Por – Hugo Esmeraldo Sobreira – Cratense
Por que lutavam os rebeldes de 1817 e 1824? Seriam realmente guerreiros da liberdade? Que liberdade era aquela? Que liberalismo era aquele? Tentemos.
A luta renhida entre o localismo e o centralismo atravessou o primeiro século do Brasil apartado. Senhores locais vindos das mais profundas raízes formadoras de nossa sociedade ansiavam por ter enfim, definitiva e legitimamente, as rédeas de seus terreiros. Eis os que se diziam liberais naqueles tempos. Mas o imperador lhes barrou o plano. Fez-lhes engolir o Quarto Poder: Moderador. Na prática, a absolutização da Pátria recém-nascida. Gritos liberais então tentaram não engasgar. Mas liberais o quanto? Suficientemente ao ponto de um Rousseau? Não! Jamais! Nunca a loucura de um sufrágio universal! Nem pensar em libertação de escravos! Nem imaginar a divisão da terra! A questão era bem mais simples: fatias de poder mais bem repartidas. E só. Piegas, simplória, lugar-comum a luta desses “heróis”: aferrar seu poder incontestável sobre pobres quinhões regionais nordestinos.
Mas a História também se faz de mitos. D. Bárbara de Alencar, legítima representante da aristocracia latifundiária escravista. Não! Perdoem-me! Legítima heroína da liberdade nacional! Uma cidade se faz com gente… gente que se reconhece num mesmo processo formador. É preciso ter História para se ter identidade. Ela, um dos fundamentos da identidade da elite intelectual cratense.
D. Bárbara foi muito mais uma mãe ciosa de suas crias do que mesmo uma lutadora consciente de sua prática política. Foi assim, uma matrona, “coronela”, sra. de escravos e de largas terras. Saiu à luta não como uma musa republicana de bandeira em punho, mas muito mais para proteger os interesses “liberais” da época, meramente localistas e particularistas. Na aventura em que se viu levada acabou caindo em desgraça, ela e sua família. Perderam terras, posição social, a própria vida até. Parentes foram perseguidos ainda por décadas. José de Alencar, pai do escritor, filho da mãe “heroína”, vergonhosamente se salva ao pedir perdão ao imperador. Verá os picos do poder no Império brasileiro: governador do Ceará, senador vitalício… Bem se vê tamanha a convicção política dos “heróis” liberais.
É com tristeza que ainda vejo se repetir, pleno século XXI, práticas culturais e intelectuais dignas dos salões aristocráticos. Tecem-se elogios, erguem-se memoriais, textos, imagens, sons… Tudo a fim de perpetuar uma grande mentira, a mentira dos heróis. Há muito sabemos que os heróis não existem, nada significam, em se tratando da verdade humana, a vida humana real. Se olhássemos o passado com os olhos de então, veríamos. Aqueles homens e mulheres não foram heróis, não poderiam sê-lo. Não foram além! Não foram verdeiramente revolucionários. Como seriam? Se eram latifundiários? Se eram escravocratas? Se eram da parcela proprietária detentora do poder? Não os acuso de nada. Não os julgo. Apenas tento aqui ser um pouco (ou um tanto?) iconoclasta, porque é preciso ser iconoclasta. Os ícones encobrem, mascaram, enganam. Personagens irreais criados e recriados em épocas e épocas. Chega de heróis. Precisamos de gente. Gente lúcida, livre, consciente.
Quer dizer que os nossos heróis têm todos pés-de-barro ??? São anti-heróis ??? Sim, porque outro dia tomamos conhecimento, de fonte fidedigna (Luis Nassif), que o nosso herói de infância – Rui Barbosa – não passava, na verdade, de um grandiosíssimo “pilantra”.
E agora o Hugo Esmeraldo nos traz essa revelação estarrecedora sobre D.Bárbara de Alencar que, como
“…legítima representante da aristocracia latifundiária escravista…” na verdade não passava de “…uma mãe ciosa de suas crias do que mesmo uma lutadora consciente de sua prática política. Foi assim, uma matrona, “coronela”, sra. de escravos e de largas terras. Saiu à luta não como uma musa republicana de bandeira em punho, mas muito mais para proteger os interesses “liberais” da época, meramente localistas e particularistas.”
