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Arquivo para ‘fevereiro, 2009’

28-02-2009
Carnaval no Crato é sucesso e tranqüilidade marca os festejos

A cidade do Crato que até meados da década de oitenta era brindada com um dos melhores carnavais do Ceará, nesses últimos dois anos volta a respirar os ares da verdadeira ‘Folia de Momo’. Durante cinco dias o cratense e os foliões de diversas localidades da região e estados vizinhos, tiveram a oportunidade de desfrutar dos festejos carnavalescos por toda encosta serrana e das noitadas no Centro Cultural do Araripe, (Largo da RFFSA), com o Carnaval: CRATO AMADO, DO POVO, DA ALEGRIA E DA FOLIA. As festividades tiveram início na tarde da sexta-feira (20) com o grande cortejo do DESFILE DAS VIRGENS, em que homens travestidos de mulheres invadiram as ruas do centro da cidade espalhando humor e deboche ao som de frevos, sambas, marchas etc. Acompanhado por dois trios elétricos, o bloco chegou à noite ao Largo da RFFSA, local escolhido para a culminância do desfile esse ano. Com um contingente estimado em 15 mil pessoas, o tradicional Bloco das Virgens, foi recepcionado por outra multidão que agitava o Centro Cultural do Araripe ao som da frenética Banda EMBALO VIP, que deu continuidade à festa do povo. Com uma programação diversificada, que variava entre vesperais para o público infantil, com TIO BIBI & Cia, e para o pessoal da ‘melhor idade’ com frevos e marchinhas, o encontro dos blocos na tarde da terça-feira com SILVIO E MARCOS ELÉTRICO e as noitadas com as bandas EMBALO VIP e STEFANIE PONTES E BANDA, o Carnaval CRATO AMADO, DO POVO, DA ALEGRIA E DA FOLIA, vem legitimar a consagração da maior festa popular do país com um evento tranqüilo, sadio que abrilhantou a cidade por cinco dias. Para o êxito do Carnaval: CRATO AMADO, DO POVO, DA ALEGRIA E DA FOLIA, a Secretaria da Cultura, Esporte e Juventude, como executora do evento, contou com a parceria das Secretarias Municipais de Saúde, Meio Ambiente e Controle Urbano, Ação Social -por meio de parceria com o Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) e Centro de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS) – com órgãos de segurança, a exemplo da Guarda Municipal, Demutran, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. Parabéns à equipe de produção da Secretaria da Cultura Esporte e Juventude. Parabéns ao Prefeito Samuel Araripe e a Secretária Danielle Esmeraldo. PARABÉNS AO POVO DO CRATO!

Nenhum caso de dengue confirmado em 2009

O município do Crato tem conseguido reduzir a cada ano o número de casos de dengue no município, graças a um trabalho integrado entre a sociedade e poder público. O município do Crato tem travado uma grande luta contra a dengue no município. Tanto que os índices registrados junto à Secretaria de Saúde do Município, enviado para o relatório estadual, têm demonstrado essa realidade. Este ano ainda não foram confirmados casos da doença. Segundo dados do setor de Epidemiologia, foram notificados 19 casos e a Secretaria está aguardando o resultados dos exames. Durante a semana passada foi desencadeada uma grande campanha de prevenção e combate ao mosquito, com base nos dados coletados ano passado. Cerca de 65% dos focos do mosquito foram encontrados nas residências em tambores, tinas, potes, caixas d’água e congêneres. Ano passado foram registrados em Crato 119 casos de dengue, sendo um deles de dengue com complicações e o outros de dengue clássica. Em relação ao ano anterior, 2007, a redução foi significativa, já que os dados de casos confirmados pela Secretaria foi de 1.199 casos de dengue clássica e 38 de dengue com complicação, além de 17 de febre hemorrágica do dengue. Nenhum óbito foi registrado em virtude da doença nesses dois anos. Nos últimos oito anos, um dos piores momentos enfrentados pelo município em relação a dengue foi em 2001, com o registro de 2.114 casos de dengue clássica, 1 com complicação, um de febre hemorrágica do dengue e dois óbitos. em 2005, foram seis óbitos registrados. Conforme e Epidemiologia do Município o número de casos de 2007 ocorreu principalmente em virtude da circulação simultânea de três soropositivos virais e um grande contingente populacional susceptível à doença.

