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Arquivo para ‘maio, 2007’

POTOCAS. COM

Mentiras mais contadas:

1) ADVOGADO: – Esse processo é rápido.

2) AMBULANTE: – Qualquer coisa, volta aqui que a gente troca.

3) ANFITRIÃO: – Já vai? Ainda é cedo!

4) ANIVERSARIANTE: – Presente? Sua presença é mais importante…

5) BÊBADO: – Sei perfeitamente o que estou dizendo.

6) CASAL SEM FILHOS: – Visite-nos sempre; adoramos suas crianças.

7) CORRETOR DE IMÓVEIS: – Em 6 meses colocarão: água, luz e telefone.

8) DELEGADO: – Tomaremos providências.

9) DENTISTA: – Não vai doer nada.

10) DESILUDIDA: – Não quero mais saber de homem.

11) DEVEDOR: – Amanhã, sem falta!

12) ENCANADOR: – É muita pressão que vem da rua.

13) FILHA DE 17 ANOS: – Dormi na casa de uma colega.

14) FILHO DE 18 ANOS: – Antes das 11 estarei de volta.

15) GERENTE DE BANCO: – Trabalha mos com as taxas mais baixas do mercado.

16) INIMIGO DO MORTO: – Era um bom sujeito.

17) JOGADOR DE FUTEBOL: – Vamos continuar trabalhando e forte.

18) LADRÃO: – Isso aqui foi um homem que me deu.

19) MECÂNICO: – É o carburador.

20) MUAMBEIRO: – Tem garantia de fábrica.

21) NAMORADA: – Pra dizer a verdade, nem beijar eu sei…

22) NAMORADO: – Você foi a única mulher que eu realmente amei…

23) NOIVO: – Casaremos o mais breve possível!

24) ORADOR: – Apenas duas palavras…

25) POBRE: – Se eu fosse milionário espalhava dinheiro pra todo mundo..

26) RECÉM-CASADO: – Até que a morte nos separe.

27) SAPATEIRO: – Depois alarga no pé.

28) SOGRA: – Em briga de marido e mulher não me meto.

29) VAGABUNDO: – Há 3 anos que procuro trabalho mas não encontro.

30) VICIADO: – Essa vai ser a última.

Só no Crato Mesmo !

Amigos, este texto foi escrito em Outubro/06, marcando o desaparecimento do violão caririense de Pedro 21. Recentemente emudeceu o sete cordas de Lira. Publico-o como uma homenagem aos dois.
OS DEDOS QUE TECEM E A MÃO DO TEMPO

JFLÁVIO

Ao dobrar o cabo das tormentas, no bravio mar dos cinqüenta, percebemos claramente como a vida é fugaz. Não terá sido ontem que , aflitos, beijamos a namorada no portão , temerosos da chegada do sogro ? Semana passada não arrumamos o livro na mochila para ir à escola e tiritar com a presença da professorinha de quem estávamos perdidamente apaixonados ? Já faz um mês que corríamos na rua , ainda descalços e sem camisa, brincando de pega e de esconde-esconde ? A imagem refletida no espelho ainda parece o daquele moleque, salvo por alguns sulcos a mais na face e alguns fios de cabelo enevoados pelas intempéries da existência. Como diabos tudo passou tão rápido? Como recuperar a palavra não pronunciada, o beijo contido, o sorriso desfeito, a felicidade não degustada , agora que a estrada se estende estreita, tão sombria e misteriosa, à nossa frente ?
Pois é, amigos, a vida é um curta metragem e não se iludam: o artista morre no final. O enredo, pobre ,sem suspenses e sem mistérios. Cenas de comédia, trechos de tragédia e, a mor parte do filme, a cansativa história de homens em busca de objetivos distantes e inalcançáveis. Como Fernão Dias , na procura inglória e eterna de falsas esmeraldas.Acompanha toda a película uma música incidental que nos faz marcar todos os momentos bons e ruins e que termina por desenhar a trilha sonora de tantas vidas mergulhadas em ledas ilusões e suaves enganos. Aqui , em Crato, gerações e gerações marcaram-se pelos acordes de Zé Chato , do Maestro Benício, de Hildegardo, de Maestro Azul, de Favela, de Vicente Padeiro, de Seu Audízio e, também, pelas vozes de Célio Silva, de Alcides Peixoto, de Zé Landim, de Zé Flávio, de Peixoto , de Bah. Músicos de épocas diversas que embalaram sonhos juvenis e que ajudaram a firmar namoros e a deslanchar casamentos. Vozes e sons que ainda hoje reverberam na alma e nos corações de muitos e que os imanta do poder de, ao menos fugazmente, recuperar a alegria e o verdor dos tempos idos.
Nestes dias calou um destes violões inesquecíveis. A serenata nunca mais será a mesma e a lua cheia já não brilha, por trás da chapada ,como antigamente. A música saía das cordas intuitivamente, como se bafejadas por dedos de anjo. O mundo , num fiat lux, deu sopro de luz àquele instrumento. E ele encheu de notas ambientes sequiosos de vida : os bares, as ruas, os cabarés.Desfilavam tão rápidos os arpejos por entre as cordas do violão que aos circunstantes até parecia que lhe sobravam dedos . Para tocar com aquela velocidade e maestria tinha que ter muitos e muitos artelhos, pelo menos uns vinte e um . E foi assim que Pedro se tornou Pedro 21 e fez-se nosso Dilermano Reis , nosso João Pernambucano caririense. Aos poucos se foi tornando uma figura algo mitológica e suas proezas ganharam as páginas da história regional: conseguia tocar com o violão nas costas; era capaz de solar sem dificuldades mesmo tendo quebrado três cordas do instrumento numa apresentação ; conseguia tocar com uma mão apenas e por aí se espalhava sua fama quase que circense. Os colegas mais iniciados na sua arte , percebiam claramente : Pedro tinha lá suas limitações, mas como todo bom artista sabia muito bem mascarar suas deficiências.
Hoje seu pinho emudeceu. O “Chão”, ofuscado pelo néon, já não tem tantas “Estrelas”, as cascatas secas já não cantam “Chuá-Chuá” . A “Malandrinha” trabalha diuturnamente pra sustentar a casa. A história de tantas vidas é hoje , “Nada Além”, que a saudade de um tempo longínquo e etéreo. Pedro partiu sem ao menos perceber que seus dedos rápidos, por entre as cordas, não só lhes extraia , como ourives, a música temática de tantos filmes, mas, sim ,como que teciam o emaranhado da renda de tantas vidas. De repente , corações se uniam no pano, o pássaro da juventude alçava vôo nos céus, flores se entreabriam, lábios se tocavam. Todo resplendor do crochê durou a eternidade de um instante. É que entre o “é” e o “foi” não existe hífen. Súbito a volúvel mão do tempo começa a puxar o fio e a desfazer o lindo bordado que mal acabou de se prenunciar.

