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Arquivo para ‘abril 8th, 2009’

SEMI-ÁRIDO – Solar sediará centro de pesquisa

Autoridades da Prefeitura de Barbalha e da UFC visitaram ontem o prédio histórico (Foto: Elizângela Santos). Barbalha. O Centro de Pesquisa e Pós-Graduação do Semi-Árido será criado neste município. O primeiro passo foi dado ontem, com cessão do prédio histórico, o Solar Maria Olímpia. A assinatura de convênio interinstitucional com a Prefeitura do município e a Universidade Federal do Ceará (UFC) aconteceu em solenidade na Faculdade de Medicina de Barbalha, com a presença do prefeito local, José Leite, e do reitor da UFC, Jesualdo Farias, coordenadores de cursos de departamentos e direção do Campus na região. Ele anunciou a criação do Mestrado de Desenvolvimento Regional Sustentável. O Centro servirá de suporte para estudos. São 21 doutores da Universidade que já realizam pesquisas na região, dentro das questões que envolvem o semi-árido na região. Esse fator, segundo o reitor da UFC, servirá de suporte necessário para o credenciamento junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que acompanha, regulamenta e avalia os programas de pós-graduação no Brasil. Ele afirma que o próprio Governo Federal, por meio do Ministério da Educação (MEC), vê de forma positiva os investimentos numa região rica como o Cariri. “Temos um grupo de doutores experientes, que já atuam na área e há uma importância no que esse curso representa para o Cariri”, diz ele. A avaliação deverá ser feita ainda neste ano. Em 2009, o curso deverá estar em funcionamento. Também foi assinado convênio de cooperação interinstitucional com o reitor da Universidade Regional do Cariri (Urca), para o desenvolvimento de ações em conjunto e implementação de projetos que resultarão em intercâmbio de informações científicas e tecnológicas. A primeira ação dessa parceria será a criação do Curso de Especialização em Geologia.

Programa de cooperação

Já com a Prefeitura de Juazeiro do Norte, o convênio estabelece a implantação, em regime de colaboração, de um Programa de Cooperação Técnico-Científica e Administrativa, de formação de recursos humanos e de prestação de serviços de saúde, que serão delimitados em termos aditivos. Um dos objetivos é a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS) para a consecução da universalidade de acesso e integralidade das ações da saúde. Jesualdo Farias lembrou dos 50 anos da UFC no Estado e somente a partir de 2001, a primeira ação efetiva no Interior, com a criação da Faculdade de Medicina, em Barbalha, e agora os novos cursos, com a implantação do Campus da UFC-Cariri. Mais tarde poderá ser uma universidade regional, conforme o reitor, como em outros Estados. Hoje, diz ele, são cerca de mil alunos em seis cursos. No próximo ano, ele anunciou o início de mais cinco. Passarão a funcionar os cursos de Comunicação Social (Jornalismo), Educação Musical, Design de Produtos, Engenharia de Materiais e Gestão Pública e Social, todos voltados para uma demanda interna da região do Cariri. O reitor disse que ainda este ano estarão sendo lançados editais de concursos para admissão dos professores. Serão cerca de 200 professores a serem contratados, 68 editais para concursos. Há três anos em funcionamento, o curso de Agronomia da UFC está tendo a sua sede construída no Crato, num investimento de mais de R$ 1 milhão. De acordo com Jesualdo Farias, a primeira etapa deverá ser inaugurada em março do próximo ano. O prefeito de Barbalha, José Leite, destacou a disponibilidade da administração em colaborar com o desenvolvimento dos centros de estudos da UFC no município e a importância da criação do Centro de Pesquisa, que será alocado num prédio de referência para a cidade, já tombado pela Secult e incluído no projeto de 50 edificações a serem tomadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Mais informações:

Universidade Federal do Ceará
Av. da Universidade, 2853
(85) 3366. 7300

Reportagem: Elizângela Santos
Fonte: Jornal Diário do Nordeste

O Pensamento do Dia – O Homem Medíocre e o Herói

“A Mediocridade não admite heróis nem heroísmos. O homem medíocre confina-se a seu tempo e à sua pequenez. Reconhecer os méritos superiores daqueles que ousaram ir mais longe exigiria-lhes uma altivez e nobreza que lhes falta, assim como carece de valor todo o falso ouro.”

Dihelson Mendonça

Bárbara de Alencar – A Heroína de Fato e de Direito

A propósito das últimas discussões sobre a grande heroína da Insurreição de 1817, Bárbara de Alencar, trago esse excelente artigo que revela dados históricos que os leigos desconhecem, antes que possam tecer considerações vazias acerca daquilo que deveras desconhecem:

Bárbara de Alencar – A Heroína de Fato e de Direito!
Movimentos Políticos do Séculos XIX

A 17 de janeiro de 1799, por determinação de uma carta régia de D. Maria 1, “Amor e Delícias do seu Povo”, o Ceará foi desmembrado de Pernambuco tornando-se independente. Foi seu primeiro governador o chefe de estrada, Bernardo M. de Vasconcelos, que fez grandes esforços no sentido de estabelecer contatos comerciais diretos da capitania com a metrópole. Entretanto, os próprios comerciantes cearenses resistiam a essa relação, uma vez que mantinham vínculos estreitos com os de Recife. Somente a partir de 1808 é que o comércio externo da capitania recebeu grande impulso, devido à exportação do algodão e a abertura dos portos às nações amigas.No seu governo, veio para o Ceará o naturalista João da Silva Feijó, com a incumbência de estudar o potencial de suas riquezas naturais. Em 1803, com a morte de Vasconcelos, veio substitui-lo Carlos Augusto de Oeynhausen, futuro Marquês de Aracati. O terceiro governador foi Luis Barba Alardo de Menezes que procurou incentivar o comércio com a Inglaterra, favorecendo a instalação de firmas Inglesas na capitania. Governou de 1808 a 1812, quando foi substituído por Manuel Inácio de Sampaio (1812-1820). Entre suas realizações podemos citar a reforma do Forte de Nossa Senhora da Assunção, o traçado da vila de Fortaleza, contando com os serviços do engenheiro Antônio José da Silva Paulet e a criação da alfândega de Fortaleza. Além disso, promovia em sua residência reuniões de literatos, conhecidas como Outeiros, precursoras dos futuros movimentos literários, muito comuns em Fortaleza. Porém, o que marcou de forma mais acentuada o seu governo foi a severa repressão ao movimento revolucionário de 1817. O sucessor de Sampaio, Francisco Alberto Rubim (1820-1821), governando em momento de grande instabilidade, foi tragado pelos acontecimentos que desembocariam na chamada Revolução Liberal do Porto, em Portugal.Incapaz de enfrentar a oposição interna ao seu governo e ao novo regime, renunciou em favor de uma junta provisória, sob a presidência de Francisco Xavier Torres.

