Arquivo para ‘dezembro, 2007’
Escrito por Armando Rafael
Outras
29 dez 2007, 14:59
0 comentários »
CARIRI
Tarso Araújo
POLITICA TUCANA
Manoel Salviano espera terminar 2008 prefeito de Juazeiro. O mesmo desejo arde no coração de Raimundo Macedo. As prévias tucanas abrirão as portas para a disputa municipal. Quem perder as prévias ficará fora das eleições municipais e terminará 2008 combalido.
ASSARÉ
Na cidade de Assaré, a política promete pegar fogo. Depois do rompimento de Evanderto Almeida e Benjamim Oliveira, o ex-prefeito Oliveira já avisa que será candidato a prefeito de Assaré. Será uma briga de cachorro grande, entre dois grupos políticos, antes aliados, hoje rivais.
FUTEBOL
Icasa e Guarani de Juazeiro fazem a final da copa realizada como pré-temporada para os dois times que representam o Cariri na primeira divisão do futebol cearense. O jogo acontecerá às 16 horas de hoje no Estádio Romeirão.
VIOLÊNCIA
Que em 2008 os sonhos de fim da violência no Cariri se realizem. Mais ainda, que o Governo do Estado tome efetivas mudanças com relação à segurança na região, começando por equipar mais e melhor as polícias civil e militar.
DOCE NATAL
Neste fim de ano cerca de 14 mil crianças receberam presentes no encerramento do Doce Natal do Crato. O evento aconteceu no estádio Mirandão, que estava lotado. Ao final, show cultura com artistas da terra.
POLÍTICA
008 terá forte conotação política. Ano de eleições municipais. No Cariri, vai pegar fogo. Em alguns municípios já existem algumas disputas anunciadas. Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, a disputa já começou mais cedo do que se esperava. Reflexo da luta pelo poder.
PT NO CARIRI
O Partido dos Trabalhadores (PT) mudou de presidente em 2007. Em 2008, pretende disputar o executivo de alguns municípios caririenses, com destaque para Barbalha, Crato, Juazeiro do Norte e pretende permanecer em Mauriti.
GREVE
A greve na Urca continua mesmo com a resistência ferrenha da Reitoria. Os professores universitários já apresentaram a pauta de reivindicações. Essa greve pode ser um calo para Cid Gomes no início de 2008.
ANOTE: NOVA CARIRIENSE
A italiana Gabriella Federico – conhecida restauradora de obras de arte – esteve em Crato em agosto de 2006, trabalhando no restauro da imagem da padroeira da cidade, Nossa Senhora da Penha. Gabriella ficou tão encantada com o Cariri que resolveu fixar residência em Crato. O que fez há poucos dias. Sorte nossa! Agora temos uma grande restauradora de arte sacra na região.
DE JUAZEIRO PARA O MUNDO
O professor mexicano, Carlos San Juan, ora cursando mestrado na Universidad Nacional Autónoma de México, escreveu ao escritor Daniel Walker solicitando livros sobre o Padre Cícero. O mexicano – na sua monografia de mestrado – discorrerá sobre a vida e obra desse sacerdote, nascido em Crato e que, a partir de Juazeiro do Norte, se projetou pelo mundo afora…
RESGATANDO A MEMÓRIA
Está para ser lançado um livro bem interessante: A Família Odísio no Brasil – a saga do escultor Agostinho Balmes Odísio. Escrito pela Sra. Vera Odísio Siqueira, neta de Agostinho, a obra resgata a trajetória desse italiano – que residiu em Juazeiro do Norte na década 30 – e deixou inúmeras obras de artes no Cariri. Só pra citar algumas: o monumento ao Cristo Redentor, o Palácio Episcopal (com as imagens do Bom Pastor e do Poverello de Assis), o altar-mor da Sé Catedral de Nossa Senhora da Penha, o busto de Dom Quintino (na Praça da Sé), um monumento a São Geraldo e a gruta de Nossa Senhora de Lourdes (ambas existentes no Colégio Santa Teresa de Jesus), todas em Crato.
POSSE NO ICC 1
Belíssimo, o discurso do padre Antônio Teodósio Nunes ao assumir a Cadeira Frei Carlos Maria de Ferrara, do Instituto Cultural do Cariri (ICC). Através dele ficamos sabendo que os capuchinhos chegaram a Pernambuco em 1642 e durante séculos partiam do convento da Penha, em Recife, para pregar a Boa Nova de Cristo em terras inóspitas que hoje formam os estados de Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Norte, Paraíba e Ceará. Os frades chegaram a organizar aldeias que depois se tornaram cidades.
