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Crato – Minha Aldeia, Meu Tejo – ( Ou parodiando Fernando Pessoa )


O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.

O Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.
O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.

Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.

O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.

Alberto Caeiro

2 de Respostas para “Crato – Minha Aldeia, Meu Tejo – ( Ou parodiando Fernando Pessoa )”

  1. Pachelly Jamacaru disse:

    Foto de sua autoria? Gostei hein!

  2. Dihelson Mendonça disse:

    Obrigado, mestre. É de minha autoria mesmo.

    Um grande abraço,

    Dihelson Mendonça

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