Muito calmo paciente não se aborrecia com nada. Chegava no açude colocava a isca no anzol, atirava nagua, amarrava o nylon na perna e tirava uma soneca em sua preguiçosa, companheira inseparável. Nessa época “Dengue” era conhecida por murrinha e não fazia medo a ninguém. Portanto ninguém se aperreava em ficar brincando de matar mosquito a paulada. Um belo dia passava pelo local João Calango e Pedro Cafinfin, dois caçadores, e, vendo o De. Ferro no terceiro sono, tiraram o anzol fora dagua, engataram um tatu que traziam no bisaco e soltaram no açude. O bicho meteu dos pés, e o De Ferro acordou atordoado, mas tratou de trazer a pesca para fora dagua. Quando estorvou o anzol, levantou a altura dos olhos, um tatu de três kilos e disse para os amigos: ainda bem que vocês estão aqui. Não vou ficar por mentiroso. Ontem mesmo eu pesquei três desses.

























Morais
Estou querendo localizar o De Bronze, não somente para conhecê-lo, mas agora para que possamos promover um encontro dele com o “DE FERRO”, o homem do trancão mais forte do mundo e agora o pescador mais mentiroso da região. Ainda estou rindo com tão farta pescaria! O povo de Várzea Alegra é muito engraçado. Se fizerem um filme de humor por lá Chico Anísio e Tom Cavalcante perdem os empregos!
Meu Caro Carlos.
Em Abril quando voce vier de ferias nós iremos a Varzea-Alegre. O convite está feito. São apenas 80 Km. Nesta epoca o meu neto Aluizio que está para nascer deverá está com um mes e poucos dias. Aproveitaremos para tomar o “Mijo” como dizem por aí. Voce vai conhecer o De Ferro e outras figuras.