A insurreição de 1817

O movimento de 1817 teve seu foco inicial na província de Pernambuco, espalhando-se, em seguida, pelas, províncias vizinhas. Em Pernambuco havia um grande descontentamento, devido à perda de sua importância no cenário da colônia. O cultivo da cana-de-açucar entrara em declínio e a saida do Ceará, da Paraíba e do Rio Grande do Norte de sua jurisdição causou-lhe mais prejuízos, criando as condições para o desencadeamento de movimentos republicanos. As influências do liberalismo eram evidentes; os líderes do movimento eram, em sua maioria, membros da elite ilustrada, com passagem pela Europa, estudando ou mercadejando e, consequentemente, se instruindo nas novas idéias. Vivia-se ainda sob o impacto das revoluções americana e francesa. Com o movimento, os pernambucanos queriam recuperar sua antiga posição, sob um novo regime, em um pais independente. Um dos lideres do movimento, Domingos José Martins, vivera um ano no Ceará a serviço da firma “BARROSO, MARTINS, DOURADO & CARVALHO”, da qual era sócio. Essa firma tinha sede em Londres e intermediava negócios com algodão. Depois, um outro sócio, Antônio Rodrigues de Carvalho, veio para o Ceará onde divulgou amplamente os ideais revolucionários, procurando recrutar seguidores para a causa revolucionária. Mas, o principal revolucionário na Capitania foi o seminarista José Martiniano de Alencar ( cratense ). Membro de uma importante oligarquia caririense, sua mãe, Bárbara, também aderiu ao movimento. Alencar tentou a adesão de um outro potentado da região, o Capitão-Mor Pereira Filgueiras e, embora este a princípio se mostrasse simpático ao movimento, foi convencido pelo chefe de milícias, Leandro Bezerra, da temeridade do envolvimento naquela empresa. O movimento eclodiu em 6 de março e em Crato, em 3 de maio, mas, poucos meses depois, já estava debelado. Durou apenas 75 dias em Pernambuco e 8 dias no Crato. José Martiniano foi preso juntamente com seus familiares, mãe, irmãos, tios e primos que, de um modo geral participaram da revolução. Conduzidos para Fortaleza, por Pinto Madeira. “Após revistados dos pés à cabeça e ainda carregando grilhões, os presos são atirados no estreito e imundo calabouço do quartel, que fica entre a cadeia do crime e a Fortaleza incomunicáveis, alguém só pode falar-lhes de uma distância de dez metros e com sentinela à vista. Estão nus e dormirão no chão, dentro de alguns tempos estarão cobertos de cabelos, comidos de pulgas, piolhos e percevejos. São tratados como animais… Bárbara é recolhida só, em um outro cubículo, com me- nos martírio, mas sem o consolo de ver os filhos”. Depois, foram enviados para a Bahia onde permaneceram presos até 1820. A repressão promovida por Sampaio fora dura e severa, tendo ele aproveitado a ocasião para perseguir desafetos, como o naturalista Feijó, que foi preso por simples suspeita.

O Ceará

A primeira reação positiva é a proclamação da independência no Ceará,que só veio a ocorrer em 16 de outubro de 1822, quando o colégio eleitoral reunido na vila do Icó rebelou-se contra a junta provisional de Fortaleza, que mantinha-se obediente às côrtes portuguesas. Elegeu-se, então, um governo temporário, que tinha à cabeça o Capitão-Mor do Crato, José Pereira Filgueiras, que tomou posse em Fortaleza, após a rendição da antiga junta. No ano seguinte foi substituído por um governo permanente, sob a direção do Padre Francisco Pinheiro Landim. No Piauí, o comandante português, João José da Cunha Fidié, não aceitou a nova realidade e resistiu à independência, reprimindo cruelmente os patriotas. Para enfrentá-lo, formou-se no Ceará uma tropa sob o comando do maior Luis Rodrigues Chaves, de João da Costa Alecrim e Alexandre Neri Ferreira.Esta, no entanto, foi derrotada pelos portuguêses na batalha de Jenipapo. Pereira Filgueiras e Tristão Gonçalves uniram-se no esforço de libertar o Piauí do jugo de Fidié; arregimentavam um grande número de homens vindos de toda a província e, em 23 de julho de 1823, conseguiram a rendição de Fidié. Estava dada a contribuição do Ceará à consolidação da independência no norte do Brasil.

A confederação do Equador

Em 1824, a chama ardente da revolução voltaria a incendiar o Nordeste; e mais uma vez, sairia de Pernambuco o grito de guerra. O Decreto de 12 de novembro de 1823, de D. Pedro I, dissolveu a Assembléia Constituinte, eleita com a finalidade de promulgar a constituição do novo Império. Esta, no entanto, se mostrou muito liberal para os desígnios do Imperador. Em Pernambuco, mantiveram-se inalteradas as condições estruturais que geraram movimentos como a Guerra dos Mascates no século XVIII e a insurreição de 17. O absolutismo de D. Pedro tendia a se respaldar nos elementos mais conservadores da sociedade, principalmente os portugueses, que, aproximando-se do Imperador, pretendiam manter os privilégios que remontavam ao período colonial. As ligações do Ceará com Pernambuco eram profundas à província, que nas suas origens tinha sido povoada em sua maior parte por colonos pernambucanos, permaneceu por muitos anos sob a jurisdição de Recife e seu porto ainda polarizava o comércio cearense. Além disso, a independência projetou para todo o Ceará a oligarquia dos Alencar e outras figuras do Cariri, cujos interesses estavam ligados a Pernambuco. A adesão à Confederação do Equador, que havia sido proclamada em 2 de julho de 1824, foi imediata, pois antes mesmo da proclamação, já haviam eclodido vários focos insurreicionais no Ceará : em 9 de janeiro, a Câmara de Quixeramobim declarou decaída a dinastia de Bragança. O Padre Gonçalo Inácio de Loiola, mais tarde, Padre Mororó, espalhou pelo Icó, São Bernardo das Russas e Aracati o fogo revolucionário. Em 2 de fevereiro, Pereira Filgueiras e Tristão Gonçalves comandaram a adesão do Crato e se dirigiram à Fortaleza onde prenderam o comandante das armas, restabelecendo a autoridade da antiga junta governativa, na qual Filgueiras era o presidente e Tristão o comandante das armas. Muitos dos revolucionários, para salientar seu nacionalismo, alteraram seus nomes: Padre Gonçalo passou a chamar-se Mororó; Tristão Gonçalves, Tristão Araripe. Surgiram, então, Carapinima, Pessoa Anta, Ibiapina, Sucupira, etc. O presidente Costa Barros, indicado por D. Pedro, foi deposto e em seu lugar constitui-se um conselho dirigido por Araripe, que enviou emissários a outras províncias, visando sua adesão. Logo o movimento entraria em refluxo, e em Pernambuco, a repressão, dirigida pelo brigadeiro Luis AIves de Lima e Silva, foi fulminante, eliminando em pouco tempo o governo revolucionário; quem não conseguiu fugir, foi fuzilado. No Ceará , começou a se verificar desertações nas hastes equatorianas: José Félix de Azevedo e Sá, substituto de Tristão Gonçalves, que tinha ido dar combate aos monarquistas no Aracati, rendeu-se a Lord Cochrane, sem esboçar nenhuma reação ao cerco que este promoveu contra a Fortaleza, pelo mar Luis Rodrigues Chaves, que foi a Pernambuco dar auxilio ao conselho revolucionário, bandeou-se para os legalistas. Os demais foram presos ou chacinados, restando apenas Pereira Filgueiras e Tristão Gonçalves, tendo o Padre José Martiniano sido preso no interior de Pernambuco. Não vendo mais sentido em continuar a luta, Pereira Filgueiras depôs suas armas no Crato, vindo a falecer no Rio de Janeiro. Quanto a Tristão Gonçalves, em sua fuga desesperada pelo interior do Ceará , fugindo à sanha assassina de seus perseguidores, escreveu uma das páginas mais emocionantes da história cearense. A maior parte de seus amigos e parentes mais queridos estavam mortos, muitos trucidados de forma bárbara, sem direito sequer a um julgamento justo. Aos poucos, o cerco foi se fechando em torno dele, até que, em 31 de Outubro de 1824, foi assassinado os margens do rio Jaguaribe, no lugar de nome Santa Rosa, hoje Jaguaribara. No momento de sua morte várias partes do corpo lhe foram arrancadas; o cadáver permaneceu insepulto por vários dias, até resolverem enterra-lo à sombra da igrejinha do lugar. No local de sua morte foi erigido um monumento que provavelmente será tragado pelas águas do açude Castanhão, projetado para ser construído naquela área. Para os que restaram prisioneiros, triste destino lhe foi reservado. Condenados à forca, nenhum carrasco se prontificou a executar a sentença, sendo a pena transformada em fuzilamento. Os primeiros a serem executados foram o Padre Mororó e Pessoa Anta. O comportamento do padre, na hora do fuzilamento, foi exemplar, não permitindo que lhe colocassem a venda nos olhos e indicando, com a mão no coração, o local que deveria ser atingido pelas balas. Pessoa Anta, por sua vez, não teve comportamento tão fleumático e, para seu azar, não morreu com a descarga do pelotão de fuzilamento, sendo morto a coronhadas. Dias depois foi a vez de Ibiapina, que foi fuzilado deitado, pois a varíola lhe atingira os pés, deixando-o incapaz de permanecer ereto. O último a ser executado foi Carapinima que, não sucumbindo à primeira descarga, ficou rodopiando no meio do Campo da Pólvora, enquanto os soldados iam ao quartel recarregar suas armas, demorando o tempo suficiente para que o pobre homem fosse alvo dos risos da multidão. Sua esposa, não suportando o espetáculo macabro, desmaiou, e só então, os executores completaram o terrível ritual. Terminava assim, em tragicomédia, a mais heróica passagem da história do Ceará.

