado. O Blog do crato é um Blog Comunitário. É formado por membros. Somente o administrador CONCEDE o direito a alguém de se tornar um membro. Como membro, cada um pode postar suas próprias mensagens. Eu sou o administrador do Blog. Mas nem todas as pessoas que eu conheço são indicadas para ser membro. por exemplo, minha mãe não é membro desse Blog. ( rs rs rs ). Somente certas pessoas, conhecidamente e reconhecidamente com qualidade e responsabilidade podem ser aceitas como membro. Não estou afirmando que não haja pessoas bem intencionadas fora, não é isso. Estou afirmando que todos os nossos membros são pessoas bem-intencionadas e que contribuem com matérias e participação no nosso Blog.
Aqui, o objetivo do Blog é retratar a cidade, tecer um perfil do crato na Internet ressaltando os grandes valores dessa cidade e suas ramificaç~es. Aqui, damos muita ênfase às questõs culturais, históricas, notícias, mas não certos tipos de eventos. por exemplo, gostamos de divulgar shows culturais, mas rechaçaremos qualquer manifestação de cultura inútil, banda de forró, e outras desgraças que só contribuem para disseminar a ignorância na cabeça das pessoas.
procuramos retratar o lado bom do crato, mas não nos esquecemos do lado podre nem dos políticos maus, embora não sigamos NENHUMA corrente política. Não somos contra nenhum político. Somos a favor da cidade.
Gostamos de crônicas bem construídas, gostamos de mensagens bem redigidas, que edifiquem.
Se voce então, após tudo isso se acha qualificado para se tornar um membro PARTICIPANTE do nosso Blog ( e não somente aquelas pessoas que entram uma vez pra nunca mais ), entre em contato através do meu e-mail: dihelson@yahoo.com e sua proposta será avaliada em particular. O processo é sigiloso, e se for aprovado, vc receberá uma resposta positiva. Se não for aprovado, vc receberá uma resposta negativa por e-mail particular.
CONCLUSÃO:
O método de filiação como membro está muito bem claro exposto no parágrafo anterior. Se vc chegou aqui e não entendeu, é porque vc não leu na íntegra, teve preguiça e seu interesse deve ser pouco ( rs rs ). leia novamente e guarde o e-mail.
Atenciosamente,
Dihelson Mendonça
Escrito por Jose Flavio
Crônicas
11 fev 2007, 20:41
1 comentário »
Flores & Lobos
Quem quiser conhecer um pouco o espírito de uma época deve consultar as páginas policiais. Ali estão estampadas as chagas de uma sociedade, sem reparos e maquiagens. Os outros cadernos geralmente pintam-se com tintas atenuadas ou acentuadas pelo pincel do poder reinante: reis e nobres ganham virtudes inexistentes e revolucionários defeitos que não possuem. A seção policial, no entanto, traz a crueza do mundo, o dilaceramento contínuo das relações humanas, o homem como lobo do homem. A história, por fim, que se escreve com sangue e que demonstra a pouca diferença entre o sujeitinho de gravata e o primata peludo que acabou de descer da árvore.
Nestes dias, divulgou-se uma destas histórias emblemáticas da nossa era. O protagonista tem um nome embebido , aparentemente, em raios de sangue azul : Renné Senna. Tratava-se, no entanto, de um pobre lavrador do interior do Rio de Janeiro que, doente, acabou tendo as duas pernas amputadas e viu-se abandonado pela mulher e pela filha. Morava ,de favor, no fundo de uma escola e, de cadeira de rodas, sustentava-se , vendendo flores à beira da Estrada Rio-Santos. Um destes dramas comuns a que estamos afeitos e que já não têm sequer a força de alimentar qualquer cronista hebdomadário. Parece até ficção, um destes dramalhões do Sidney Sheldon, pois não é que em 2005 a vida do Renné dá uma guinada totalmente imprevista? O homem ganha sozinho a mega-sena: mais de 50 milhões de reais. A seqüência parece bastante previsível. A ex-mulher deve ter se acercado, enchendo a boca de: meu ex-marido; a filha, dengosa voltou a chamá-lo de painho e os amigos e parentes multiplicaram-se . Consta que Renne´, sobrevivente de tantas batalhas, mostrava-se um figura doce e muito generosa. Ajudava amigos e aderentes com uma presteza jamais vista. Adquiriu uma enormidade de bens de consumo: casas, fazendas, carros importados, apartamento no Recreio dos Bandeirantes. Passou a ter às mãos tudo que materialmente desejasse. Arranjou até uma nova esposa, uma loura bonita, ex-cabeleireira, o objeto de consumo de muitos em Rio Bonito. A sorte, no entanto, deu uma nova reviravolta e, no início de janeiro, Renné foi assassinado com cinco tiros, aparentemente a mando da nova esposa, Adriana Almeida, que tomara conta de sua vida, afastava seus familiares e mantinha muitos amantes. O motivo parece o mais banal e previsível : apoderar-se da herança.