Saúde lança plano de contingência e integra entidades na luta contra a dengue

A Prefeitura Municipal do Crato tem desenvolvido importante trabalho relacionado à dengue, no sentido de combater o mosquito, através de um trabalho conjunto e integrado com a sociedade e secretarias. Agentes de Endemias, Agentes Comunitários de Saúde, técnicos, entidades engajadas e a própria sociedade estão sendo mobilizados no sentido de combater o mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. A Mobilização Social tem realizado importante trabalho de divulgação, conscientização, e educação junto às comunidades e as escolas. Um plano de contingência foi lançado no início deste ano como forma de chamar a população para o trabalho de combate junto com o poder público. Dentro desse trabalho a Secretaria vem desenvolvendo alguns projetos e planos de combate ao mosquito. O Combate à Dengue não tem Idade, envolve o trabalho voluntário com os idosos nas visitas às residências do município, orientando os moradores. Outro trabalho é o Zero Mosquito, Zero Dengue, além do Festival de Paródias, levando a arte como instrumento de divulgação, Bonecos nas escolas, a adoção do Plano Nacional de Combate ao Dengue (PNCD) e Plano de Contingência, para atuação nos anos de 2008/2009.

Prefeitura lança grande campanha de combate ao Aedes aegypti

Uma grande campanha “O Combate à dengue começa em casa” foi lançada com cortejo pelas ruas, com banda de música, blitze, na ASA e no sinal da quadre Bicentenário, um trabalho de demonstração na praça Siqueira Campo, panfletagem e distribuição de adesivos nos veículos. O trabalho continua com os mutirões nos bairros, envolvendo agentes, técnicos de saúde e a comunidade. Cerca de 300 terrenos baldios foram cadastrados pela Secretaria de Saúde e nesses locais está havendo mutirões de limpeza, no sentido de evitar a proliferação do mosquito. Nesse período de chuvas a divulgação junto aos meios de comunicação e o trabalho dos agentes se intensificam. São ações que o poder público tem realizado, com resultados positivos. Esses índices podem ser minimizados a cada ano, com o apoio e o engajamento da sociedade. Segundo a Secretária de Saúde do Município, se trabalha com uma perspectiva otimista em relação à redução dos índices, mas é importante a população colaborar e se manter alerta, principalmente durante o período de chuvas. O acompanhamento dos trabalhos tem sido de forma efetiva pela Secretária de Saúde, Nizete Tavares, e pelo prefeito Samuel Araripe, que solicita o apoio efetivo da sociedade para juntos, poder público e população, se vencer essa batalha contra o mosquito da dengue. O trabalho da Secretaria envolve uma atividade intensificada, principalmente nas áreas de maior incidência, com distribuição de toucas para potes e cobertas para caixas de água, dentre outros meios de prevenção adotados.

Fonte: Assessoria de Imprensa
Prefeitura Municipal do Crato

Auto Filho, anunciou a verba de R$ 16 milhões para o Fundo Estadual de Cultura de 2009. Pelo menos, 50% desse valor devem ser investidos no Interior‏

Que em 2009 a Cultura seja levada mais a sério, não apenas como um vetor de desenvolvimento socioeconômico (já se sabe que ela é), mas, igualmente, como expressão viva da identidade do nosso povo, seja aqui no Nordeste, seja em qualquer lugar e como possibilidade de intercâmbio com outras culturas. A nossa secretária, Danielle Esmeraldo, está de parabéns pelo trabalho que vem desenvolvendo desde 2008, com a abertura de canais de diálogo entre os vários atores do chamado Sistema de Cultura e com a implementação de atividades diversas no Centro Cultural do Araripe.
Boa leitura!