A Revolução de Pinto Madeira

Em 1832 eclodiu outra insurreição no Ceará , só que desta vez, de caráter contrário às de 17 e 24. Joaquim Pinto Madeira era um grande proprietário e chefe político da vila de Jardim, no vale do Cariri. Conservador convicto, participara ativamente da repressão `aqueles dois movimentos. Era um partidário da monarquia absolutista e liderava na sua região uma sociedade secreta ultraconservadora a “Trono e do Altar”, uma espécie de TFP (Tradição, Família e Propriedade). Com a abdicação de D. Pedro I, em 1831, seus adversários vislumbraram a oportunidade de ir à forra das derrotas do passado, ainda não cicatrizadas. Passaram a hostilizá-lo continuamente, empurrando-o no sentido da radicalização de suas posições, Arregimentou em torno de si um verdadeiro exército, com a colaboração do vigário de Jardim, Antônio Manuel de Sousa que, de tanto abençoar as armas dos jagunços, sendo muito comum o uso de bastões de madeira, por falta de armas de fogo, recebeu a alcunha de “Padre Benze-Cecetes”. Com esse exército invadiu a vila do Crato, passando depois para o Icó, sendo daí rechaçado. Depois disso foram sofrendo reveses constantes até se renderem para o General Pedro Labatut, um mercenário francês que atuava no Brasil desde as lutas pela independência. Os dois insurretos foram presos e enviados para Recife e depois para o Maranhão. Pinto Madeira foi mandado de volta para o Ceará, que se encontrava presidido por seu arquiinimigo José Martiniano de Alencar. Este, não se fez de rogado; enviou o réu para a vila do Crato, onde foi julgado de forma tendenciosa, sendo acusado da morte de um tal Joaquim Pinto Cidade, e não de crime político. Condenado à forca, foi fuzilado conforme pedido feito ao tribunal. Seu companheiro, o “Benze Cacetes”, escapou da forca, vindo a morrer bem mais tarde, pobre e cego. Paralelo a esse conflito, ocorreram outros semelhantes, em outros pontos diferentes do pais, porém, não se verificaram vínculos mais estreitos entre eles.

Barbara Pereira de Alencar (A Heroina)

Nascida em 11 de fevereiro de 1760 na casa-grande da Caiçara, fazenda herdada de Leonel de Alencar Rego pelo filho deste último, casou-se em 1782 com o português, Capitão José Gonçalves dos Santos, comerciante de tecidos na vila de Crato, e domiciliou-se nessa mesma vila. Outros Alencares, procedentes de Inácio Pereira de Alencar, de sua segunda núpcia, com Antônio de Leão, irmã da citada Bárbara, ou Dona Bárbara, como esta passou a ser conhecida em Crato, estabeleceram-se no Sítio Lameiro (município de Crato), que alguns escribas, quando se referem aos revolucionários caririenses de 1817, às vezes grafam erroneamente – Limoeiro Ainda em 1767, o tio paterno de D. Bárbara, José Antônio de Alencar casara-se na aristocracia do Icó, quando convolou núpcias com uma filha do Capitão Crispim dos Montes e Silva, criando-se, desta maneira, naquela vila, um futuro ponto de apoio para os Alencares em suas arrancadas políticas, rumo à Fortaleza, por ocasião da consumação da independência no Ceará e da revolução de 1824, que integrou esta província na Confederação do Equador. Em 1800, o Padre Miguel Carlos da silva Saldanha veio do Jaguaribe e assumiu as funções de vigário colado do Crato. Dois irmãos seus, casaram-se com duas irmãs de Dona Bárbara, respectivamente, eles Manoel e Alexandre da Silva Saldanha, e elas, Antônia e Jozefa Pereira de Alencar, acontecendo que morrendo o último, a viuva casou-se com Inácio Tavares Benevides, então viuvo doutra irmã de Dona Bárbara: Genoveva Pereira de Alencar, falecida sem filhos. Em 1803, o casal Dona Bárbara – Capitão José Gonçalves dos Santos casaram sua filha, Joaquina de São José (nome da moça) no clã dos Antão de Carvalho, de Oeiras, Piauí.Era outro ponto de apoio do Clã Alencar nas lutas da independência, Oeiras expedira emissários para o Crato à procura de auxilio militar. Outro tio paterno de Dona Bárbara, Dâmaso Leonel de Alencar Rego, cruzou-se com os Landins, do Engenho de Santa Teresa (Missão Velha), gente que João Brígido chamou: Os terésios. O irmão de Dona Bárbara, Leonel Pereira de Alencar e Inácio Pereira de Alencar (primeiras núpcias desta), irmão dela, casaram-se na casa grande da Coitezeira (interior do atual município de Jardim), de João Pereira de Carvalho, baiano, de Geremoabo. Rica, prestigiada pelo valor pessoal incomum e a categoria da família, Dona Bárbara desfrutava do respeito e da consideração de todos e gozava da amizade do vigário local, citado, e do Capitão-mor do Cariri, depois do Crato, José Pereira Filgueiras, ambos, seus compadres, como seu amigo e compadre foi o terceiro e último Capitão-mor do Crato, Joaquim Antônio Bezerra de Menezes, sucessor imediato do mesmo Filgueiras. Visão larga, firmeza, decisão, iniciativa, pendor de chefe e inclinação política, Dona Bárbara chefiava sua família. Para se ter uma idéia da mentalidade de amplo horizonte de Dona Bárbara bastaria esta referência: Foi ela na vila do Crato, quem primeiro construiu, em pedra e cal o prédio particular, ou fosse a parede de frente da sua casa de residência, tendo vindo o mestre – pedreiro do Recife. A casa existiu, intacta, até a uns anos atrás. Completamente reformada, por um ato de estupidez do poder público, nela funciona a Coletoria Estadual local.

