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Arquivo para ‘fevereiro, 2008’

Hoje no DN – Patativa tem versos inéditos para lançamento

Patativa tem versos inéditos para lançamento

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Patativa do Assaré em frente ao prédio do Memorial em sua homenagem, inaugurado na cidade natal como forma de reconhecimento ao seu trabalho (Foto: Antônio Vicelmo)

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Fac-Símile do caderno Regional com reportagem publicada em 2004 já denunciava o abandono do patrimônio

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A poesia popular de Patativa do Assaré ainda continua como principal ícone do cotidiano do sertão nordestino

Assaré. Para quem pensa que a fonte poética de Patativa do Assaré se esgotou, uma novidade: brevemente, será lançado um livro com poemas inéditos. Os versos, segundo Inês Alencar, filha do artista, estão com o seu sobrinho Geraldo Gonçalves, apontado por Patativa como um dos seus seguidores. Está sendo discutida também a possibilidade de publicação dos poemas eróticos de Patativa que foram deixados com o padre Antônio Vieira, o defensor dos jumentos, e agora estão com o médico e amigo da família José Flávio Vieira.

“Não nego meu sangue, não nego meu nome, olho para fome e pergunto: o que há? Eu sou brasilêro fio do Nordeste”, Sou cabra da peste, sou do Ceará…” Seis anos depois da morte de Patativa, seus versos correm de boca em boca, evangelizando o sertão e enternecendo as academias com seu saber profético. A música “A Triste Partida”, interpretada por Luiz Gonzaga, ainda é a maior descrição da odisséia do nordestino retirante que deixa o seu torrão natal em busca de emprego. A casa onde ele nasceu, na Serra de Santana, município de Assaré, ameaça desabar, mas a sua poesia, extraída da terra árida, se mantém de pé. A partir de sábado, a pequena cidade de Assaré, localizada no limite do Cariri com a região dos Inhamuns, se enfeita para reverenciar o seu poeta maior.

Localizada no limite do Cariri com a região dos Inhamuns, a mais seca do Estado, a cidade de Assaré seria mais um município do Ceará, sem nenhuma projeção, se não fosse o poeta Patativa que, em vida, não imaginava que a sua obra poética seria estudada na Universidade de Sorbonne, na França. A humildade do artista é evidente: “Meu verso rasteio, singelo e sem graça/ Não entra na praça, no rico salão/ Meu verso só entra no campo e na roça/ Nas pobre paioça, da serra ao sertão.”

A principal temática de Patativa era a seca e a terra onde vivia, mas as poesias bem-humoradas e as histórias pitorescas da vida sertaneja também estão presentes em seus poemas. Enquanto lavrava a terra com a enxada, fazia brotar do solo árido o lirismo de sua poesia. Foi o intérprete da alma nordestina, cantando suas dores e sofrimentos e também as belezas do sertão.

Na casa de taipa onde viveu, produziu também poemas eruditos comparados pelo reitor da Urca, professor Plácido Cidade Nuvens, com os maiores clássicos da literatura portuguesa, entre os quais Fernando Pessoa, Castro Alves, Padre Antonio Thomaz, Antonio Sales, Camões e Olavo Bilac.

Nas pegadas do Padre Antonio Thomaz, “príncipe dos poetas cearenses”, Patativa produziu um soneto em defesa da prostituta com o título “A Meretriz” que diz: Se alguém te chamas de perdida e louca/Não acredites, pois não é verdade./ Há quem procure cheio de ansiedade /A graça e o riso que tu tens na boca/ Fostes menina, já usastes touca / Fostes donzela, tinhas virgindade/… Alguém te estima e com fervor te quer/… És a fonte de matar a sede / Do desgraçado que não tem mulher.

ENQUETE

Acervo do poeta popular deve ser preservado

Inês Alencar
Filha de Patativa
“Se a maioria de meus irmãos concordar, autorizaremos a publicação dos poemas eróticos de meu pai.”

Raimundo Gonçalves
Genro e sobrinho de Patativa
“Faz medo entrar na casa onde viveu meu tio. Pode cair por cima da gente. Quem for restaurá-la corre risco de morte.”

Huberto Cabral
Jornalista e memorialista
“A preservação do acervo de Patativa é fundamental para o desenvolvimento e enriquecimento cultural de todos.”

