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Arquivo para ‘julho, 2007’

MariaCafé – o mais novo "point" do Crato!

O Crato agora possui um ponto de encontro para o happy hour. Lá no Mandacaru Center, no final da galeria, há o MariaCafé “o sabor da simplicidade” para um bom papo ao som de jazz, mpb e tutti quanti excelências musicais. Lista dos “ilustres” frequentadores: Abidoral Jamacaru, Ulisses Germano, Lamar Oliveira, Zé Nilton, Jayro Starkey.. Tem muita gente boa por lá. Falta só você, Dihelson, levar umas imagens e sons do jazz. Vamos divulgar a boa música! Vale a pena conferir o MariaCafé, uma simpatia de lugar – bem transado e muito cult! A organização do novo espaço tá por conta dos publicitários Greg & Sabrina Souli, e do fotógrafo cratense Netto Castro.
MariaCafé
o sabor da simplicidade
Mandacaru Center, loja 9
Rua Dr. Miguel Lima Verde, 494 – Centro (Crato)

Sagrado coração!


Fragmento do show “contemporâneo”, com Luiz Carlos Salatiel & banda, no Centro Cultural BNB – Juazeiro do Norte-Ce.

Sessão de Cinema: DZU´NHURAE – Filme de Pachelly Jamacaru em Cartaz!

Para assistir ao filme, siga o link abaixo, no Portal do Crato:

www.portaldocrato.com

Olá, pessoal,
É com grande satisfação que trago ao Portal do crato, o filme do cineasta cratense pachelly Jamacarú, chamado DZU´NHURAE, que significa “O filho das águas”. Trata-se da estória de um homem que tomado de uma consciência de seus antepassados indígenas da região do cariri, recebe a incumbência de preservar os mananciais de água… e mais…

Vale a pena conferir…
DZU´NHURAE pra vcs!

Abraços,

Dihelson Mendonça

O homem e a folha

Entardece no mundo.
O céu plúmbeo está pintado em tons de roza-cinza-azul e anuncia a possibilidade de chuva naquela pequena reserva de floresta tropical. Pequenos animais buscam as suas tocas adivinhando um temporal. Um homem já velho, magro e nu, caminha tranquilamente atravessando a paisagem. Sua face foi esculpida pelo tempo e expressa a paz que carrega dentro de si. Começa a chover. Um forte vento balança as folhagens das árvores. Folhas secas começam a cair. Uma delas, em movimento anguloso e lânguido parece aproveitar o vento para bailar. O homem observa com naturalidade e abre um sorriso: a folha transformara sua queda de morte numa dança? Continua seu caminho com muito mais tranqüilidade. Absorve todos os tons que a luz lhe oferece. Ouve os pássaros, o som das águas e…vozes de crianças que parecem brincar. Fica atraído pela algazarra. Anda mais naquela direção até uma pequena cachoeira que derrama suas águas num pequeno lago. Numa miragem, crianças-curumins pulam no poço, bebem água da fonte se enlameiam e se banham. O homem abre um largo sorriso e deita-se na água como se o poço fosse sua cama. Nesse mesmo instante a folha que o perseguia imita o homem. Os dois flutuam. Parecem descansar. Silêncio profundo. A folha se assenta sobre o corpo do homem. Ele, como num ritual, pega a folha delicadamente e a observa por algum instante. Conversam em silêncio. Depois, o homem velho pega a folha e a coloca num pequeno córrego para que siga o seu bailado. A folha flutua e navega sem destino. Cadê o homem? No poço apenas uma criança-curumim brinca com a lama e se banha.
A noite chega com uma lua nova brilhante no céu.

Luiz Carlos Salatiel
Rio, junho 2005/julho 2007

Pachelly Jamacarú canta para o Portal do Crato!

Clique no botão do Player abaixo para assistir:


O Cantor e Compositor Cratense Pachelly Jamacaru canta “Brasileiro Blues” para o deleite dos visitantes do Blog do Crato e do Portal do Crato.

Música linda, de uma sensibilidade poética e musical marcantes, como a obra desse singular compositor popular refinado!

Dihelson Mendonça

Reflexões sobre a Ineficácia do modelo cultural do SESC/ BNB frente à Mídia


Esta é uma mensagem de reflexão sobre a eficácia/ineficácia dos métodos usados para divulgação cultural por parte do BNB, SESC e algumas secretarias de cultura.

