Passaram-se décadas desde que te visitei pela última vez, quando Seu Jefferson ainda ocupava o posto de Guardião do Sítio e da parte do teu corpo, meu Rio, que repousa naquele santuário ecológico.
Vimos como isso vem acontecendo. Tuas nascentes estão sendo desviadas por canos que estupram as entranhas da serra, sugando grande volume do precioso líquido que, de forma tão generosa, a Mãe-Terra oferece indistintamente a todos. Não satisfeitos, antes mesmo das águas molharem teu leito, mais canos e levadas desviam o resto da água que teima escapar do vampirismo.
Lastimável, meu Rio, é saber que tu estais em estertor, e estertorante também está todo um ecossistema que depende diretamente de ti, formada por vegetação ciliar (desde pteridófitas, como samambaias e plantas afins, até árvores de grande porte) e animais silvestres (veados campeiros, tatus, guaxinins, tamanduás, pássaros, cobras etc). Os animais que não podem migrar perecem, tanto por sede e fome como por se tornarem presa fácil de inescrupulosos caçadores. Homens e mulheres, que formam a população ribeirinha, sofrem e nem entendem porque o rio já não é mais aquele de outrora.
Mas, meu Rio, ah, meu Rio! Sua recuperação deste estado crônico é possível, e isso sem nenhuma panacéia ou plano miraculoso. Basta que os pretensos donos de tuas águas, liberem o líquido durante a noite, quando todos estão repousando, comendo, bebendo, contando dinheiro, assistindo televisão, dormindo ou ocupados em atividades nem sempre produtivas ou essenciais. Basta, pois, que liberem as águas, desviadas de ti durante o dia e que as liberem das seis da noite às seis da manhã e, pronto!, tu voltarás a viver e farás com que toda uma cadeia vital também sobreviva.
É fácil, é simples. É questão de inteligência, bom senso e consciência, pois a vida e suas maravilhas são muito maiores do que interesses menores, individuais, oligárquicos.
Vamos te salvar, meu Rio. Agüente firme!
Rio, não vamos chorar! Vamos lutar!
(*) Edmundo Alencar, conhecido por Ed Alencar, é neto de Seu Jefferson e está à frente da campanha para salvar o Sítio Fundão e o Rio Batateiras. Entre nesta campanha. O contato de Ed é (88)9233.7241. Para movimentar a campanha, Ed vem realizando uma série de eventos com vistas à mobilização da sociedade organizada em prol da causa. O próximo será a celebração de uma missa, que acontecerá nesta terça-feira, dia 6 de novembro, às 8 horas da manhã, no leito atualmente seco do Rio Batateiras, localizado no Sítio Fundão, em Crato.
Com a proximidade do dia finados, algo inusitado acontece na Praça do Cristo Redentor, a praça dos pombos como é conhecida. Trata-se de uma exposição, cujo título é: EXPOMORTE 2007. O curador é o Taxista: Roberto de Souza Brito, conhecido por “Calango”.
Nessa curiosa exposição, porque não deixa de ser, o visitante poderá “rever” um ente querido ou simplesmente deparar surpreso com um amigo ou pessoa do convívio da cidade que por ventura não sabia está no andar de cima!
Há um rodízio de visitas impressionante!
Lá pude ver pessoas que eu estimava, parentes e amigos dentre outros que me deixaram saudades! Vi: O meu professor Zé do Vale, meu tio Zé Sampaio. Grandes, grandes, grandes amigos como: Elim Feitosa, Alan Paiva! O bilheteiro Zé, do Cine Moderno! O desportista Tomé! Muitos e muitos que como falei, deixam saudades aos que por aqui ficam! Os de antigamente e os de recentemente.
Até tomei um susto, pensava haver morrido o cantor Abidoral!!! Até disse, Abidoralzinho meu irmão, tu subiu sem avisar pra nós homi!!! Claro que não! Olhando bem de perto, tratava-se de um caso raro de homônimos para esse nome.
Era alguém que em vida atendia pelo nome de Abidoral! Mas era o falecido: ABIDORAL PINHEIRO LEITE, que Deus o tenha!
A exposição ficara até o dia 02, dia de finados, é ir lá e conferir!