Hoje, 07 de janeiro, a maioria dos jornais noticiam que Israel perdeu 07 soldados no “CONFLITO” da faixa de Gaza. Por outro lado, mais de 700 Palestinos foram mortos. Conflito? Então, o que diabo é um massacre?
Saudações Geográficas !
João Ludgero
Hoje, 07 de janeiro, a maioria dos jornais noticiam que Israel perdeu 07 soldados no “CONFLITO” da faixa de Gaza. Por outro lado, mais de 700 Palestinos foram mortos. Conflito? Então, o que diabo é um massacre?
Saudações Geográficas !
João Ludgero
Em 1995 ao discutir com um professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE) afirmei num tom firme e profético que o sistema internacional financeiro iria quebrar. E dei um prazo entorno de 10 anos para que isso ocorresse. Em minha tese de doutorado (defendida em 1998 na COPPE/UFRJ) afirmei com autoridade o seguinte: “A competição entre potências econômicas privadas nos espaços dos mercados locais e continentais é o combustível que faz com que o mundo econômico-político-tecnológico gire velozmente. O fluxo de capital circula intensamente na rede formada entre os pólos tecnologicamente mais desenvolvidos e os menos desenvolvidos. Forma-se dessa maneira grandes redes de mercados e grandes mercados em rede. E no interior dessas megaredes abrem-se vários níveis de sub-redes. O fluxo de capital é assim propagado em cascata até a rede de menor valor econômico-tecnológico. A pobreza social, junto com a imigração, caminha no sentido inverso, ou seja, quanto menor for o nível da sub-rede, maior é a sua pobreza social. E maior também é o acúmulo de problemas e deficiências devido ao processo de inchamento dos grandes centros urbanos…Nesse contexto, a idéia de funcionamento da sociedade como um organismo vivo perde sentido e pode ser melhor compreendida através de redes hierarquicamente interligadas. Em outras palavras, não há mais sociedade organizada, mas apenas uma disputa de poder econômico entre mercados e grupos reunidos e organizados em rede hierarquizada. E o Estado acaba ficando refém desse poder, em rede, privado nacional e transnacional. (p.218).
“A criação de novos potenciais de trabalho está vinculada, nas sociedades modernas, à geração de novos empregos. E os novos empregos dependem do investimento de novos fluxos de capital produtivo como força propulsora e impulsionadora. Mas o próprio capital vem assumindo três faces, três identidades: a exploratória (e excludente), a produtiva e a especulativa-corruptiva.
…O capital produtivo oscila, portanto, entre o capital explorador de um lado e o capital especulativo do outro lado. Ali, no meio o capital produtivo se mistura ora com o explorador e ora com o especulativo. As fronteiras são tão invisíveis que somente uma sensibilidade desenvolvida através de uma ética sagrada pode distinguir os limites e suas diferenças sutis. E nessa mistura as infiltrações especulativa e exploradora corroem as bases do trabalho corretamente produtivo. (p.239).
“O capital especulativo ganhou força com a facilidade de comunicação entre os investidores e os mercados financeiros. A tecnologia de informação viabilizou as tomadas de decisões rápidas envolvendo altas somas de dinheiro. Os investidores podem deslocar os seus pacotes de dinheiro sem saírem de suas cadeiras mesmo que o mercado desejado-especulado esteja do outro lado do globo terrestre. A maior mobilidade do capital moderno (“dinheiro informatizado”) em relação à mobilidade do trabalho moderno vem proporcionando ganho fácil em tempo cada vez mais curto com tomadas de decisões operacionalizadas instantaneamente.
