468x60

Arquivo para ‘dezembro, 2008’

Avô Adotivo

Não sei a que atribuir aquela confiança cega que de repente se me depositaram. Pode ter sido estas mechas brancas que teimam em me tingir a barba, ao quebrar o cabo da desesperança dos cinqüenta. Ou as rugas que me vão mapeando o rosto, como troféus de muitas batalhas empreendidas e poucas ganhas. Talvez, até, este ar um pouco distante de quem procura o que não pode encontrar , de quem teme a estrada curta e imprevisível que se abre , morosamente, adiante. A placidez ,apenas aparente, dos desiludidos e desencantados.O certo é que a garotinha de uns cinco anos, interpelou-me enquanto fazia do encosto do bureau da sala de espera, um escorregador. Rostinho redondo, bochechinas salientes e olhos vivíssimos que saltavam da moldura de um cabelinho negro, curto e liso, cortado em pastinha. Fitou-me decidida ao me ver passar, exausto, depois de um longo dia de trabalho. Parou as atividades no playground em que transformara a sala de consultório e me chamou, como se fôssemos velhos e inseparáveis conhecidos:
— Hei ! Hei ! Vem cá !
Mergulhado em preocupações mil, aquele fiapo de voz tocou meu coração, como se fora “A Primavera” de Vivaldi. A alegria e felicidade puras que brotavam como água cristalina da fonte da inocência. Aproximei-me desarmado como que tocado pela varinha de condão da fada madrinha. Desobedecer a um chamado destes, quem há-de ? Agachei-me um pouco, em reverência e , obedientemente, lhe fiz continência :
— Olá ! Como você está?
A menininha sorriu-me , angelicalmente e me fez um convite totalmente inusitado:
— O Senhor não quer ser meu avô, não ?
Hesitei, um tanto, ante um pedido tão carinhoso e estranhamente tão inesperado. Temendo ser pouco convincente, disse com voz titubeante que queria sim, que gostaria muito. A menininha pareceu contente e , por fim, explicou a necessidade da substituição necessária:
— É que meu avô morreu e eu tou sem avô, ó !?
Já me recobrando da surpresa e buscando entender os ínvios caminhos do coração infantil, fui mais enfático. Conversei mais e disse que a partir daquela hora ela tinha um novo avô. A garotinha parece que havia encontrado uma Barbie perdida. Abraçou-me e voltou ao seu escorregador que , afinal, ninguém é de ferro.
Saí dali encantado com o convite. Afinal, hoje , avô é artigo de luxo. Com os jovens libertos e sem amarras, nascem filhos temporões que terminam por enfeitar a vida já um pouco ressequida de tantos avós. Não bastasse isto, com a doideira da vida moderna, com pais e mães numa corrida desenfreada em busca da sobrevivência,quem convive com os pirralhos ? Os avós ! Aí a convivência mostra-se sempre de mão dupla: eu te dou a segurança, a experiência e vocês me fornecem um pouquinho da preciosa seiva da vida. Nós lhes aplacamos os temores da floresta e vocês nos mostram onde ainda existem frutos deliciosos e sazonados. O avô é o pai domesticado: sem o grito, sem a palmatória, sem a cara emburrada. Tendo a visão privilegiada do rio da vida, ele entende que os acidentes são inevitáveis, que as águas muitas vezes se tornam turvas, que o fluxo vezes se mostra calmo, vezes tormentoso para quaisquer navegantes de primeira viagem. O tempo dá ao avô a prerrogativa da tolerância , com a pena pronta para a Hábeas Corpus , a alvará de soltura, a carta de alforria.
Despedi-me sob o peso da imensa responsabilidade que me acabava de ser conferida. Ser avô independe, geralmente, da nossa vontade e os netos, infelizmente, não têm o sagrado direito da escolha. Pois bem, a minha missão fazia-se bem mais árdua: a partir daquela data, a garotinha me havia eleito Avô Adotivo. Ela, mais que ninguém, demonstrava, claramente, a falta que lhe fazia aquela perda prematura. Sem maiores credenciais devo fazer tudo para não decepcioná-la. Mesmo sem estar perto, sem conhecer seus pais , sem sequer saber onde ela mora ; me acho no dever de fazer tudo ao meu alcance com o intuito de ela entender que a vida é apenas mais um capítulo de um Conto de Fadas. Apesar das bruxas, das maças envenenadas e das madrastas, sempre é possível encontrar um príncipe em cada esquina da existência e fazê-lo calçar o nosso sonho no sapatinho de cristal das nossas esperanças.
Antes de sair ainda ouvi a vozinha doce da minha neta mais nova :
— Tchau, Vôiinho !