ANTÔNIO VICELMO
Repórter

´HONORIS CAUSA´

Unanimidade como mais popular

Assaré. Antônio Gonçalves da Silva, Patativa do Assaré, nasceu a 5 de março de 1909 na Serra de Santana, pequena propriedade rural, no município de Assaré, no Sul do Ceará. Foi o segundo filho de Pedro Gonçalves da Silva e Maria Pereira da Silva. Ele casou-se com dona Belinha, de cujo consórcio nasceram nove filhos.

Patativa era unanimidade no papel de poeta mais popular do Brasil. Para chegar aonde chegou, tinha uma receita prosaica: dizia que para ser poeta não era preciso ser professor. “Basta, no mês de maio, um poema em cada gaio, um verso em cada fulo”, cantava.

Como todo bom sertanejo, começou a trabalhar duro na enxada ainda menino, mesmo tendo perdido um olho aos 4 anos. Na velhice, perdeu totalmente a visão, mas nunca perdeu a vontade de viver.

Ele só passou seis meses na escola. Isso não o impediu de ser “Doutor Honoris Causa” de pelo menos três universidades. Não teve estudo, mas discutia com maestria a arte de versejar. Está sendo estudado na Sorbonne, na cadeira da Literatura Popular Universal, sob a regência do Professor Raymond Cantel. Mesmo sem sair de casa, recebeu o troféu “Sereia de Ouro” do Sistema Verdes Mares. O poeta morreu em 8 de julho de 2002, com 93 anos, deixando mais de 10 livros publicados, dentre os quais, “Inspiração Nordestina“, “Cantos do Patativa”, e “Cante Lá que Eu Canto Cá”.

SAIBA MAIS

Programação

De sábado, 1º, até o próximo dia 5 de março uma extensa programação marca o aniversário de 99 anos do Poeta Patativa do Assaré, ´in memoriam´, e abre a festa do centenário do artista, a ser comemorado no dia 5 de março de 2009.

Shows

Um show de Amazan e Cacau Com Mel abre a programação de festa no sábado, na praça central de Assaré. Em todas as noites uma atração especial, como Quinteto Agreste e Joãozinho do Exu.

SÍTIO SANTANA

Parte da casa do poeta desaba

Assaré. A casa onde nasceu e morou o poeta Patativa do Assaré, localizada no Sítio Serra de Santana, a 18 quilômetros da sede do município, já começou a desabar. Uma das paredes do quarto, onde o poeta nasceu, já caiu. O sótão, estrutura de madeira destinada a guardar cereais, está caindo. O mato tomou o lugar das calçadas, impedindo a entrada de pessoas. O último morador do imóvel, o sobrinho do poeta, agricultor Raimundo Gonçalves Alencar, saiu de lá, deixando alguns objetos, dentre os quais, um rádio Semp antigo, uma máquina de costura, e uma galeria de imagens de santos e fotos de parentes do tio artista.

“Faz medo entrar na casa. Ela pode cair por cima da gente”, adverte o agricultor, acrescentando que quem for restaurá-la corre risco de morte. Segundo conta, no início do mês, a Prefeitura de Assaré enviou uma comissão à Serra de Santana, a fim de fazer um orçamento para restauração do único imóvel deixado pelo poeta na localidade. Está previsto o custo de R$ 30 mil.

ACERVO ABANDONADO

1 Já foi ao chão parte do quarto onde nasceu e viveu o poeta Patativa do Assaré, no Sítio Santana, na serra do município de Assaré.
2 Na sala e restante da casa de taipa, ainda restam móveis do antigo morador, o sobrinho do Poeta, Raimundo Gonçalves Alencar, conhecido como Mundinho.
3 O imóvel é uma casa de taipa que guarda memória do menino poeta. Ele cresceu inspirado nas manifestações da natureza.
4 Cartaz que divulga a programação de festa pelos 99 anos do poeta popular e abre comemorações do centenário de Patativa.