Última Foto da Cidade !


Foto tirada no dia 18/05/2007, início da noite em Crato, visto da Vilalta, na rua Vicente leite, olhando-se para o centro.

João do Crato – ÚNICO !



Por Pachelly Jamacaru

O performer João do Crato, mais uma vez demonstrou porque é único e singular. Com seu desmedido carisma, contagiou o público numa noite brilhante. Não bastasse o brilho de seu estrelato, João mostrou porqu é um cantor de vital importância e de uma consciência apurada. Todo o seu repertório é voltado a revelar e valorizar as produções dos compositores do Cariri, isto por si dispensa comentários. João sempre João, assim seja!

Blog Poem

Nós

Quando as folhas caírem nos caminhos,
ao sentimentalismo do sol poente,
nós dois iremos vagarosamente,
de braços dados, como dois velhinhos,

e que dirá de nós toda essa gente,
quando passarmos mudos e juntinhos?-
“Como se amaram esses coitadinhos!
como ela vai, como ele vai contente!”

E por onde eu passar e tu passares,
hão de seguir-nos todos os olhares
e debruçar-se as flores nos barrancos…

E por nós, na tristeza do sol posto,
hão de falar as rugas do meu rosto
hão de falar os teus cabelos brancos.

Guilherme de Almeida (1890-1969)

Descoberta Arqueológica em Crato

O POVO – Fortaleza, 17 de maio de 2007
Ceará

SÍTIO SÃO BENTO
Peças tupis-guaranis no Crato
Rosa Sá da Redação

Com a constatação da existência de objetos que pertenceram a povos tupis-guaranis, a área do Sítio São Bento, onde havia a exploração de areia, foi embargada. O local está sendo mantido conservado, a fim de que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) inicie o trabalho de prospecção, visando identificar e catalogar as peças