O Título de Heroína

Quando o Dr. Manuel de Arruda Câmara determinou ao Padre João Ribeiro, seu íntimo amigo e segunda pessoa política, e a outros dos mais destacados portadores de sua ideologia, revolucionária, a atribuição formal do titulo de heroína a Dona Bárbara, vencedora que fosse a revolução – já então, considerava a excepcional senhora revertida dos atributos que o título supõe, o que implicava num conhecimento prévio e exato, direto ou indireto, da pessoa da privilegiada. No mesmo documento, Arruda Câmara recomenda zelo quanto ao adiantamento do filho de Dona Bárbara, o jovem José Martiniano de Alencar, que, então, estudante no Seminário de Olinda, já devia ter revelado temperamento político com pendor de líder, e uma estrutura espiritual aberta às solicitações das idéias subversivas em marcha. De caráter político, estas recomendações, a propósito da mãe e do filho, encontram-se na carta testamento, expressão da última vontade, deixada por Arruda Câmara ao referido Padre João Ribeiro e a este dirigida, firmada de Itamaracá no dia dois de outubro de 1810, acontecendo que o autor veio a falecer ainda neste ano. Arruda Câmara ligava os dois aludidos, Alencares, ao plano revolucionário, na mesma data Dona Bárbara, integrada e provada na conspiração subterrânea. Pereira da Costa volta à dita carta de Arruda Câmara e transcreve o trecho, de caráter político. Dirigindo-se a seus herdeiros ideológicos, Arruda Câmara faz nestes termos ao referir-se a Dona Bárbara; Dona Bárbara, O Crato, deve olhá-la como heroína. Pereira da Costa comenta: Quase toda aquela gente mencionada, nos trechos transcritos, tomou parte na revolução de 1817, esta D. Bárbara do Crato, de quem fala o sábio naturalista, é a DONA BÁRBARA PEREIRA DE ALENCAR, mãe de José Martiniano de Alencar. Fixemos estes dados que ajudam a esclarecer: Dona Bárbara teve no Seminário de Olinda os sobrinhos, padres José da Costa Agra, João Bandeira Marinho da Costa Agra (não confundir com o padre João Bandeira Marinho de Melo, fundador da cidade caririense de Jardim) e José Martiniano de Alencar, os quais antecederam ao primo José Martiniano de Alencar (o revolucionário de 1817) no aludido seminário, onde talvez chegaram a ser contemporâneos. Estudou ainda no mesmo seminário, o filho de Dona Bárbara, Carlos José dos Santos, nascido em 1784. (Padre Antônio Gomes de Araújo, Naturalidade de Dona Bárbara, que – por sua vez, antecipou-se ao irmão José Martiniano e certamente foi seu coevo à sombra de histórico casarão. Em 1814, já exercia as funções sacerdotais nesta paróquia de Crato, Finalmente, já no ano de 1810, José Martiniano era aluno do citado seminário, e alunos dos carbonários de Recife os Padres Joaquim de Almeida Casiro. Padre Miguelinho e João Ribeiro Pessoa de Melo Montenegro, ex-membro do AEROPAGO DO ITAMBÊ, ninho acadêmico de doutrinação política revolucionária, fundado por Arruda Câmara em 1796 na fronteira de Pernambuco com a Paraíba, no regresso de sua última viagem à Europa, e dissolvido em 1810, suspeito de conspirar contra o regime vigente, mas ressurgido no ano de 1812 em três academias secretas em que professavam e propagavam os mesmos princípios revolucionários, sendo principal a Academia do Paraíso, presidida pelo mesmo padre João Ribeiro. Referindo-se a este sacerdote, Dicionário Biográfico escreveu Pereira da Costa (que Oliveira Lima chamou de mestre dos historiadores, pernambucanos): … pode catequizar, persuadir conquistar, não só os que propendiam para tais idéias – a idéia separatista, a idéia de independência – sendo ainda muitos dos maiores refratários, todavia era o Seminário a sua principal campanha e por ele cultivada com tanto zelo e assiduidade, como convinha a quem bem conhecia quanto valem e quanto duram as primeiras lições e impressões… Depois do que vai escrito, não se poder negar que Dona Bárbara tivera ligações com principais dos carbonários de Recife ainda antes de 1810, a partir das que fatalmente se estabelecem entre pai, e educadores, relações que se ampliaram ao campo político, como se vê das recomendações de Arruda Câmara a respeito do adiantamento de José Martiniano de Alencar e do titulo de heroína conferido à mãe deste último, em outubro de 1810. Claro que estas relações continuaram em crescendo e progressiva consolidação até a eclosão do movimento revolucionário de 1817, no Cariri. Se Dona Bárbara apenas houvesse consentido ativamente, que o recesso da sua casa fosse o ambiente, ano a fio, em reuniões da família, do sopro revolucionário de José Martiniano de Alencar, como realmente foi, sobretudo, que sua casa tivesse sido, como na verdade aconteceu, o centro dos dramáticos dias da revolução caririense 1817-3 a 11 de maio – estes fatos, por si, só teriam constituído autênticos atos de heroísmo, tratando-se de pessoas de seu sexo, numa época em que se considerava quase heresia a conjura ou a rebelião contra o regime e o rei, cujo poder era julgado de direito divino e castigava de morte a conspiração e o levante. Mas, a verdade é que a heroína de Arruda Câmara (patriarca dos carbonários de Recife) e da história, integraram-se na idéia-força da revolução e na sua transformação em fato. Agitar os termos de sua prisão e defesa os quais reduzem as dimensões da gravidade da sua participação nos acontecimentos de 3 de meio – não prevaleci contra o progresso, sigiloso. Quanto ao 3 de maio, o termo foi feito longe do Crato, sob a responsabilidade de gente estranha a esta terra e ao influxo da pressão moral do enorme prestígio da acusada, tudo concorrendo para amaciar a situação. Quanto aos termos de defesa… defesa é defesa. Haja vista o caso do Padre Miguel Carlos da Silva Saldanha, que, comprometido realmente em face dos documentos surpreendidos em seu poder, entretanto defendeu-se cabalmente no setor da justiça. Há outras particularidades. Em Salvador, onde a heroína e outro revolucionário estavam presos, viviam 6000 pedreiros – livres, segundo o testemunho do citado Frei Amador de Santa Teresa em sua já mencionada carta, os quais, tudo empenhavam para suavizar a situação dos réus. Mas, desembargador Bernardo Teixeira Coutinho, chefe da Devassa, de nenhum modo adversário das idéias dos réus, antes, um cripto-simpatizante, foi depois eleito deputado às Cortes de Lisboa, pela província do Minho, quando teve ocasião de assegurar, nas mesmas Colegas, Antônio Carlos e José Martiniano de Alencar, que seu filo era procrastinar o processo até que o tempo arrefecesse as paixões e um decreto de perdão mais amplo salvasse a muitos, minorando as penas de outros (Nota de Antônio Joaquim de Melo às obras Políticas e Literárias de Frei Joaquim do Amor Divino Caneca, anotada por Rodolfo Garcia no Vol. V-P. 213, da História Geral do Brasil, de Warnhagem, 3a.edição, Companhia de Melhoramentos, S. Paulo,1936). Por sinal que Bernardo Teixeira Coutinho acabou rompendo com o Governador por motivo desta sua complacência, e levou a melhor. Com uma autoridade Judiciária assim intencionalmente contemporizadora, teria sido possível, até a modificação de textos de peças dos processos e a substituição delas, no curso dos mesmos processos, no sentido de favorecer a situação dos culpados.O ambiente de Salvador devia convergir as suas simpatias especialmente para D. Bárbara, um espanto pelo ineditismo de seu caso: uma ré de crime político revolucionário. Abandonemos porém as conjecturas para afirmar que Bárbara Pereira de Alencar, Dona Bárbara, caririense por adoção e heroína política, é heroína por fundada preconização, ação e tradição, ela, na ordem cronológica, a primeira mulher republicana do Brasil. Sem rigor! E Crato tem a prioridade da proclamação da Independência da república no Ceará e no interior do Brasil…