POSSE NO ICC 2
Foi o caso de Crato. Em 1740, vestido com o burel de São Francisco de Assis, pés em rústicas alpercatas, exposto ao sol e às chuvas torrenciais da época, o frade italiano Carlos Maria de Ferrara fundou, às margens do rio Granjeiro, a Missão do Miranda, origem da atual cidade de Crato. Tão grande foi a epopéia de frei Carlos que se pode dizer que dela resultou um forte entrelace entre a nossa história e a história da religião no Cariri cearense. Frei Carlos Maria de Ferrara nasceu em 1707, há trezentos anos, e tem seu lugar garantido na história. Mas ainda aguarda uma homenagem da cidade que ele fundou…
TÁ CERTO
Uma escola de ensino infantil, construída no bairro Bela Vista, em Barbalha, foi oficialmente denominada de Monsenhor Murilo de Sá Barreto. É a primeira homenagem feita pela Terra de Santo Antônio ao seu ilustre filho, o saudoso “Vigário do Nordeste”. A propósito, o deputado Mauro Benevides proferiu, na Câmara dos Deputados, no último dia 19, discurso lembrando os 50 anos de ordenação sacerdotal de monsenhor Murilo.
NOITE NA GRÉCIA
Amanhã, 31, o Clube Recreativo Granjeiro realiza um Réveillon “Uma noite no Grécia” com a banda Coquetel e tenda eletrônica. Milhares de pessoas devem comparecer ao já tradicional Réveillon do Granjeiro. Entretanto fica aqui uma crítica construtiva sobre 2007: a administração vem pecando muito. Há feriados em que as piscinas ficam fechadas e o restaurante abre por volta das 10 da manhã. Um clube do porte do Granjeiro tem que ser mais organizado.
Escrito por Ruben Mousinho
Outras
28 dez 2007, 09:25
0 comentários »
Na Iminência do Brasil sediar a Copa de 2014, muitos turistas estarão por aqui, de diversos locais do mundo com várias línguas, sendo assim, fica imprescindível o aprendizado de outros idiomas para a melhor comunicação com os turistas!
Pensando em auxiliar a comunicação foi formulada uma solução prática e rápida!!! Chegou o sensacional e insuperável curso “The book is on the table” com palavras que você usará quando o Brasil sediar a Copa do Mundo de 2014, veja como é fácil!
(Que Jayro não me escute… hauhauhauahuahauhauah)
1. Is we in the tape! = É nóis na fita.
2. Tea with me that I book your face = Chá comigo que eu livro sua cara.(a melhor)
3. I am more I = Eu sou mais eu.
4. Do you want a good-good? = Você quer um bom-bom?
5. Not even come that it doesn’t have! = Nem vem que não tem!
6. Wrote, didn’t read, the stick ate! = Escreveu, não leu, o pau comeu!
7. She is full of nine o’clock= Ela é cheia de nove horas.
8. Between, my well! = Entre, meu bem!
9. You traveled on the mayonnaise = Você viajou na maionese.
10. I am completely bald of knowing it. = To careca de saber.
11. To kill the snake and show the stick = Matar a cobra e mostrar o pau.
12. Ooh! I burned my movie! = Oh! Queimei meu filme!
13. I will wash the mare. = Vou lavar a égua.
14. Are you thinking here’s the house of Mother Johanne? = Tá pensando que aqui é a casa da Mãe Joana?
15. Go catch little coconuts! = Vai catar coquinho!
16. You are by out! = Você esta por fora!
17. If you run, the beast catches, if you stay the beast eats! = Se correr, o bicho pega, se ficar o bicho come!
18. Ops, gave Zebra! = Xiiiii, deu zebra!
19. Before afternoon than never. = Antes tarde do que nunca.
20. Take out the little horse from the rain = Tire o cavalinho da chuva.
21. The cow went to the swamp. = A vaca foi pro brejo!
22. To give one of John the Armless = Dar uma de João-sem-Braço.
Escrito por Jose do Vale
Crônicas
28 dez 2007, 07:30
0 comentários »
Hoje Ignácio Cano, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, publica um artigo com o título: Sob a máscara da tortura. É um texto revelador e gostaria que muita gente lesse. É pedagógico, trata da evolução da civilização em que as pessoas, todas elas sem qualquer exceção, pertencem a uma sociedade comum a todos. E o tema do texto é dos Direitos Humanos ainda objeto de muitas incompreensões e necessitado de que as pessoas aprendam a localizá-los na razão comum de suas vidas. Se assim não fosse, se não houvesse evolução muita tradição que se vê com simpático distanciamento no tempo ainda estaria aí como verdade anacrônica nos nossos dias.
Dificilmente um cidadão de boa formação ética e moral concordaria com a letra deste samba gravado pelo nosso querido Moreira da Silva: Na subida do morro me contaram, que você bateu na minha nega, isso não é direito bater numa mulher que não é sua, deixou a nega quase nua…….Mas nunca abusou de uma mulher que fosse de uma amigo. A mulher era um objeto dos homens e uma vez possuída poderia ser naturalmente surrada pelos maridos. Ou seja, se assim não fosse, a sociedade brasileira não teria a Lei Maria da Penha. Agora tem e necessita que a lei saia da ação do Estado e penetre a vida comum dos cidadãos para que nenhuma mulher seja objeto da crueldade do seu marido.