Afinal, ainda segundo o Hugo Esmeraldo “…aqueles homens e mulheres não foram heróis, não poderiam sê-lo. Não foram além! Não foram verdeiramente revolucionários. Como seriam? Se eram latifundiários? Se eram escravocratas? Se eram da parcela proprietária detentora do poder?”
O que nos dirá o Ludgero, o Carlos Esmeraldo, o George Macário, o Dihelson, a respeito ???
Ao debate, pessoal.
Meus cumprimentos ao primo Hugo Esmerado Sobreira, a quem não tive ainda o prazer de conhecer. Pelo sobrenome, suponho que seja irmão do João Ludgero. Ou será filho? De qualquer modo, nos brindou com um exclente trabalho de pesquisa histórica. Infelizmente a nossa história não é aquela mostrada pelos nossos livros didáticos.
Coerente com a historiografia, a acadêmica, que(à exceção dos poucos positivistas existentes) há muito tenta escapar desse “vício” que é formar ou levantar heróis de determinadas sociedades. Foi assim na Europa do século XIX, foi assim aqui, será sempre em qualquer lugar. De fato, a citada personagem não pode ser descontextualizada de seu tempo, ao mesmo tempo que seria piegas, também, julgá-la. Porém o autor não faz isso, tentou apenas inscrevê-la dentro do que conhecemos como uma criticidade histórica que, longe de aceitar os fatos como algo dado, tem em mente que figuras históricas são construídas de forma nada inocente.
Isso vale pra quelquer um: padre Cícero, Zumbi, Getúlio Vargas, futuramente Obama, Lula e por aí vai. A lista é, claro, sem fim, assim como o é também a História e seus debates.
Com todo respeito, quero discordar das afirmações do Sr. Hugo Esmeraldo, tendo em vista as agruras vividas pela Sra. D. Bárbara do Crato, nascida na Fazenda Caiçara, município de Exu-PE. Até porque, ser uma pessoa de posses e detentora de poder não descaracterizaria a sua bravura. A vida de D. Bárbara foi marcada pelo exemplo de fé e de patriotismo. Sua descência projetou seu vulto, sua vida e sua obra, para muito além dos estreitos limites do Crato e do Ceará. Mulher de fibra, uma revolucionária que soube vencer os preconceitos da época. Uma nordestina de relevância nacional, fato reconhecido, inclusive, pelos seus augozis.
J.TAVARES – Cratense, residindo em Fortaleza, morrendo de saudades do Cratinho de açúcar.
Com todo respeito, quero discordar das afirmações do Sr. Hugo Esmeraldo, tendo em vista as agruras vividas pela Sra. D. Bárbara do Crato, nascida na Fazenda Caiçara, município de Exu-PE. Até porque, ser uma pessoa de posses e detentora de poder não descaracterizaria a sua bravura. A vida de D. Bárbara foi marcada pelo exemplo de fé e de patriotismo. Sua descência projetou seu vulto, sua vida e sua obra, para muito além dos estreitos limites do Crato e do Ceará. Mulher de fibra, uma revolucionária que soube vencer os preconceitos da época. Uma nordestina de relevância nacional, fato reconhecido, inclusive, pelos seus augozis.
J.TAVARES – Cratense, residindo em Fortaleza, morrendo de saudades do Cratinho de açúcar.
Amigo Zé Nilton, como tenho postado em alguns textos anteriores, temos erguido estátuas e monumentos a pessoas comuns que se tornaram mitos por força de uma ELITE, que resiste em se perpetuar através de uma História escrita e divulgada por ela mesma, e o pior que existe um monte ou uma ruma que no “passado” eram os meninos do terrero, e que hoje defendem os que lhe chibatearam!
Primo Carlos, esse nosso novo amigo da verdade, sem rabo preso é meu irmão e seu primo, que como nós, nos largamos ao mundo do debate sempre em busca da dialética, pois sabemos que só através dela nos tornamos mais longe do fim.
Pegando carona no desafio de nosso amigo Zé Nilton, que apareçam!
Saudações Geográficas!
João Ludgero
Esse Artigo é a mais deslavada MENTIRA e uma grande Injustiça que alguém poderia escrever.
O meu Prezado Armando Rafael, no site CaririCult fez considerações muito pertinentes sobre esse artigo, dentre outras que não se pode descontextualizar os personagens, e que julgar os atos de alguém sem levar em consideração os costumes e a época em que aconteceram, é um grave erro.