Essa “modernidade especulativa” transformou o investimento produtivo numa aposta de um grande jogo global: um verdadeiro cassino financeiro” (p.240). Essa crise está gerando graves problemas de produção, desemprego e vai afetar o Brasil. SILVA, Bernardo Melgaço. A Força do Trabalho Humano e suas Dimensões Ética, Estética e Técnica nas Culturas Moderna e Tradicional. Rio de Janeiro: COPPE/UFRJ. Tese de Doutorado, 1998. Prof. Universitário (engenheiro eletrônico e doutor em engenharia de produção) Bernardo Melgaço da Silva -
bernardomelgaco@hotmail.com
ROBERTO CAMPOS
Mais uma vez, tenho visão oposta a do amigo Armando Rafael no tocante a opinião sobre uma personalidade. Me refiro ao artigo Roberto Campos, o incompreendido, divulgado no Cariricult em 04.01.2009. Com relação ao economista morto, destaco dois aspectos positivos, ambos colhidos em entrevista dada por ele à TV cultura: o “mea culpa” feito em entrevista concedida à tv cultura na qual reconheceu que, ao longo da vida pública, só ter dado importância à Macroeconomia, desprezando a microeconomia que se ocupa das pessoas, famílias e pequenas atividades econômicas. A segunda, a confissão de que tinha mudado sua visão sobre a sociedade. Chegou a estas conclusões, segundo ele próprio, após as campanhas eleitorais quando entrou em contato direto com a população e viu de perto as dificuldades do povo. Se mudou, é porque estava errado. Com efeito, o Sr. Roberto Campos era homem dos grandes negócios, para não dizer negociatas. A mais visível delas foi o Banco União Comercial, criado, presidido e quebrado por ele em 1974. Causou enorme prejuízo ao Brasil, pois o governo assumiu milhões de dólares contraídos por ele no exterior, o Banco Central ficou com a dívida junto aos credores internos e o Banco Itaú ficou com os ativos cobráveis, tornando-se um dos maiores do país. Funcionários aposentados do BC ainda hoje comentam as pressões, perseguições e ameaças que os componentes das comissões de inquéritos foram vítimas para “aliviarem” a responsabilidade do acionista principal, que recorria a suas ligações com altos mandatários da ditadura. O ex-ministro também teve participação em outros “desastres” financeiros, com a mesma estratégia, deixando o “rombo” com a sociedade e tirando o corpo fora.Por : Joaquim Pinheiro
Apoio: Firenze Cosméticos
Rua Doutor João Pessoa, 401
Crato: (88) 3521.7072
ACIMBEL
OBS.: Portagem a pedido de seu autor, com permissão do responsável pelo “blog”.
por Marcos Leonel
Um disco repleto de brasilidade e muito sentimento musical é o que você encontra em “Às Claras”, terceiro disco de Ba Freyre, esse paraibano de coração caririense e voz internacional. Dono de harmonias sofisticadas e melodias que extrapolam em sensibilidade, Ba reaparece em disco com a maturidade própria de quem está há muito tempo na estrada.
Ba tem uma ligação muito forte com o Cariri. Aqui ele fez parte da grande banda “Ases do Ritmo”, com uma formação inesquecível: Cleivan Paiva, Hugo Linard, Demontie de Lamone, Neno Batera, Fanca, Jairo Starkey e Bill Soares, que depois faria parte do “Papa Poluição”, lendária banda de rock-rural. Depois Ba liderou um dos grupos mais promissores da música nordestina daquele período: “Aves de Arribação”, participando com destaque em vários festivais.
O grupo contava então com essa formação: Ba Freyre; Cleivan Paiva; Izanio Santos, que também fez parte do “Ases do Ritmo”,; Demontier de Lamone; e Tapioca (Audizio Gomes), também conhecido como Audizinho, que também fez parte dos Ases do Ritmo e do grupo “Nessa Hora”, que acompanhava Abidoral Jamacaru.Depois de conseguir ganhar prestígio no meio artístico de São Paulo, o grupo acabou se desfazendo e cada um seguiu seu caminho artístico.