Quantas vezes não desesperamos ao ouvir os argumentos contra os Direitos Humanos só por que o conhecemos e já estamos devidamente formados para aceitá-los. Mas é preciso compreender que muita gente no nosso país ainda não os compreende e os nossos meios de comunicações estão cheios destes defeitos de entendimento. Por isso achei por bem fazer um resumo dos ensinamentos do professor nesta postagem.
O primeiro defeito é que os defensores dos Direitos Humanos são sempre confundidos como os defensores dos direitos dos bandidos de cometer crimes. E assim o professor responde: “A noção de direitos humanos nasce como uma tentativa de evitar os abusos cometidos pelo Estado. Se uma pessoa comete um crime contra outra, o Estado moderno dispõe, a princípio, de meios para puni-lo. Entretanto quem defenderá o cidadão dos atropelos do próprio Estado que o deveria proteger?”. Ou seja, para o bandido já existem as leis criminais, mas os direitos humanos têm outro enfoque e contexto. Como define Ignácio: “direitos humanos centrados, basicamente, nos abusos cometidos por agentes do Estado. Por isso, a execução de um suspeito por um policial constitui violação aos direitos humanos, enquanto a morte de um policial por um criminoso, mesmo que seja igualmente execrável, não é.”
Então o professor esclarece que os direitos humanos se voltam para todos, inclusive para bandidos ou pessoas que tenham cometido ilícitos de qualquer natureza(inclusive os agentes do Estado como policiais). Diz que em qualquer circunstância a justiça já tem as regras de punição definidas e não necessita que o ódio de qualquer agente do Estado ultrapasse os seus deveres. Se cada um acha que deve fazer a justiça segundo suas própria e particular convicção, o mundo ainda estaria na barbárie. Nesta situação os direitos seriam apropriados segundo a posição social e os méritos de cada um. O nosso velho coronel do sertão ainda estaria fazendo jurisprudência, os cangaceiros teriam sua própria justiça e os bandidos, armados com os mais possantes instrumentos e detentores das melhores técnicas de ação teriam impostos suas leis a todo (atenção até fazem isso em algumas comunidades, mas o Estado tem sempre a possibilidade e o dever de ir contra eles). Seria a fragmentação do direito.
Procurando ser mais didático Ignácio Cano reescreve o artigo 5º da Constituição segundo um certo pensamento militante daqueles que não contra os direitos humanos: “garantindo-se….a inviolabilidade do direito à vida, exceto quando os agentes policiais decidirem que a pessoa em questão representa um grave perigo para a sociedade, podendo então aplicar a pena de morte de forma automática e sem apelação. Ninguém será submetido à tortura, exceto quando a autoridade pública decidir que ela é necessária para a obtenção de informações ou para o castigo de suspeitos”.
Olhe pessoal o texto reescrito por Ignácio Cano é ironia, a Constituição brasileira é contra a tortura e a pena de morte. Esclareço para que a defesa dos direitos humanos não venha, por ironia, ser tratada de má fé. De qualquer forma a democracia não é só a exposição das nossas diferenças, o melhor e mais importante efeito dela é construirmos algo em comum sobre os quais tenhamos, todos, paz.
Neste Final de Ano nada mais importante para todos. Termino esta mensagem com duas lembranças fundamentais: aqui mesmo nos nossos blogs surgiu uma grande polêmica em razão das ameaças pouco democráticas feitas contra o pensamento do nosso caro Dihelson e hoje todos estamos assistindo a desgraça do Paquistão. Desgraça provocada, inclusive, por uma política internacional equivocada na luta contra o terrorismo, perpetrada pelo Governo Americano. Uma política que foi na contramão do espírito democrático e das instituições como os direitos humanos, pois se baseava na força maior, na intimidação, tortura e quebra de todas as regras proteção humana, inclusive por preconceito étnico e religioso. Resultado, a morte de Benazir Bhutto e suas conseqüências é fortemente criticada como efeito da política externa de Bush Júnior.
Escrito por Pachelly Jamacaru
Crônicas
27 dez 2007, 14:18
0 comentários »

Leopoldo Martins me passou por email, uma crônica de sua autoria, que mostra não só o Drama dos excluídos, mas a sensibilidade, o humanismo presente na pessoa do escritor, que bem sucedido em vida, demonstra sua vocação altruísta e preocupação com os menos favorecidos. O altruísmo implícito no texto, chega oportuno por ocasiões de datas festivas e reflexivas.