Fonte: Jornal Diário do Nordeste – www.diariodonordeste.com.br

Cuba: a humanidade tem ânsia de justiça – por Armando Lopes Rafael

Apenas com a finalidade de agregar mais dados sobre a ditadura da família Castro, publico o abaixo:


Aos fatos:

1º – Nós, que temos acesso ao Blog do Crato, somos privilegiados. Podemos ler – aqui – opiniões favoráveis ou contrárias a mais antiga e sangrenta ditadura do continente americano (quase meio século de duração).
Já em Cuba, o regime comunista de partido único controla toda a comunicação social. Televisões, rádios e imprensa são propriedade do estado. Acesso à Internet só com autorização do governo.O e-mail não é utilizado porque, segundo afirmam, é controlado pelas autoridades oficiais.

2º – As estimativas variam, mas os números mais sensatos dizem dizem que mais de 17.000 pessoas foram fuziladas por Fidel no “paredón” desde o início da ditadura dos Castros; Quem pôde fugiu. Há 2 milhões de exilados – um em cada seis cubanos vive no exterior, uma proporção de exilados maior que a existente no Afeganistão, país devastado por trinta anos de guerra civil; 178.000 pessoas morreram em alto mar tentando fugir para os Estados Unidos;
Os que permaneceram na ilha-cárcere sobrevivem com alimentos racionados. E ão se fale nas “conquistas” na educação e saúde. A Costa Rica desfruta uma posição melhor que a de Cuba no IDH, sem ter para isso abolido as eleições livres, fuzilado seus filhos, prendido opositores ou impedido seus cidadãos de viajar para o exterior;
A Comissão dos Direitos Humanos aprovou, diversas vezes, resoluções onde condena Cuba pela limitação de alguns direitos como a liberdade de expressão, associação, reunião ou de movimento. A ONU pediu, reiteradamente, a Cuba a libertação de pessoas detidas com base nesse tipo de acusações. As Nações Unidas pressionam o governo cubano para que leve a cabo reformas legais que coloquem as leis em conformidade com as normas internacionais dos direitos humanos.
O governo cubano nega sistematicamente aos seus cidadãos direitos básicos de liberdade de expressão, associação, reunião ou de movimento. Restringe quase qualquer tipo de discordância política, e usa avisos policiais, vigilância, detenções, prisão domiciliária e demissões por motivos políticos como métodos para reforçar a conformidade política. A defesa dos direitos humanos é reconhecida como uma atividade legítima mas a ditadura dos Castros interpretam-na como uma “traição” à soberania cubana.

3º – Uma das características mais marcantes da personalidade de Fidel Castro é a de um mentiroso. Sua irmã Juanita Castro – que também fugiu para Miami, escapando da ditadura do irmão – afirmou: “Nunca faltará el actor que hay en el” (Nunca faltará o ator que existe dentro dele). Abaixo, três declarações de Fidel:

“O poder não me interessa. Depois da vitória, quero regressar à minha cidade e retomar minha profissão de advogado” (Fidel Castro, em entrevista ao jornalista Herbert Matthews, do NYT, 1957).

“Jamais poderemos nos tornar ditadores. (…) Eu sou um homem que sabe quando é preciso ir embora” (Fidel Castro, em 8/1/1959, no 1º discurso após sua entrada triunfal em Havana – Cit. in “A Ilha do doutor Castro”, pg. 21).

“Cá entre nós, Cuba é muito pequena para mim. Por isso, mesmo se de fato sou um comandante como chefe da revolução, nem sempre quis aceitar a responsabilidade pelo governo. Minha aspiração suprema é sentar-me a uma mesa para governar o mundo inteiro junto com o norte-americano, o russo e o chinês. Eu, como representante do bloco das nações latino-americanas” (confidência de Fidel Castro ao padre jesuíta Alberto de Castro y Rojas – Cit. in “A Ilha do doutor Castro”, pg. 26).

Como diria o presidente Lula, o dado concreto, é que os cubanos que permanecem na ilha-prisão vivem há décadas em estado de penúria moral, miséria física e desesperança, o cardápio clássico das ditaduras…

Como era o Crato Antigamente…

Ontem recebi a visita do meu grande amigo Hugo Linard ( que por sinal, está se preparando para escrever um livro de memórias ). Ele me trouxe uns DVDs com fotos antigas maravilhosas que gostaria de compartilahr com todos:









Fotos trazidas por Hugo Linard para o Blog do Crato.

