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Arquivo para ‘dezembro, 2007’

Feliz Ano Novo ! – Que sejamos mais e Façamos mais em 2008 !


Olá, meus caros amigos,

Nessa data em que atravessamos mais um ano de nossas vidas, quero aqui deixar registrados os meus mais sinceros votos de plenitude da vida humana aqui na terra para 2008. Quero lhes desejar que METADE dos seus sonhos se realizem. Dizem que um homem sábio jamais quer ver realizados todos os seus sonhos, pois a vida perderia o sentido.

Sendo assim, quero apenas me congratular com todos que lêem essa mensagem, e lhes dizer que se a vida parasse por aqui, mesmo assim, eu ainda agradeceria ao criador pelo fato de ter me dado tão excelentes amigos como todos vocês.

Muito obrigado por sua amizade. E que Deus nos tenha em conta e que em 2008 possamos ser mais, criar mais, realizar mais. Até que um dia, quando a senhora mãe de todas as horas nos surgir na frente, nós possamos dizer: Entra, podes entrar, pois eu tive um bom dia!

Feliz 2008, meu amigos.

Dihelson Mendonça
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Notas esclarecedoras sobre a URCA

Indispensável reproduzir neste blog esclarecedoras notas postadas no blog de Tarso Araújo:

“Vai aqui uma dica para a próxima edição do jornal da URCA. Que a Reitoria fale dos projetos que está elaborando para enviar aos governos estadual e federal para conseguir recursos para a URCA. Mais ainda, poderia aproveitar o próximo jornal da URCA para esclarecer a opinião pública do Cariri de que não existe nepotismo na atual administração da Universidade Regional do Cariri. O nepotismo, aliás, tão combatido pelos que hoje dirigem a URCA deve ser denunciado. Então, sugiro que a Reitoria divulgue a lista do nepotismo e ao mesmo tempo demita os parentes de dirigentes da Instituição que ocupam cargo de confiança. Outra dica: era bom a atual administração esclarecer que alguns dos projetos em andamento foram da gestão anterior. Era bom esclarecer também quais projetos está elaborando. Ficar só colocando fotos de pró-reitores que até agora nada fizeram não é uma política de divulgação da universidade, mas de seus dirigentes”.
Postado por Tarso Araújo às 03:01

1 comentário:
josé sales disse…
“Segundo consta todos os projetos que estão incluidos no MAPP da Ciencia e Tecnologia foram concebidos a partir do PLANO URCA, feito na Gestão André Herzog. Ampliação do Crajubar(1)/ Ampliação da Bilbioteca Central do Campus do Pimenta(2)/ Reforma e modernização do Museu de Paleontologia da URCA/ Santana do Cariri(3)/ Melhorias no Campus do Pimenta(4), além de vários outros”.