Desejo de antemão parabenizar todas essas entidades, que fazem um trabalho único em prol de uma sociedade pensante e de divulgação cultural.

Como é sabido por muitos, o Banco do Nordeste do Brasil, através dos seus Centros Culturais têm promovido ao longo de muitos anos, excelentes shows e eventos culturais simplesmente magníficos. Bem como o SESC, a Secult, e alguns mais.
Por exemplo, estou acompanhando ativamente o II Festival BNB da Música Instrumental, um evento gigantesco, que reúne simplesmente “a nata” da música instrumental do Nordeste. O Sesc também tem se empenhado ativamente em uma interminável série de eventos culturais.

Minha preocupação e meu alerta é que, como observador do “modus operandi” da mídia e seus comparsas, o método de divulgação cultural empregado pelo BNB, SESC e afins é quase que totalmente ineficaz, senão vejamos:

Em Crato, terminou hoje, a famosa EXPOCRATO, evento anual promovido pela prefeitura Municipal e apoiado pela iniciativa privada que toma conta do setor de shows. Aconteceu este ano que o II Festival BNB de música instrumental coincidiu com a Expocrato.

Aconteceu que a iniciativa privada criou uma grande campanha na mídia para divulgar seu evento, e os shows terríveis de bandas de forrró podres, se realizaram, como em todos os anos anteriores, em palcos enormes ao ar livre, onde a população pode ter acesso. Estima-se que a cada noite, cerca de 30.000 a 50.000 pessoas tiveram contato, e foram levados a conhecer, incentivados a gostar e passar a ser apreciador da degradação cultural que foi divulgada, promovida e incentivada pela ExpoCrato.

Metodologia diferente dos eventos do Sesc e BNB, onde os shows aconteceram em ambientes fechados, onde 40 ou 50 pessoas ( por show ) assistiram aos eventos.

Ou seja, eu acho que estamos perdendo a batalha, não por falta de boa vontade nem de investimento, mas de metodologia. Precisamos urgentemente rever esses conceitos e métodos.
De que adianta promover um mega-evento desses, caro, pagar bem aos músicos e quase ninguém comparecer?

“De que adianta acender uma lâmpada e escondê-la debaixo de uma cama?”

Porque se sabe que ao se criar uma sala de espetáculos e anunciar que ali vai haver um Concerto, só vai a esse evento quem já gosta desse tipo de música. Dizendo diferentemente, só vai assistir aos eventos do BNB e do SESC, as pessoas que já gostam desses estilos, ou os amigos dos executantes. Talvez, raramente , uma pessoa aqui e acolá passem por curiosidade para ver o que está havendo ali…

Será que não seria mais interessante que o BNB, o SESC e a SECULT promovessem certos tipos de eventos ao Ar livre onde a população , a MASSA pudesse ver e assimilar ?

Que tal se o BNB se associasse aos governos municipais a fim de realizar parcerias sempre visando grandes espetáculos ao ar livre? Já que Maomé não vai à montanha, que a montanha vá a Maomé !!!

Já imaginou se esse festival de música instrumental fosse realizado em uma Mega-estrutura ao Ar livre em cooperação com o poder municipal ? Quantas pessoas veriam o evento? 30, 40 , 60 como hoje ??
Não, eu lhes digo, levaríamos 10.000, 20.000 ou mais pessoas , se também investíssemos na mídia em publicidade!
Um dos fatores mais importantes no processo de aculturação é o tempo de exposição.
Por exemplo, porque somente aproximadamente 3 a 5% da população gosta de Jazz e de música Clássica?
Porque elas não tem acesso a esse tipo de música. Nem o rádio nem a TV tocam esse tipo de música.
Então, como as pessoas irão gostar de uma coisa que nunca ouviram ?
Eu não posso culpar as pessoas por gostarem de Bruno e Marrone nem de Aviões do Forró, porque é somente isso que eles estão recebendo! Eles não conhecem outra coisa. E as entidades que deveriam fazê-las conhecer outras realidades, estão elitizadas, certas pessoas tem até medo e vergonha de entrar num auditório para ver um show de arte.

Sempre me vem a preocupação de que a maioria das pessoas não está sabendo do que acontece dentro dos auditórios do BNB.
Tenho procurado através de meus vários websites, divulgar, convidar pessoas a comparecerem aos eventos do BNB, mas isso ainda não é suficiente.