Faço minhas as grandes palavras do Armando Rafael, sua atitute corretíssima, e a sua escrita impecável, vem para jogar um balde água fria nesse infeliz artigo escrito pelo Professor Hugo Sobreira.
Como bem diz Armando Rafael, a quem eu reputo como o maior pesquisador e historiador do Cariri, pelo seu minucioso empenho dos DETALHES. Ah! Detalhes, isso transforma homens em gênios! e faz toda a diferença. Nada também, como a experiência de uma vida.
Como bem diz Armando Rafael através das inúmeras postagens que sempre acompanhei sobre a Monarquia e o período monárquico, uma coisa eu aprendi, e irei perpetuar aonde eu chegar: É que muitas vezes a história é contada para a conveniência. Assim, os méritos dos pré-republicanos foram esquecidos, fala-se sempre mal da coroa e dos “inimigos” da república.
Da mesma forma, muitos escritos foram feitos de forma inverídica, por aqueles que não eram partidários das idéias de Dona Bárbara de Alencar e seus dois filhos. Até o próprio Armando Rafael, que é contrário à república e suas mazelas, reconhece o papel dentro do contexto histórico que teve a Insurreição de 1817, e os fatos por ele minuciosamente pesquisados.
Negar o mérito e a altivez de Dona Bárbara de Alencar e seus filhos é um grande equívoco que se comete e soma-se ainda mais ao DESCASO, à Omissão e à covardia que sempre norteou os inimigos de Dona Bárbara de Alencar e que pelo jeito, se perpetuam ainda hoje.
Mulher injustiçada, fadada a ser esquecida pela história, por uma cidade que teve o demérito de destruir até a casa onde ela morou, que não soube lhe dar o valor merecido. Quem sabe quantos dos vivos ainda estão por trás dessas ações de negação dos louvores e conquistas dela apenas pela vaidade de se contrapor ao movimento justo de resgate dos heróis de 1817 ? Que motivos tão mesquinhos jazem nas profundidades desse texto escrito pelo Sr. Hugo Sobreira, que ousa dirigir o cuspo à imagem sempre altiva de Dona Bárbara de Alencar ?
O certo é que, além de descontextualizar o personagem dentro da sua época, o que revela um profundo amadorismo dentro da análise histórica, e causa estarrecimento até para os leigos no assunto, é pertinente também que os grandes que ousaram pegar nas armas para defender os seus ideais possuem seus méritos, e a Insurreição de 1817 foi um marco par a história dessa região e para o que viria a ser o futuro do Brasil. Portanto, dentro daquilo que li e pesquisei, através de inúmeras fontes muito mais fidedignas que essas que o Sr. Hugo Sobreira nos traz, prefiro aceitar os primeiros. Não por se tratar da criação de heróis, pois minha índole é mais iconoclasta, mas pelo bem daquilo que considero a verdade dos fatos.
Ao ver toda a luta de Dona Bárbara de Alencar e seus dois filhos achincalhados dessa forma, só nos causa tristeza e revolta, por ver que aqueles com quem ela tanto lutou, ainda se perpetuam e propagam através das idéias doentias das mentes mais mesquinhas, o seu direito à verdade e ao reconhecimento por alguém que lutou com bravura no Nordeste, numa realidade que era totalmente alheia a seu tempo e à sua condição.
O que propõe o Sr. Hugo Sobreira é matar 2 vezes os libertários Bárbara de Alencar e seus dois filhos. Cometer mais essa atrocidade dentre muitas que já foram cometidas aos que procuraram fazer alguma coisa por esse Brasil.
Portanto, diante dos fatos, eu refuto esse artigo escrito pelo Sr Hugo Sobreira como a mais deslavada MENTIRA que alguém embasado igualmente em dados mentirosos e covardes poderia vir a escrever.
Aos partidários da verdade, Dona Bárbara de Alencar e seus dois filhos sempre reinarão de forma soberana e altiva nos corações libertários daqueles que lutaram e deram seu sangue pela insurreição de 1817 e que movidos dentro de um contexto de insurreições advindos desde a Revolução Francesa e Americana cujas idéias de liberdade e igualdade ainda se propagavam pelo mundo.
“Os verdadeiros heróis não são aqueles que salvam o mundo, mas sim aqueles que fazem com que valha a pena salvá-lo.”
