Arquivo para ‘abril, 2008’
Escrito por Dihelson Mendonca
Outras
30 abr 2008, 23:46
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Com Jair ao violão…

O talento de Aécio no pandeiro:

João nicodemos enche o ar de poesia e chorinho…


Poema: “Martelo” de João Nicodemos. Para ouvir, clique no player abaixo:
Foi um grande show!
Desses que a gente relembra músicas que se pensava não iria mais escutar em vida, ou que ainda houvesse registrado em algum bit de memória. Show do grande artista, poeta, músico, pensador João Nicodemos no SESC Crato, semana passada. Show de Chorinho e performance poética cheia de muita emoção e improviso. Ao lado de dois grandes músicos: Jair, ao violão e Aécio no pandeiro. E lá estava uma grande platéia, de jovens e gente não tão jovem assim. Mas vi amigos como Dr. José Flávio, Abidoral, Tânia, e tantos mais conhecidos e desconhecidos que me vêm à memória.
E o melhor de tudo, é que eu estive lá para ver. Ouvi e apreciei o talento deste grande artista chamado João Nicodemos.
Fotos: Dihelson Mendonça
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Escrito por Dihelson Mendonca
Outras
30 abr 2008, 17:25
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A Mostra Curtas Cariri é um evento pioneiro que, desde sua primeira edição em 2007, traz ao interior do Ceará uma amostra da produção cinematográfica nacional em curta-metragem, com programação totalmente gratuita, valorizando a regionalidade como linguagem e celebrando a diversidade cultural do país.
Neste segundo ano a MCC, evento realizado pelo Coletivo Malungo, Jaraguá Filmes e a AAC-Associação Audiovisual do Cariri, será exibida concomitantemente em três cidades da Região do Cariri. Crato (Auditório da RFFSA), Juazeiro do Norte (CCBNB) e Nova Olinda (Fundação Casa Grande) receberão a programação de filmes, oficinas, debates e shows nos dias 01, 02 e 03 de maio de 2008.
O homenageado do evento será Seu Zé Sozinho, pernambucano radicado em Caririaçu, que bem representa a vocação audiovisual do Cariri, há quase 40 anos, exibindo filmes em praça pública.
A Mostra acontecerá nos dias 01, 02 e 03 de maio de 2008, simultaneamente nas cidades de Crato (Teatro da RFFSA), Juazeiro do Norte (Centro Cultural Banco do Nordeste) e Nova Olinda (Fundação Casa Grande), com uma programação que incluirá além dos filmes selecionados para os 4 programas do evento, mesa-redonda, palestras, oficinas e shows.
Os Programas:
- Mostra de 1 min: Curtas-metragens inquietos, inventivos, criativos e questionadores, que faz um apanhado da recente produção de vídeos experimentais dos novos realizadores do Cariri.
- Mostrinha: Esse programa dedica sua programação às crianças e tem como foco despertar nas crianças o interesse pela sétima arte.
- Mostra Curta Cariri / 100 Canal: Esse programa tem curadoria de Hélio Filho, gerente da TV Casa Grande, que selecionou 12 vídeos com trabalhos em audiovisual desenvolvidos pelos meninos da instituição.
- Mostra Curta Brasil: A Mostra Curta Brasil tem por característica a apresentação de filmes que obtiveram destaque na cena audiovisual brasileira e, com isso, faz um recorte da recente produção em curta-metragem nacional.
Programação:
Dia 01 de maio:
- 16h Abertura do evento.
- Palestra do Zé Sozinho(Homenageado da Mostra)
- 16h Mostra de 1 min.
- 17h Mostrinha.
- 18h Mostra Curta Cariri / 100 Canal.
- 19h Mostra Curta Brasil.
Dia 02 de maio:
- 16h Mostra de 1 min.
- 17h Mostrinha.
- 18h Mostra Curta Cariri / 100 Canal.
- 19h Palestra com os Meninos da TV Casa Grande.
- 19h Mostra Curta Brasil.
Dia 03 de maio:
- 16h Mostra de 1 min.
- 17h Mostrinha.
- 18h Mostra Curta Cariri / 100 Canal.
- 19h Mostra Curta Brasil.
- 20h show de encerramento.
Mais informações:
Jaraguáfilmes
docariri@gmail.com
(88) 9619.1898
(88) 3521.3382
Apoio:
Soma9
Arte Mídia
Por: Dihelson Mendonça
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Escrito por Jose Flavio
Crônicas
30 abr 2008, 15:55
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Ali estava bem na sua frente e era um deslumbramento. Parara ofegante e atônito, como um menino que balbucia as primeiras palavras de amor para a namorada. Saíra com a inglória missão de comprar um presente para o aniversário do filho, esta difícil e impalpável arte de calçar a matéria no sonho alheio. De repente, diante dos seus olhos, como se pronunciasse o abracadabra ou o abre-te-sésamo aparece o objeto de todos os desejos da sua já distante infância.