Precursor e Libertador

O aluno do Seminário de Olinda, foco de ideais democráticos co-matiziz espiritual das célebres academias, academias secretas, por sua vez redutos da idéia nacionalista e republicana), José Martiniano de Alencar não nasceu depois de 1792, pois em 1º. de abril de 1832 foi escolhido Senador do Império por carta imperial desta data, e a lei exigia do candidato a idade mínima de 40 anos. A respeito de José Martiniano, como de outros, seus companheiros de banca de estudos no Seminário de Olinda, a recomendação de Arruda Câmara, recomendação política, foi observada fielmente. Os padres João Ribeiro e Miguelinho cuidaram zelosamente do adiantamento do ex-pupilo do patriarca dos revolucionários de 1817. Alencar filiou-se à Academia do Paraíso, Associou-se à maçonaria, certamente na Loja Regeneração Fundada pelo Padre João Ribeiro, referido em 1806, fato este último, comprovado pela constatação histórica (Pereira da Costa. Anais, cit. p. 93-94.) No momento em que Arruda Câmara firmava sua celebre carta. 2, 10, 1810, José Martiniano contava 18 anos de idade. O ano de 1810 e os 18 anos de Alencar naquele ano são dados importantes. Pois não há quem possa negar que o ex-pupilo de Arruda Câmara: aluno e mentorada dos padres João Ribeiro Pessoa de Melo Montenegro e Miguel Joaquim de Almeida Castro no Seminário e nas sociedades secretas. Não fosse, por ocasião das férias, discreta e tenazmente, soprando, no recesso da família, no circulo cauteloso de amigos e parentes, as idéias subversivas, incendiado, ele, na chama do ardor juvenil e ao impulso de seu temperamento político. A idéia não medrava em terreno estéril. No Cariri havia todo um escol espiritual propício à infusão dos princípios novos, ou fossem as ideais do seminarista José Martiniano de Alencar. Por exemplo (sem falar em Dona Bárbara, preconizada heroína desde 1810), o padre Carlos José dos Santos: o Padre Miguel Carlos da Silva Saldanha, citado; Tristão Gonçalves Pereira de Alencar, irmão de José Martiniano e nascido em 17-7-1789 (casa do Conselheiro Tristão de Alencar Araripe ao desembargador Livino Lopes da Silva Barros); Leonel Pereira de Alencar, mencionado irmão de Dona Bárbara; Início Tavares Benevides, genro daquela, e pernambucano de origem; Francisco Pereira Arnaud (e não Arnaudo), licenciado, de Missão Velha, neto do Capitão João Correia Arnaud, co-fundador da mesma cidade; Bartolomeu Alves de Quental (com 28 anos de idade em 1817,filho do Pernambuco, de Recife, José Dias Alves de Quental, que se fixara em Crato e fundou a importante família Quental, deste Cariri; Raimundo Pereira de Magalhães (mais ou menos da mesma idade de Alencar), aliás o único representante da família Bezerra de Bezerra de Menezes, do Cariri, que participou da revolução de 3 de maio de 1817 nesta zona; Francismo Pereira Maia Guimarães, fundador da família Maia sob este céus e ascendente de Álvaro Maia, interventor do Estado do Amazonas ao tempo da Ditadura Vargas. A idéia semeada, foi medrando progressivamente, sempre estimulada pelo seminarista em férias anuais e ao contato de alguns que acaso o visitam em Recife e através de um outro correligionário que por ventura se dirigisse para o seio de seu clã. A idéia já estava amadurecida quando na segunda quinzena de abril de 1816 a primeira dezena do mês seguinte, teria recebido o impulso, acidentalmente estimulante, esporádico, do Ouvidor João Antônio Rodrigues de Carvalho, que tendo tomado posse das funções em 16 de maio de 1815. Esteve em Crato, pela primeira e última vez, naquela quadra de tempo, no desempenho das funções: correição e ereção da vila de Jardim, criada em 1814. Sem descontinuidade, a atuação de Alencar prosseguiu. E quando chegou a esta vila em 29 de abril de 1817, para deflagrar a revolução no Cariri, como de fato fêz no dia 3 do mês seguinte, seu trabalho não foi mais o de semear uma idéia, que semeara anteriormente, e cultivara, em anos seguidos, mas o de convencer da oportunidade de convertê-la em revolução de fato, acrescida a tarefa da articulação e deflagração do movimento revolucionário. Admitíssemos, só para argumentar, que a Revolução Caririense de 1817 tivesse sido o resultado da curta estada, um ano antes, do Ouvidor Carvalho nesta zona – e admitíramos o absurdo de a idéia revolucionária por ele acidentalmente lançada, ter amadurecido em 12 meses, e mais o outro absurdo de José Martiniano haver aguardado, desde 1810, a ação ideológica do Ouvidor, limitando-se à exclusiva tarefa de deflagrar a revolução em 1817. Enfim, não há documentário, que autorize a dar à atuação de Rodrigues de Carvalho em Crato, o relevo imaginado, ou, melhor fantasiado por certos cronistas. O próprio Inácio Tavares Benevides, antes de ter sido o pretendido e transitório apaniguado do Ouvidor, o era, e, permanente, de Dona Bárbara e José Martiniano de Alencar. Precursor da idéia de independência e de república no Ceará (o Ouvidor Rodrigues de Carvalho chegou ao Ceará em dezembro de 1812 e não está provado que logo iniciasse a propaganda de idéias subversivas, enquanto José Martiniano de Alencar e sua mãe já em 1810 eram objeto dar preocupações políticas de Arruda Câmara); precursor da idéia nacionalista e republicana no Cariri, pioneiro da Revolução independentista e republicana no Ceará – a figura histórica de José Martiniano de Alencar configura-se no binômio: Precursor-Libetador. Libertação efêmera, mas que se consumaria em 1822 no Ceará, numa ação que ignorava ainda no Sete de Setembro e realizada pela mesma gente transitoriamente derrotada no Cariri em 1817. A independência no Ceará foi proclamada no Icó a 16 de Outubro de 1822 ao se reunirem aí os eleitores do sul da província para a escolha dos constituintes brasileiros. O governo temporário, por eles organizado, pela aliança de Tristão de Alencar Araripe um dos implicados na revolução de 1817, com o chefe realista Filgueiras, (então politicamente convertido dos Alencares, observamos nós) tomou conta do Ceará e decidiu socorrer o Piauí contra a truculência de José da Cunha Fidié. (Oliveira Lima, op. Cit. 1817 NO CARIRI-PADRE ANTÔNIO GOMES DE ARAÚJO.)