A Civilização da Rapadura


Seguindo o esquema proposto por Darcy Ribeiro(1), onde as formações sócio-culturais são resultados de revoluções tecnológicas, o Cariri Cearense, na sua evolução histórica, traz especificidades que o configuram como um dos modelos de sociedade levados a cabo ao longo do processo civilizatório desencadeado pela Revolução Mercantil.
Segundo o escritor cratense José de Figueiredo Filho, foi a transformação da mandioca em farinha, pelos índios cariris, a primeira atividade econômica existente na região. Ainda mantém-se essa tradicional indústria, principalmente nas comunidades localizadas na chapada do Araripe, através de equipamento tosco, legado indígena, chamado casa de farinha.
Houve, no início da colonização, em locais hoje pertencentes ao município de Missão Velha, a tentativa de explorar metais preciosos na região, através da Companhia do Ouro São José, que logo viu frustrados seus intentos. Segundo a historiadora Adelaide Girão,em História do Ceará, para tal empresa, organizou-se a entrada de mão-de-obra escrava negreira, que foi, em seguida, ocupada nas atividades agrícolas. No entanto, fugindo dos interesses agro-exportadores do mercantilismo europeu, o trabalho cativo não foi dominante no Cariri. Prevaleceu um regime semi-servil, onde o campesinato era obrigado a pagar quota de trabalho gratuito para viver nas terras dos proprietários. Essa relação de produção é comumente designada por clientelismo, mantida pela ordem coronelística.
O Cariri, pela sua geografia é um espaço do interior nordestino que teve uma ocupação peculiar. A principal atividade econômica, seguindo a experiência colonial pioneira, foi a cultura canavieira voltada à produção de melado e rapadura – usados como adoçante, similares do açúcar branco destinado a Europa – e, secundariamente, de aguardente.
Para saber sobre a real dimensão histórica e econômica dos engenhos de rapadura no processo de colonização da região, recomenda-se a leitura do livro Engenhos de Rapadura no Cariri, de Figueiredo Filho, infelizmente nunca reeditado. O certo é que foi a partir dos engenhos de rapadura que a visão-de-mundo dos caririenses ganhou os contornos definitivos.
Como já foi dito, uma das peculiaridades da formação caririense, deve-se à situação de marginalidade da sua economia perante os interesses mercantilistas europeus. Enquanto o litoral estava submetido ao monopólio colonial da produção do açúcar, o interior experimentava um sistema decorrente, onde a sua produção atendia a uma demanda local. O Cariri trocava seus excedentes de rapadura e aguardente com as regiões vizinhas, abastecendo os sertões do Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte. Adquiria, assim, mercadorias que não produzia, como sal, tecidos finos, utensílios de ferro etc.
Os primeiros engenhos caririenses eram feitos de madeira e movimentados por juntas de bestas e bois e por correnteza d’água. O historiador caririense, Antonio Gomes de Araújo, citado por Figueiredo Filho, conta que foi o capitão Antonio Ferreira de Melo, membro do Regimento de Cavalaria, que iniciou o ciclo do engenho de ferro, ainda no século XVII. O engenho veio de Pernambuco, via sertão do Pajeú, transportado por juntas de boi, para a sua propriedade, localizada no sítio São José, onde hoje é a divisa de Crato e Juazeiro do Norte.
O naturalista escocês George Gardner(2), na sua passagem pelo Crato, na década de 1830, oferece um relato sobre a produção da rapadura feita da região:
Vivi cinco meses no meio desta gente; mas em nenhuma outra parte do Brasil, mesmo durante curta residência, fiz menos amigos ou vivi em menos intimidade com os habitantes. Além do senhor Melo, o único indivíduo cuja casa visitei freqüentemente, era um outro filho do velho vigário, capitão João Gonçalves, dono de um engenho de açúcar (rapadura), a duas léguas da cidade.
“(…) Tive muitas ocasiões de ver nesse engenho, como se faz a rapadura. O engenho é de construção muito tosca, compondo-se de uma armação com três moendas verticais de pau, entre as quais a cana passa para se espremer o suco que se recolhe num receptor embaixo, donde escorre para um cocho escavado no tronco de grande árvore. Passa-se a cana três vezes para que extraia toda a garapa. Deste cocho, parte do líquido é levada de tempos em tempos, a pequenos tachos de metal, dos quais havia nove, enfileirados em pequenas aberturas sobre uma fornalha arqueada. Nas diferentes fases do processo, à medida que se faz a evaporação, o suco é despejado de um tacho em outro, até adquirir no último a desejada consistência. Transfere-se então para uma cuba escavada em sólida madeira e que se chama de gamela. Aí fica algum tempo a esfriar, sendo então lançada em formas de madeira do formato e tamanho do tijolo comum, embora algumas se façam com a metade deste tamanho. Tiradas das formas, ficam a endurecer ainda por uns dias e estão prontas para o mercado. As grandes vendem-se em Crato por dois vinténs, em Icó por cinco e em Aracati, por quatro”.