J. Flávio Vieira
http://www.simborapramatozinho.blogspot.com

O BRASIL DAS DESIGUALDADES SOCIAIS por Magali de Figueiredo Esmeraldo

Pela primeira vez em toda a história do Brasil, temos um governo que olha para os pobres. Talvez porque antes, nunca elegemos um presidente operário que desenvolveu uma grande sensibilidade em relação à pobreza, pois foi pobre e sabe o que é não ter o mínimo para sobreviver. Tem consciência de que o pobre além de passar fome, sofre todo tipo de preconceito, discriminação e injustiça. Nessa sociedade injusta em que vivemos, só uma minoria acumula bens e não se preocupa com a maioria da população, que é pobre. A elite brasileira sempre critica qualquer programa social para melhorar as condições de vida dos pobres. É o caso do “Bolsa Família” que atende a milhões de pessoas que vivem na extrema miséria. Essa elite fica falando que o “Bolsa Família” faz as pessoas ficarem preguiçosas. Isto não ocorre. Como cristã que sou, tento cada vez mais conhecer a Palavra de Deus procurando entender a Bíblia e principalmente os Evangelhos. Por isso, não posso deixar de defender um programa que, pelo menos, tenta amenizar um pouco o sofrimento dessas pessoas excluídas da sociedade. Conheço uma família de agricultores pobres que vive plantando para sobreviver. Eles recebem o “Bolsa Família” e moram num lugar esquecido do mundo, que não tinha estrada, nem energia elétrica e nem escola para os seus filhos. Agora, no governo Lula, o programa “Luz para Todos” iluminou a vida dessas pessoas, os filhos estudam na cidade mais próxima, a prefeitura manda transporte escolar, melhorou as condições das estradas carroçáveis, tudo isso graças ao “Bolsa Família”. Os pais são analfabetos, mas não ficaram preguiçosos como se propaga por aí, continuam trabalhando de sol a sol e, os filhos terão melhores oportunidades, que os seus pais não tiveram.

Por: Magali de Figueiredo Esmeraldo
.

ANO NOVO, VIDA NOVA…..

Todo mundo sempre costuma repetir:
“Ano-novo, vida nova”.
Mas até que ponto sabemos realmente medir o peso desta afirmação e a colocamos em prática?
Se no ano que passou,você não conseguiu atingir suas metas,concretizar sonhos,
acumulou mágoase não superou desafios inesperados,agora é a hora de abrir as janelas da mente e do coração para o futuro.
É importante captar mensagens externas e não esquecer de olhar para dentro de si porque o caminho para uma vida nova passa, impreterivelmente, por nosso universo interior.
A mutação de seu momento atual, enfim, depende exclusivamente de você.
Depende do seu trabalho mental, em acreditar e realizar.
Nada, nem ninguém poderá fazer isso por você.
A ajuda pode, sim, vir de fora, mas o impulso deve partir de você.
Independentemente de sua situação atual.
Em primeiro lugar, questione com honestidade:
“Eu realmente quero mudar minha vida?
Se a sua resposta for afirmativa,
então é hora de mexer-se porque o ano-novo está aí.
Para que isto dê realmente certo, é necessário, antes de tudo, se permitir mudar.
O próximo passo é derrubar aquelas barreiras internas tão prejudiciais, como o preconceito consigo próprio, o medo, a inveja e o rancor.
E, não esqueça, o mundo ao seu redor apenas reflete o que você é.
Feliz Ano Novo!!!

O preconceito contra os Nordestinos e Contra LULA – O Blog parece a Faixa de Gaza.. Arre !!! Arre !!