Tânia Peixoto
“O tempo é o meu lugar, o tempo é minha casa.”
(Vitor Ramil)

CEARÁ – Fundo Estadual de Cultura terá R$ 16 mi
Diário do Nordeste – Ícaro Joathan

Autoridades ligadas à cultura no Estado, durante abertura do encontro em Fortaleza (Foto: HAROLDO SABOIA). Valor foi anunciado a gestores municipais de cultura na abertura de encontro que segue até hoje na Capital

Fortaleza. Gestores municipais de Cultura de todo o Estado estão reunidos, desde ontem pela manhã, no Condomínio Espiritual Uirapuru, em Fortaleza, onde participam da primeira edição do projeto Diálogos da Cultura. No evento, o titular da Secretaria da Cultura do Estado (Secult), Auto Filho, anunciou a verba de R$ 16 milhões para o Fundo Estadual de Cultura de 2009. Pelo menos, 50% desse valor devem ser investidos no Interior. O encontro, organizado pela Secult, prossegue até hoje à tarde. Na programação do segundo dia de atividades, está prevista a eleição da nova diretoria do Conselho dos Dirigentes Municipais da Cultura (Dicultura) para o biênio 2009/2011. Outro produto das discussões, segundo Auto Filho, deverá ser a elaboração de um calendário regional turístico-cultural — ou pelo menos da minuta do mesmo — para o Ceará, congregando eventos promovidos pelos municípios, Estado e União.

A destinação de R$ 16 milhões para o Fundo Estadual de Cultura representa um aumento em relação aos R$ 14 milhões de 2008, conforme Auto Filho. A verba inclui o montante destinado aos editais de apoio aos projetos oriundos da sociedade civil nas mais diversas áreas culturais, como teatro, dança, cinema, música, artes plásticas, entre outras.

Calendário de eventos

A elaboração do calendário, que deve começar a ser implementado parcialmente no segundo semestre deste ano e integralmente a partir de 2010, ajudará o Estado a aplicar os recursos “de forma mais racional”, segundo o secretário. A idéia é evitar choques e superposições de eventos. A realização pela primeira vez do Encontro dos Gestores Municipais de Cultura busca alinhar a política cultural do Estado com a dos municípios cearenses. No primeiro dia, foram apresentados projetos e programas desenvolvidos pela Secult. Hoje, haverá maior espaço para reivindicações dos representantes municipais. Um dos tópicos reforçados por Filho é a necessidade de os municípios constituírem, por completo, o Sistema Municipal de Cultura, estrutura prevista dentro do Sistema Nacional de Cultura. Para isso, as prefeituras devem criar uma secretaria ou fundação municipal de cultura, um conselho municipal de cultura e um fundo municipal de cultura, para captar recursos para o setor. Atualmente, apenas 90 municípios cearenses têm o sistema local implantado. “A cultura é vetor de desenvolvimento socioeconômico. Defendemos que o município também invista, e não só a União e o Estado”, cobra o secretário. A partir de 2010, o Governo Estadual priorizará as transferências voluntárias de recursos para as prefeituras que tiverem o sistema completo implantado.

Na opinião da secretária de Cultura do Crato, Danielle Esmeraldo, a parceria com o Estado ajudará a manter e fortalecer a cultura regional, principalmente por meio do aporte de recursos financeiros, a maior dificuldades para as prefeituras do Interior, segundo ela. “Esse estreitamento é muito importante para que o Estado possa reconhecer o potencial e as dificuldades dos municípios para revitalizar e resgatar nossa cultura”, avalia. Quanto ao sistema municipal, Danielle diz que, além da secretaria, já tem as leis do conselho e do fundo municipal prontas, faltando apenas a implantação efetiva.

Mais informações:
Projeto Diálogos da Cultura
Encontro de Gestores Municipais da Cultura do Ceará
Secretaria da Cultura do Estado
(85) 3101.6791

Fonte: Jornal Diário do Nordeste

Por: Tânia Peixoto

Abidoral Jamacaru em noite de show!

Centro Cultural BNB, hoje, 27 Fev 2009. A maturidade de um artista!

Cantou com alma!
Tocou-nos!

Discursou!
Recebe o carinho de seu público!