(1) O Processo Civilizatório – Etapas da Evolução Sócio-Cultural. Rio de Janeiro: Vozes, 1979
(2) Viagem ao Interior do Brasil. Belo Horizonte, Ed. Itatiaia; São Paulo, Ed. Universidade de São Paulo, 1975, pp. 94-95

Os vários jeitos de dizer

Emerson Monteiro

Há dias não escrevo, no propósito de vascular o sótão do juízo e organizar de volta o ambiente, com isso querendo esfriar as caldeiras, na temporada boa do final de ano. Quando isto ocorre, ato contínuo, vê-se disposto a produzir qualquer coisa que una consciências, intenção de quem escreve por puro prazer.
Ainda assim, nesta busca de encontrar meios de retornar à escrita, catar as imposições do pensamento, e gerar, cá fora, alguma coisa que mereça a caligrafia das palavras, ainda assim, por vezes, os gestos permanecem restritos, numa proporção inferior ao desejo, face aos caprichos ditatoriais da forma.
Na verdade, afloram temas, a exemplo dos protestos virtuais à realidade contundente, onde o superego indica alternativas no que diz respeito ao trânsito das cidades; às políticas mercadológicas, que favorecem mais as elites, no jogo eleitoral insuficiente; à destruição gradativa da Amazônia, culpa de governos sucessivos, ferida de morte neste régio presente da natureza; às limitações usuais da personalidade humana como um todo; etc.; etc.
Resultado: escrever implica, grosso modo, no risco de ficar falando sozinho, em mundo que determina chamados múltiplos e possibilidades eletrônicas. Jornais amarelam rápido. Livros dormem em tudo que é canto de sala, preguiçosos, manhosos e antigos, viciados com a situação em que se transformaram as sociedades letradas desses dias.
O rádio, sim, e não esqueceria este veículo quente, trem-bala da comunicação de massa. Nele as palavras passam, mas os conceitos permanecem. Escutar, mergulhar pelas cavernas da memória através dos canais do ouvido…
Observo, sem um planejamento prévio, que, após décadas de textos publicados, retorno aos inícios da caminhada pelas letras, no ano de 1965, época em que, ao lado de Antônio Vicelmo, redigia para a Rádio Araripe. Cabia, a mim, produzir a parte internacional de jornal das 21h, de sua responsabilidade, talvez na primeira função radiofônica do consagrado noticiarista caririense.
No passo seguinte, Armando Rafael me solicitou que escrevesse crônicas para aquela emissora cratense, motivando descobrisse o potencial da opinião como necessidade urgente da cidadania em qualquer instância.
A importância do ato de dizer esbarra, com freqüência, nos veículos de que dispõe cada comunidade. Existem núcleos que dão prioridade a outros recursos da comunicação. Muitos escolhem a oralidade pura e simples, na fala que circula os baixios da informalidade, sem reclamar papel, câmeras ou microfone. São as sociedades ditas primitivas quanto aos sistemas de propagar a história e sua conceituação, sem reclamar profundidade documental, ou gravações magnéticas.
Aceitemos, contudo, agora, apenas isto em termos de avaliação dos modos de comunicar, porquanto o rádio trabalha sob o império do tempo e requer, por isso, limite rígido de quem dele se utiliza.
Na oportunidade, quero desejar um ano de prosperidade e boas realizações a todos os que nos ouvem neste momento.

Feliz Ano Novo de Verdade: Como Fazer ?


Por: Bernardo Melgaço da Silva

Todos os anos desejamos no final do ano que todos que gostamos sejam felizes. É uma cultura e um ritual que avança de geração em geração. Mas, logo inicia o novo ano e nos sentimos despreparados e impotentes para cumprirmos o que desejamos aos outros e a nós mesmos. É natural! O mistério e a luz nos acompanham e assim nos vemos no mesmo ponto de partida: como fazer?