DRAMA DOS EXCLUÍDOS
Recentemente debrucei-me com uma leitura de um discurso proferido pelo senador Pedro Simon, que me fez refletir sobre a situação da região do cariri e mais particularmente do País dos nossos dias e que me proporcionou, também, uma profunda elucubração sobre o papel dos parlamentares e gestores, eleitos pelo povo para representá-los num projeto coletivo de construção da democracia, da cidadania e da soberania.
Exteriorizava aquele senador que um amigo seu se encontrava no interior de uma loja especializada na venda de instrumentos musicais. Havia, ali, possibilidades de sons e acordes para todos os gostos e todos os bolsos. Das flautas e das marimbas mais singelas, aos mais sofisticados violinos, oboés, contrabaixos, harpas, pianos e vibrafones.
Ficou ele imaginando todos aqueles instrumentos tocados em conjunto, numa praça ao ar livre ou no palco mais requintado de uma sala de espetáculos. Sentia-se transportar para outras dimensões da vida, ao som de uma orquestra, com suas partituras criadas sob a inspiração divina. Mas, ali, só havia a imaginação fértil de um amante da música, da música e de seu poder de elevar os homens a patamares quase transcendentais, de levá-los às proximidades de Deus. Aqueles instrumentos, entretanto, estavam, ali, mudos, sem as mãos e o dom dos homens criados á sua semelhança.
De repente, surge à porta da loja um menino maltrapilho: um pé descalço, outro arrastando uma sandália arrebentada, olhos fixos nos instrumentos de corda: violas, violões e bandolins.
Logo, os vendedores da loja transmutaram-se em verdadeiros seguranças, com os olhos fitos naquele menino que se vestia pobremente. O garoto permanecia quase que hipnotizado, diante de um cavaquinho. Olhando-o, parecia transportar-se para outro mundo. Imaginava-se, talvez, num recital no mesmo ar livre que lhe servia de abrigo nestas noites frias de um final de outono. Imaginava-se dedilhando aquele instrumento no meio de uma orquestra, uma orquestra que, certamente, incluiria seus amigos de relento. Talvez ele estivesse imaginando um solo, ou um duo, ele e Deus, para demonstrar o quanto um é semelhante ao outro. Um, criatura; outro, criador.
De repente, o menino maltrapilho reuniu toda sua coragem e apanhou, com suas mãos sujas do asfalto, aquele pequeno instrumento, reluzente e afinado. Agora, não só todos os olhos, mas todos os passos dos vendedores-seguranças se dirigiram para aquele fiapo de gente. Sairia ele correndo pela porta? Não, certamente, tropeçaria numa rasteira que o jogaria de volta à calçada, já em posição de mãos à cabeça. Perguntaria ele pelo preço do seu sonho e o devolveria à prateleira fria, até que outras mãos “mais limpas” dedilhassem as cordas de aço?
Não mais que de repente, aquele menino maltrapilho deslizou os dedos sujos pelas cordas esticadas do cavaquinho e, olhos fechados como que em transe, encheu o ambiente com os acordes de “Brasileirinho”.
As pernas apressadas dos vendedores travestidos de seguranças quedaram trôpegas. Os olhos de lince ficaram marejados. Aquele menino maltrapilho, quem diria?, Era um verdadeiro brasileirinho. E “um brasileiro quando é do choro é entusiasmado, quando cai no samba não fica abafado, e é um desacato quando chega no salão”.
Fico eu, agora, imaginando, o som daquele verdadeiro “hino nacional”, dedilhado por um destes meninos para os quais fechamos, no nosso dia-a-dia excludente, os vidros dos nossos carros e as portas de nossas bem vigiadas casas. Quantos serão os brasileirinhos, maltrapilhos, dedos sujos de terra, que saberiam – como diz o poeta – fazer “todo mundo dançar a noite inteira no terreiro até o sol raiar”?
São milhões os brasileirinhos excluídos do nosso carro, da nossa casa, do nosso coração, da nossa vida, do nosso País! E, quem, são os maestros dessa orquestra excludente, cuja batuta teima em não aceitar artistas de dedos sujos? Somos nós, que teimamos em tocar, apenas, para um público refinado, nas mais requintadas salas de espetáculo. Esquecemos o ar livre, democrático e cidadão.
O povo pode até servi como inspiração para as nossas partituras, as nossas orações e os discursos na maioria das vezes demagogos, mas ele está longe da nossa prática. Ele é chamado, apenas, para montar os nossos palcos, mas não participa, nem de longe da nossa orquestra, nem do nosso público!
É essa cruel realidade que mostra o trabalho realizado recentemente pelo IPEA, são quase 54 milhões de brasileiros em situação de pobreza, sobrevivendo com uma renda per capita que não passa de meio salário mínimo mensal. São quase 22 milhões de indigentes, sobrevivendo com menos de um quarto de um salário mínimo mensal. Quatro, em cada dez brasileiros, já podem ser considerados numa situação de miséria absoluta! O Brasil tem algo como 15 milhões de analfabetos acima de 15 anos! São cegos do saber. São milhões que sobrevivem num país anexo.