Reflitamos, um pouco, sobre este conto real ,escrito pelas trêmulas mãos do destino. O primeiro ponto é que Renné sobreviveu à miséria mas não conseguiu sobreviver à riqueza. A abastança é uma doença muito mais mortal que a indigência. A fartura deu para Senna uma infinidade de bens que nunca havia sonhado em possuir, mas lhe trouxe junto a ganância, a inveja e a necessidade de exercer o eterno escambo emocional e sentimental. Os amigos, as mulheres, os parentes se acercaram de Renne´ não pelo que ele era ( e, aparentemente, este se mostrava como seu maior tesouro) mas pelo que Renné tinha. A miséria e a doença não o atacaram tão mortalmente como a ganância dos lobos.Uma outra reflexão interessante é a de que Senna, definitivamente, não teve sorte com as mulheres e Nelson Rodrigues dizia que o dinheiro é tão poderoso que compra até amor verdadeiro.A primeira o abandonou quando estava na sarjeta e a outra para lhe tomar o trono de ouro. Um outro ponto a ser pinçado da história: os psicólogos têm trabalhos que mostram : após se ter uma guinada na vida como aconteceu com o Renné, a pessoa se vê imersa numa enorme felicidade e sensação de bem estar. Este estado, no entanto, mostram as pesquisas, dura apenas um ano, após este prazo, apesar de toda a fortuna, o nível de bem estar volta a ser o mesmo de antes. Por que isto acontece? Simplesmente, a meu ver, porque o dinheiro traz apenas uma profunda mudança na superfície de nossa vida. No início satisfazemos todos os desejos materiais que se encontravam represados e nos sentimos profundamente felizes. Completado este primeiro estágio, já não nos sobram aspirações e caímos na mesmice de sempre. As nossas mais importantes e verdadeiras aspirações encontram-se mais profundas, nas regiões mais abissais dos nossos oceanos interiores, totalmente inacessíveis à ação do dinheiro. Renne´ há de ter tido tempo de perceber isto. Seus amigos anteriores faziam-se mais fiéis, seus amores mais verdadeiros e talvez ele fosse bem mais feliz quando morava nos fundos da escola . Na abundância distribuiu jasmins e lhe deram em troca apenas os espinhos , quando vendia flores ,ao menos ficavam nas mãos um pouco do perfume das rosas que enchiam de cores os carros na Rio-Santos.
Escrito por Dihelson Mendonca
Outras
11 fev 2007, 01:19
4 comentários »

Olá, Pessoal,
Quero agradecer imensamente à todas as pessoas que foram ontem, Sábado, prestigiar e participar ativamente do nosso show “A MÚSICA DO ACASO E A ARTE DA IMPROVISAÇÃO NO BNB” e que ovacionaram-me ao final.
As palavras do público depois do show, de “incrível”, “extraordinário”, “Estado de Êxtase” foram mais que compensadoras. Realmente, nunca em minha vida fiz um show de tão alta concentração, qualidade, criatividade, e interatividade com a platéia. Convidei pessoas a tocar e repeti o que elas tinham tocado sem nunca ter ouvido antes, fiz música com a fisionomia das pessoas, brinquei com a música, destruí, reconstruí e compus para shows de Slides.
Não me esqueço dos aplausos estonteantes quando comecei a repetir integralmente o que um garoto acabara de tocar, e construí uma música em cima disto. Compararam-me à Sibelius.
Quero agradecer imensamente à todos os meus amigos que estavam no show, casa bastante cheia, por sinal, acho que quem viu, assistiu um espetáculo muuuito diferente da música linear e convencional que se tem feito até então, e à aquilo que eu chamo de verdadeira ARTE. O trabalho de experimentação e o nível usado com a utilização de sintetizadores e a voz, eu nunca havia feito em nenhum show meu, e pude desenvolver linhas de composição que derivam de John Cage, Keith Jarrett, e os neo-clássicos.
Obrigado por me brindarem com sua presença, e por tornarem esse show uma obra de arte completa de 60 minutos, em que fizemos juntos, Artista E PLATÉIA, uma obra em que todos nós presentes contruímos música de verdade!
Estou Feliz por todos ficarem Felizes!
Dia 23/02 vejam novamente no BNB.
Mas será sempre OUTRO SHOW.
Um grande abraço,
Dihelson Mendonça
.
Escrito por Dihelson Mendonca
Outras
10 fev 2007, 00:51
0 comentários »

Olá, Pessoal,
“Convidar pessoas da platéia para sentar-se numa cadeira e baseado em suas feições e sentimentos, criar música instantânea para retratar aquelas pessoas. Compor para diversos sintetizadores, cerca de 60 minutos de músicas baseadas em imagens projetadas numa tela sobre diversos temas. Assim é o espetáculo “A Música do Acaso e a Arte da Improvisação”, show que foi escolhido pelo Centro Cultural Banco do Nordeste para ser apresentado em duas datas neste mês de fevereiro, dia 10 e dia 23, pelo pianista e Compositor cratense Dihelson Mendonça. O show, que será um trabalho experimental e de caráter futurístico, será um misto de música e belas sequências de imagens cuidadosamente escolhidas, para deleite da platéia. Quem for, não se arrependerá…”
Local: Centro Cultural BNB – Juazeiro
Datas: 10/02/2007 e 23/02/2007