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Arquivo para ‘agosto, 2007’

A Cratense Alziane Diógenes – Bi-campeã de Ciclismo em Sta. Isabel, São Paulo!


A renomada ciclista cratense Alziane Diógenes ( filha do nosso emérito professor de Física, Cézar Bandeira de Melo ), venceu no último domingo, dia 26 de agosto, a disputadíssima prova 6 HORAS DE MOUNTAIN BIKE, no Município de Santa Isabel, há 50 Km da Capital Paulista.
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Com pista cheia de variações altimétricas, a prova provoca um grande desgaste físico nos competidores, que enfrentaram as rampas e as trilhas do Parque Adventure, das 9:00h as 15:00h.
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A largada aconteceu no estilo Lê Mans, onde todos os atletas correm a pé em busca das suas bicicletas.
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Mesmo com um pneu furado logo na primeira volta do Circuito Adventure Parque, em Santa Isabel-SP, há 50 km da Capital Paulista, a ciclista cratense Alziane Diógenes, se supera, confirma seu favoritismo e levanta poeira para cima das adversárias, pela segunda vez, além de levantar, novamente, a taça de campeã desta prova. Agora, nós somos BI-CAMPEÕES (2005 e 2007).

Alziane Diógenes venceu a prova, se tornando Bi-Campeã, e agora segue para seu maior desafio de 2007, que será a defesa do título do MTB 12 HORAS, em Ituverava, no final de novembro.

O 6 HORAS DE MOUNTAIN BIKE chega na sua terceira edição. Vale salientar que, na primeira edição desta competição, ocorrida em 2005, Alziane também venceu, com o título de Campeã.
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O evento é organizado pela SOCOBIKER’S – www.socbike.com.br

=> Parabéns, Alziane! – Nunca deixei de acreditar em você, minha amiga!

Edição: DemocratoBlog – George Macário – Re-edição: Dihelson Mendonça

Oficinas de teatro do SESC



Vicelmo – Jornal do Cariri – AO VIVO !


Nos horários ao Vivo ( 7:00 e 12:30 )
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REPRISE do programa de hoje das 07:00
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E era só…

HOJE: Previsão do Tempo – Segunda, 27/08/2007


Previsão do tempo para hoje, Segunda-Feira, 27 de Agosto de 2007:
17 ºC 33 ºC
Prob. de Chuva: 00 %
Volume Estimado 00 mm


Fonte: Climatempo
Foto: Dihelson Mendonça
Para mais fotos da cidade, visite o Google Earth

DUELO AO PÔR DO SOL – Mais uma aventura de João de Barros


Uma série em nove capítulos semanais. Duelo ao Pôr do Sol. Você já viu, vê e verá outros iguais. Não perca com início todo os domingos.

ARGUMENTO

PARTE 1

A Desfeita

Tomada 1

Kirk Douglas faz uma careta de dor.
Lento, caindo no chão poeirento.
Final da rua.
Currais.

No horizonte, também,
Vai se pondo
O sol.

Na tela a frase:

The End

Tomada 2

I

As luzes se acendem e a platéia começa a sair.
O lanterninha do Cine Cassino fecha a grade de saída logo após o último espectador e volta para apagar as luzes da sala de projeção.
II
Está lá.
Com o chapéu na cabeça, um cowboy fumando um cigarro.
III
O coração do lanterninha dispara com a visagem que saiu da tela para o mundo de fato.
De repente falta chão sob os pés da realidade do rapaz.
Volta correndo e se depara com a grade de saída que ele mesmo havia fechado. Se desespera de medo e não consegue reabrir o cadeado. Quase correndo retorna para a sala de projeção.
IV
Mais uma vez.
O cowboy.
Permanece sentado de costas, na anteprimeira fila do cinema, com a fumaça do cigarro subindo lentamente.
V
O lanterninha desesperado de medo.
Nunca imaginaria que a ficção poderia se meter na sua rotina de autoridade da sala de projeção.
Ele que tem o poder de expulsar o espectador bagunceiro, se treme de medo, contrastando com o sangue frio do cowboy.
Impassível, ao espaço e ao tempo, ocupa tranqüilamente a cena que deveria ser protagonizada pelo empregado do cinema.