FONTES: foto 02, 05, 06, 07, 08, 09 e 10 do acervo de Lucia Maria de Oliveira Castro P. Tavares. Fotografias doadas pelo Padre Lauro Gonçalves Pita.
As demais, não sabemos a procedência. Apenas que foram doadas, como todas as outras, ao Blog do Crato por Hugo Linard. Se alguém souber dos direitos autorais das outras fotos, por gentileza, comuniquem. Sou fotógrafo também, com mais de 15.000 fotos já realizadas, e sei bem o que é o problema hoje em dia do uso não autorizado que as pessoas fazem de nossas fotos.

Abraços,

Dihelson Mendonça
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Por que Fidel deixa o poder como um líder invicto


Por que Fidel deixa o poder como um líder invicto
“Fidel Castro não foi ditador e sim um libertador. É o maior líder do seu tempo, se manteve isolado e independente. Mesmo os que o combatem reconhecem que Cuba não é mais a mesma. Exclusivamente pela força, a convicção e a certeza do que pretendia, Cuba deixou de ser a praia de fim de semana de americanos ricos, a jogatina diária desses mesmos estrangeiros que só queriam se divertir: hoje é respeitada, aclamada, invejada”. (Helio Fernandes, TRIBUNA DA IMPRENSA, 21 de fevereiro de 2008)

Depois do que Helio Fernandes escreveu ontem em sua coluna, cuja maior marca é a independência, não precisaria escrever a respeito do fato internacional mais importante deste verão de 2008. Mas como vi por dentro a revolução cubana praticamente desde o seu nascedouro, ouso chamar todos os meus leitores, inclusive os que odeiam Fidel Castro, a uma reflexão honesta a respeito deste líder que foi a grande referência do Terceiro Mundo neste meio século em que esteve à frente do governo cubano.

Tribuna da Imprensa (www.tribuna.inf.br), 22.2.2008

Com uma coragem que faz falta aos homens públicos em todo o mundo, Fidel Castro exerceu tal papel na história que sua despedida do poder, aos 81 anos, realmente por razões de saúde, mereceu um caderno especial em “O Globo” e as primeiras páginas nos diários de todos os países, sem falar nos destaques dos telejornais.

Raciocinemos juntos, numa boa: por que desse noticiário tão inflado e rico em informações para registrar a formalização de uma situação que já se arrastava por 19 meses? Afinal, Cuba é apenas uma ilha de 11 milhões de habitantes, BLOQUEADA por todos os lados pela maior potência mundial, cujos governos e grupos econômicos recorreram a todas as armas para desconstruir sua revolução.

Vê se eu me fiz entender: você já parou para pensar, independente de suas simpatias e antipatias políticas, sobre esse feito sem precedentes desde que os Estados Unidos da América converteram-se no temido arsenal militar e no maior poderio econômico do mundo?

Até a URSS caiu
Compare comigo: se até a outrora poderosa União Soviética desmoronou ainda na condição de segunda potência mundial, se até a gigantesca China continental assimilou a economia de mercado para sobreviver e crescer, qual o segredo de Fidel Castro, o romântico de Sierra Maestra, alvo de pelo menos 600 tentativas de homicídio concebidas e patrocinadas pelos órgãos de segurança dos EUA?

O que explica a sobrevivência desse regime revolucionário, senão o amplo apoio popular e o êxito de suas políticas públicas, apesar do castigo quase letal de um embargo econômico impiedoso, em que o governo da grande potência não se limita a suas próprias medidas, mas exige que todos os demais países do mundo mantenham os cubanos a pão e água?

Eu bem sei, porque, como disse nas primeiras linhas, fui lá mais de uma vez, em diferentes momentos de seu processo revolucionário: em julho de 1960, quando ainda tinha 17 anos, estava em Havana participando do I Congresso Latino-Americano de Juventudes, representando a União Brasileira de Estudantes Secundaristas.

No ano seguinte, já como jornalista de carteira assinada na “Ultima Hora”, fui trabalhar lá até julho de 1962, e testemunhei momentos de grande mudança. Voltei a Cuba, como turista, em 1986. Finalmente, integrei uma delegação parlamentar brasileira que visitou Havana em julho de 2003.