[ Acima: Lula recebe mais um diploma ]

Lulistas, Vejistas, Monarquistas, Ateus graças a Deus, Nassifistas, aqui é a terra de Marlboro, todo mundo se encontra. Todo dia tem novidades no reino da Dinamarca…alegria….alegria…

Sabe, já que todo mundo tá metendo seu tempero na briga, eu também resolvi dizer também umas palavrinhas sobre o que eu penso e vejo, espero não magoar ninguém, nem se sintam magoados por isso. Vou chamar o Presidente Lula para comandar nossa seção de Humor, garanto que ele se tivesse tempo, viria. É um cara comum, sem frescuras, pode comer em prato de ágata com colher de pau, baião de dois com toucinho torrado, e ovo na gordura, e cuscuz com feijão verde. Já tem muito sociólogo aí que torce o nariz para os nordestinos. Fico muito feliz de termos um presidente Nordestino que fez o Brasil dar bem mais certo do que o descarrilamento que estávamos no final do governo FHC. Nos fóruns da internet, paulistas, o que não falta é gente preconceituosa malhando o Lula e os Nordestinos.

Eis a frases:

“Nordestino é sub-raça, deve morrer tudo de paulada!”

“…é o que dá botar um cabeça-chata nordestino pra ser Presidente”

“Lula, volta pro nordeste comer tua paçoca, cabeção de melancia!”


Basta visitar alguns fóruns de São Paulo.
Isso é até certo ponto admissível, porque os sulistas foram destronados, eles querem a volta da política do Café com Leite…O que é inadmissível são os baba-ovo, traidores do Povo Nordestino se aliarem aos sulistas no cântico de ira contra o primeiro presidente Brasileiro e um dos melhores que o Brasil já têve, e é nordestino…

Cadê aquela Guilhotina para os traidores ?

Abraços,

Dihelson Mendonça
.

DERCY GONÇALVES E O LULA DA SILVA

Dercy Gonçalves era uma atriz popular que fazia da esculhambação fator de seu sucesso. Lula da Silva é o presidente da República que buscando o sucesso esculhamba para ser popular. O que os faz semelhantes? O uso de palavrões, pois não sei se Dercy era alcoólatra. O que os faz diferentes? Dercy, a debochada, não estava investida da autoridade do mais alto cargo da República. Lula da Silva está.Pode ser que tenha se tornado politicamente correto usar palavrões. Que seja interpretado como preconceito criticar o presidente por ele esbanjar palavras de baixo calão que passam pelos tradicionais p…m, p…rra e mais recentemente o sifu. Lembre-se ainda do ponto G que o presidente brasileiro agraciou o companheiro Bush ou outros gracejos e gracinhas, ditos no auge do entusiasmo que ocorre nos palanques de onde ele só desce para viajar ao exterior. Os adornos lingüísticos com os quais Lula da Silva entremeia suas falas por sinal muito aplaudidas, talvez possam ser explicados por conta de sua origem sindical e petista. Como ele nunca sabe de nada, certamente ainda não percebeu que deve ser comportar como presidente da República e não como líder de metalúrgicos. Nesse caso, falta alguém do cerimonial ou de sua intimidade palaciana que ouse lhe dizer que não fica bem um presidente tão sem educação, tão sem compostura, tão grosseiro. Enfim, que ele não é Dercy Gonçalves nem animador de auditório e que porta de fábrica é realidade diferente de Palácio do Planalto.
Mas se algum corajoso advertir Lula da Silva sobre a impropriedade de seu comportamento, sobre a necessidade de controlar seus rompantes, provavelmente etílicos, sobre os limites entre o humor e boçalidade, poderá em troca receber um ou mais palavrões com argumentações mais ou menos assim: sou um sucesso, sou a cara do povo e como o povo fala palavrão, o que me identifica com meu eleitorado, vou continuar e ninguém tem nada com isso.

Mas será que o povo brasileiro fala tanto palavrão? Depende do lugar, como um estádio de futebol, na hora em que o juiz rouba para o time adversário. Em algum momento da intimidade familiar ou de amigos. Diante de certos transtornos do cotidiano como exclamação de contrariedade. Mas não é comum nas conversas diárias soltar o verbo diarréico. Também dele não costumam fazer uso, profissionais em geral ao se dirigir aos seus clientes ou pacientes, autoridades em cerimônias públicas. Com exceção, é claro, do governador do Paraná, Roberto Requião, que prima pela linguagem desabrida e pelo estilo truculento.