Tomada 3

I
O rapaz sobe as escadas que dão acesso à sala de projeção em lances de dois e três degraus.
Entra de sopetão na cabine e esbarra em seu Antônio, o projetista. Agachado, de cabeça baixa, guarda os rolos de filme nas suas respectivas latas.
II
Seu Antônio dá um grito de susto com a entrada intempestiva do rapaz que invade a cabine com a sutileza de um furacão do Caribe.
Qui é qui é isto rapaz? Tu endoidou?
– É o homi seu Ton-im!
III
Seu Antônio, já de pé, bate com o pé direito no chão e esmurrando o ar com os dois braços, grita:
Qui homi macho?
– O homi da tela!
– Qui homi?
– O cóboi do filme.
– Qui homi? Qui históra é esta?
– O artista… O qui morreu no final do filme…
IV
Fazendo uma careta de dor das besteiras do Lanterninha, pergunta com ar de incompreensão:
- Quem?
– O homi seu Ton-im! Este do filme.
– Explica dereito esta históra, macho!
– O cóboi do filme tá aí…

V
O projetista dá um passo para trás, esbarra nas latas de filme com o cenho franzido e expressão de raiva, pergunta:
– O quê?
– O do filme! Tá sentado lá nas cadeiras…
– Onde?
- Nas cadeiras.. Venha vê!
VI
O lanterninha chama o projetista até o buraco da cabine e aponta para o salão.
Seu Antônio fica um minuto parado, olhando o cowboy solitário que continua de costas, virado para a tela de projeção, fumando um cigarro atrás do outro. O projetista coça a cabeça, pensa mais um pouco e resolve tomar uma iniciativa.
Afinal os dois tinham que fechar o cinema e irem para casa dormir. Aquela era a última sessão e já eram quase 23 horas.

Tomada 4

I
O especialista em fitas de cinema e máquinas de projetar ilusões, pega uma trave de madeira da porta real, chama o lanterninha e, ambos, se dirigem para a sala de projeção.
O condutor da excursão de reconhecimento vai avançando no terreno devagar. Passo pós passo, os dois escondendo o barulho, seu Antônio na frente e o lanterninha colado às suas costas, procurando ocultar-se do perigo à frente.
II
O cowboy parece ter um corpo forte, fuma lentamente, não se mexe ou faz qualquer barulho.
Seu Antônio aumenta os cuidados, os Cowboys têm olhos nas costas. Tem medo que de repente, ele se vire com a arma cuspindo chumbo grosso.
Os minutos parecem eternidade. De vez em quando, seu Antônio, dá uma cotovelada no lanterninha que nervosamente se coça de medo, fazendo barulho.
III
Já estão a cinco filas do cowboy.
Eles redobram o silêncio, procurando inventar um estado de coisas além da ausência total de sons. Mas é impossível, a respiração nervosa do lanterninha, lhe parece um fole de ferreiro. Mais uma cotovelada e mais dois passos a frente.
Agora na quarta fila.
Logo mais vão encarar o cowboy.
IV
Temem que surja, como num filme de terror, o rosto enganador da morte. Seus corações se agitam num mesmo ritmo e o sangue do rosto ferve de emoção. As pernas de seu Antônio tremem tanto, que chega a balançar o lanterninha, logo ali de junto dele. Dão mais um sofrido passo.
V
Foi o desastre.
O mundo explodiu.
Os dois caíram berrando, pedindo clemência, gritando, histericamente, por socorro. Se arrastam para trás das cadeiras, procurando se esconder da fúria assassina do pistoleiro. Seu Antônio, de quatro, tinha dificuldade de se locomover, o reumatismo havia lhe atacado. Não teve jeito, o lanterninha passou por cima dele, lhe dando chutes, lhe atropelando e saindo feito a besta fera na direção da porta do cinema.

Não perca. Domingo próximo. O que teria havido com os destemidos funcionários do cinema? Neste mesmo cinema à mesma hora.

BOI ARUÁ

Eis aqui uma pequena (por conta de seu alcance; ainda muito restrito)obra de arte. Vale a conferida nas quatro partes disponíveis no youtube.

obs – vale dizer que num dos trechos tem o genial Elomar.

Só no Crato Mesmo !