A verdade é que a felicidade é um nascimento do ser que não somos ainda. É um processo de identidade existencial: não somos de fato ainda o produto do que foi projetado cosmicamente para sermos. Por isso, a felicidade nunca é aquilo que desejamos ser. Ela é a árvore onde somente existe a semente. Ela é uma descoberta onde somente existe a intenção e a procura. Ela é aqui e agora onde projetamos nossas idéias e nos perdemos nos labirintos dos nossos pensamentos. Ela é uma força cósmica, um padrão vibratório criador. Eterna, sublime e transcendente. Ela é uma luz de um sol de calor doce e suave que nasce nas profundezas da essência da criação.

Ela existe na surpresa agradável da revelação amorosa que se destaca e se mostra quando menos esperamos. Ela é oculta, inesperada e transparente. Ela é amante e a amada. Ela é um encontro querido na sutileza da transformação de si mesma; é o começo, o meio e o fim de tudo que desejamos encontrar e sentir; é o verdadeiro sentido da vida humana. Por isso, todos são buscadores da felicidade porque ela é o sentido da verdade maior.

Assim, a felicidade é o coração aberto e universal que detém o poder de ser livre das amarras das verdades fabricadas ou modeladas pelos homens. Então, quando desejamos ao outro dizendo “FELIZ ANO NOVO!”, estamos intencionando que haja uma transformação tão profunda no ser que ele deixe de ser o que ele aprendeu a não ser – e nunca teve a oportunidade de aprender a desaprender! E para que alguém seja feliz de fato faz-se necessário ser livre dos conceitos psicológicos de liberdade, de amor, de justiça, de verdade, de riqueza, de família convencional e de tudo aquilo que foi plantado, em sua consciência vulnerável, pelas infinitas sugestões do mundo.

A felicidade está no limite superior da consciência humana. Um caminho de realização interior solidário e solitário onde a divindade se aproxima com sabedoria e nessa relação o humano descobre que existe um Outro Transcendente que carrega toda a verdade humana buscada e até então incompreendida. Nesse sentido, a felicidade é um casamento cósmico supra-humano. Onde se nasce com aquilo que é conhecido (em francês “conaissance”). E para nascer de novo é preciso que se “morra” (no sentido de transmutação ou “metanóia” na linguagem freudiana) primeiro. Nesse contexto, a felicidade é uma passagem e conexão com outro mundo e estado maior de ser.

Assim sendo, podemos compreender que a passagem de ano é um simbolismo para nos lembrar que existe um outro lado da vida na fronteira da consciência comum do homem escravo de si mesmo. E essa outra condição humana se faz na passagem do estado infeliz para o estado feliz de forma incondicional. É uma façanha que poucos conseguem realizar porque não percebem seus condicionamentos auto-hipnóticos. Em síntese, a felicidade é um salto quântico que se realiza na superação do próprio ego limitado, impotente e infeliz.

De forma que ao desejarmos “FELIZ ANO NOVO” no fundo desejamos a conquista de si mesmo manifestada no outro semelhante. Por isso, desejo a todos FELIZ ANO NOVO DE VERDADE. Assim, deseje de verdade que o outro seja feliz também, pois aquilo que desejar no outro será semente em si mesmo. Se desejares o bem ao outro com coração sincero plantarás em si mesmo a semente do bem. Essa semente poderá crescer se assim você continuar desejando. Por isso, devemos desejar aos nossos amigos e inimigos sucesso espiritual de verdade, porque somente assim criaremos um mundo melhor de verdade e feliz. O mundo é o que é hoje – violento, excludente e injusto – porque desejamos e criamos inconscientemente a outra face da realidade distante da felicidade: a infelicidade e a escuridão de si mesmo. Não existe acaso! FELIZ ANO NOVO – DE VERDADE ESPIRITUAL!