Ba lançou seu primeiro disco, “Nação Cariri”, depois de desenvolver uma sólida carreira de shows e parcerias importantes em São Paulo, como Tom Zé e Zeca Bahia. Como todos de sua geração, sofreu na pele a imensa dificuldade para lançar o trabalho em vinil, pois o mercado era extremamente fechado e os custos eram exorbitantes. Mesmo assim lançou esse disco com composições com o seu parceiro maior Rosemberg Cariry.
Depois de muitas andanças Ba viaja para Israel e lá consegue se destacar em diversos festivais de jazz, devido à sua forte formação musical brasileira. Lá ele formou sua banda e fez carreira reconhecida nacionalmente naquele país e lançou seu segundo disco, sendo esse ao vivo. Já com um nome feito e uma reputação de cantor e compositor de latin jazz, Ba Freyre desenvolveu sua carreira pela Europa, participando de vários festivais, chegando a abrir um show de Gal Costa.
“Às Claras” é uma espécie de balanço geral de todas essas experiências. É um disco que tem bossa, samba, xote, bolero, funk e baladas, além da étnica “Bahia Lugar de Amor”, faixa que fecha o disco, apontando para uma mistura de ritmos e culturas. Todas as faixas do disco respiram, inspiram e transpiram a brasilidade musical de Ba Freyre, formado na escola nordestina de Luiz Gonzaga e Hermeto Pascoal, bem como no delírio harmônico da bossa-nova. O disco conta com o apoio dos músicos Ítalo Almeida, teclados e arranjos; Cainã Cavalcante, violões, guitarras, cavaquinhos e violas; e Miguéias de Sousa, baixo.
Os destaques vão para as faixas “Acender”, um sambossa de harmonia elegante e melodia sofisticada; “O canto da volta”, um baião irresistível, cheio de manhas e malandragens de quem conhece esse ritmo com identidade legítima; “Toma lá dá cá”, um sambafunk com groove classudo, cheio de grife brasileira; “Deusa do Oriente”, uma pegada étnica com swuingue policultural, com ecos da África e de Cuba; “Céu da boca”, uma parceria minha e dele, nascida na mansidão do Parque Ibirapuera, de São Paulo, em uma tarde inesquecível: pelas cores, pelos brilhos, pela viagem, e pela amizade selada em grande harmonia.
“Flor da Magia” é uma faixa que merece destaque especial, pela sua harmonia e pela sua melodia, além da interpretação inspirada de Ba Freyre. A letra é de Zeca Bahia, autor de várias músicas inesquecíveis, como “Porto Solidão”. O tratamento acústico dado a essa composição faz dela uma das grandes canções de 2008. Essa é uma grande composição, rara em nosso cenário atual e que confirma o talento nato de compositor desse paraibano de Souza. Além de todo esse talento indiscutível, Ba é um músico extremamente moderno e um cantor de mão-cheia, com uma afinação perfeita e um timbre de voz que recebeu com agrado a generosidade do tempo. É com uma satisfação imensa que eu digo: que bom rever você meu amigo!

Mais um ano se foi, foram exatamente 365 dias vividos, um após o outro, em cada noite repousada, aspirava-se uma manhã melhor, em cada sonho lembrado, um sentimento de que esse iria realizar-se, em cada dificuldade vencida, a certeza que outras estariam por vir.
Cada um de nós vivenciou momentos mágicos, eternos, decepções, fraquezas, desilusões, vitórias, buscou-se o impossível, e por via oblíqua alcançou-se o necessário, pensou-se em acumular riquezas, foi possível, com muito sacrifício, manter o que já se tinha (pouco ou não); sonhamos com um corpo novo, formas delineadas, “doce” engano, acabamos por ganhar “mais corpo”; encontramos pessoas, algumas desejamos, outras não mais encontramos, já não estavam mais entre nós; reencontramos a família, novas emoções, velhas rixas, os mesmos motivos, os mesmos sentimentos, as mesmas vaidades, nova esperança.