Poucos brasileiros tiveram tantas oportunidades de conhecer e avaliar, em fases tão distintas, a revolução cubana e a liderança de Fidel Castro, que venceu as mais olímpicas das provas em situações em que ninguém, a não ser os teimosos cubanos, imaginavam que ele e seu regime socialista tivesse condição de superar, como no chamado “período especial”, conseqüência do desmantelamento da União Soviética e dos países do Leste europeu, cujo marco foi a queda do Muro de Berlim, em 9 de novembro de 1989.

Nenhuma criança na rua
Quando você olhar para aquela ilha rebelde, a 110 quilômetros da costa da Flórida, antes de buscar motivos para criminalizá-la na mais bem industriada orquestração regida pela potência que não se conforma em ter perdido a guerra contra Fidel, reflita sobre esta frase que ele pronunciou, durante a visita do papa João Paulo II a Cuba, naquele janeiro de 1998: “ESTA NOITE MILHÕES DE CRIANÇAS DORMIRÃO NA RUA, MAS NENHUMA DELAS É CUBANA”.

No dias de hoje, em que o regime democrático representativo não encara com seriedade os problemas mínimos do povo de onde, segundo a Carta, emana o poder, dedicando-se a programas compensatórios de mendicância oficial, onde a Justiça pode ser sede de um massacre como no caso da Varig, entregue a preço de banana a aventureiros internacionais, ou mesmo de um ato de arbitrariedade calçado de formalidades processuais – como a absurda apropriação do meu mandato -, você faria muito bem a seus filhos e às futuras gerações se procurasse entender, como eu entendi, a natureza do “milagre cubano”, onde já não há analfabetos, todos têm acesso ao melhor ensino público do mundo (segundo a Unesco) e o nível de escolaridade média da população é de 12 anos, enquanto os índices de saúde são comparáveis aos dos países do primeiro mundo.

Será que você não acha isso relevante? Fidel Castro não ficou por acaso esse tempo todo no poder, asfixiado perversamente pela potência que faz e desfaz governos, que ainda dita as regras do jogo, que acaba de patrocinar mais uma amputação na fatiada Iugoslávia, que tem um orçamento militar de meio trilhão de dólares, mais do dobro de todo o orçamento brasileiro, que tem bases em todos os continentes, o maior arsenal bélico instalado, que promove invasões como a do Iraque hoje ou da pequena Granada ontem, e que banca as tropas brasileiras no Haiti.

Num país em que um em cada 15 habitantes fez uma boa faculdade, em que a Unesco constata os melhores desempenhos escolares do mundo no primeiro grau, é natural que a população releve o sacrifício imposto pelo boicote e considere emergencialmente inevitável, num estado de guerra permanente, a sobrevivência de um Estado politicamente forte, embora nas eleições para suas casas legislativas (onde os representantes não recebem um centavo pelos mandatos, já que se mantêm em suas atividades laborais) os candidatos saiam de entidades da sociedade e não são obrigatoriamente filiados ao seu partido único.

Como você vê, há muito o que falar sobre Fidel Castro, sem medo e sem rancores, e é possível que eu volte ao assunto, disposto a trocar idéias com você em cima de fatos concretos, que falam mais alto do que qualquer propaganda direcionada.

Tribuna da Imprensa (www.tribuna.inf.br), 22.2.2008

BLOG NATUREZA… Imagens Zens!

A BORBOLETA ALFABETIZADA!

O BEIJINHO DAS CUTIAS, Amor y love you!

Fotos: Pachelly Jamacaru
“Direitos Reservados”

Convite
“UMA VIDA SEM VIOLÊNCIA E UM DIREITO DAS MULHERES”

Nós, integrantes do Fórum de Mulheres da Região Cariri Centro Sul aqui representado pelo Conselho dos Direitos da Mulher Cratense, Casa Lilás, Coletivo Regional de Mulheres Trabalhadoras Rurais da FETRAECE-Cariri, Pastorais Sociais Sindicatos Urbanos e Rurais ,Ongs ,em parceria com o Governo Municipal
Realizaremos de 03 a 07 de março de 2008,no Largo da RFFSA, Crato- Ceará, a “Semana Cultural da Mulher”,com apresentações culturais, exposições de arte, cordéis, mostra de filmes e feira de artesanato.
Convidamos Vossa Senhoria ou sua entidade, para se fazer presente neste evento.