Fotos: Pachelly Jamacaru
“Direitos reservados”

Amor Virtual – Por João Marni de Figueiredo

De tanto ouvir sobre tragédias nos noticiários, fruto de encontros ora do acaso, ora de forma premeditada, envolvendo pessoas inocentes e bandidos, refleti que isso sempre ocorreu, sabe-se lá desde quando; hoje certamente em maior escala e riscos.
A tecnologia vem contribuindo, seja pelo telefone celular ou pelo computador, para esses contatos entre pessoas, muitas vezes envolvendo crianças, e também casais virtuais, sem que os personagens troquem olhares ou sintam o perfume do outro, – dirá o ferormônio, deixando de lado a visão de um certo jeito de andar… Ai veio-me a lembrança de tempos não tão distantes, da prática interiorana na busca pela cara-metade reservada nos altares de Deus, dos sonhos de cada um. Os encontros aconteciam também em qualquer lugar mas, muito freqüentemente, nas praças. A Siqueira campos, aos domingos à noite, era o grande palco onde as garotas passeavam num rito austero e delicado, nunca sozinhas, mas em pequenos grupos, de braços, limpas e cheirosas, em seus vestidos bonitos e pouco insinuantes, repetidos com choro e não menos espetaculares. Desfilavam contornando a praça para uma platéia de marmanjos que ficava à margem, aparentemente alheias a eles em seus segredos. Vez ou outra os olhares se cruzavam furtivamente, deixando alguma dúvida que só seria revelada no giro seguinte.
Confirmado pelo olho no olho, o coração dispara e as pernas – pelo menos as minhas, fraquejavam diante da próxima etapa do passeio, quando lá vem a todo-poderosa, e o homem deixa de ser menino, dirigindo-se à pretendida sem medo de uma “rabissaca”, ou de um “corte”, roubando-a de seu grupo e convidando-a a sentar-se em um dos bancos, no centro daquele carrossel de ilusões, de encanto, de paixões e de decepções… Ainda ouço os risos e os incentivos dos amigos que continuavam a tentar a sorte…
Dali, relações afetuosas se formavam e vingavam, como foram as do meu pai e da minha mãe, e de muitos outros que, como eu, são românticos e nostálgicos e só acreditamos, a exemplo de São Tomé, após termos visto,tocando e cheirado! Talvez a única vantagem de agora é que os pais não precisam mais entrar em casa na ponta dos pés a fim de surpreenderem o namoro dos filhos ou dos netos, pois através da telinha do computador não se escutam as juras de amor, mas apenas o barulho discreto do teclado tocado por mãos que não afagam, transmitindo mensagens ditas por bocas mudas que não beijam, olhos que não vêem e corações que apenas batem mas provavelmente não sentem. Seus aposentos trancados têm um cheiro azedo de suor, chulé e mofo, por proibirem o sol de lá entrar e iluminar-lhes as mentes modernas. À noite, semanalmente, sedentos iguais NOSFERATUS, encontram-se em baladas, num ritual de ficar por alguns instantes, revezando-se num pescoço marmóreo e exaurido, e retornam sem paixão, sem afeto e sem norte.
Tantas modas voltam, mas, infelizmente, tenho a impressão que as praças não têm mais pistas apropriadas para o flerte (expressão caduca e estranha), mas para corridas ou caminhadas cronometradas , silenciosas, individualizadas, daqueles que visam melhorar a condição física pelo culto ao corpo, a despeito de haver ali alguém solitário que ainda hoje arrisca um olhar a partir do circulo externo… Ou será que a vida é que está sempre indo e nós é que, de fato, ficamos?
Crato, CE, 10/12/08.
Por João Marni de Figueiredo.

Estarei no Crato na Segunda-Feira… – Dihelson Mendonça

Pode ir armando o coreto e preparando aquele feijão preto…estou voltando…

Olá, amigos do Blog do Crato. Comunico que estarei chegando ao Crato na próxima segunda-feira, após alguns dias aqui em Fortaleza e em Guaramiranga, por ocasião do Festival de Jazz & Blues, que em 10 anos de existência, só faltei um ano, e fui grande incentivdor deste magnífico projeto que visa divulgar e preservar a música de qualidade do Brasil e do mundo. Durante esse tempo de férias, procurei manter o nosso Blog mesmo à distância, com acesso a internet, fazendo a diagramação, ilustrando os artigos com fotos, que tantas pessoas se esquecem ou têm preguiça de fazer. Procurei também deixá-los sempre atualizados com algumas notícias do Crato que chegam até mim via e-mail. Agradeço bastante a todas as pessoas que nesta minha ausência puderam ajudar a manter esse canal de comunicação da população sempre aberto às diversas manifestações e à informação de maneira geral. Na verdade, nem posso considerar esse distanciamento físico como férias, pois não me ausentei nem por um dia de ler, liberar os comentários e até de comentar sobre certos tópicos. Mas será muito bom retornar à nossa cidade, e reativar a Rádio Chapada do Araripe, e retomar os inúmeros projetos já em andamento.