Naturalmente, alguns membros do governo Lula da Silva são seguidores do chefe. É o caso de Marco Aurélio Garcia, celebrizado por gestos obscenos. E de madame Favre ou Suplicy com seu imortal relaxa e goza. Como a primeira-dama parece ter sido agraciada com o silêncio obsequioso, não se sabe se também segue o estilo Dercy Gonçalves, mas se pode imaginar o que é ouvido nas reuniões do PT, quando cadeiradas são desferidas democraticamente No mais, os ministros de Lula da Silva têm caído às pencas por corrupção, mas não costumam falar palavrões, pelo menos em público. Alguns até podem ter pensado em algum sifu, como José Dirceu ou Palocci, mas, se pensaram, engoliram em seco.
Em todo caso, digamos que a imensa popularidade de Lula da Silva transforme seu linguajar chulo em moda. Você diria a uma pessoa: bom dia. E ela responderia: vá à m…. E assim por diante. Tudo muito natural. Tudo politicamente correto. E coitado daquele que se queixasse de quem o insultou.. O preconceituoso seria preso por crime hediondo e inafiançável. Aliás, na era Lula da Silva o correto, o certo, o elegante é quebrar escolas e bater nos professores. Invadir propriedades produtivas e destruir o patrimônio alheio. Exacerbar a violência, inclusive nas torcidas de futebol. E chic mesmo hoje em dia é ser assaltado. Morrer à espera de atendimento do SUS, de dengue ou de bala perdida, de preferência gritando um palavrão no derradeiro momento, seguido do brado viva Lula, esse grande inaugurador de um Brasil feito de mentira, de propaganda enganosa, medíocre e vulgar. Consola saber que ainda existem, brasileiros dignos. A tragédia que se abateu sobre Santa Catarina mostrou comoventes exemplos de solidariedade e de coragem da população, dos bombeiros, dos militares, de todo o país que se mobilizou para ajudar as vítimas. E se a dor dos catarinenses que perderam parentes, casas, pertences, permanece insepulta, o Estado já se levanta, reorganiza o caos, retoma o trabalho e a produção.

Enquanto isso Lula da Silva, cujo governo não agiu preventivamente em Santa Catarina para impedir a catástrofe, prossegue apenas discursando, gracejando, proferindo impropérios para o gáudio da platéia de bajuladores. Perto dele Dercy Gonçalves é santa.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br

Aeroporto de Juazeiro – Fluxo de passageiros supera ano anterior

Aeroporto Regional do Cariri

Clique para Ampliar

Cada vôo no Aeroporto Orlando Bezerra sai com mais de 100 passageiros. É evidente constatar a falta de espaço adequado no terminal de embarque (Foto: ELIZÂNGELA SANTOS)

Aeroporto de Juazeiro do Norte ainda aguarda rescisão de convênio com Governo do Estado para promover melhorias

Juazeiro do Norte. Mesmo sem boas condições para recepcionar passageiros e pista ainda a ser homologada e reforçada para receber aeronaves de grande porte, o Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes, neste município, prevê fechar o ano com movimentação recorde de 170 mil passageiros. O número surpreende os próprios operadores da Infraero, que previam seis mil passageiros a menos. A perspectiva para 2009 é fechar com 200 mil. O ano de 2008 supera o anterior em cerca de 17 mil passageiros a mais. A previsão para início do novo terminal, com projeto previamente avaliado em R$ 22 milhões, é somente para 2010.

Mesmo com os números positivos em termos de movimentação, o Aeroporto de Juazeiro contabiliza conquistas, com a doação de parte da área territorial pelo Governo do Estado, para que sejam feitas as obras do terminal, hoje com espaço insuficiente para a movimentação no local. A cada vôo, com cerca de mais de 100 passageiros, é possível notar a falta de espaço adequado.

Segundo o superintendente regional da Infraero, Edson Fernandes, um dos entreves para dar continuidade ao projeto com maior rapidez é a formalização do fim do convênio entre o Governo do Estado, na época feito com o governador Lúcio Alcântara, para investimentos na parte de infra-estrutura, e a própria Infraero. O superintende explica que dificuldades até para renovar a pintura do Aeroporto se apresentam por conta desse convênio firmado que responsabiliza o Estado por obras no local.