“O combate à violência contra as mulheres é um compromisso de todas e todos.”
Obs.: Segue programação anexa.


Telefones para maiores informações:
(88)3521-6317-Conselho da Mulher
(88)3521-3560-Casa Lilás
(88)3521-2426-Col.Reg Mulheres Trab. Rurais da FETRAECE-Cariri

Programação da Semana da Mulher

Dia 03 de Março -09 Horas- Abertura da Semana da Mulher, na Galeria do Largo da RFFSA, com exposições de artesanatos, cordéis, artes visuais INFOMULHERES de Alexandre Lucas, debate sobre “Mulher, Gênero, Igualdade e Políticas Públicas” com a presença de uma ativista da União Brasileira de Mulheres – UBM e Chá Cultural. Realização Movimento de Mulheres.

De 03 a 07 de março, às 17 horas, largo da RFFSA, Feira de Artesãs com : As Bonequeiras no Pé de Manga, Projeto Nossa Casa, ACA

De 03 a 06 de março, às 19 horas “Mostra Mulher”, Auditório do largo da RFFSA, exibição de Filmes e mesa de debates. Realização Movimento de Mulheres.

03 de março – 19h- “Mostra Mulher” com exibição do filme “PROVOKED – Desejo e Liberdade”.

04 de março- 19h- “Mostra Mulher” com exibição do filme “TERRA FRIA”.

05 de março 19h-“Mostra Mulher” com exibição do filme “MULHERES PERFEITAS”.

06 de março 19h-“Mostra Mulher” com exibições dos documentários “VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E A LEI MARIA DA PENHA”-Globo Repórter e “NO MIOLO DA CONSCIÊNCIA”-Vanderley Tavares.

Dia 07 de março, de 18 as 20 h, local palco da RFFSA “Mulher uma corrente de fé e união”, “Mulher de Fibra” e “Ação Cidadania” – Realização Governo Municipal.

07 de março 20h – no palco da RFFSA, Show Cultural “Pela Vida e Pela Paz” com:

♀ Apresentações das escolas públicas
♀ Coco das Mulheres da Batateira
♀ Afoxé
♀ Fátima Gomes
♀ Eveline Limaverd
♀ Leninha Linard
♀ Auci Ventura

Realização Movimento de Mulheres.

Patativa do Assaré – Programação de festa é definida

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Se fosse vivo, o poeta Patativa do Assaré completaria 99 anos no próximo dia 5 de março

Abertura do centenário de Patativa começa ainda este ano, com festa em praça pública em todo dia 5 de cada mês

Assaré. Para marcar a abertura das comemorações em alusão ao aniversário do poeta Patativa do Assaré, que se fosse vivo completaria no dia 5 de março, 99 anos, um show de Amazan e Cacau Com Mel está previsto para o próximo sábado. É também a abertura do centenário do poeta. Patativa nasceu em março de 1909, na Serra de Santana, a 18 quilômetros de Assaré e morreu no dia 8 de julho de 2002, com 93 anos de idade.

A programação terá continuidade até o dia 5 do próximo mês, com a realização de shows em praça pública, todas as noites, com bandas e artistas regionais, entre os quais: Fábio Carneirinho, Quinteto Agreste, Joãozinho do Exu, Zabumbeiros do Cariri, Menina Morena, Mastruz com Leite, Primeiro Beijo e Banda Magníficos. Também fazem parte da programação apresentações de teatro, dança, poesia, artes visuais, músicas e cultura popular.

Além desta programação, o quinto dia de cada mês subseqüente acontecerá uma programação, com o objetivo de dar ampla divulgação à festa de centenário, que será no próximo ano. De acordo com a Secretaria de Cultura do Município, o Memorial Patativa do Assaré, localizado ao lado da Matriz, recebe cerca de 550 pessoas por mês. A informação é da neta do poeta, Isabel Gonçalves, que faz parte da diretoria do Memorial.

A Secretaria de Cultura do Estado liberou uma verba no valor de R$ 150 mil que será aplicada na ampliação e restauração do Museu, para a ampliação do auditório e restauração da instalação elétrica.