O queimar dos fogos na passagem do ano surge como a destruição e negação a tudo de ruim que passou; os gritos de felicidades e saudações ao ano que inicia representa o sentimento intrínseco em tentar mudanças para essa nova jornada, é como se pretendêssemos dizer: “transforma sua vida…”; o estalar das taças de “champagne” soa como o sino que nos avisa que algo vai acontecer; os abraços distribuídos simbolizam a inaptidão à solidão; a embriaguez de alguns é sinônimo de fracasso vivido, do amor não correspondido, ou ainda de comportamento inadequado; as lagrimas derramadas assemelham-se ao pedido de perdão, ao compromisso de não mais magoar, ou magoar-se.
Todavia o balanço do ano, tal qual faz uma grande empresa, mostra-se fundamental para aferirmos se nos comportamos de forma satisfatória durante os dias pretéritos, se vale à pena tentar vivenciar tudo novamente, ou se devemos olvidar o que nos causou sofrimento, o medo será uma companhia constante, a esperança uma aliada que por vezes se afastará, e somente retornará se a buscarmos, a fé um detalhe que representará a impulsão para viver, porém, da mesma forma que sabemos que o dia e a noite, o sol e a lua, a chuva e seca, a vida e a morte estarão sempre presente, também somos capazes de entender que as mudanças para uma vida feliz e conseqüentemente dias melhores, encontram-se nas mãos de cada um, a direção a seguir é individual, o livre arbítrio centra-se no coração de cada ser, pois o caminho escolhido de forma sábia hoje, resultará em um porto calmo e cheio de felicidade, afinal é como diz o adágio popular: “o que se colhe hoje nada mais é que o semeado ontem”. Feliz ano novo a todos, que a colheita no final de 2009 seja de paz, saúde, fé, e muita felicidade.Por Luiz Cláudio Brito de Lima.
Temas a serem abordados:
- As prioridades para primeiro ano do segundo mandato
- O que mudou no Secretariado
- O Saneamento e o tratamento do Lixo da cidade
- As reformas das praças ( Siqueira Campos e outras )
- O resto do asfaltamento e calçamento do Crato.
- Esclarecimentos acerca da qualidade da água do Crato
- Esclarecimentos acerca da Educação – Como a Universidade foi parar em Juazeiro
- Transporte Público para os bairros e distritos
- etc, etc…
Contamos com a sua participação enviando seus questionamentos para:
blogdocrato@hotmail.com
Dihelson Mendonça
Administração do Blog do Crato
Os Pneus.
O meu amigo Dihelson Mendonça, necessitando descansar por uns dias, resolveu fazer um retiro e se refugiar em um sítio de um amigo que fica a uma distância de 180 Km do Crato. Obviamente que o Dihelson não conseguiria passar tanto tempo sem gerenciar o Blog do Crato e assim foi obrigado a levar consigo os Computadores, o Studio, Sequenciadores, Central de Armazenamento de Dados, Câmeras, Sistema de Backup, quilômetros de cabos que interligam essa parafernália toda que juntos nos dão o prazer de navegar no Nosso Blog e ainda curtir a Rádio Chapada do Araripe. O Blog do Crato não viveria sem o Dihelson e nem tão pouco este viveria sem o Blog do Crato. Por conta dessa irmandade siamesa às vezes as coisas se complicam. Acontece que embora o sítio não ficasse muito distante havia um grande fator de dificuldade para se chegar lá, a estrada. A estrada para se chegar a tal sítio era uma vereda muito ruim, com muita pedra, toco e buracos que faziam com que cada pneu da sua Hilux 2009 só suportasse rodar por 120 Km, nada mais do que isso. A bagagem já era muito grande e o Dihelson precisou economizar espaço no seu carro. A pergunta é: Qual a quantidade mínima de pneus que o Dihelson teve que levar como suporte e qual foi a estratégia dele para chegar ao sítio? Fico no aguardo das respostas. Um grande abraço e Feliz 2009 para todos. Valdetário.