Essa loja de instrumentos de trabalho e de produção chamada Brasil é excludente. Como o menino maltrapilho dos pés descalços, a população pobre do País não consegue ter acesso à terra, ao trabalho, à habitação, à saúde, à educação, à renda, à vida.
Francisco Leopoldo Martins Filho
Pós Graduado em Direito Penal
Escrito por Dihelson Mendonca
Foto do Dia e Previsao do Tempo
27 dez 2007, 07:55
0 comentários »

Foto: Rua Bárbara de Alencar, vista à partir do calçadão do Largo da Reffesa. Vê-se do lado direito, o final da praça Francisco Sá ( Cristo-Rei ).
Foto: Haoni Caiena.
.
Escrito por Dihelson Mendonca
Outras
27 dez 2007, 07:46
0 comentários »

Na forma da tradição, mais uma vez entramos no período das comemorações natalinas, época de confraternizações e também de reflexões. Encerrado mais este ano, é papel da imprensa trazer à baila o balanço do ano de 2007. E é difícil, depois de tantos acontecimentos, primeiro garimpar aqueles que realmente terão importância à posteridade e os outros que serão condenados ao esquecimento das futuras gerais, bem como afirmar se, ao final de tudo, foi positivo ou negativo o ano que se encerra.
No Crato, podemos afirmar que a cidade está mais alegre e se reconcilia a cada dia com suas tradições culturais. É raro se ver tal sentimento em um povo em plena era da globalização, mas a realidade é que os diversos trabalhos realizados pelo Governo Municipal de fato vêm conseguindo tal objetivo, seja pela restauração de prédios históricos, na criação de novos espaços de efervescência cultural, mas principalmente pelo trabalho de resgate das tradições e valorização daqueles, anônimos ou não, que concretizem a cultura. Isso é ponto positivo de tão grande importância, que se irradia ainda para as cidades circunvizinhas. É o Cariri inteiro quem ganha com tais iniciativas. Foi nesse espírito que os grandes eventos da cidade de Bárbara de Alencar ganharam fôlego novo neste ano, como é o caso da ExpoCrato e da Mostra Sesc de Cultura. Esta última, com os novos espaços abertos, galgou dimensão inédita de todas as suas edições anteriores.
Só isso, porém, não significa que deveríamos estar em êxtase, porque por mais positiva que possa ser essa avaliação, tal não suplanta em absoluto as dificuldades e carências de toda a região. O trem está voltando ao Cariri, porém a miséria do seu povo já se encontra instalada há muitas gerações. Fruto da desigualdade econômica que põe muito nas mãos de poucos, o que é bem exemplo, senão fruto mesmo, do processo de globalização. Tal perspectiva nos permite afirmar que, se somos nutridos no sentido da cultura, continuamos famintos de pão, de empregos e de condições gerais capazes de garantir a dignidade humana. E para alterar tal condição, é preciso que haja investimentos maciços no desenvolvimento econômico de toda a região. Não somente garimpando novas indústrias, mas principalmente daqueles que sejam capazes de desenvolver um compromisso social com nosso povo. Antes de tudo mesmo, é preciso descobrir as grandes vocações locais e regionais, a fim de que se possa trabalhar um desenvolvimento sustentável e comprometido com a distribuição de renda.
O balanço também é negativo, se formos ver as devastações ambientais, responsáveis em última instância, pelo aquecimento global, que se fez presente muito especialmente no nordeste Brasileiro. Os caririenses, por experiência empírica mesmo, podem constatar que não somos mais aquela região de clima tão ameno quanto antes, de maneira que também temos de unir forças, fazendo nossa parte, ao menos, na grande corrente mundial que, enfim se forma, no objetivo de salvar o planeta. Neste final de ano, paira sem resposta ainda a grande questão ambiental: ainda haveria solução?
Enfim, chegamos ao termo de mais um ano, mais cientes de nossas potencialidades e mais conscientes dos problemas que nos rodeiam, sejam os locais, sejam os globais. Mas a consciência é pouco perto dos grandes desafios que se nos deparam, de maneira que a grande incitação é ao fazer; é pela necessidade de, superando o simples discurso, arregaçarmos as mangas e iniciarmos um hercúleo trabalho de transmudação da nossa realidade.
À imprensa de uma maneira geral, cabe o papel de timoneira, orientando, criticando e sugerindo novas ações, funcionando como uma espécie de consciência coletiva no enfrentamento das grandes questões que nos ameaçam enquanto região, mas sobretudo enquanto espécie definitivamente em processo de extinção. Não é mais só a natureza que precisamos salvar, mas ao próprio homem, sua cultura e principalmente, sua dignidade, de maneira que, mesmo frente ao nefasto processo globalizante, possa ainda ser reconhecido enquanto uma individualidade, senhora de direitos e deveres no seio da sociedade em que vive.