Dihelson Mendonça
Transcrição do artigo do Prof. Armando Rafael sobre o assunto, publicado no Blog CaririCult:
Caro Hugo Esmeraldo Sobreira:
Primeiro, faço questão de reconhecer que o seu escrito é sério, de alto nível, isento e contribui para a discussão sobre o episódio libertário que passou à história como “a Revolução Pernambucana de 1817, na cidade de Crato”;
Segundo, gostaria de ponderar que na História, ao julgarmos um fato, temos de recuar à mentalidade e ambiente na qual ele ocorreu. Nunca julgar pelos padrões de hoje com sói acontecer com os historiadores marxistas. No século XIX era comum (e aceito por todos como normal) a escravidão negra, embora pelos padrões de hoje a escravidão seja um absurdo indefensável;
Terceiro, poder-se-ia, ainda, argumentar que a participação de Dona Bárbara, nesse episódio, se restringiu ao amor maternal da respeitável matrona, em apoiar os filhos na aventura revolucionária. Entretanto – como afirmei acima – não podemos julgar o comportamento de Dona Bárbara, que viveu entre os séculos XVIII e XIX, pelos padrões atuais. Naquele tempo as pessoas do sexo feminino tinham ações circunscritas ao ambiente do lar, diferente de hoje quando as mulheres conquistaram espaço para influir no destino da sociedade.
ora, a simples prisão da matriarca dos Alencares, por motivos políticos, já configura uma quebra de paradigma, para os padrões da época.
Aliás, por sua participação política, Dona Bárbara foi vítima até de acusações contra sua honra (e ao que tudo indica, infundadas) que continuaram a ser difundidas pelos anos afora. Sabe-se que dona Bárbara de Alencar era uma mulher, por vezes, sangüínea e nervosa, mas dotada de religiosidade além de correta nas suas atitudes. Um descendente dela, José Carvalho, acerca dessas acusações, escreveu: “Dona Bárbara foi sempre uma mulher de costumes rigorosamente austeros; foi essa a notícia conservada no seio da família, D. Luísa, que sempre conviveu com D. Bárbara, foi durante toda a vida, no seio da família, uma calorosa defensora das virtudes de sua sogra. Tão escrupulosa era ela em motivos de honra e de moralidade que não admitia um só escravo amasiado…”
Por último, esclareço ao caro historiador que faço esses comentários apenas por amor á verdade (Politicamente, sou monarquista, o que até justificaria minha omissão este debate)Mas sou defensor do postulado de Enzo Faletto: “A responsabilidade do intelectual é com a verdade”.
Parabéns por seu trabalho.
Professor Hugo Sobreira,
“p/p” João Ludgere
Ainda bem que esta é a sua visão(ICONOCLASTA)da História.
Pelo visto, os “inimigos” de Bárbara, Tristão, Martiniano ainda continuam a persegui-los, a torturá-los, a negá-los…
Professor, na sua opinião, o que há de legítimo nas páginas desta história? O que é real e o que é mito? Real, é o que se pode afirmar como verdadeiro? Mito, é tudo aquilo que é e que se deve ter como duvidoso? Aquilo que se pode, ou melhor, que se deve contrariar, pode ser considerado Mito?
Sendo assim, meu caro,toda a sua contextualização se encontra eivada de dúvidas, é sem dúvida UM TEXTO MITOLÓGICO. Afirmações baseadas em que? Certamente, com fundamentação em interpretações de historiadores que acreditaram e transcreveram as suas pesquisas, emitiram as opiniões pessoais, suas leituras fantasiosas, conjecturas, fatos exatos ou deturpados da nossa história…
Enfim, é tudo mentira!!! Nada disso aconteceu! Foi deste ou daquele outro jeito! O que existe nos nossos livros é pura enganação! Não contaram a história como ela realmente aconteceu! A História do Brasil é uma farsa! Bárbara é um Mito! Jamais deveria ter seu nome citado como heroína, como mártir…
POR QUE? PARA QUE?