Por: Prof. da URCA Bernardo Melgaço da Silva
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Antonio Vicelmo Agradece o apoio ao Jornal do Cariri


O Jornalista Antonio Vicelmo, em seu último programa do ano, agradece à todos os ouvintes o carinho, a audiência enorme que o Jornal do Cariri tem recebido ao longo de sua existência, aos patrocinadores ( alguns há mais de 20 anos ), e à todos os seus inúmeros cronistas. Em sua mensagem, Vicelmo também anuncia que durante o mês de Janeiro estará de férias, voltando no final do mês para a Rádio Educadora do Cariri.

Confira no player abaixo:

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PERSONAGENS E FATOS DA HISTÓRIA DO CARIRI


José Martiniano de Alencar, senador e presidente da Província do Ceará.

Armando Lopes Rafael (*)
José Martiniano de Alencar nasceu no sítio Lambedor, à época pertencente a Crato, hoje município de Barbalha, em 16 de outubro de 1794. Faleceu no Rio de Janeiro em 15 de março de 1860, vítima, provavelmente, de infecção Tifóide. Filho de dona Bárbara de Alencar e pai do consagrado romancista José de Alencar, o padre José Martiniano de Alencar – aos 22 anos e sete meses de idade – foi o principal responsável pelo movimento que proclamou em Crato, em maio de 1817, um governo revolucionário republicano.

O jornal “O Povo”, de Fortaleza, edição de 29 de dezembro de 1994[1], publicou matéria sobre Alencar onde consta:

Tão marcante quanto controvertida, a figura pública de José Martiniano de Alencar deixa dúvidas para a posteridade. É acusado de ter sido covarde – teria negado no seu julgamento a participação no movimento do Crato, imputando a seu irão Tristão Gonçalves todo o erro. Já o seu sobrinho, o conselheiro Tristão Araripe, em artigo publicado no “Diário de Pernambuco”, afirma que Alencar contestou a utilidade do movimento “ponderando os perigos de desmembramento do Império e da aceitação do princípio democrático puro”, mas convencido pelo irmão tomou parte na revolução e jamais negou a autoria dos próprios atos. Segundo essa versão, o acusado foi absolvido por pessoas influentes na política da época que lhe reconheceram a moderação e os serviços prestados à causa pública como deputado constituinte.

(Esclarecemos que a participação de José Martiniano de Alencar no movimento revolucionário acima citado refere-se à Confederação do Equador de 1824. Anteriormente, ele havia liderado, em Crato, da Revolução Pernambucana de 1817).

Continuamos a transcrição da matéria do jornal “O Povo”:

Controvérsias à parte, José Martiniano de Alencar conseguiu de alguma forma voltar às boas com o poder político da época já que em agosto de 1834 é nomeado o sétimo presidente do Ceará e em 1841 assume a cadeira no Senado. Nessa época, apresentou um projeto que foi motivo de grande polêmica. Queria dividir o Ceará e criar uma nova província, o “Cariri Novo”, mas segundo o historiador José Aurélio Saraiva Câmara o verdadeiro objetivo era diminuir a zona de ação de seus adversários e implantar um império próprio no sul da província. Nomeado novamente presidente do Ceará, esquece o projeto – não tinha interesse de dividir a província e diminuir seu poder.

O historiador Airton de Farias[2] sintetizou bem: “Se a insurreição de 1817 diminuiu o ímpeto de Alencar, o insucesso de 1824 foi o ocaso do revolucionário. Ao contrário do irmão Tristão Gonçalves e de tantos outros companheiros, o filho de Dona Bárbara trocaria o ideal de criar uma república liberal pela sobrevivência física e política. Faltou-lhe a coragem de se manter fiel a princípios e arcar com as conseqüências. Veio à tona definitivamente uma das características de sua vida pública que se manifestaria outras vezes: o oportunismo. Aceitou a cooptação da monarquia”.
(*)Armando Lopes Rafael é historiador. Sócio do Instituto Cultural do Cariri e Membro-Correspondente da Academia de Letras e Artes “Mater Salvatoris”, de Salvador (BA)

[1] “1994 é o ano do bicentenário do pai de Alencar”, “O Povo”, 29/12/1994, folha 3-B.