Jorge Emicles Pinheiro Paes Barreto
Radialista – Professor Universitário.
.
Escrito por Dihelson Mendonca
Notícias
27 dez 2007, 06:14
0 comentários »
Energia no Cariri
Com a redução das águas do Rio São Francisco, pequenas termelétricas entram na geração de energia
Crato. O abastecimento da energia elétrica do Cariri está sendo complementado com o funcionamento de uma termelétrica. Entrou em operação a Termelétrica do Crato, com a geração de 13,12mw, o que corresponde, segundo o diretor de engenharia da Enguia, Raul Fernando Ferreira, ao fornecimento para uma cidade com 48 mil unidades consumidoras, ou seja, uma população de até 200 mil habitantes. A energia é injetada no sistema de transmissão da Companhia Energética do Ceará (Coelce) e distribuída de acordo com a necessidade da empresa.
Construída em 2002, é a primeira vez que a unidade do Crato começa a fornecer energia. O risco de “apagão” está sendo afastado, diz o industrial Ricardo Biscúcia, acrescentando que as termelétricas, que até hoje tiveram um papel diminuto na matriz energética brasileira, devem funcionar como reguladoras da oferta de energia, compensando situações em que o regime das chuvas não colabora e os reservatórios se esvaziam, como está ocorrendo agora, com a redução das águas do Rio São Francisco.
A geradora do Crato faz parte de um complexo formado por 12 termelétricas, administrada pela Enguia GEN Ltda. As outras 11 estão localizadas em Juazeiro do Norte, Aracati, Iguatu, Caucaia, Baturité e Pecém, no Ceará; Campo Maior, Marambaia, Altos e Nazária, no Piauí, e Jaguarari, na Bahia.
Os motores com 16 válvulas são movidos com óleo diesel comprado no Terminal da Petrobras do Crato, a cerca de dois quilômetros de distância. Cada um dos motores é acoplado a um gerador de energia. A unidade do Crato consome 70 mil litros de óleo por dia, ou seja, o equivalente a mais de três caminhões-tanque.
O combustível é armazenado em parques ou depósitos adjacentes, de onde é enviado para os motores. O sistema conta com de 10 funcionários, seis operadores e mais quatro da equipe de manutenção.
No Ceará, a empresa aumentará sua capacidade em 95,12mw com o funcionamento de sete usinas, de acordo com as informações da agência reguladora. No Piauí, as quatro usinas vão aumentar em 52,48mw a capacidade de geração do Estado. Na Bahia, a termelétrica Jaguarari, na cidade de mesmo nome, vai beneficiar uma população de 908,1 mil habitantes.
Funcionamento
Uma usina termelétrica consiste numa instalação industrial usada para geração de eletricidade a partir da energia liberada em forma de calor, normalmente por meio da combustão de algum tipo de combustível renovável ou não renovável.
Outras formas de geração de eletricidade são energia solar, energia eólica ou hidrelétrica. No caso das instaladas no Ceará, elas são movidas a óleo diesel que aciona um motor acoplado a um gerador que produz a energia para a região.
As termelétricas convencionais utilizam algum tipo de combustível fóssil como petróleo, gás natural ou carvão que é queimado em uma caldeira, que gera vapor a partir da água que circula por tubos em suas paredes. O vapor movimenta as pás de uma turbina, que é conectada a um alternador que gera eletricidade. No sistema não há contato entre o vapor utilizado na turbina e a água do meio ambiente.
Mais informações:
Termelétrica do Crato
Rua Brigadeiro Macedo, s/n,
bairro São Miguel, Crato
Enguia GEN Ltda
(21) 3206.6014
Antônio Vicelmo
Repórter. Matéria veiculada hoje, dia 27 de Dezembro de 2007 no jornal Diário do Nordeste, www.diariodonordeste.com.br
.
Escrito por Leopoldo Martins Filho
Crônicas
27 dez 2007, 05:14
0 comentários »
Por: Leopoldo Martins Filho.
Quem freqüenta bares e restaurantes sabe que, por costume, a grande maioria desses estabelecimentos do cariri cobra, sobre o valor total da conta, a remuneração do serviço, correspondente a dez por cento.
Resta saber se está o consumidor obrigado ou não a pagar esse percentual adicional.
Gratificar significa “premiar”, “dar gorjeta”, ou seja, tem caráter voluntário, podendo o consumidor deixar de pagar se assim o desejar.