Há muito tempo, alguém suficientemente inteligente, descobriu que o método de divulgação boca a boca não era muito eficaz e para isso inventou a IMPRENSA.
Há muito tempo, a indústria da mediocridade, que propaga a degradação da arte observou que haveria de fazer parceria com a MÍDIA.

Pois é tempo de acordarmos e assimilar esses métodos.
É interessante como se pode aprender com as táticas do inimigo.
É interessante observar como o “SomZoom” soube inteligentemente investir num satélite para propagar o seu madito forró para os 4 cantos do Brasil.

Quem tem a mídia tem o poder. E quem tem a mídia É o poder.
Vejam vocês quem são os proprietários das estações de rádio do Brasil? Os políticos.

Então, eu acho que é tempo de criarmos o que eu chamo de “A CORRENTE DO BEM”, onde Artistas, produtores, autoridades esclarecidas, pessoas de bem em geral, possam se integrar a esse grande movimento, procurar soluções mais eficazes para contra-atacar a ignorância que vem ganhando terreno nessa luta desigual.

Não devemos nos confinar aos gabinetes, nem aos auditórios.
Imensas somas são gastas ineficazmente, ou elitisticamente, quando poderíamos ganhar as ruas e conquistar mais pessoas.

-> A não ser que eu esteja enganado, e o propósito seja a manutenção de uma cultura elitista!

Devemos arrumar formas de ganhar as ruas.
A Arte e a Cultura PRECISAM URGENTEMENTE sair de dentro das 4 paredes dos auditórios e passar a se apresentar em praças públicas, onde aí sim, levaremos cultura ao camponês, aos jovens, e à todas as pessoas que ainda não foram consumidas inteiramente pela indústria da mediocridade.

Os eventos do BNB e SESC são magníficos e mais e mais pessoas precisam conhecer e apreciar!
Levemos os artistas aonde o povo está. Na praça!
Ou aceitemos que essa guerra já está perdida!

Pensemos com carinho acerca desses dados preocupantes, e que me chega a tirar o sono!
Aguardo comentários.