Por conta dos constantes problemas relacionados aos entreves burocráticos, Edson Fernandes diz que Juazeiro poderá perder os R$ 10 milhões previstos na emenda orçamentária de parlamentares cearenses para investimento na pista, que atualmente tem restrições para vôos com aeronaves de grande porte. Ele afirma que os deputados José Guimarães e José Pimentel (ambos do PT), na época relator do orçamento, estão empenhados na continuidade da emenda, mas não é algo garantido. “O governo precisa rescindir o contrato para nos dar espaço de investir”, diz Edson Fernandes.

O Diário do Nordeste vem acompanhando a situação do Aeroporto, que este ano chegou a perder quatro dos seis vôos diários. Novamente, em setembro deste ano, passou a contar com quatro vôos diários, após o retorno das operações da Oceanair. Com isso, a região está com vôos diários para as principais praças do País, como Brasília, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, além da Capital do Estado.

Após esse primeiro momento, várias reivindicações passaram a ser feitas por meio do Ministério Público, no sentido de providenciar mais vôos para atender ao crescimento da demanda de passageiros.

Várias audiências foram realizadas em Juazeiro do Norte e Fortaleza para adequar as condições do Aeroporto Orlando Bezerra às exigências burocráticas e técnicas e, com isso, conseguir que novos vôos passassem a operar no Cariri. Uma das preocupações até o momento para serem iniciadas melhorias no Aeroporto, tanto na pista quanto na ampliação do terminal de passageiros, é adequação em cartório do documento de doação pelo Estado da área territorial do Aeroporto à Infraero.

“Temos que regularizar para que a Infraero venha assumir definitivamente o Aeroporto”, diz o superintendente. O ajustamento legal se torna necessário, para que a Infraero possa começar os investimentos.

Os recursos para a construção do terminal do Aeroporto será pleiteado pela Infraero por meio do Plano de Aceleração do Desenvolvimento (PAC). De acordo com Edson Fernandes, o projeto básico para o terminal está praticamente pronto. Em janeiro, será dado um dimensionamento por meio do setor de Engenharia da Infraero, incluindo procedimentos como licenças ambientais entre outros. Já está tudo pronto para licitar o projeto básico. Na seqüência, será licitado o planejamento executivo.

O superintendente destaca urgência nas novas mudanças para o terminal, há alguns anos já propostas para serem feitas. O único aeroporto do Interior do Estado não tem sequer homologada a pista ampliada há cerca de quatro anos. Ele disse que a própria Infraero deverá ter uma maneira para resolver a antiga situação.

ELIZÂNGELA SANTOS
Repórter

FIQUE POR DENTRO

Oferta de vôos tem horários variados
Os vôos mantidos pelas empresas que operam no Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes, em Juazeiro do Norte, são os seguintes: Gol – 01h40 (desembarque, vindo de Fortaleza) 4h35 (embarque – Fortaleza); 15H30 (desembarque de Brasília /Recife) – saindo às 16 horas (Juazeiro – Recife – Brasília). Pela OceAnair, São Paulo (Sai às 9h45), Brasília (Saída às 11h40), Juazeiro do Norte (13h55 chegada e saída às 14h25) e Fortaleza (chegada às 15h25); Fortaleza (Sai 14h55) – Juazeiro (Chegada às 16h05 e Saída às 16h35) – Brasília (Chegada às 18h35), com conexões por São Paulo – Rio de Janeiro e Belo Horizonte

Mais informações:
Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes
Av. Virgílio Távora, 4000, Juazeiro do Norte (CE)
(88) 3572.0700 / 3572. 2118

Reportagem: Elizângela Santos
Fonte: Jornal Diário do Nordeste
.