Fôra pirralho pobre e desde cedo precisara aprender a inventar os seus próprios brinquedos. A duras penas , aprendera a fazer o pião com um tronco de goiabeira e um prego; o “triângulo”, mais simples , o precedera, quando entortou a extremidade de um arame e afiou a outra ponta numa pedra de amolar facas. Depois viera o caminhão, doce enlevo da sua meninice, que fabricara desfazendo uma velha caixa de madeira e dela construiria todos os módulos: a boléia, a carroceria, as rodas ( a mais difícil tarefa) e até os amortecedores — feitos das aspas metálicas que recobriam a caixa e que davam ao carrinho um discreto molejo, tão importante para as manobras mais radicais. As bolas de gude ( de aço ,as preferidas) eram conseguidas dos mecânicos da redondeza, que as tiravam de rolamentos “gripados”. Depois vieram os carrinhos de rolimã , os patinetes construídos com tábuas e rolamentos, que eram o terror do sono de todos os vizinhos Fez-se clone de Ícaro ,também , montando “pipas” com papel celofane, pedaços de madeira e “grude de goma”. Os “papagaios”, ao serem empinados, como que alçavam aos céus o dourado enleio da sua infância ( enleio que um dia se perdeu no espaço, ao ser cortado pelo brusco cerol da adolescência). .
Uma vez , pisando na sombra do pai, tinha tido um encantamento igual ao de hoje : diante de si um ônibus feito artesanalmente, de quase meio metro, com inúmeras cadeiras no seu interior , as laterais fabricadas de lata e pintadas, onde se lia, em letras transversais: “Viação Cometa”. Lembra, como se fora ontem, atanazara tanto o pai para comprar aquela maravilha, que terminou por ganhar o mais comum presente do seu tempo: uma surra monumental.
Hoje, no entanto, se sentia o mais feliz homem do mundo: podia dar ao filho o mais almejado presente da sua vida de guri. Comprou-o, trêmulo, como se tivesse voltado trinta anos . Cerrou os olhos um pouco, enquanto o vendedor lhe trazia o troco, e se viu apenas de calção listrado, com barbante na mão, à guisa de volante, e dirigindo cuidadosamente aquele ônibus que por tantos e tantos anos foi o cometa de todos os seus desejos. O tilintar do troco no balcão o fez viajar , num átimo, três décadas de volta. Tomou do embrulho valioso e partiu célere para casa, na expectativa de ver ,nos olhos do filho, a felicidade que poderia ter brilhado nas suas próprias retinas tantos anos atrás…
Mal abre a porta, berra, ofegante :
—Filho, olha o presente de aniversário que eu trouxe prá você!
O menino corre e rasga o invólucro, vorazmente, sem nenhum critério artístico. De repente emerge do papel picotado , o ônibus reluzente. O filho , porém, não reluz como o ônibus, o olha sem entusiasmo e pergunta, sem graça:
—- Pai, o que é que ele faz, hein? Tem controle remoto, anda sozinho?
O pai, triste,surpreso, ainda pensou em explicar que aquele carrinho fazia tudo: andava sozinho, corria, subia ladeiras e rampas, até voava e tinha controle remoto sim: A imaginação. Mas já não adiantava, o guri, hipnotizado, agora fixava seu pensamento apenas no video-game e o sonho de infância do pai estava ali jogado no chão em total desamparo — um ônibus que capotara , perdera em algum lugar a sua força lúdica, e era agora um veículo enferrujado, obsoleto , sem rumo claro e sem destino previsível…
J. Flávio Vieira
Escrito por Carlos Rafael
Notícias
30 abr 2008, 10:49
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Texto: Carlos Rafael (especial para o Blog do Crato)
Foto: Antonio Vicelmo, para o Diário do Nordeste
Nesta matéria, o termo Trem do Cariri tem significado mais amplo, pois alcança a dimensão simbólica, presente no inconsciente coletivo local: o imenso desejo (ou um bonde chamado desejo) de ver o Cariri cada vez mais cosmopolitano.
Para tanto, muitos desafios e mitificações simplórias terão que ser superados.
Primeiro, capengam os que acham que o Cariri vem perdendo o trem da história. Para isso, apresentam cifras, percentuais e números comparativos entre o Cariri político e econômico de hoje e de cem anos atrás. Isso é ver o futuro com as lentes do passado. Esquecem o Cariri pujante, de hoje, pulsante, de sempre, alijando sua dimensão extemporânea, presente no cotidiano de um povo caririzeiro que tem expressão própria.