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Dihelson Mendonça

www.portaldojazz.com
www.vivacebr.com
www.radiopiano.com
www.dihelson.com

POTOCAS. COM

KAMA SUTRA EM MINIATURA

Simon e os tempos atuais

Quando ingressei na vida pública, há cinco décadas, eu apertei o botão de subida do elevador da política, no seu sentido mais puro. E ele subiu. Parou em muitos andares. Abriu e fechou. Muitas vezes, parecia que as portas emperravam, presas a grades e a paus-de-arara. Mas, mesmo assim, abriam-se, com o esforço de todos os passageiros. Havia uma voz, que anunciava cada etapa dessa nossa subida, na busca do destino almejado por todos nós. “Liberdade”, “democracia”, “anistia”, “diretas-já”. Não era uma voz interna. Ela vinha das ruas, e ecoava de fora para dentro. Vi gente descer e subir, em cada um dos andares deste edifício político. Comigo, subiram Ulysses, Tancredo, Teotônio. Já nos primeiros andares, vieram Covas, Darcy, Fernando Henrique. Mais um ou outro andar, Lula, Dirceu, Suplicy. Outros mais, Marina, Heloísa.
De repente, o elevador parou entre dois andares. Alguém mexeu, indevidamente, no painel. Parece que alguns resolveram descer e fizeram mau uso do botão de emergência. O Covas, o Darcy, o Ulysses, o Tancredo, o Teotônio já haviam chegado a seus destinos. Sentimos, então, uma sensação de insegurança e de falta de referências. Apesar dos brados da Heloísa, parecia que nada poderia impedir a nossa queda livre. A cada andar, uma outra voz, agora de dentro para fora, anunciava, num ritmo rápido e seqüencial: “PC”, “Orçamento”, “Banestado”, “Mensalão”, “Sanguessugas” , “Navalha”, “Xeque-Mate”. Alguns nomes, eu nem consegui decifrar, tamanha a velocidade da descida. E o elevador não parava. Nenhuma porta se abria. Haveria o térreo, de onde poderíamos, de novo, ganhar as ruas. É que imaginávamos que seria o fundo do poço do elevador da política. Qual o quê, não sabíamos que o nosso edifício tinha, ainda, tantos, e tão profundos, subsolos. Daí, a sensação, cada vez mais contundente, de que o baque seria ainda maior. Quantos seriam os subsolos? Até que profundezas suportaríamos nessa queda livre? Mais uma vez de repente, o elevador parou, subitamente. Uma fresta, uma sala, uma discussão acalorada. Troca de insultos. Uma reunião da Comissão de Ética da Torre Principal do Edifício. O Síndico teria pago suas contas pessoais com o dinheiro do Condomínio, através do funcionário do lobby de um outro edifício. E, por isso, teria, também, deixado de pagar pelos serviços de manutenção do elevador. Mais do que isso, o zelador também não havia recebido o seu sagrado salário, para o pão, o leite, a saúde e a educação da família.
Idem o segurança. Mas, havia algo estranho naquela reunião: os representantes dos condôminos, talvez por medo de outros sustos semelhantes, em outros solavancos do elevador, defendiam, solenemente, o Síndico. Ninguém estava interessado em avaliar a veracidade das suas informações. Nem mesmo as contas do Condomínio. Queriam imputar culpa ao zelador e ao segurança. Ou, quem sabe, teria o tal Síndico informações comprometedoras, gravadas nos corredores soturnos do edifício, a provocar tamanha ânsia solidária? Não se sabe, mas, tudo indica, isso jamais será investigado, enquanto vigorar a atual Convenção de Condomínio. Há que se rever, portanto, essa Convenção. Há que se consertar esse elevador. Há que se escolher um novo ascensorista. Há que se eleger um novo síndico. Há que se alcançar o andar da ética. A voz das ruas tem que ecoar, mais alto, nos corredores deste edifício. A voz de dentro, parece, insiste em continuar violando os painéis de controle. Até que não haja, mais, subsolos. E, aí, o tal baque poderá ser irreversível. Não haverá salas de comissões de ética. Porque não haverá, mais, ética. Quem sabe, nem mesmo, edifício.

Senador Pedro Simon

Cariricult

Caros Amigos,

O Salatiel , agora mesmo flauteando pelo Rio, está com um novo Blog : Cariricult, muito legal. Confiram!

http://cariricult.blogspot.com/

Concerto: Dihelson Mendonça em Fortaleza – Dia 21 de Julho – Sábado!

Em Apresentação Única em Fortaleza – Dia 21 – Meio-Dia.

Encontro BACH – CHOPIN. – Com Improvisações…

“O Pianista Dihelson Mendonça promove o encontro entre dois dos maiores
expoentes da música de todos os tempos: Johann Sebastian Bach e
Frederic Chopin. Bach, considerado o deus supremo da música e Frederic
Chopin, tendo em Bach uma profunda fonte de inspiração e admiração.
Bach como o mestre supremo do “cravo bem-temperado” e Chopin, o mestre
imbatível do Piano Romântico. Dihelson ainda improvisa sobre temas de
Bach e Chopin e convida pessoas da platéia para improvisarem temas que serão convertidos em composição…

Algumas peças do repertório à escolha:

Bach:
- Prelúdio e Fuga # 1 – CBT – Vol I – BWV 846
- Prelúdio em Mi – CBT – Vol I – BWV 854
- Suite Francesa # 5
- Prelúdio em F#m – CBT – Vol I – BWV 859
- Prelúdio e Fuga em Ré maior – CBT – Vol I – BWV 850

Chopin:

- Polonaise Op 26 # 1
- Noturno Op 9 # 1 e 2
- Valsa Op 64 # 1
- Valsa Op 64 # 2
- Noturno Op 15 # 2 em F# maior
- Noturno Op 37 # 1 em Sol menor
- Mazurca Op 7 # 1 em si bemol
- Mazurca Op 7 # 2 em lá menor
- Mazurca Op 24 # 1 em Sol menor
- Mazurca Op 17 # 4
- Mazurca Op 30 # 4
- Estudo Revolucionário – Op 10 # 12
- Balada em Sol menor Op 23
- Polonaise Op 40 # 1 ( Militar )
- Polonaise Op 53 – ( heróica )
- Fantasia-Improviso Op 66

Simplesmente Imperdível !!!

Dia 21 de Julho – Sábado – Meio-Dia, No Centro Cultural BNB em FORTALEZA.

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