Tênue lembrança – Para Teresa Abath

Crato ,1958
Eu tinha exatamente sete anos.
Por razões familiares , mudamos por uns meses para um pedaço de rua , extensão da nossa Praça da Sé.
Uma pequena vila de casas , a residência dos Teles (Zé Flávio) , a minha morada, e o Colégio Pio X( antes da construção da sua sede oficial ).
Se fechar os olhos , sinto os cheiros das flores dos jardins : jasmim, dama da noite, lírio…
Casa de Dr. Eldon Cariri, Dona Edistia Abath, Sr. Antonio Siebra e Dona Nailê Felício.
Nas calçadas , a gurizada, de olhos e sonhos no Carrocel Maia.
Convivi com as meninas mais novas de Dona Edistia. As mais velhas( hoje , todas da minha idade) : Neide, Distinha e Teresa.
Neide era de uma beleza esplendorosa. Beleza greco-romana. Loira natural , pele clara, traços belos e delicados. Lembro que ganhou um concurso , como a Rainha de todos os Colégios da cidade. Competira pelo Colégio Sta Tereza de Jesus , vestida de espanhola : Arrasou! O segundo lugar ficou com Edite Alencar ( belíssima também) , em trajes de romana , representou o Colégio Estadual , e a terceira , Teresa Moreira Aragão ( minha prima ) , respondeu pelo Colégio Madre Ana Couto , a La Carmen Miranda. Todas muito belas e glamurosas.
Teresa , era clarinha , cabelos claros , usava óculos , e tinha cara de menina intelectual.
O tempo passou…Ficou o cheiro de jasmim, guardando esta lembrança para mim.
Fiquei longe do Crato por 25 longos anos. Um rigoroso inverno , alternado de todas as estações. Vivi, fui feliz !
Outro dia, numa lembrança sentimental , José do Vale fez uma alusão à Teresa Abath. Claude repetiu o carinho… Tenho um primo que a chama de amiga (Francisco Montoril).
E aí, resolvi rasgar o véu da invisibilidade , e dizer para Teresa , que ela é da nossa tribo. Do Crato … do povo que mesmo distante , nunca saiu.
Afora essas referências , como se não bastassem , o melhor amigo do meu avô paterno ,Alfredo Moreira Maia era o Sr. Teophisto Abath.
Um abraço , menina !
Você não teria uma foto daquela época ? Quem sabe no álbum de família ?
Neide Abath , caracterizada de espanhola …
P.S. O povo diz que tenho memória de elefante.
Será ?
-Eu tenho belas e tênues lembranças !

Cinema: Filme retrata tentativa de assassinar Hitler em 1944 – Operação Valquíria.

BERLIM – Tom Cruise superou as expectativas e recebeu críticas favoráveis na Alemanha por sua interpretação de um oficial militar prussiano que tentou assassinar Hitler em 1944, no filme norte-americano “Operação Valquíria”.

Críticos alemães, que inicialmente ficaram desconfiados com o filme, acabaram por elogiá-lo como uma obra séria e afastaram suas reservas quanto à capacidade Cruise para o papel principal.

“‘Operação Valquíria’ não é terrivelmente ruim, nem é o acontecimento do século. Não é o filme de ação que temíamos ser, e sim um filme sério e bem-feito”, disse a resenha da rede pública ZDF.

“Cruise interpreta seu papel com decisão e frieza –uma atuação sólida, mas não merecedora de um Oscar.”

O ator de Hollywood interpreta o coronel Claus Von Stauffenberg, que plantou uma bomba numa maleta sob a mesa de Hitler em seu quartel-general na Prússia em 20 de julho de 1944. A mesa, de madeira sólida, salvou Hitler, que só sofreu pequenos ferimentos. Stauffenberg foi executado na mesma noite ao lado de seus cúmplices. Seu legado ajuda a aliviar a culpa da Segunda Guerra Mundial e do Holocausto que os alemães ainda enfrentam. Temores infundados? Inicialmente, os alemães franziram o nariz para a escolha de Cruise, um astro de filmes de sucesso como “Top Gun – Ases Indomáveis”, para o papel de Stauffenberg. O filho de Stauffenberg chegou a pedir a Cruise que “tirasse as mãos de seu pai” e fosse para casa.

Muitos alemães expressaram objeções aos vínculos do ator com a cientologia, o movimento fundado em 1950 pelo escritor de ficção científica L. Ron Hubbard, e a cidade de Berlim criou dificuldades para as filmagens no edifício Bendlerblock, onde Stauffenberg foi morto. A Alemanha não reconhece a cientologia como religião, e sim como um culto que visa apenas ganhar dinheiro. Os cientologistas rejeitam essa visão. “Operação Valquíria”, dirigido por Bryan Singer, estreou nos Estados Unidos em 25 de dezembro e as bilheterias estão surpreendendo os céticos, com um quarto lugar na América do Norte em seu fim de semana de estréia. Alguns comentaristas disseram que Cruise poderia melhorar a imagem do país, levando a história de Stauffenberg a uma audiência mais ampla. Frank Schirrmacher, editor do jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung, disse que a interpretação de Cruise poderá mudar a imagem que o mundo tem dos alemães. Na resenha da ZDF, o diretor alemão Florian Henckel von Donnersmarck (“A Vida dos Outros”) descreveu o elenco como formidável. “A esperança da Alemanha se chama Tom Cruise”.