Nem podia ser diferente uma vez que, enquanto fornecedores, os bares e restaurantes devem prestar adequada informação ao consumidor, por esta entendida o fornecimento do preço exato da refeição. Ou seja, o consumidor, quando pega o cardápio, tem que ser informado do preço efetivo da refeição, nele incluídos o valor dos impostos, bem como a remuneração pela prestação dos serviços de todos os profissionais do estabelecimento.
O preço estabelecido no cardápio tem caráter de oferta, devendo, nos termos do art. 31 do CDC, ser claro, preciso e ostensivo. Traduzindo, se o valor do serviço for obrigatório deverá ser incluído no preço da refeição, a fim de não deixar em dúvida o consumidor.
O consumidor tem o direito de pagar apenas o preço estabelecido no cardápio. Voluntariamente, se o serviço houver sido bem prestado, poderá pagar sobre o preço o valor de dez por cento, para a remuneração dos garçons, a título de gorjeta.
Cumpre ressaltar que, em razão da relação de emprego que mantém com os restaurantes, os garçons recebem a título de remuneração fixa o piso estabelecido para a categoria. A gorjeta faz parte da remuneração variável, que o garçom só receberá se fizer por merecer e se o consumidor reconhecer a qualidade do serviço prestado.
Não é, portanto, o consumidor quem deve remunerar os garçons e sim o estabelecimento.
A remuneração dos garçons vem sendo objeto de inúmeras distorções, podendo referir-se, a título de exemplo, que:
- casas noturnas cobram, indevidamente, tal percentual quando a bebida é retirada no balcão;
- bares e restaurantes retém parte dos dez por cento, não os repassando aos garçons;
- bares e restaurantes dividem os dez por cento entre todos os profissionais: cozinheiro, copeiro, lavador de pratos, manobrista, balconista, etc.;
- bares e restaurantes obrigam os consumidores a pagar os dez por cento.
Para evitar essas distorções, a edição de leis estaduais regulando a matéria é recomendável.
Uma coisa é certa, consumidor nenhum pode ser obrigado a pagar os dez por cento, quer em casas noturnas, quer em bares e restaurantes. O consumidor tem o direito de pagar apenas o valor estabelecido para a refeição no cardápio, podendo, após isso, deixar o estabelecimento sem maiores discussões.
Francisco Leopoldo Martins Filho
Pós Graduado em Direito Penal
Especialista em Danos Morais
.
Escrito por Gladstone
Outras
26 dez 2007, 17:38
0 comentários »
Caríssimo amigo Dihelson…
Gostaria que os amigos do BLOG DO CRATO visitassem essa obra de cunho magnífico, desse artista plástico que mora no Recife.
Seu nome é Mário Peixoto.
Um abração.
O site dele é http://www.ateliermariopeixoto.com
Escrito por Dihelson Mendonca
Crônicas
26 dez 2007, 11:03
9 comentários »

Nascido da expansão do gado, no conhecido ciclo do couro, toda a região do Cariri se firmou a partir da guerra. Primeiro inimigo enfrentado e vencido, foram os índios da valente nação Kariri, os quais opuseram firme resistência aos colonizadores jesuítas, primeiro porque se mostraram indiferentes às tentativas pacíficas de catequização e mais tarde porque ofereceram séria resistência à ocupação pela força. Tal realidade em verdade fez perecer quase que completamente os primitivos ocupantes da região, não conseguindo, contudo, aniquilar sua viril cultura. Mas o fato é que os veios de sangue definitivamente marcam as origens e tradições culturais da região.
Vencidos os bugres, ainda assim persistiu o povo caririense com o estigma da violência, tanto pelas invencíveis guerras dos coronéis quanto especialmente pelos movimentos revolucionários que se instauraram no Cariri, pelas mãos de José Martiniano de Alencar e sua irmã Bárbara, os quais culminaram com a proclamação da independência e república em 1817, prisão dos revolucionários em Fortaleza e Salvador e ressurgimento do movimento, o qual terminou com a definitiva ascensão política de seus cultores e definhamento e morte de seus inimigos. Não contudo, sem a presença do sangue, como são os casos do assassinato em batalha de José Martiniano e o fuzilamento de Pinto Madeira, fato que nas palavras do ilustre Raimundo de Oliveira Borges se constitui na única (preferimos dizer maior) injustiça praticada pelo Poder Judiciário da Comarca do Crato – que por sinal é a mais antiga de todo o interior Cearense.
Chegados os anos áureos, que vieram junto com a estrada de ferro, o Crato foi o grande comandante político e econômico da região. Centro do comércio local, o Crato e o Cariri representaram importante marco no povoamento e desenvolvimento regional, inclusive porque estão localizados no centro geográfico do nordeste brasileiro. Tal importância é por sinal, muito bem relatada pelo ilustre antropólogo carioca Darci Ribeiro em obra fundamental ao entendimento da construção da nação brasileira, cujo título é O POVO BRASILEIRO.