Fonte: Crato Virtual

Bárbara, que barbaridades…

Por – Hugo Esmeraldo Sobreira – Cratense
Por que lutavam os rebeldes de 1817 e 1824? Seriam realmente guerreiros da liberdade? Que liberdade era aquela? Que liberalismo era aquele? Tentemos.
A luta renhida entre o localismo e o centralismo atravessou o primeiro século do Brasil apartado. Senhores locais vindos das mais profundas raízes formadoras de nossa sociedade ansiavam por ter enfim, definitiva e legitimamente, as rédeas de seus terreiros. Eis os que se diziam liberais naqueles tempos. Mas o imperador lhes barrou o plano. Fez-lhes engolir o Quarto Poder: Moderador. Na prática, a absolutização da Pátria recém-nascida. Gritos liberais então tentaram não engasgar. Mas liberais o quanto? Suficientemente ao ponto de um Rousseau? Não! Jamais! Nunca a loucura de um sufrágio universal! Nem pensar em libertação de escravos! Nem imaginar a divisão da terra! A questão era bem mais simples: fatias de poder mais bem repartidas. E só. Piegas, simplória, lugar-comum a luta desses “heróis”: aferrar seu poder incontestável sobre pobres quinhões regionais nordestinos.
Mas a História também se faz de mitos. D. Bárbara de Alencar, legítima representante da aristocracia latifundiária escravista. Não! Perdoem-me! Legítima heroína da liberdade nacional! Uma cidade se faz com gente… gente que se reconhece num mesmo processo formador. É preciso ter História para se ter identidade. Ela, um dos fundamentos da identidade da elite intelectual cratense.
D. Bárbara foi muito mais uma mãe ciosa de suas crias do que mesmo uma lutadora consciente de sua prática política. Foi assim, uma matrona, “coronela”, sra. de escravos e de largas terras. Saiu à luta não como uma musa republicana de bandeira em punho, mas muito mais para proteger os interesses “liberais” da época, meramente localistas e particularistas. Na aventura em que se viu levada acabou caindo em desgraça, ela e sua família. Perderam terras, posição social, a própria vida até. Parentes foram perseguidos ainda por décadas. José de Alencar, pai do escritor, filho da mãe “heroína”, vergonhosamente se salva ao pedir perdão ao imperador. Verá os picos do poder no Império brasileiro: governador do Ceará, senador vitalício… Bem se vê tamanha a convicção política dos “heróis” liberais.
É com tristeza que ainda vejo se repetir, pleno século XXI, práticas culturais e intelectuais dignas dos salões aristocráticos. Tecem-se elogios, erguem-se memoriais, textos, imagens, sons… Tudo a fim de perpetuar uma grande mentira, a mentira dos heróis. Há muito sabemos que os heróis não existem, nada significam, em se tratando da verdade humana, a vida humana real. Se olhássemos o passado com os olhos de então, veríamos. Aqueles homens e mulheres não foram heróis, não poderiam sê-lo. Não foram além! Não foram verdeiramente revolucionários. Como seriam? Se eram latifundiários? Se eram escravocratas? Se eram da parcela proprietária detentora do poder? Não os acuso de nada. Não os julgo. Apenas tento aqui ser um pouco (ou um tanto?) iconoclasta, porque é preciso ser iconoclasta. Os ícones encobrem, mascaram, enganam. Personagens irreais criados e recriados em épocas e épocas. Chega de heróis. Precisamos de gente. Gente lúcida, livre, consciente.

Humor (Leve)

CONVERSA DE CRIANÇAS
Duas criancinhas conversavam no quarto. Ai o menino perguntou para a menina:
O que você vai pedir no Dia das Crianças?
Eu vou pedir uma Barbie, e você?
Eu vou pedir um O.B.! – responde o menino.
O.B.?! O que é isso ?!
Nem imagino, mas na televisão dizem que com O.B. a gente pode ir a praia todos os dias, andar de bicicleta, andar a cavalo, dançar, ir ao clube, correr, fazer um montão de coisas legais e o melhor…SEM QUE NINGUÉM PERCEBA.
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LOURA SUADA ( Somente para biriteiros!!! )
Como gelar cerveja rapidamente? Anotem para alguma emergência!
O carvão já está na churrasqueira e a galera chega com latas e mais latas de cerveja.Vergonhosamente quente. Como gelá-las?
Gelo no isopor. Para cada saco de gelo, coloque dois litros de água, meio quilo de sal e meia garrafa de álcool. A água aumenta a superfície de contato, o sal reduz a temperatura de fusão do gelo (ele demora mais para derreter) e, por uma reação química, o álcool rouba calor. Os físicos chamam o líquido de “mistura frigorífica” (gelo, álcool, sal e água).
A mistura frigorífica é barata e a cerveja fica em “ponto de bala” em 3 minutinhos. Lembre-se de lavar a latinha ao tirá-la da mistura.
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A DEVOTA E O PADRE
A garota vai se confessar, se ajoelha e vai falando ao padre:
-Padre, preciso que o senhor me perdoe pelos meus pecados…
-Conte seus pecados, minha filha.
-Eu sou noiva há 3 anos e vou casar na semana que vem. Ontem à tarde, encontrei um ex-colega de trabalho, ficamos conversando e depois ele me convidou para conhecer o apartamento dele, aí eu fui. E terminamos na cama, padre. Sabe como é que é padre, é que eu sou tão volátil…
-Volúvel, minha filha.
-Pois é. Antes de ontem eu encontrei um amigo que não via há muitos meses, conversamos, fomos jantar, aí ele me levou pra conhecer um motel novo que inauguraram. Eu fui, e terminamos na cama, padre. É que eu sou tão volátil, padre.
-Volúvel, minha filha, volúvel.
-No dia anterior, eu vi um amigo meu lá no shopping, fui falar com ele e conversa vai conversa vem ele me levou pro apartamento dele e terminamos na cama.É que eu sou tão vo… Como é mesmo a palavra, padre?
-Puta, minha filha, puta!!!
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A MULHER QUE LÊ
Um casal sai de férias e vai para um hotel-fazenda. O homem gostava de pescar de madrugada e a mulher gostava de ler. Uma manhã, o marido volta para o chalé depois de horas pescando, e resolve tirar uma soneca. Apesar de não conhecer bem o lago, a mulher decide pegar o barco do marido e ler no lago. Ela navega um pouco, ancora, e continua lendo seu livro, no meio do silencioso lago.Chega um guardião do parque em seu barco. Ele para ao lado da mulher e fala:”- Bom dia, Madame. O que está fazendo?” – Lendo um livro” – ela responde, pensando: “será que não é óbvio?” “- A senhora está em uma área restrita em que a pesca é proibida” – ele informa. “- Eu sei, tenente. Mas eu não estou pescando. Estou lendo.”"- Sim, mas tem todo o equipamento de pesca. Pelo que sei, a senhora pode começar a qualquer momento. Se não sair daí imediatamente, terei de multá-la e processá-la.”"- Se o senhor fizer isso, terei de acusá-lo de assédio sexual” – diz a mulher.”- Mas eu nem sequer a toquei!” – diz o guardião. “- É verdade, mas o senhor tem todo o equipamento. Pelo que sei, o senhor pode começar a qualquer momento”. “-Tenha um bom dia, Madame!” – ele diz e vai embora. MORAL DA HISTÓRIA:Nunca discuta com uma mulher que lê. Com certeza, ela pensa!!!
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SUA EXCELENCIA O CLIENTE
No aeroporto o pessoal estava na sala de espera aguardando a chamada para embarcar. Nisso aparece o co-piloto, todo uniformizado, de óculos escuros e de bengala branca, tateando pelo caminho. A atendente da companhia o encaminha até o avião e assim que volta, explica que, apesar dele ser cego, é o melhor co-piloto da companhia. Alguns minutos depois, chega outro funcionário também uniformizado, de óculos escuros, de bengala branca e amparado por duas aeromoças. A atendente mais uma vez informa que, apesar dele ser cego, é o melhor piloto da empresa e, tanto ele quanto o co-piloto fazem a melhor dupla da companhia.
Todos os passageiros embarcam no avião, preocupados com os pilotos. O comandante avisa que o avião vai levantar vôo e começa a correr pela pista, cada vez com mais velocidade. Todos os passageiros se olham, suando, com muito medo da situação. O avião vai aumentando a velocidade e nada de levantar vôo. A pista está quase acabando e nada do avião sair do chão. Todos começam ficar cada vez mais preocupados. O avião correndo e a pista acabando. O desespero toma conta de todo mundo. Começa uma gritaria histérica no avião. Nesse exato momento o avião decola, ganhando o céu e subindo suavemente. O piloto vira para o co-piloto e diz: -Se algum dia o pessoal não gritar, a gente tá ferrado. MORAL DA HISTÓRIA: Ouvir o cliente é fundamental!!!
Autor: Desconhecido – Postagem: José Nilton Mariano Saraiva

Título de Cidadania Cratense in memorian a Dona Bárbara.