O jornal de Colônia Koelner Stadt Anzeiger escreveu: “O temor de que o mito da resistência alemã seria rebaixado pelo filtro de Hollywood era errado e preconceituoso. Pelo contrário, a origem norte-americana do filme é sua maior vantagem.”

A cobertura não tem sido cem por cento favorável. “O filme é bem executado, não é um drama de guerra exagerado e explosivo, mas uma história calma e cronológica. Seu principal defeito é Cruise, que aparece em quase todas as cenas, mas é travado”, disse a crítica do Badische Zeitung.

Fonte: UOL – Universo OnLine

Artigo: Vandalismo no Sítio Fundão – Por Ed Alencar

O patrimônio histórico e cultural pertencente ao Parque Estadual do Sítio Fundão começa a ser destruído por falta de vigilância permanente. Com o abandono das instalações edificadas no sítio Fundão, os vândalos estão tomando conta da reserva ecológica.

Na manhã de domingo, dia 28 de dezembro, uma equipe formada pelo professor Eldinho Pereira, o articulador do SEBRAE Fábio Bezerra e o radialista Ed Alencar, realizou uma caminhada até o sítio Fundão e, para a surpresa de todos, o cenário foi revoltante. Ao longo da estrada que dá acesso ao sítio e em volta da casa de taipa de primeiro andar, haviam sacolas de lixo e pneu com água parada, deixados por uma ação de limpeza realizada por uma ONG local há aproximadamente um mês.

Além disso, a casa de taipa estava de porta arrombada. Na parte superior, haviam marcas de pés nas paredes, o que caracterizava arrombamento e invasão. Um móvel rústico deixado pela família Alencar estava quebrado e deixado fora da casa, o banheiro estava saqueado e a bacia sanitária quebrada. A instalação elétrica foi danifinada e parte das telhas do teto quebradas.

É lamentável lembrar que, por várias vezes, denúncias e solicitações, encaminhada até mesmo para o governador Cid Gomes, pediam maior atenção ao sítio Fundão. E não faz tanto tempo que o superintendente da SEMACE Dr. Herbert, reuniu a imprensa e segmentos sociais do Crato para apresentar, com belas palavras e imagens, o novo projeto de reforma e de preservação para o Fundão. Que pelo visto já foi esquecido.

Não adianta mais tampar o sol com a peneira. Se as invasões já aconteciam, com derrubada de árvores e outras ações, agora a coisa atingiu os bens edificados. É de se perguntar ao governo do Estado, se com todo o seu poder de policiamento e de órgãos fiscalizadores, porque não se implanta uma vigilância provisória e permanente, com pelo menos um segurança se revesando no local.

Moradores vizinhos ao parque estadual, são testemunhos da ausência radial no que diz respeito as visitas antes realizadas por policiais e pela SEMACE na área.

A sociedade cratense e os defensores desse patrimônio público, não podem ficar de braços cruzados. Vamos cobrar das autoridades responsáveis o cumprimento da verdadeira finalidade da desapropriação, que era a preservação permanente da área. Não basta construir uma cerca nos limites e passar um cadeado como forma de solução para uma área de 97 hectares de mata nativa. Não por acaso, a família do ecologista e criador da reserva, Jéfferson da Franca Alencar, vem a público protestar o abandono em que se encontra o sítio.

Ed Alencar
e
Família Franca Alencar

Um bom texto para reflexão.



