Fragmento do show “contemporâneo”, com Luiz Carlos Salatiel & banda, no Centro Cultural BNB – Juazeiro do Norte-Ce.
Para assistir ao filme, siga o link abaixo, no Portal do Crato:
Olá, pessoal,
É com grande satisfação que trago ao Portal do crato, o filme do cineasta cratense pachelly Jamacarú, chamado DZU´NHURAE, que significa “O filho das águas”. Trata-se da estória de um homem que tomado de uma consciência de seus antepassados indígenas da região do cariri, recebe a incumbência de preservar os mananciais de água… e mais…
Vale a pena conferir…
DZU´NHURAE pra vcs!
Abraços,
Dihelson Mendonça
Entardece no mundo.Luiz Carlos Salatiel
Rio, junho 2005/julho 2007
Clique no botão do Player abaixo para assistir:
O Cantor e Compositor Cratense Pachelly Jamacaru canta “Brasileiro Blues” para o deleite dos visitantes do Blog do Crato e do Portal do Crato.
Música linda, de uma sensibilidade poética e musical marcantes, como a obra desse singular compositor popular refinado!
Dihelson Mendonça

Esta é uma mensagem de reflexão sobre a eficácia/ineficácia dos métodos usados para divulgação cultural por parte do BNB, SESC e algumas secretarias de cultura.
Desejo de antemão parabenizar todas essas entidades, que fazem um trabalho único em prol de uma sociedade pensante e de divulgação cultural.
Como é sabido por muitos, o Banco do Nordeste do Brasil, através dos seus Centros Culturais têm promovido ao longo de muitos anos, excelentes shows e eventos culturais simplesmente magníficos. Bem como o SESC, a Secult, e alguns mais.
Por exemplo, estou acompanhando ativamente o II Festival BNB da Música Instrumental, um evento gigantesco, que reúne simplesmente “a nata” da música instrumental do Nordeste. O Sesc também tem se empenhado ativamente em uma interminável série de eventos culturais.
Minha preocupação e meu alerta é que, como observador do “modus operandi” da mídia e seus comparsas, o método de divulgação cultural empregado pelo BNB, SESC e afins é quase que totalmente ineficaz, senão vejamos:
Em Crato, terminou hoje, a famosa EXPOCRATO, evento anual promovido pela prefeitura Municipal e apoiado pela iniciativa privada que toma conta do setor de shows. Aconteceu este ano que o II Festival BNB de música instrumental coincidiu com a Expocrato.
Aconteceu que a iniciativa privada criou uma grande campanha na mídia para divulgar seu evento, e os shows terríveis de bandas de forrró podres, se realizaram, como em todos os anos anteriores, em palcos enormes ao ar livre, onde a população pode ter acesso. Estima-se que a cada noite, cerca de 30.000 a 50.000 pessoas tiveram contato, e foram levados a conhecer, incentivados a gostar e passar a ser apreciador da degradação cultural que foi divulgada, promovida e incentivada pela ExpoCrato.
Metodologia diferente dos eventos do Sesc e BNB, onde os shows aconteceram em ambientes fechados, onde 40 ou 50 pessoas ( por show ) assistiram aos eventos.
Ou seja, eu acho que estamos perdendo a batalha, não por falta de boa vontade nem de investimento, mas de metodologia. Precisamos urgentemente rever esses conceitos e métodos.
De que adianta promover um mega-evento desses, caro, pagar bem aos músicos e quase ninguém comparecer?
“De que adianta acender uma lâmpada e escondê-la debaixo de uma cama?”
Porque se sabe que ao se criar uma sala de espetáculos e anunciar que ali vai haver um Concerto, só vai a esse evento quem já gosta desse tipo de música. Dizendo diferentemente, só vai assistir aos eventos do BNB e do SESC, as pessoas que já gostam desses estilos, ou os amigos dos executantes. Talvez, raramente , uma pessoa aqui e acolá passem por curiosidade para ver o que está havendo ali…
Será que não seria mais interessante que o BNB, o SESC e a SECULT promovessem certos tipos de eventos ao Ar livre onde a população , a MASSA pudesse ver e assimilar ?
Que tal se o BNB se associasse aos governos municipais a fim de realizar parcerias sempre visando grandes espetáculos ao ar livre? Já que Maomé não vai à montanha, que a montanha vá a Maomé !!!
Já imaginou se esse festival de música instrumental fosse realizado em uma Mega-estrutura ao Ar livre em cooperação com o poder municipal ? Quantas pessoas veriam o evento? 30, 40 , 60 como hoje ??
Não, eu lhes digo, levaríamos 10.000, 20.000 ou mais pessoas , se também investíssemos na mídia em publicidade!
Um dos fatores mais importantes no processo de aculturação é o tempo de exposição.
Por exemplo, porque somente aproximadamente 3 a 5% da população gosta de Jazz e de música Clássica?