A RÁDIA

Nossa cidade manteve-se adormecida , com seus momentos felizes e problemas mais domésticos até 1854. Naquele ano, João Brígido, o Gutemberg caririense, fundou “O Araripe” nosso primeiro jornal. Um hebdomadário que saiu regularmente até 1962. Depois dele, mais de cento e setenta periódicos sentaram praça aqui no Crato. Depois do nosso primeiro jornal, a cidade nunca mais foi a mesma , abriu-se para o mundo e as mentes e corações caririenses começaram a perceber que o universo ia bem além do seu pomar. O teatro por aqui floresceu no último quartel do século XIX e firmou-se de forma categórica a partir de 1902 com Soriano de Albuquerque. Junto com ele vieram histórias fantásticas advindas de outros países, trazendo consigo outras verdades, outros mistérios e outros costumes. A partir de 1911, a nossa cidade fervilhou com o encanto cinematográfico projetado na tela da nossa primeira casa de espetáculos : “O Cinema Paraíso”. A vida , então, começou a imitar a arte: os sentimentos e os arroubos passaram a ter características visivelmente cinematográficas. As madames vestiam-se como May West, os marmanjos imitavam os trejeitos de Rodolfo Valentino. As vidas , as ações e aspirações começaram a buscar roteiros mais bonitos e mais épicos. Os desejos , os sonhos já não cabiam nos simples scripts até então traçados na pacata Vila de Frei Carlos. A TV chegou avassaladora no final dos anos sessenta, montando um cinema em cada sala, e aí a nossa cidadezinha já pertencia ao mundo. As notícias locais passaram a perder seu impacto, as pessoas recolheram-se em seus lares e a queda de um avião na Bósnia passou a ser muito mais importante do que a morte do vizinho do lado. Hoje vivemos tempos de comunidade global , com a Internet, e todos os nossos sentimentos e relacionamentos passaram a ser também virtuais. Sobrevivemos todos num planeta chamado Solidão.com.
Precedeu a todas estas últimas hecatombes, a chegada do Rádio ainda nos anos cinqüenta. Ele se tornou o primeiro aparelhinho eletrodoméstico com capacidade de conectar as pequeninas e interioranas cidades ao mundo. O rádio foi o ovo da internet. Ele, no entanto, trouxe consigo a possibilidade de criar estações locais, veiculando e amplificando as notícias domésticas e criando, também, os nossos primeiros artistas de mídia. Muitos aqui ganharam espaço e visibilidade e terminaram por migrar para centros maiores : João Ramos, Edilmar Norões, Cândido Colares, Wilson Machado, Aderson Maia, Sampson de Melo e tantos outros. Em lá chegando criaram uma escola , deram um brilho enorme à radiofonia cearense, brilho que se estende até os dias atuais . O rádio fez-se tão popular que o matuto , para diferenciar melhor, mudou-lhe o gênero : “O rádio” para referir-se ao aparelho transmissor e “a rádia” quando se fala da estação transmissora. Dizem os mais versados no assunto que o caboclo entende das coisas : um bicho que fala tanto e sem parar só pode ser mesmo do sexo feminino !
O rádio criou uma linguagem própria, com bordões e frases típicas , num vai e vem contínuo com o público. Os locutores passaram a ser identificados pela voz característica , mas também pelo dialeto pessoal com que se dirigiam ao seu público. Em Crato, existe uma destas expressões que se perpetuam no tempo, advindas da doce hegemonia do rádio e que é motivo desta croniqueta de sábado. Quando se critica publicamente alguém por uma razão que aparentemente devia ficar em off , costuma-se citar uma expressão eminentemente cratense :
– “Home, bote logo na rádia !”
O nascedouro dos ditos populares mostra-se sempre obscuro. Trabalho para os filólogos da língua e as versões muitas vezes se multiplicam obscurecendo a etiologia. Dias atrás, um amigo me pôs a par da origem deste dito tão nosso. A história parece verossímil, resolvi pôr no papel, para que o éter fugaz da oralidade não evapore junto com esta versão. Vendo-a pelo exato preço que a comprei. Aí vai!
No início dos anos sessenta, Irene, uma mocinha da Serra da Minguiriba , veio trabalhar ,como doméstica, em Crato. Acostumada à calmaria do mato, sua hiperatividade de adolescente logo a fez se enamorar da cidade grande. Festas, quermesses, sambas de pé-de-serra, banhos na cascata e a velha imbiriba começaram a preencher suas horas de folga. Embriagou-se das belezas do Crato e começou a trocar de namorado como quem troca de calcinha. A patroa começou a se preocupar com os caminhos traçados pela empregada . Temendo um bucho desavisado , antevendo uma futura estada no Gesso, resolveu avisar ao pai sobre a liberalidade da moça. Ao saber dos rumos tomados pela filha, o velho pai emburrou, disse que tinha cortado um dedo, mas mesmo assim mandou as duas filhas mais velhas virem conversar com a menina, trazendo uns conselhos. As irmãs , de posse da dura missão, desceram a serra e vieram bater no Crato, aproveitando a feira da segunda.
Chegaram na casa e entabularam conversa. Perceberam, no entanto, que a coisa não seria fácil. Irene estava cheia de si, não tinha mais nada a perder e engrossou o pescoço. Disse poucas e boas : trabalhava para seu sustento e não devia explicações a seu ninguém. As manas , por sua vez, começaram a aumentar o tom da voz e terminaram por sair rua abaixo na maior discussão, num arranca-rabo sem tamanho. Na altura da Siqueira Campos , juntou gente. Irene acabou com o papo, cruzou a praça e gritou já do outro lado da rua, para as irmãs, a toda altura :
— Agora pronto ! Diga a pai que o priquito é meu e eu dou a quem quiser !
Nisso, um dos anônimos circunstantes, sentado num dos bancos, vendo o “particular” das irmãs da Minguiriba, cunhou a expressão para toda o posteridade:
— Pois muié, bote logo na Rádia, bote !