A Rosa da Palestina
Postado por Urariano Mota em 29 dezembro 2008 às 9:55
Exibir blog de Urariano Mota

Um poema de Vinícius ordena, suplica que “Pensem nas crianças
mudas telepáticas. Pensem nas meninas cegas inexatas.
Pensem nas mulheres rotas alteradas. Pensem nas feridas como
rosas cálidas…”. É esse poema, A Rosa de Hiroxima, é essa talha
em versos que ordena, que resiste e insiste em nossa memória,
quando vemos a foto de Somaeah Hassan, de 6 anos, abatida na
faixa de Gaza. Essa flor fuzilada, entre gazes, olhinhos semicerrados,
é a própria Rosa da Palestina. Contenhamos a velocidade da mão,
refreemos a velocidade da escrita, represemos o fluxo da leitura.
Pedimos uma pausa no caleidoscópio, nas luzes fugazes, frívolas,
vulgares do incessante ir e vir do noticiário de todos os dias.
Somaeah Hassan está morta. Calma, buldogues, fechem suas bocas,
canos quentes de balas, suspendam a digitação, noticiaristas,
segurem por um instante a divulgação do mais quente e recente
escândalo. Porque o escândalo já está feito: Somaeah Hassan
está morta. Na foto, seus olhinhos se negam a compreender
o horror das balas que a levantaram do chão de refugiados
de Rafah. Negaram-se é maneira de dizer. São incapazes, nos
seus 6 anos. Mais tempo houvesse, mais vida, outra vida tivesse,
Somaeah compreenderia e se negaria a compreender o horror maior
do seu povo cercado como cães raivosos. E a raiva, em cães, se abate.
Mas a raiva, em gente feita cão, não se abate – apenas cresce,
quando a crianças como Hassan abatem.

Refreemos a mão. É difícil. Mas tentemos.

Era bom, assim pede a paz que nosso peito deseja,
era bom um lugar-comum que nos ajudasse, que nos socorresse.
Dizer, por exemplo, que assim é a guerra, cruel como todas as
outras, que nela não existem santos e demônios, que a guerra
nos transforma a todos em anjos das trevas. Dito isto, seria
melhor dizer que o terror feito pelo Estado de Israel apenas
é uma resposta ao terror sofrido antes por sua gente. Dito isto,
podemos afinal dizer que o mal e o mau têm que ser destruídos,
para que só então a paz volte. Mas, ao chegarmos a este passo,
perguntamos: mas de que mal e maus vocês falam,
caras-pálidas? Pois será que ninguém ainda notou que a nossa
cara tem a cara e o sangue da gente palestina? Que eles,
os palestinos, são a nossa própria cara? Será que ninguém
ainda percebeu que o desespero dos povos palestinos é o nosso
próprio desespero em outras terras e em outras circunstâncias?
Aquele mesmo desespero que acomete a gente em situações
-limite? Ainda que os Estados Unidos mandem fazer a volta ao
mundo uma negra para consumo externo, ela apenas nos
aparece como um novo Al Jolson, com a cara tisnada.
Os interesses de que ela fala não são os nossos. Servem
à mesma rosa atômica que se fez cair em Hiroxima e Nagasáqui.

Então voltemos, mais serenos.Mas, desgraça, descobrimos: serenos,
não temos mais mãos. Temos somente uma grande letargia.
Então quebremos o torpor, voltemos ao princípio.”

A rosa hereditária, a rosa radioativa, estúpida e inválida. A rosa
com cirrose, a anti-rosa atômica” sofreu uma tradução no campo
de refugiados da faixa de Gaza. Ela se fez uma rosa fuzilada,
a Rosa da Palestina, no corpinho frágil de Somaeah Hassan.
Essa menina nos fere como uma filhinha morta.
Ela, em árabe, em dialeto, em outra língua, nos fala
e a compreendemos como compreendemos e amamos uma
própria filha que o nosso sêmen esculpiu. Mais: como um
serzinho esculpido por nós por um nosso irmão. Mais: irmão
com um sentido de irmão mais fundo que o genético.
Mais: com um sentido de irmão mais fundo que o racial.
Mais: com um sentido de irmão mais fundo que o nacional.
Mais,finalmente: com um sentido de irmão que é o próprio
sentido de humanidade. Hassan é a nossa própria humanidade
abatida. Ela se abre em outras rosas que se despedaçam em
Jerusalém. Rosas que em vez de pétalas jogam carnes, fígado,
coração e intestinos.

Já secamos as lágrimas. Não nos perguntem portanto por que
vomitamos. Nós não queríamos ter essas Rosas da Palestina.
.
.Urariano Mota

PUBLICIDADE

468x60
Login -