A Fundação Cultural J. de Figueiredo Filho agredece a todos que acreditaram nessa luta e principalmente a George Macario de Brito , presidente da Fundação , a Rosana Xenofonte pelo suporte e a idealizadora desse requerimento Alessandra Bandeira .
Esse é apenas o primeiro ato de luta dessa Fundação pelo resgate histórico de noso município.

Campanha para a Despoluição Sonora e Visual do Crato Avança !


Começou a retirada de 36 placas do Centro da Cidade !

36 Empresas já se comprometeram com o projeto do prefeito Samuel Araripe para despoluir visualmente a cidade do Crato. Começou a retirada das enormes placas que hoje “enfeiam” a nossa cidade. Sob a brilhante coordenação, ousadia e determinação do Secretário de Meio Ambiente e Controle Urbano Nivaldo Soares, parece mesmo que a “coisa pegou”. O Blog do Crato está preparando uma grande reportagem sobre todos os grandes problemas que hoje afligem a cidade do Crato, com cerca de 50 fotos, que serão divulgadas amanhã. Enquanto isso, parabenizemos a PIMACOM, e seu proprietário “Geraldinho” por ter dado o primeiro passo. Há 3 dias que já estão endo retiradas inúmeras placas do centro da cidade. Até que enfim, parece que nós Cratenses iremos poder ver a nossa querida Chapada do Araripe e ver um Crato mais despoluído.





Parabéns ao Prefeito Samuel Araripe pela excelente iniciativa, brilhantemente executada pelo secretário Nivaldo Soares!

Fotos: Nivaldo Soares

REPORTAGEM – Dia Histórico na Câmara Municipal do Crato – Aprovado o piso salarial dos Profissionais do Magistério por Unanimidade !

A Câmara Municipal do Crato votou ontem, dia 07 de Abril, dois grandes projetos para a cidade por unanimidade: Primeiramente, a outorga de cidadã cratense à grande Heroína da Insurreição de 1817, Bárbara de Alencar, e a votação do piso salarial dos profissionais do magistério do município do Crato. Segundo a vereadora pelo PT, Mara Guedes, em entrevista ao Blog do Crato:


“A sessão foi histórica, pois trouxe 2 grandes projetos. O primeiro deles, a outorga de cidadã Cratense à Heroína Bárbara de Alencar, mulher corajosa que devemos nos espelhar, e o outro projeto, foi uma grande vitória para os profissionais do magistério, porque o piso salarial dos professores é uma luta de mais de 30 anos dessa categoria e hoje está sendo implementado aqui na cidade do Crato”. Ouça a entrevista completa da veredora Mara Guedes ( a fim de não ouvir 2 sons ao mesmo tempo, pause o player da Rádio Chapada do Araripe na entrada ( parte superior do Blog ):

Já o Presidente da Câmara, vereador Guer, assim falou à nossa reportagem:

“Nós não temos tido muitos problemas ( com as votações ), até mesmo porque o prefeito Samuel Araripe tem tido uma transparência enorme na sua administração, e como acabei de falar na votação desse projeto ( dos profissionais do magistério ), há muito tempo eu não via um projeto de aumento dos servidores com uma tranquilidade dessas, apoiado pelo sindicato, por todos os vereadores e pelos professores aqui presentes, então isso demonstra a forma que o prefeito Samuel vem administrando essa cidade, e para os vereadores, isso é muito bom porque como eu falei: Nós às vezes fazemos papel de “tropa de choque” do prefeito, mas nós fazemos com responsabilidade quando ele nos convence que esse aumento tem que ser isso porque é o que o município pode dar, então a gente está muito tranquilo porque a cãmara tem desenvolvido, e tem discutido amplamente, e tem resolvido as coisas sem muita dificuldade.”

Ouça a entrevista completa do Presidente da Câmara:

A vereadora Joana Pedrosa comenta a votação, e elogia o Secretário Valentim Dantas:

“…em dias de crise, dias de recessão, dias em se diminuem, vocês tem que saber que o Crato teve uma baixa significante no repasse do FPM, o secretário ( de Educação ) ter coragem de “na canetada” cobrir 3 por cento em cima do Fundeb, eu só tenho que elogiar!”

Outras fotos da Sessão de ontem:



Reportagem e Fotos: Dihelson Mendonça

MOMENTO HISTÓRICO – Câmara Municipal do Crato outorga Título de Cidadã Cratense, in memoriam, à BÁRBARA DE ALENCAR.


Câmara Municipal do Crato outorga Título de Cidadã Cratense, in memoriam, à BÁRBARA DE ALENCAR. A iniciativa foi da Fundação Cultural J. de Figueiredo Filho, através do seu atual presidente George Macário de Brito, idealizado pela historiadora Alessandra Bandeira, com requerimento interposto pelo Presidente da Câmara Municipal do Crato, vereador Francisco Helder de Oliveira França (GUER). A votação obteve aprovação, na manhã de hoje, no Plenário Paulo Bezerra, por unanimidade de votos.

Obs.: Em homenagem à este fato histórico, que marca o início do resgate da história de Bárbara de Alencar para o Brasil, partindo do Crato, terra onde ela escolheu para viver e lutar pelos ideais libertários, ao lado de seus filhos, estamos publicando texto do artista plástico OSCAR ARARIPE, descendente de Bárbara e autor do retrato que ilustra esta matéria.

Ode a Bárbara de Alencar por Oscar Araripe

“Dona Bárbara de Alencar. Dona Bárbara do Crato. A Brava do Cariri. Oráculo de Santa Bárbara. Diana do Açu. A Iansã do Araripe. Santa de Fortaleza. Heroína do Ceará. Mãe da Independência e da República Brasileira. Minha adorada hexavó, Rainha Esplendorosa dos Álamos do Brasil. Eu te agradeço e a meus pais e a todos meus queridos primos, a oportunidade, o prazer e a honra de retratá-la como heroína para uma medalha e uma bandeira do Centro Cultural Bárbara de Alencar. Alta, forte, inteligente e não só no olhar, feições nem tão masculinas, guerreira, sem dúvida, mas lúcida, bondosa, tantas vezes santa.Uma santa inusitada, pois teve a glória de morrer já bem idosa, em cama amiga, pedindo uma simples rede como esquife, dispensando lápides, portanto, mas vendo a República nascer claudicante mas triunfante, vencedora mesmo, pois já o cruel tirano português estava fora do Brasil -, Bárbara, Mãe do Brasil. Invacilante, humana, foi uma guerreira piedosa. Perdoou seus inimigos cruéis, sendo protegida , quando perseguida, até por Matilde Teles, sua maior inimiga.