Porque elas não tem acesso a esse tipo de música. Nem o rádio nem a TV tocam esse tipo de música.
Então, como as pessoas irão gostar de uma coisa que nunca ouviram ?
Eu não posso culpar as pessoas por gostarem de Bruno e Marrone nem de Aviões do Forró, porque é somente isso que eles estão recebendo! Eles não conhecem outra coisa. E as entidades que deveriam fazê-las conhecer outras realidades, estão elitizadas, certas pessoas tem até medo e vergonha de entrar num auditório para ver um show de arte.
Sempre me vem a preocupação de que a maioria das pessoas não está sabendo do que acontece dentro dos auditórios do BNB.
Tenho procurado através de meus vários websites, divulgar, convidar pessoas a comparecerem aos eventos do BNB, mas isso ainda não é suficiente.
Há muito tempo, alguém suficientemente inteligente, descobriu que o método de divulgação boca a boca não era muito eficaz e para isso inventou a IMPRENSA.
Há muito tempo, a indústria da mediocridade, que propaga a degradação da arte observou que haveria de fazer parceria com a MÍDIA.
Pois é tempo de acordarmos e assimilar esses métodos.
É interessante como se pode aprender com as táticas do inimigo.
É interessante observar como o “SomZoom” soube inteligentemente investir num satélite para propagar o seu madito forró para os 4 cantos do Brasil.
Quem tem a mídia tem o poder. E quem tem a mídia É o poder.
Vejam vocês quem são os proprietários das estações de rádio do Brasil? Os políticos.
Então, eu acho que é tempo de criarmos o que eu chamo de “A CORRENTE DO BEM”, onde Artistas, produtores, autoridades esclarecidas, pessoas de bem em geral, possam se integrar a esse grande movimento, procurar soluções mais eficazes para contra-atacar a ignorância que vem ganhando terreno nessa luta desigual.
Não devemos nos confinar aos gabinetes, nem aos auditórios.
Imensas somas são gastas ineficazmente, ou elitisticamente, quando poderíamos ganhar as ruas e conquistar mais pessoas.
-> A não ser que eu esteja enganado, e o propósito seja a manutenção de uma cultura elitista!
Devemos arrumar formas de ganhar as ruas.
A Arte e a Cultura PRECISAM URGENTEMENTE sair de dentro das 4 paredes dos auditórios e passar a se apresentar em praças públicas, onde aí sim, levaremos cultura ao camponês, aos jovens, e à todas as pessoas que ainda não foram consumidas inteiramente pela indústria da mediocridade.
Os eventos do BNB e SESC são magníficos e mais e mais pessoas precisam conhecer e apreciar!
Levemos os artistas aonde o povo está. Na praça!
Ou aceitemos que essa guerra já está perdida!
Pensemos com carinho acerca desses dados preocupantes, e que me chega a tirar o sono!
Aguardo comentários.
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Dihelson Mendonça
www.portaldojazz.com
www.vivacebr.com
www.radiopiano.com
www.dihelson.com
Em Apresentação Única em Fortaleza – Dia 21 – Meio-Dia.
Encontro BACH – CHOPIN. – Com Improvisações…
“O Pianista Dihelson Mendonça promove o encontro entre dois dos maiores
expoentes da música de todos os tempos: Johann Sebastian Bach e
Frederic Chopin. Bach, considerado o deus supremo da música e Frederic
Chopin, tendo em Bach uma profunda fonte de inspiração e admiração.
Bach como o mestre supremo do “cravo bem-temperado” e Chopin, o mestre
imbatível do Piano Romântico. Dihelson ainda improvisa sobre temas de
Bach e Chopin e convida pessoas da platéia para improvisarem temas que serão convertidos em composição…
Algumas peças do repertório à escolha:
Bach:
- Prelúdio e Fuga # 1 – CBT – Vol I – BWV 846
- Prelúdio em Mi – CBT – Vol I – BWV 854
- Suite Francesa # 5
- Prelúdio em F#m – CBT – Vol I – BWV 859
- Prelúdio e Fuga em Ré maior – CBT – Vol I – BWV 850
Chopin:
- Polonaise Op 26 # 1
- Noturno Op 9 # 1 e 2
- Valsa Op 64 # 1
- Valsa Op 64 # 2
- Noturno Op 15 # 2 em F# maior
- Noturno Op 37 # 1 em Sol menor
- Mazurca Op 7 # 1 em si bemol
- Mazurca Op 7 # 2 em lá menor
- Mazurca Op 24 # 1 em Sol menor
- Mazurca Op 17 # 4
- Mazurca Op 30 # 4
- Estudo Revolucionário – Op 10 # 12
- Balada em Sol menor Op 23
- Polonaise Op 40 # 1 ( Militar )
- Polonaise Op 53 – ( heróica )
- Fantasia-Improviso Op 66
Simplesmente Imperdível !!!
Dia 21 de Julho – Sábado – Meio-Dia, No Centro Cultural BNB em FORTALEZA.