Fonte: www.diariodonordeste.com.br
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Hoje no DN – Aeroporto funciona com restrições

Cariri

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Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes teve, nos últimos dois anos, um crescimento significativo quando comparado aos demais aeroportos do País. Mas sua estrutura precisa ser melhorada para aumentar número de vôos (Foto: Elizângela Santos)

Terminal aéreo Orlando Bezerra de Menezes, em Juazeiro do Norte, inviabiliza tráfego de grandes aviões

Juazeiro do Norte. A falta de condições do Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes, nesse município, para pouso de aviões de grande porte, tem impedido o aumento no número de vôos na região. Recentemente, a empresa de linha aéreas TAM fez uma pesquisa para avaliar as condições de implementação de vôos, mas a falta de estrutura da pista impediu a consolidação.

A empresa classificou a pista como “acanhada” para pousos e decolagens. O aeroporto teve, nos últimos dois anos, um crescimento significativo, em termos proporcionais, quando comparado aos demais aeroportos brasileiros.

Os ajustes que ainda faltam faz com que vôos de carga não sejam conquistados, incluindo determinado número de passageiros, condições de abastecimento favoráveis e a quantidade de bagagens e cargas no vôo. Atualmente, segundo o superintendente regional da Infraero, em Juazeiro do Norte, Edson Fernandes, todas as aeronaves atuam com restrições.

O aumento no suporte e resistência de pista torna-se indispensável para dar segurança de pouso aos aviões de grande porte. Questões burocráticas também tem sido empecilho para realizações de trabalhos e homologação de mais 150 metros de pista pavimentada. São 1.950 metros de pista, com a parte construída, sem reconhecimento da Aeronáutica. Está fora do padrão para atender aeronaves de grande porte.

Algumas reformas importantes foram feitas no local nos últimos cinco anos, por meio de convênio com o governo do Estado. A Infraero aguarda nesse momento a transferência da área patrimonial por parte do governo para iniciar novas reformas, incluindo melhoria de pista e terminal, hoje com capacidade para 60 passageiros, aumentando para 200 pessoas. Será localizado onde atualmente está a praça, de frente ao atual terminal. “São trâmites legais que estão emperrados, apenas burocracia. Aguardamos aceno do governo”, ressalta Edson Fernandes.

Segundo ele, R$ 30 milhões serão investidos na reforma da pista e na construção do terminal de passageiros do aeroporto. O trabalho está previsto para ser concluído em um ano e meio. As reformas e construção serão bancadas pela Infraero, que investe com R$ 20 milhões. A outra parte será obtida pela bancada federal, no total de R$ 10 milhões. “Nós precisamos ter autonomia para iniciar a obra, e isso só depende de ajustes no convênio”, explica. Com essa adequação, será licitado o projeto executivo do terminal e da pista do aeroporto.

Quanto ao reconhecimento da pista atual pela Aeronáutica, faltam apenas alguns ajustes no projeto. Os parâmetros usados são os antigos. A homologação só poderá ser feita após ajustes no projeto da pista atual. Mesmo com a aprovação, continuará nos padrões antigos. Atualmente, operam no Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes as empresas de aviação civil Gol, com uma linha diária; a Oceanair, com duas; e a TAM, com vôos cancelados. Não se sabe ainda se irá retornar. Mesmo com as restrições, a Gol pretende, a partir do dia 24 de março, data de aniversário do Padre Cícero, incluir mais um vôo, às 16 horas, com destinos para Belo Horizonte (MG), São Paulo, Recife, Rio de Janeiro e Fortaleza.

Ano passado, passaram pelo aeroporto 152 mil passageiros. Em 2006, foram 110 mil. Edson Fernandes destaca o crescimento de 38% nos dois últimos anos. A perspectiva com novos vôos é que esse número chegue a cerca de 200 mil embarques e desembarques.