Sedimentada sua economia não só no comércio, como também e com igual importância no cultivo e industrialização da cana-de-açúcar, o Crato sofre enorme revés com o fenômeno social do Padre Cícero. Primeiro porque suas lideranças não tiveram a real percepção da ilustre figura do patriarca de Juazeiro, o qual viam como um conspirador contra os interesses oligárquicos locais e depois porque levaram sua resistência aos extremos, inclusive incitando a guerra, como foi o caso da invasão do Crato pelos romeiros em 1914, fato que até o presente deixa severas marcas na cultura e no imaginário popular local, o que somente repele a consciência da necessidade de ações conjuntas em toda a região. A violência, contudo, não se resume somente a isto, sendo igualmente marcante a destruição do povoado do Caldeirão do Beato José Lourenço, que como um dos mais importantes herdeiros do Padre Cícero, representa o mais evidente símbolo dos perigos que as idéias de associativismo representava para a oligarquia canavieira local.
Mesmo ante o ocaso, e apesar da renitente falta de visão e compromisso dos seus líderes, o Crato ainda consegue sobreviver e se manter como marco regional. Apoiado agora nas suas raízes culturais e tradição educacional, firmadas a primeira pela ação indelével das tradições folclóricas resistidas e que se apóiam em todos os importantes eventos históricos, mesclando a ação dos diversos povos que firmaram suas origens e a segunda na ação positiva da igreja católica romana, que de há muito plantou as sementes do conhecimento, seja através do Seminário São José, do Colégio Diocesano e mesmo da antiga Faculdade de Filosofia que é o marco fundador da própria Universidade Regional do Cariri. São todas estas tradições e valores que transmudaram o Crato na conhecida Capital da Cultura, título reconhecido pelo próprio Governo Estadual na administração de Lúcio Alcântara.
Contudo, mesmo ainda gozando de relativa importância, é forçoso reconhecer que o Crato vive processo de decadência, o qual precisa ser estancado, para o que é imprescindível reconhecer que nem a cidade nem os tempos são mais os mesmos. Viver do saudosismo do passado e se impor a importância que não mais se tem são na verdade mecanismos que somente auxiliam o próprio declínio. Assim, para voltar a crescer é preciso, verificando as novas realidades do mundo moderno, reconhecer quais seriam as vigentes e próprias vocações do Crato. Não adianta tentar competir na força do comércio e da crescente metrópole, porque inquestionavelmente este espaço já foi tomado pela vizinha Juazeiro do Norte; Não vale pretender retomar espaço de pioneiro na industrialização também. As verdadeiras vocações do Crato, à toda prova, definitivamente estão na valorização da cultura local e meio ambiente privilegiado, através de diversas formas da exploração da chamada indústria sem chaminés que é o turismo. Assim, é de se criar estruturas melhores visando a exploração deste turismo, o qual representará sem dúvidas o caminho a ser percorrido para a recuperação da importância local, seja no estímulo à criação de novos cursos acadêmicos, tanto valorizando a própria URCA quanto estimulando a vinda de novas Universidades, a exemplo do Campus Avançado da Universidade Federal do Ceará, que teimam os políticos de Juazeiro em levar para aquelas terras, o que atrairá um maior número de estudantes e intelectuais os quais incentivarão sobremaneira a economia local, da mesma forma que se prescinde da criação de espaços capazes de valorizar o folclore local, fato que permitirá a visita de maior número de turistas os quais também necessitarão da estrutura de organizações ligadas ao turismo ecológico, explorando as belezas da Floresta Nacional do Araripe com suas trilhas e mirantes; tudo isso passando imprescindivelmente pelo fortalecimento da rede hoteleira.
Um administrador de visão, que conscientemente pretenda soerguer novamente o Crato aos patamares de importância que já teve, terá de percorrer estes caminhos, sendo puramente demagógico qualquer outro discurso que se baseie na importância perdida e nos valores que já não mais se tem, como ocorre com a grande maioria dos políticos, isto porque o trem da história já partiu, deixando-os presos a um passado que não volta mais. Neste sentido, não se pode negar a participação positiva da atual administração municipal, que a partir da recuperação de prédios históricos locais, como a REFFESA e o Cine Teatro Moderno, não se prendeu simplesmente ao saudosismo, com o equivocado discurso de que o Crato voltaria à importância pretérita, mas ao contrário, dotou a cidade de valiosos equipamentos através dos quais a cultura local poderá se exprimir livremente, significando marcos necessários à estruturação destes novos caminhos. As metas assim, restam traçadas, cabendo ao governo local e estadual, na medida em que tenham verdadeiros compromissos com o povo cratense desenvolver as ações necessárias à sua concreção.
Crato, 24 de junho de 2007.
Por: Jorge Emicles Pinheiro Paes Barreto
Professor Universitário – Radialista
Foto: Dihelson Mendonça
.