Um grande abraço a todos,

Dihelson Mendonça

Crato terá R$ 25 milhões da verba do Bird para o Ceará

Seminário São José

A informação é do prefeito Samuel Araripe, observando que o dinheiro faz parte dos US$ 46 milhões que o Bird está emprestando ao Ceará. O governo do Estado vai liberar para a Prefeitura do Crato cerca de R$ 25 milhões para serem empregados em várias obras do município. A informação é do prefeito Samuel Araripe, observando que o dinheiro faz parte dos US$ 46 milhões que o Bird está emprestando ao Ceará visando o desenrolar do Projeto de Desenvolvimento Econômico do Cariri Central. O Prefeito explica que dos R$25 milhões parte será dirigida para o projeto Encosta do Seminário que significa a revitalização do morro do mesmo local. Segundo ele, esse projeto significa a construção de quatro mirantes na parte superior do morro, uma avenida e a correção de quatro erosões que nascem de baixo para cima no citado morro. Além disso, a revitalização de toda a vegetação do morro do Seminário, tudo no valor de R$ 10 milhões. O dinheiro também vai ser empregado na construção do Centro de Feiras e Negócios do Cariri que vai ser no Crato, projeto no valor de R$ 8 milhões. O dinheiro também vai ser endereçado na recuperação das praças centrais do município, projeto de R$3,5 milhões.

Ainda dos R$ 25 milhões uma parte vai ser dedicada a construção do Aterro Sanitário Consorciado. O projeto já foi licitado e o benefício vai ser construído em local que ainda vai ser indicado pelo Ibama, podendo ser no Crato ou em um município periférico. O Aterro tem o valor de cerca de R$ 3,5 milhões que é uma parte do todo de R$25 milhões.

O prefeito aproveitou a oportunidade para visitar a Caixa Econômica Federal quando agilizou o Projeto de Saneamento Ambiental do Crato no valor de cerca R$ 7 milhões. Também esteve no Banco do Brasil para agilizar liberação de recursos para aquisição de máquinas pesadas que vão ser usadas na agricultura para ajudar na produção de cereais.