ELIZÂNGELA SANTOS
Repórter

OS CONTORNOS DA LIBERDADE DE IMPRENSA
Por: Francisco Leopoldo Martins Filho

A evolução histórica da liberdade de imprensa confunde-se com a evolução da liberdade de pensamento e, por conseguinte, com a própria evolução das Liberdades Públicas.
O racionalismo, produto do individualismo, estabelece uma nova visão do mundo. O Homem não se convence apenas pela fé. A partir deste momento ganha relevo o aspecto racional, a busca da verdade pela pesquisa, pelo pensamento, sem a influência da autoridade. Neste predomínio da razão encontra-se a base do desenvolvimento da liberdade de expressão.
Conforme esta razão, se terminará reclamando a liberdade de pensamento e de consciência como dado próprio do indivíduo digno, o qual também contribui a levantar os pilares da filosofia dos direitos fundamentais.
A liberdade de imprensa é uma liberdade secundária, no sentido de que amplifica e se funda sobre a liberdade de pensamento. Daí a necessidade de analisar o regime da liberdade de pensamento, a liberdade primária e primeira, para estabelecer o exato sentido da liberdade de imprensa. Desta forma, devemos distinguir entre o pensamento no seu aspecto interior e a sua manifestação. Reconhecendo-se, inicialmente, a existência da liberdade de consciência e de crença, correspondendo ao aspecto interior do pensamento.
Todavia, o Homem não se contenta com o aspecto interior do pensamento. Ele é escravo de um certo princípio de coerência. Se crê em certas idéias é levado a desejar o seu implemento, a conformar o mundo segundo sua visão, necessitando destarte de liberdade para exprimir suas crenças e opiniões. Surge, então, a tutela da liberdade de expressão do pensamento.
Não devemos olvidar que, corolário da liberdade de pensamento, surge o valor de indiferença da opinião manifestada. Impondo o reconhecimento de um dever de neutralidade, segundo o qual o agente na pode sofrer discriminações pelo fato de ter manifestado determinada opinião, respondendo cada qual pelos abusos e prejuízos ao bom nome, à reputação e à imagem do ofendido.
Cabe ressaltar que a Constituição brasileira preocupou-se, também, com a proteção das pessoas contra os abusos do exercício da liberdade de imprensa, consagrando no Art. 5º., inciso V, que: “é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem”. Nesta mesma linha de proteção a norma do Art. 5º., inciso X, garante a inviolabilidade da intimidade, vida privada, honra e imagem.
Como advertia Cartherein: “(…) A boa reputação é necessária ao homem, constituindo o indispensável pressuposto, por assim dizer, de sua posição e eficiência social. Os homens de bem somente se cercam daqueles que gozam de boa fama. Se alguém adquire má fama, dele se afastam os conhecidos e amigos, e não mais é tolerado nas boas rodas. Estará ele privado da confiança e prestígio com que a sociedade resguarda os homens de bem. Sem boa reputação, além disso, é impossível alcançar ou exercer, com êxito, postos de relevo, influência ou responsabilidade, porque os mal afamados não merecem confiança(…)”.
Embora nos pareça que a liberdade de expressão reconhecida constitucionalmente, seja um direito que deva ser exercido não de maneira absoluta, o que se tem verificado é que parte dos meios de comunicação seja: jornal, emissoras radiofônicas, televisão, blogs, etc, ultimamente, tem se comportado de maneira absolutamente incorreta, TORNANDO-SE UM TRIBUNAL PÚBLICO, DE INSTÂNCIA ÚNICA, SEM APRECIAR PROVAS E NEM SE APROFUNDAR NOS FATOS, AO “TIRO DA PRIMEIRA PEDRA” CONDIZIR O CIDADÃO À RUA DA AMARGURA ASSOCIANDO QUALQUER PERFORMANCE DO CIDADÃO A ATIVIDADE ILÍCITA. PORTANTO, QUEDANDO-SE PELA VIOLAÇÃO DO DEVER DE OBJETIVIDADE, CONSOLIDADA NA HONESTIDADE E SINCERIDADE.

Francisco Leopoldo Martins Filho
Pós Graduado em Direito Penal
Especialista em Danos Morais
E-mail:
leopoldo.advogado@ig.com.br
OAB/CE 10.129

Cartas dos Leitores – Chrystian Marques

Olá Dihelson, tudo bem?
Acho que vc não me conhece. Sou daqui do Crato, sou artista plástico. Meu Nome é Chrystian Marques. Sempre venho acessando o blog do Crato, parabéns. Dia 06 de março estarei expondo no Centro Cultural Banco do Nordeste/Cariri, e por isso gostaria de saber se vc poderia divulgar a exposição pelo seu blog que tenho visto a ampla abertura que tem dado a arte. Gostaria de saber a confirmação e dia 06 te mandaria em anexo o convite.
Agradeço.
Abraço
Chrystian Marques
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