Segundo, nossa identidade é caririense, unindo diversas outras referências, como a pequizeira do Crato, a romeira do Juazeiro, a rapadureira de Barbalha e tantas outras que têm também suas especificidades. Não há mais espaços para bairrismo tolo. O Cariri é um todo e só assim ele se manterá nos trilhos da história.
Este é um novo tempo para o Cariri. É preciso, pois, ficarmos atentos, sob pena de perdemos o bonde da história.
Escrito por Dihelson Mendonca
Outras
30 abr 2008, 01:31
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www.zoomcariri.com
Visite, divulgue, participe!
Foto: Dihelson Mendonça
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Escrito por Dihelson Mendonca
Outras
29 abr 2008, 22:09
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Escrito por Dihelson Mendonca
Outras
29 abr 2008, 21:59
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Olá,
Vcs vão criar algum espaço no blog de vcs q enfatizem o time do crato,com notícias da equipe,como contratações ,elenco de jogadores,fotos,resultados de jogos etc. já q ele não tem site????
Ass.
Saul Santana
Resposta:
Olá, Saul,
Vamos sim, amigo. O Amilton ( AMILTON SOM ) vai ficar encarregado de contribuir para essa parte de esporte, mas precisamos de mais gente pra comentar e acompanhar e até incentivar a torcida do Crato. Se vc quiser colaborar envando matérias sobre o assunto, sobre o Time, sobre o futebol, eu publico e coloco seus créditos na reportagem, porque eu mesmo já estou atarefadíssimo cobrindo outros assuntos.
Fico no aguardo,
Um grande abraço,
Dihelson Mendonça
www.blogdocrato.com
Foto: website da PMC.
Escrito por Dihelson Mendonca
Outras
29 abr 2008, 21:51
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Concurso literário:
2º Concurso de Contos do Sesc
Promover e tornar público o talento literário do Ceará. Com este objetivo, o Sesc lança o 2º Concurso de Contos do Sesc, extensivo a todos os cearenses. As inscrições acontecem de 18 de abril a 30 de junho. Os interessados devem enviar texto inédito de tema livre para concursodecontos@sesc-ce.com.br juntamente com título, nome do autor, foto, endereço completo incluindo CEP, telefone de contato, números de RG e CPF e um mini-currículo. Os dez melhores contos farão parte de uma coletânea que será lançada em setembro.Os contos serão analisados na 1ª quinzena de julho por uma comissão julgadora composta por três especialistas em literatura e dois funcionários do Sesc. A divulgação dos dez contos escolhidos será na 2ª quinzena de julho nas dependências do Sesc Crato, neste site e em jornal da região. Estes contos integrarão uma coletânea publicada pelo Sesc e cada um dos seus autores receberá dez exemplares. O lançamento da coletânea será durante a Feira de Livros promovida pelo Sesc em setembro de 2008.
Confira o regulamento:
Os contos na História
O hábito de ouvir e contar histórias acompanha a humanidade em sua trajetória no espaço e no tempo. Afirma-se que, em todas as épocas, os povos cultivaram seus contos. De “Sherazade”, que compila os contos mais conhecidos da Idade Média, aos contistas contemporâneos, a narrativa curta tem sido vista com muito interesse. A fórmula de narração e compilação de contos até então mantidos no ideário popular adotada nas “Mil e uma noites” foi largamente utilizada por muitos autores posteriormente. Aos poucos, novas modalidades de contos foram surgindo, diferenciando-se de forma inovadora dos contos infantis e populares, de acordo com a época e o estilo de cada autor. Assim surgiram os contos de humor, fantástico, mistério etc.
Serviço:
2º Concurso de Contos Sesc
Inscrições de 18 de abril a 30 de junho
concursodecontos@sesc-ce.com.br
Sesc Crato (Rua André Cartaxo, 443 Centro Crato-CE)
Informações: (88) 3523.4444
Por:
Fernanda Cardeal
Biblioteca SESC Crato
Escrito por Dihelson Mendonca
Outras
29 abr 2008, 21:30
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Cia. Cearense de Teatro Brincante – Cia. Teatral Boca de Cena Grupo Cênico Apresentam:
O PECADO DE CLARA MENINA
Comédia de Cacá Araújo
Uma floresta… Um casal em plena safadeza: assim a inocente princesa Clara, do distante Reino de Mont’Alverne, foi flagrada com Dom Carlos de Alencar. Seu pecado desencadeia toda uma onda de sedução, amor, traição, adultério, crueldade, ambição, prepotência e luxúria, envolvendo a família real, a nobreza e o clero. “O pecado da menina / Fez o reino revirar / E o povo todo pecou / Depois de Clara pecar”.