Todas elas meninas de fazendas, extensas fazendas pioneiras, de gado, algodão, milho, feijão, arroz, abóbora e jerimum, e árvores frutíferas -, duras meninas de fazendas, sem muitos folguedos, depois matronas de famílias heróicas; alencares e araripes, martinianos, sucupiras, terésios, cabrais e quantos mais ? e que ela frutuosa prosseguia e inaugurava com seu bravos filhos, à frente Tristão Gonçalves de Alencar, o Nobre Herói Cearense, depois e para sempre Araripe, meu admirado e querido pentavô. Tristão Gonçalves de Alencar Araripe, Pai da Pátria brasileira, Presidente do Ceará, primeiro Presidente da República da Confederação do Equador, logo, primeiro Presidente Republicano do Brasil, Nobre Príncipe do Araripe. Conquistador de Aracati, Fortaleza e Aquiraz. Protetor do ouro da República, filho de Dona Bárbara. Em suas mãos esteve o futuro do Ceará, que ela e ele e os outros heróis da Confederação do Equador não quiseram que fosse um país separado do Brasil. Brasileira, portanto, de primeiríssima hora, foi ela a eterna cearense do Ceará brasileiro. Eis aí a nossa Bárbara maior, a Bárbara de Tiradentes, Felipe dos Santos, Maria Quitéria, Anita Garibaldi, Zumbi e Betinho, e tantos outros, bela síntese de bravos anônimos e injustiçados esquecidos. Bárbara a mulher brasileira.

Iracema, a de Alencar – eis aí uma forte, dupla face da cultura cearense, da bela mulher cearense. Uma de verdade, mítica; outra de ficção, mas até hoje passeando seus lábios de mel nas areias e calçadões da Praia de Iracema, entre palmas caídas de coqueiros. Quem não quereria uma antiga avó heróica e bondosa ? Uma virgem dos lábios de mel ? Existiria harém e Olimpo mais belo e maravilhoso ? E melhores mulheres para os Reis ? E melhores dunas ( maiores e mais quentes) para ver tal belo mar? Ou melhores jangadas pra se arriscar ? Ah… O Ceará, a cearália. Novos rastros de heroínas, nossa heroína maior, retrato/auto-retrato, saudades de vovó. Ouço uma Gymnopédie, uma saudade, de Eric Satie e a vejo de pé em sua bela fazenda branca e azul de alpendre, dona de tudo e de todos, conspirando e fazendo caridade, com suas duas escravas sempre ao lado ( seriam também conselheiras de seu Estado Maior ? ), abolicionista, antes mesmo de todos, mesmo plantando cana de açúcar e criando boi naquele lindo e promissor fim-de-mundo duríssimo, a terra do Sol eterno, da Água Divina e que às vezes vinha do céu – e sempre da Serra do Araripe ( ela às vezes confundia), água dos deuses, e que vinha sempre do céu do Araripe. Araripe, como ela, é aquele que vê do alto e longe. E dali ela viu o Porvir.Oh! Deus, mas como sofreu esta nossa antiga avó. Ganhou, perdeu tudo, recuperou, menos os três filhos, e seus tantos amigos leais, suas maiores riquezas. Vejo-a assim, os cabelos pretos mas já cheios de branco. Mais ou menos fardada. Três estrelas de comando, três botões republicanos.Sua cristandade.O Pai, o Filho e o Espírito Santo. Não, não quis retratá-la sofrendo na tumba viva da Fortaleza, nem nos ferros que a martirizaram e tentaram humilhar. Quis retratá-la heroína, triunfante, invacilante na luta pela justiça, pelas liberdades democráticas na terra brasileira e no mundo. Proponho uma bandeira branca, branca como a da Confederação do Equador, bordada por mulheres do Crato. Uma bandeira-relíquia. E também uma outra, verde e amarela, com seu retrato pintado dentro, uma bandeira nova, que leva a arte consigo, azul e branca e confederada. Uma bandeira listrada, cheia de cores e culturas, antepassados, realidades lutas, presente e futuro. Vitória e gratidão. Uma bandeira do Brasil.
( Fevereiro de 2004 )”

Fonte:http://www.oscarararipe.com.br/textos/index.php/988

Fonte: Blog “O Democrato” – George Macário


08-04-2009
Começa Operação de Recuperação de ruas do Crato

A Prefeitura Municipal do Crato está realizando um trabalho de recuperação das ruas e avenidas na cidade. O trabalho foi iniciado, mesmo com as chuvas, no intuito de minimizar os transtornos causados aos condutores. Ruas como a São Sebastião, na Caixa D’água, e a Avenida Pericentral estão sendo beneficiadas com o trabalho. Uma das grandes preocupações da atual administração tem sido com as boas condições de tráfego nas ruas do município, investindo em projetos de recuperação e asfaltamento, possibilitando um redimensionamento do espaço de tráfego de veículos por toda a cidade, inclusive nos bairros com asfaltamento de vias de maior tráfego.

Programa de Aquisição de Alimentos é apresentado aos produtores

A Secretaria de Agricultura do Município do Crato realizou reunião com produtores de agricultura familiar e representantes de entidades, no intuito de apresentar, na última segunda-feira, o Programa de Aquisição de Alimentos, através do Fome Zero, do qual o município do Crato aderiu, no sentido de beneficiar as escolas do município, e os pequenos produtores da agricultura familiar, que terão como escoar sua produtividade. Os produtos serão comercializados junto à Conab e cada produtor poderá negociar até R$ 350,00 por mês, chegando a mais de R$ 3.500 por ano. Segundo Erasmo Ferreira, secretário de Agricultura, essa primeira etapa de apresentação do programa estará voltado principalmente para o esclarecimento dos produtores. Num segundo momento será feito grande lançamento do programa. Segundo a engenheira agrônoma Ana Lúcia Monteiro de Sousa, o objetivo é efetivar a compra de toda a produção da agricultura familiar. Com isso, mais renda será gerada para a vida dos agricultores, trazendo desenvolvimento para o setor agrícola e economia do município. Os alunos da rede municipal de ensino serão os grandes beneficiados com o programa. Com a compra dos produtos será ampliado o cardápio da merenda escolar.

Cartões do Garantia Safra serão entregues no dia 14 de Abril, das 08:00 às 17:00 na Quadra Bicentenário

A Prefeitura Municipal do Crato, através da Secretaria de Agricultura comunica aos beneficiários que não receberam os cartões do Garantia Safra, que os mesmos serão entregues pela Caixa Econômica Federal no dia 14 de abril de 2009 (terça-feira) das 8:00h às 17:00h na Quadra Bicentenário (Praça Alexandre Arraes). A Secretaria pede ainda que os beneficiários não deixem de comparecer, pois o pagamento do ano passado começará no dia 16 deste mês. com 755 cartões.

Câmara Municipal do Crato concede título de Cidadã Cratense “IN MEMORIAN” à Bárbara de Alencar

Em sessão solene realizada ontem, dia 07 de Abril na câmara Municipal do Crato, foi aprovado por unanimidade a concessão do título de cidadã Cratense à heroína Bárbara de Alencar. O título já havia sido concedido também pela Assembléia Legislativa do Estado. Segundo o presidente da Fundação J. de Figueiredo Filho, George Macário, esta é uma grande conquista para o Crato, e este foi um ato muito justo por parte da Câmara Municipal, e consiste no primeiro de muitos atos que se seguirão em homenagens à grande heroína da Insurreição de 1817, quando juntamente com seus dois filhos José Martiniano de Alencar e Tristão Gonçalves foram pioneiros nas idéias e atos de bravura muito antes da proclamação da república no Brasil.

Contatos:
Prefeitura Municipal do Crato

Assessoria de Imprensa
cratoimprensa@gmail.com

Telefone(88): 3521. 9600

Maiores informações:

www.prefeituramunicipaldocrato.blogspot.com

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