J. Flávio Vieira

Ouça VICELMO – Jornal do Cariri ao Vivo!

Olá, gente,

Uma pequena homenagem do Blog do crato a esse grande jornalista que já é patrimônio da cidade do Crato: Antonio Vicelmo.
Quem nunca ouviu a sua voz, e a sua famosa frase:

“A Notícia sem sofisma e sem fantasia. A informação como ela é, o retrato fiel da realidade. vai começar o show de notícias!”

Então, para todos aqueles que estão longe podem escutar o programa de Antonio Vicelmo ao vivo. E depois, a reprise:
Ouça-o clicando no link abaixo:

Clique no Player abaixo:

HOJE: Amanhecer visto da Vilalta e Previsão do Tempo!

Quase em tempo Real para o Blog do Crato:
– Clique na foto para Ampliar !! -


Dia 23/08/2007
Amanhecer na Vilalta, visto da Rua paulo Elpídio, olhando para o norte.
Autor: Dihelson Mendonça

Previsão do tempo:


Fonte: Climatempo – www.climatempo.com.br

Uma oração sumério-acadiana

Mesopotâmia é uma palavra grega que significa “localizada entre dois rios”. Mas o seu verdadeiro significado é o geográfico. Uma grande planície que recebe diversos rios nascidos nos monte Zagros a nordeste e Pôntico a norte e nos planaltos da Anatólia e da Armênia. Lá nasceram civilizações tão remotas, verdadeiras incubadoras da própria noção de civilização. A mesopotâmia forma, junto com o vale do Nilo e o do Indo, as mais remotas civilizações que formaram impérios em bacias hidrográficas. A civilização chinesa um pouco depois, igualmente fundadora e antiga, entre os rios amarelo e azul.

Pronto, nestes vales se encontra a matriz de todo pensamento a Oriente e Ocidente que forma a base dos nossos modos atuais de entender e explicar o mundo. Apenas para exemplificar. Na Mesopotâmia existem os mais antigos sinais de fundação da agricultura, a sua geografia permitia duas experiências agrícolas extremas: ao norte, na região de montes e planícies, a agricultura era sazonal pelo regime das chuvas e na mesopotâmia do sul, de pântanos e planícies largas, lisas e estéries, a agricultura era de irrigação ao longo da calha dos rios. No período primitivo as vilas iam da Palestina até os Montes Zagros.
Algumas das contribuições da Mesopotâmia: a roda, vidro, o sal, cunhagem de moedas, matemática, o alfabeto, calendários, bronze, ferro, monoteísmo, poesia épica, cultivo e irrigação. Seus povos fundadores de cultura e civilizações: Sumerianos, Acadianos, Caldeus, os Hititas, Babilônios, Israelitas, Fenícios, Lídios, Hurritas, Mitani, Urartu, Assírios e os Persas.
Seus valores culturais: arte da Mesopotâmia é tão diversa quanto as civilizações que habitaram a área. A arte tornou-se decorativa, estilizada e convencional. Os deuses eram seres humanos combinados com os animais, criaturas fantásticas. A arte comemorou as realizações de grandes homens. Os grandes templos e os palácios imponentes pontilharam a paisagem. A edificação mais importante foram os Zigurates. O homem gravou suas histórias e a poesia pela primeira vez e ajustou-os à música. Liras, instrumentos de sopro, harpas e os cilindros de percussão acompanharam suas canções e danças.
No mundo politeísta, o esforço de tradução da escrita cuneiforme sumeriana descobriu tesouros da cultura mundial. Uma das orações mais fantásticas foi a desenvolvida para cada deus. É uma obra prima do abraço ao mundo. Quem a pratica espalha o tiro com milhares de chumbo. Quer resolver qualquer pecado, para qualquer deus ou deusa conhecidos e até os desconhecidos a quem tenha ofendido. Quer o perdão para todo e qualquer pecado que inclusive ele desconheça que pecado o seja. Quer que o deus e a deusa saibam das fraquezas humana e leve isso em consideração. Quer Afinal se despir de seus pecados como se despe de uma roupa.
É possível que nenhuma civilização lá no fundo dos tempos ou nos trás-os-montes do distante futuro, jamais venha a criar uma oração aos deuses e deusas tão perfeita para modernidade como fizeram os Sumérios. Vejam como é perfeita para o Governo Bush e o atoleiro em que submeteu Iraquianos e Americanos.