Dias 10, 11, 17, 18, 24 e 25 de Maio de 2008 – 20 horas
TEATRO RACHEL DE QUEIROZ
Crato – Ceará
ELENCO
Atores/Personagens
Andecieli Martins – Clara
Cacá Araújo – Rei de Mont’Alverne e Barão do Riacho Fundo
Carla Hemanuella – Baronesa Malaguêta
Charline Moura – Luana Malaguêta
Daniel Rodrigues – Dom Carlos de Alencar
Veylla Lopes – Conde de Santa Fé
Jardas Araújo – Caçador e Frei Caneco
Joênio Alves – Bobo e Carrasco
Jonyzia Fernandes – Solana Malaguêta
Orleyna Moura – Rainha de Mont’Alverne
Paula Amorim – Prima Secundina
TÉCNICA
Texto e Direção Geral – Cacá Araújo
Assistência de Direção – Orleyna Moura e Andecieli Martins
Pandeirista – Manoel Leandro
Cenografia – Artesão França e Cacá Araújo
Figurino – Joênio Alves
Confecção de Figurino – Ariane Morais
Adereços – Edelson Diniz, Everardo Aguiar e Carla Hemanuella
Maquiagem – Felipe Tavares
Sonoplastia – Cacá Araújo
Iluminação – Danilo Brito
Operador de Som – Bruna Giselle
Operador de Luz – Joseany Oliveira
Contra-Regra – Eliane Café
Bilheteria – Marta Bitu
Guarda-Roupa – Luciana Ferreira e Gisélia Rocha
Pesquisa e Elaboração Musical – Erisvaldo Silva
Cartaz – Xilogravura de Carlos Henrique
Fotografia – Gessy Maia
Vídeo – Fernando Garcia
Designer – Felipe Tavares
Produção:
Sociedade de Cultura Artística do Crato e Sociedade Cariri das Artes
Apoio:
Prefeitura Municipal do Crato
Secretaria Municipal da Cultura, Esporte e Juventude
VOCÊ NÃO PODE PERDER!!!
Dias 10, 11, 17, 18, 24 e 25 de Maio de 2008 – 20 horas
TEATRO RACHEL DE QUEIROZ
Rua Dom Quintino, 913 – Crato-CE
Tel.: (88) 3523.2168 – (88) 8801.0897
INTEIRA: R$ 6,00 – MEIA: R$ 3,00
INDICAÇÃO: 14 ANOS
Por: Dihelson Mendonça
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Escrito por Emerson Monteiro
Outras
29 abr 2008, 16:39
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Emerson Monteiro
Dentre os estresses atuais, a sobrecarga da informação que se consome a cada dia estabelece um peso substancial. A insistência dos assuntos cotidianos impõe submissão aos consumidores das notícias a ponto de gerar dependência, o que, quando ausente, ocasiona espécie nova de síndrome de abstinência, em forma de vazio agressivo, notado em todo o corpo social, de proporções incalculáveis.
Há que existir gente sendo presa fácil de autoridades sendo acusadas disso ou daquilo, acidentes de todo gênero, balas perdidas, seqüestros, escândalos a todo gosto, atentados, várias qualidades de desastres ambientais, atos terroristas, protestos, o que alimenta bem mais do que a ordem natural das coisas.
Esse tal homem nutrido nos cochos da mídia torna-se, pois, impotente, fraco, esquálido em face dos dramas apresentados a pratos cheios pelas usinas de comunicação, que quase reclama algum silêncio para refletir e digerir a carga que lhe jogam aos ombros. E ele mesmo, suspirante nos intervalos dos finais de semana, dependente, corre às locadoras e se reabastece de filmes de espécie semelhante à matéria da semana, em produções de terror, violência, sexualidade exacerbada, marcas dolorosas de violência e tragédia persistente, para suprir a suspensão parcial do jornalismo sensacionalista na calma domingueira.
Bicho acirrado na ritmo dos acontecimentos estonteantes de mundo em velocidade catastrófica, sobretudo através da televisão, esse modelo especulativo da civilização de massa, traz consigo as apreensões do medo instintivo do rebanho que compõe, ancas ferradas nas tatuagens modernas das tantas tribos espalhadas nos grotões do globo.
Dons quixotes da produção industrial, esses sanchos panças dos engarrafamentos citadinos andam lentos, ferrenhos compradores dos crediários e das promoções de ponta de estoque. Vibriões da impossibilidade material, transportam nas extremidades dos nervos das contas bancárias o que lhes toca do PIB nacional e repetem com eficiência os “slogans” das lojas de departamento e as vinhetas dos planos de saúde, o que contém normas para chegar a campeões de bilheteria, finalistas de campeonatos e ganhadores de prêmios lotéricos.
Ricos os seres humanos desta hora. Desconhecem aonde vão e nem disso quererem saber, pois depositaram nas mãos dos chefes políticos e economistas de plantão a entrega dos seus sonhos. Dormem em paz, por isso, ainda que devam mergulhar de cabeça no mistério da existência.
“Bem aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus”, dizem judiciosas as Escrituras Sagradas.