17/05/2007 01:32

Um achado arqueológico de um sítio tupi-guarani foi localizado na zona rural do município do Crato, distante 542 quilômetros de Fortaleza, na área do Sítio São Bento, propriedade pertencente a um particular, identificado como José Wellington Leite. No local, Olga Gomes de Paiva, representando o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a arqueóloga Verônica Viana, constataram a existência de uma aldeia cerâmica tupi-guarani com presença de sepultamento e fragmentos de vasilhas utilitárias. De acordo com Olga, tratou-se de uma descoberta fortuita, ocorrida no último dia 3. Na ocasião, de imediato foi solicitado a justiça o embargo da área, uma vez que os sítios arqueológicos são bens da União, e portanto, protegidos por legislação específica. No terreno, conforme disse Eraldo Oliveira, chefe do escritório do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Cariri, havia a exploração de areia. Com o embargo, a atividade teve que ser interrompida, estando o proprietário da área consciente da necessidade de manter tudo o que existe nas terras de forma intacta. Oliveira explica que a descoberta foi possibilitada por informações de moradores dando conta de que vinham sendo encontrados objetos estranhos ao convívio deles no terreno. Ele destaca serem fortes os indícios de que a região de fato concentrava uma aldeia tupi-guarani, o que é uma descoberta arqueológica importantíssima, diz. Olga Paiva explica que o achado foi comunicado a diretoria do Departamento de Patrimônio Material do Iphan, em Brasília, de onde está sendo esperada a autorização e liberação de recursos para o início do trabalho de prospecção do sítio arqueológico e seu entorno. Ela lembra que a nova descoberta muda completamente aquela idéia de que apenas os índios kariris habitaram a região, levando a constatação de que os tupis-guaranis que ocuparam as terras cearenses não se concentraram somente no litoral como se pensava anteriormente, mas também estiveram presentes no Interior. No Sítio São Bento atualmente há uma vila, e moradores mais antigos do local disseram que até recentemente desconheciam a existência das peças, lembrando porém que pela região de vales passava um rio que desapareceu com o tempo, quando o lugar ainda era despovoado. O sistema tribal era a forma de vida tupi-guarani. Suas aldeias se localizavam geralmente próximas a rios e eram cercadas. Dentro do espaço cercado construíam-se as casas e formava-se o pátio. Neste pátio eram realizadas as reuniões da comunidade. Os índios faziam grandes vasilhas de cerâmicas para o preparo das bebidas e depósito de alimentos. Muitas vezes enterravam seus mortos dentro desses grandes vasos, que, reutilizados eram transformados nas chamadas urnas funerárias. Os indígenas produziam também objetos de cerâmica, adornos de conchas, de pedras e de penas. (Colaborou Amaury Alencar)

SAIBA MAIS: Um sítio arqueológico é um local, ou grupo de locais (cujas áreas e delimitações nem sempre se podem definir com precisão), onde ficaram preservados testemunhos e evidências de atividades do passado histórico (pré-histórico ou não). Cidades antigas, necrópoles e túmulos são alguns exemplos de sítios arqueológicos. A escavação ou prospecção de um sítio arqueológico possibilita o conhecimento das diversas camadas da história de um local, a partir das camadas do solo. Em uma escavação arqueológica, O arqueólogo, que é o profissional qualificado para escavar e analisar um sítio arqueológico, escolhe o melhor lugar para realizar a escavação. O local deve estar o mais conservado possível, para que possa ser adequadamente estudado.

Show Musical No SESC CRATO – HOJE !

Conversas Filosóficas no CCBN

POTOCAS. COM

PÉROLAS BRASILEIRAS

Quando estamos fora, o Brasil dói na alma; quando estamos dentro, dói na pele.

(Stanislaw Ponte Preta)

O uísque é o melhor amigo do homem. Ele é o cachorro engarrafado.
(Vinícius de Morais)

Os homens mentiriam muito menos se as mulheres fizessem menos perguntas.
(Max Nunes)

Ultimamente tenho feito a dieta da sopa…deu sopa, eu como!! (…..Claudia Trepichio…..)

Brasil? Fraude explica. (Carlito Maia)

Das três melhores coisas da vida a segunda é comer e a terceira é dormir.

(Stanislaw Ponte Preta)

Carro é como mulher: só é bom pra quem tem dois. (Stanislaw Ponte Preta)

Junta médica é uma reunião que os médicos fazem nos últimos momentos de nossa vida para dividir a culpa. (Jô Soares)

Pior do que o fim do mundo, para mim é o fim do mês. (Zeca Baleiro)

O Brasil é feito por nós. Só falta agora desatar os nós. (Barão de Itararé)

Quem se mata de trabalhar merece mesmo morrer. (Millôr Fernandes)

Chega de debate de idéias. Onde já se viu um político brasileiro dotado de idéias?

(Diogo Mainardi)

Democracia é quando eu mando em você. Ditadura é quando você manda em mim. (Millôr Fernandes)

No Brasil, quem tem ética parece anormal. (Mário Covas)

O brasileiro não faz história, ele é um espectador. (Raul Seixas)

Não é triste mudar de idéias; triste é não ter idéias para mudar.

(Barão de Itararé)

Ninguém morre, as pessoas despertam do sonho da vida. (Raul Seixas)


Comecei uma dieta: cortei a bebida e as comidas pesadas e em quatorze dias perdi duas semanas! (Tim Maia)

Era um menino tão mau que só se tornou radiologista para ver a caveira dos outros.

(Jô Soares)


A prosperidade de alguns homens públicos do Brasil é uma prova evidente de que eles vêm lutando pelo progresso do nosso subdesenvolvimento.

(Stanislaw Ponte Preta)

A minha vontade é forte, mas a minha disposição de obedecer-lhe é fraca. (Carlos Drummond de Andrade)

Esperanto é a língua universal que não se fala em lugar nenhum.

(Stanislaw Ponte Preta)

O sol nasce para todos, a sombra pra quem é mais esperto. (Stanislaw Ponte Preta)

O marido não deve ser o último a saber. Ele não deve saber nunca.

(Nelson Rodrigues)

O Brasil é um país geométrico ….. tem problemas angulares, discutidos em mesas redondas, por um monte de bestas quadradas. (Autor Desconhecido)

Quem mata o tempo não é assassino, é suicida! (Millôr Fernandes)

Espetáculo Infantil no SESC/Crato

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