para cada deus

Que a fúria do coração do meu senhor aquiete-se para mim.

Que o deus desconhecido aquiete-se para mim;
Que a deusa desconhecida aquiete-se para mim.

Que o deus conhecido e o desconhecido aquiete-se para mim;
Que a deusa conhecida e a desconhecida aquiete-se para mim,
Que o coração de meu deus aquiete-se para mim;
Que o coração de minha deusa aquiete-se para mim.

Que meu deus e deusa aquietem-se para mim.

Que o deus que ficou zangado comigo aquiete-se para mim,
Que a deusa que ficou zangada comigo aquiete-se para mim.

Na minha ignorância, comi o que foi proibido pelo meu deus;
Na minha ignorância, pus os pés naquilo proibido por meu deus.

Ó senhor, minhas transgressões são muitas; grandes são meus pecados.

Ó meu deus, minhas transgressões são muitas; grandes são meus pecados.

Ó minha deusa, minhas transgressões são muitas; grandes são meus pecados.

Ó deus que eu conheço ou não conheço, minhas transgressões são muitas; grandes são meus pecados;
Ó deusa que eu conheço ou não conheço, minhas transgressões são muitas; grandes são meus pecados;
A transgressão que tenho cometido, de fato não sei;
O pecado que tenho realizado, de fato não sei.

A coisa proibida que eu tenha comido, de fato não sei;
O lugar proibido em que eu pus o pé, de fato não sei;
O senhor com cólera em seu coração, olhou-me;
O deus com fúria em seu coração confrontou-me;
Quando a deusa estava com raiva de mim, tornou-me doente.

O deus quem eu conheço ou não conheço, tem-me oprimido;
A deusas que eu conheço ou não conheço, colocou o sofrimento sobre mim.

Embora eu esteja constantemente procurando ajuda, não me pega a mão;
Quando eu choro eles não vêm ao meu lado.

Eu pronuncio lamentos, mas ninguém me ouve;
Eu tenho problemas; sou oprimido, eu não posso ver.

Ó meu deus, o misericordioso, eu dirijo-me ao ti ao orar, sempre se incline para mim;
Eu beijo os pés da minha deusa, rastejo ante ti.

Quanto tempo, ó minha deusa, que eu conheço ou não conheço, observo que teu coração hostil será aquietado?

O homem é idiota; ele não sabe nada;
Humanidade, tudo que existe porque ele conhece?
Se está cometendo pecando ou fazendo o bem, ele não sabe mesmo.

0 meu senhor, não lance teu empregado para baixo;
Ele afunda nas águas de um pântano, tire-o pela mão.

O pecado que pratiquei, gira em torno da deusa;
A transgressão que eu cometi, deixe o vento levar;
Minhas inúmeras más ações, dispo-as feito roupas.

Ó meu deus, minhas transgressões são sete vezes sete; remova minhas transgressões,
Ó minha deusa minhas transgressões são sete vezes sete; remova minhas transgressões;
Ó deus que eu conheço ou não conheço, minhas transgressões são sete vezes sete; remova-as;
Ó deusa que eu conheço ou não conheço, minhas transgressões são sete vezes sete; remova-as.

Remova minhas transgressões e eu cantarei em teu louvor.

Que teu coração, como o coração de uma mãe real, aquiete-se para mim;
Como uma mãe real e um pai real pode ele aquietar-se para mim.

Tradução por Ferris J. Stephens, nos textos orientais próximos antigos (Princeton, 1950), PP. 391-2; reimpresso em Isaac Mendelsohn (ed.), religiões do oriente próximo antigo , biblioteca da série do paperbook da religião (York novo, X 1955 PP. 175-,7).

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