Fonte: Antonio Viana On-Line

Distrações: Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Distrações? Quem não as tem? Quem, como eu, não guardou a chave do carro naquele bolsinho da frente da calça e antes de sair à rua, procurou desesperadamente pela chave em todos os cantos possíveis da casa, revirando tudo que antes estava em perfeita ordem? Quem não estacionou o carro e deixou a chave na ignição, trancando por fora todas as portas? Confesso que isso aconteceu comigo e o que é ainda pior, com o carro funcionando. Alguém já telefonou para falar com o chefe e disse que gostaria de falar com um sujeito que tinha o seu próprio nome? Pois eu liguei para o meu chefe em Fortaleza, superintendente da Coelce, e disse que gostaria de falar com o Carlos Eduardo Esmeraldo. A secretária que não reconheceu minha voz disse: “O Carlos Eduardo Esmeraldo trabalha no Juazeiro.” “Ah, é? Pois eu sou o Carlos Eduardo Esmeraldo.” Distraído, pretendia dizer de imediato que era eu quem estava falando e as preocupações do dia-a-dia me traíram. Pior ainda foi quando cheguei a minha casa e não vendo o carro na garagem, perguntei: “O Carlos saiu?” E alguém já indagou à secretária qual o telefone de sua própria casa? Pois eu já fiz tudo isso! Velhice? Vá lá que seja, mas quando essas coisas me aconteceram, eu tinha menos de 45 anos. Mas os jovens também têm suas distrações. Um dos meus filhos procurava desesperadamente pela sua toalha de banho que deixara no varal, quando sua mãe observou que ele estava enrolado na própria toalha, como se ela fosse um saiote. Outro dia, um rapazinho meu parente viajava de carro, quando um dos pneus furou. Ao trocar o pneu que estava todo rasgado, distraído, jogou fora a carcaça do pneu substituído com o aro da roda e tudo. Uma distração que lhe custou no mínimo uns cento e cinqüenta reais. Certa vez, sai ao centro da cidade para visitar as livrarias. Ao retornar, cumprimentei Magali que preparava o almoço e disse a ela que já estava em casa e podia servir o almoço. Enquanto aguardava, deitei-me numa rede para ler um dos livros que havia trazido. Meu filho mais novo chegou do colégio, foi até o quarto, tendo perguntado o que eu estava lendo. Depois voltou à cozinha e sua mãe lhe disse. “Seu pai ainda não chegou para que eu bote o almoço na mesa”. “E quem é aquele homem que está lendo lá no quarto?” Perguntou o meu filho.
Gente importante também tem suas distrações. Lembro-me que nos anos oitenta, o jantar do Rotary Clube do Crato era servido pelas senhoras dos rotarianos. Uma delas, que carregava uma pesada travessa de arroz, sentiu que de repente a travessa perdera o peso, como por encanto. Depois de servir a certo senhor de idade, foi que ela notou que havia descansado a bandeja sobre a cabeça dele.
Mas distraído mesmo é um dentista que conheci em Belém. Certa vez ele convidou um amigo para jantar em sua casa. Assim que o amigo chegou, desejando-lhe comunicar que o jantar estava servido, disse para o visitante: “Abra a boca.” Era assim que ele passava o dia falando aos seus clientes. Hoje, aposentado, este dentista mora aqui em Fortaleza. Logo que surgiram os primeiros telefones celulares, daqueles bichos gigantes da Motorola que eram guardados num suporte preso ao cinto das calças, ele foi um dos primeiros a aderir à novidade. Sua filha lhe telefonou e depois de alguns minutos de conversa, a mão desse amigo tocou no suporte do celular e ao senti-lo vazio, disse para a filha: “Minha filha, vou desligar. Aconteceu um problema muito sério, roubaram meu celular!” “Calma papai, o senhor está telefonando de onde?” Perguntou-lhe a filha. “É do celular!” Constatou assim a distração. Esse amigo dentista tem um filho que casou com uma portuguesa e foi morar em Lisboa. Ele resolveu visitá-lo e comprou passagem num vôo da TAP que saia de Fortaleza. Ao receber a passagem, foi informado que iria num novo Boeing da empresa, adquirido no Canadá e que faria o primeiro vôo. O meu amigo preparou-se com muito esmero para essa viagem. Comprou um terno no Domênico e embarcou todo arrumado. Em dado momento do vôo, sentiu vontade de ir ao banheiro. Ao abrir a porta, viu que havia dentro do toalete um distinto senhor. Pediu-lhe desculpas, logo fechando a porta e aguardando que o ocupante do banheiro saísse. Esperou cerca de uns quinze minutos e foi reclamar à comissária: “Moça, não tem outro banheiro? O sujeito que está ai, faz mais de meia hora e não sai.” A comissária abriu a porta do banheiro e disse: “Não há ninguém aqui!” Foi então que meu amigo notou sua elegante imagem refletida no espelho.
Mas distraída mesmo era uma tia afim, já falecida, viúva de um irmão do meu pai. Certo dia, ela estava na porta da sua casa, quando passaram duas mulheres com fama de sapatão. Toinha, uma pessoa que fazia seus serviços domésticos lhe confidenciou: “Madrinha, o povo diz que aquelas duas ali fazem sabão.” “Ò Toinha, pergunta por quanto elas fazem a barra?”
É isso aí! Ninguém está livre de distrações. Aquele que não foi ainda vítima de uma, que atire a primeira pedra. A nós distraídos, só nos resta cantar em forma de oração o refrão de uma música muito bonita: “O acaso vai me proteger, enquanto eu andar distraído. O acaso vai me proteger, enquanto eu andar…”

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Habeas-Pinho – Por; José Nilton Mariano Saraiva