[2] FARIAS, Airton de. Senador Alencar. Edições Demócrito Rocha, Fortaleza (CE), 2000, página 65
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Foto do Dia e Previsão do Tempo !


Acima: Foto da Rua Miguel Limaverde, tirada a partir da calçada da praça Siqueira Campos, ontem, dia 29/12/2007.

Acima: Previsão do tempo. É difícil acreditar que haja hoje, Domingo 30 de Dezembro pancadas de chuva à tarde. vamos ver…

Foto: Dihelson Mendonça
Tempo: Fonte: Climatempo.
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FELIZ ANO NOVO! – Por: Jorge Emicles

FELIZ ANO NOVO!

A idéia de que a história se constitui de uma seqüência linear de fatos é uma noção relativamente recente para a humanidade. Os antigos preferiam acreditar no universo e na vida como uma sucessão de ciclos, com começo, fim e recomeço. Na filosofia alemã do século passado, por exemplo, Nietzche afirmava a lógica do eterno retorno, segundo a qual os acontecimentos se sucederiam em ciclos, os quais periodicamente se renovavam. A própria idéia da passagem dos anos, estações, meses e semanas é clara reminiscência dessa visão de mundo ainda não totalmente esquecida.

Assim, falar de um novo ano é antes de tudo fruto da necessidade humana de explicar o universo enquanto uma seqüência de ciclos, os quais em seu conjunto formam o todo da experiência humana. E cada ciclo precisa ser apresentado como um recomeço, uma nova oportunidade concedida aos homens de corrigir-se e enveredar no caminho do que seja certo e leve à prosperidade. Ano novo, vida nova… Ano novo, nova oportunidade de endireitar aquilo que não foi tão bom, mas também de sedimentar as coisas positivas no antigo ciclo. É essa a grande esperança de todos… é esse o verdadeiro significado das comemorações pelo novo ciclo.

Tal compreensão do mundo, absolutamente se encontra avessa aos dogmas científicos da modernidade. A vida possui um ciclo, que se inicia com o nascimento, se finda pela morte e é alimentado pelo crescimento e reprodução de todas as espécies. O nosso corpo também é alimentado pelos ciclos, como a renovação periódica de todas as células; a natureza tem seus infindáveis ciclos, e mesmo à noção de ano acaba confinada ao ciclo do planeta em redor do astro solar. E desta maneira, compreender os ciclos que envolvem cotidianamente nosso existir, talvez permita compreender mesmo a sua própria essência.

Se o grande ciclo da vida tem por marcos o nascimento e a morte, decerto ele é preenchido por uma sucessão de outros, que merecem ser assinalados e compreendidos. O amor talvez seja o mais marcante de todos, porque de longe é o que permeia marcas mais profundas no existir. E, sob o signo do amor, vivemos seus diversos ciclos sob diferentes aspectos. Primeiro amamos incondicionalmente nossos pais, depois as diversas pessoas com as quais nos relacionamos, que vão dos familiares aos companheiros que se nos deparam durante a vida, passando por uma gama, enorme ou limitada, de amizades. Todas estas são diferentes formas de uma mesma energia. Mas, sobretudo, encontramos o amor incondicional na figura dos filhos que nos acercam durante a vida. É na verdade, os sucessivos ciclos do amor, por suas inumeráveis facetas, o que nos alimenta a resistir existindo, mesmo diante de todas as vicissitudes da vida.

O ciclo remonta à idéia de círculo, enquanto a forma geométrica mais perfeita de todas, porque não possui começo nem fim. Na simbologia, significa Deus, o Incriado e Perfeito. A vida dos homens, sendo cíclica, naturalmente o atrai aos valores sublimes da própria Divindade, lembrando a todos nossa proximidade com o Criador. Antes de uma simples confluência astrológica, o renovar do ano se nos apresenta primeiro, enquanto um chamamento ao recomeço na eterna busca da perfeição e em segundo lugar à intuição de nossas origens mitológicas, a um tempo, já esquecido, em que haveria uma comunhão absoluta não somente aos valores do Criador, mas sobretudo à perfeição da sabedoria. E se é cíclico o existir, então, da forma como partimos daquela condição primitiva, a ela retornaremos no fechamento do ciclo de expiações e aprendizados da espécie humana.

E assim deveria ser o espírito de todos os povos na cíclica passagem de um ano para outro. Não se trata simplesmente de mais uma comemoração. Também não é um ponto a mais em uma história aparentemente linear, mas na verdade um importante marco na busca de valores superiores, todos tendentes à elevação da condição superior do homem. O novo ano deve então significar uma renovada oportunidade de crescimento interior, individual e coletivo. Deve ser a lembrança de que por detrás do aparente caos que nos cerca, há uma ordem superior, e que a compreensão plena da ordem no meio deste caos é a meta de toda a espécie. É um momento, portanto, de profunda reflexão e especificação de propósitos no intuito do amadurecimento de todos e de cada um.

E com esse espírito desejamos: Feliz ano novo!

Jorge Emicles Pinheiro Paes Barreto Radialista. Advogado. Professor Universitário (URCA)
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Hoje no DN – Arquitetura do Crato em livro

MEMÓRIA HISTÓRICA

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Reprodução de foto da Rua Grande, na década de 20, no Crato. Atualmente, conhecida como Rua Dr. João Pessoa (Foto: Antônio Vicelmo)

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Casa onde morou a heroína Bárbara de Alencar, no século XIX, no Crato, ao lado da Igreja Matriz

Engenheiro Waldemar Arraes mostra, em livro, como a arquitetura das cidades recebem influências diversas

Crato. “Durante muito tempo a cidade do Crato teve a sua economia voltada para a agricultura, o que não permitiu o acúmulo de grandes capitais. Não tivemos e nem temos um patrimônio exuberante de reconhecido valor arquitetônico e estético dentro dos cânones tradicionais. Porém, este patrimônio tem grande importância para nossa comunidade, pois ele é o aspecto visual da história do município, a autobiografia do sistema econômico e das instituições sociais”.

O comentário é do engenheiro e arquiteto Waldemar Arraes de Farias Filho, que acaba de lançar o livro “Crato, Evolução Urbana e arquitetura de 1740 a 1960”. O livro, de 271 páginas, editado pela Gráfica Expressão, em Fortaleza, amplia a história do Crato, contextualizando para o resgate da memória do País, com seus principais fatos, sob a ótica da arquitetura.

A obra é um documentário histórico, ilustrado com fotos antigas, que conta a história do Brasil, desde o descobrimento, até os dias atuais, passando pelos estilos colonial, neo-colonial, neoclássico, art nuveau, art déco e modernismo.

Waldemar Arraes justifica que “a cada época, a arquitetura é produzida e utilizada de modo diverso, relacionando-se com a forma da estrutura urbana em que se instala. A arquitetura está sempre presente em nossas vidas de uma forma sutil, evocando lembranças e sentimentos”, comenta ele.

Contextualização

O trabalho de arquiteto é contextualizado dentro da história do Brasil, com destaque também para a arquitetura de Fortaleza, Aracati e Icó, citando fatos históricos que influenciaram mudanças econômicas, sociais e religiosas e, conseqüentemente, a visão do urbanismo das cidades.

Relaciona como as construções em seus mais variados estilos tiveram influências culturais e econômicas.

Antônio Vicelmo
Repórter

Mais informações:

´Crato, Evolução Urbana e Arquitetura´, livro de Waldemar Arraes de Farias Filho

(88) 3523.2390
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