Em 1955, em Campina Grande-PB, um grupo de boêmios fazia serenata numa madrugada fria do mês de junho, quando chegou a Polícia e apreendeu o violão. Decepcionado, o grupo recorreu aos serviços do advogado Ronaldo Cunha Lima, então recentemente saído da Faculdade, e que também apreciava uma boa seresta. Ele peticionou em juízo para que fosse liberado o violão. Aquele pedido ficou conhecido como “Habeas-Pinho” e hoje enfeita as paredes de escritórios de muitos advogados e bares de praia do Nordeste. Abaixo, a famosa petição:

HABEAS-PINHO

Exmo.Sr.Juiz de Direito da 2ª. Vara desta Comarca:

O instrumento do crime que se arrola
Neste processo de contravenção
Não é faca, revolver, nem pistola
É, simplesmente, Doutor, um violão;
Um violão, Doutor, que na verdade
Não matou nem feriu um cidadão
Feriu, sim, a sensibilidade
De quem o ouviu vibrar na solidão;
O violão é sempre uma ternura
Instrumento de amor e de saudade
Ao crime ele nunca se mistura
Inexiste entre eles afinidade;
O violão é próprio dos cantores
Dos menestréis de alma enternecida
Que cantam as mágoas e povoam a vida
Sufocando suas próprias dores;
O violão é música e é canção
É sentimento de vida e alegria
É pureza e néctar que extasia
É adorno espiritual do coração;
Seu viver, como o nosso, é transitório
Porém seu destino se perpetua
Ele nasceu para cantar na rua
E não ser arquivo de Cartório;
Mande soltá-lo, Doutor Juiz, pelo amor da noite
Que se sente vazia em suas horas
Para que volte a sentir o terno açoite
De suas cordas leves e sonoras;
Libere o violão, Doutor Juiz
Em nome da Justiça e do Direito
É crime, por ventura, o infeliz
Cantar as mágoas que lhe enchem o peito ?
Será crime e, afinal, será pecado
Será delito de tão vis horrores
Perambular na rua um desgraçado
Declamando ali as suas dores ?
É o apelo que lhe dirigimos
Na certeza do seu acolhimento
Juntando esta petição aos autos nós pedimos
E pedimos também DEFERIMENTO.

Resposta do Juiz Arthur Moura (também um poeta):

Para que eu não carregue remorsos no coração
Determino que seja entregue ao seu dono
Desde logo, o malfadado violão;
Recebo a petição escrita em verso
E, despachando-o sem autuação
Verbero o ato vil, rude e perverso
Que prende, no Cartório, um violão;
Emudecer a prima e o bordão
Nos confins de um arquivo em sombra imerso
É desumana e vil destruição
De tudo que há de mais belo no Universo;
Que seja Sol, ainda que a desoras
E volte à rua, em vida transviada
Num esbanjar de lágrimas sonoras;
Se grato for, por acaso, ao que lhe fiz
Noite de lua, plena madrugada
Venha tocar à porta do Juiz.

Autores: os poetas citados – Postagem: José Nilton Mariano Saraiva

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Caso Tv diário

Por onde anda o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Ceará que até o momento não se pronunciou do golpe da Globo contra a TV Diário ? – Por João Paulo Fernandes
Escondida entre as negociações dos patrões com os jornalistas de impresso. Ainda de ressaca da confraternização de carnaval. No meio da obrigatoriedade do diploma do curso de jornalismo. Entravados na luta de salários. Na briga de quem leva mais lombriga para casa. Um miúdo pra cá, uma escritura pra lá. Segue o jornal e a TV nos esconderijos do real.O mundo caindo ao redor e o silêncio esplêndido na corte azul. Sindjorce que sabe homenagear o repórter, sabe fazer protesto na porta de jornal, mas se esquece de prestar solidariedade no momento de censura, no instante de golpe, no segundo de amargura.Será que até em um sindicato a Globo pode? Tudo estático no site do sindicato, na porta e na cabeça dos associados. Paralisado na angústia de chorar e ser obrigado a esconder as lágrimas. De apanhar e ser forçado a engolir o grito. De morrer e ser impedido de sentir a última dor. Sindjorce suturou a boca e se autocensurou. Para quem se diz ter repúdio aos tempos da ditadura, parece se embebedar da mesma formula da servidão da loucura.
Fonte: Rastreadores de impurezas

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