Porque ela era RICA e rico “não presta para ser heroi”, tem que ser gente comum, lúcida, de preferência do meio do POVO…
Além do mais, ela, para os iconoclastas, a Bárbara do Crato, ainda era CORONELA,”MÃEZONA CORUJA”, escravocrata, latifundiária,aristocrata,lutadora inconsciente de questões localizadas e particularescas…
Porque ela, também, egoísta, não queria ter seus interesses pessoais e familiares contrariados, seus negócios arruinados, seus escravos libertos, todos os seus bens confiscados, não queria que sua família fosse perseguida anos e anos, nem queria permitir que seus filhos fossem presos e arcabuzados, não queria morrer pobre… Seria uma história triste, um Tristão de história…
Por certo, o “mito” Bárbara de Alencar, não desejaria assistir um de seus mais brilhantes filhos, pedindo clemência ao REI, em nome da sobrevivência de uma Família dizimada, para continuar “no bem bom”, na vida mansa da Corte, NO PODER. Sim! Martiniano não tinha capacidade intelectual, foi Senador Vitalício porque era, puxa saco do Rei, um covarde, um mito, tal qual a Mãe!!! É nisto que devemos acreditar? Os iconoclastas acham quem sim! Eu não!!!
Será, que todo o sacrifício de uma mulher, que rompeu paradigmas e viveu em tempos de cega obediência aos patriarcas, que teve a sua honra posta em dúvida, em nome de uma tal causa libertária!?
Não! Não! Isto nunca existiu!
É assim que deve ser recapitulada a História? Na ótica de um iconoclasta, é claro que sim! Na minha não!
Ora, meu caro professor Hugo,
PARA QUÊ todo este palavrório?
Se as palavras do seu “belo mito” têm o sabor de um julgamento extemporâneo, um ranso de ideologia, de preconceito e, quem sabe até, de uma pontinha de inveja das pessoas que CONTRUÍRAM e que CONSTROEM a história do Mundo, que escreveram e que escrevem as páginas reais de um livro chamado VIDA. Será que o Senhor não está querendo colocar fala numa cena de filme produzido na época do cinema mudo?
Aliás, que grandes equívocos devem ter sido cometidos por ilústres historiadores, colegas seus, só de profissão, tais como: Padre Antônio Gomes de Araújo, José Cravalho, entre outros, em suas pesquisas e publicações, sobre Dona Bárbara de Alencar.Será que eles foram todos traídos pela realidade dos fatos históricos?
Meu caro professor Hugo, não sou historiador e confesso que não tenho competência para discutir, com profundidade, todas as VERDADES e MITOS sobre Bárbara de Alencar, entretanto, pelo já li, ouvi e creio, ainda não encontrei nada que possa negar a história de vida de uma mulher que viveu muito além do seu tempo.Não será a sua iconoclastia que conseguirá mudar a história para seu lado, negativo e destruidor de ícones históricos.
Um abraço alencarino
GEORGE MACÁRIO
odemocrato.blogspot.com
Professor Hugo Sobreira,
Meu Prezado professor, da minha parte, não há qualquer desrespeito à sua pessoa! Há apenas uma discordância de idéias, o que é muito natural. Já não posso falar pelos outros mencionados na sua postagem.
Nós temos nos deparado com um problema CRÔNICO nos Blogs do Cariri com esse tipo de coisa. Algumas pessoas não suportam ver suas idéias confrontadas e acham que isso foi uma agressão de nível pessoal. É um absurdo! A convivência na Internet depende muito de saber debater e saber até que ponto a outra pessoa está atacando as idéias.
Meu nobre professor, eu posso lhe assegurar que eu não tenho a mínima intenção de atacá-lo, e muito menos de desrespeitá-lo, pois nem o conheço direito. Qual motivo eu teria para tamanha estupidez ? Pense aí um pouco! Eu creio que o Sr. esteja se sentindo aviltado simplesmente pelo fato de que sua idéia contrária ao pensamento geral acerca de Bárbara de Alencar não foi aceita pela quantidade de pessoas que esperava, mas saiba que isso é normal no convívio virtual.
Quantas vezes eu sou atacado diretamente, meu caro Hugo, quantas vezes as pessoas deixam de agredir as idéias e passam a agredir as pessoas ? Para o Sr. ter uma idéia, outro dia em discussão, um sujeito ficou com tanta raiva de mim, que me ameaçou cortar meus dedos! Isso é obviamente, um absurdo, porque eu acho que se deve atacar as idéias, e não as pessoas.
Se o Sr. foi ultrajado, certamente que não foi por mim! Eu sei muito bem distinguir o ultraje da idéia do ultraje do ser que posta a idéia através da minha convivência.
Agora veja só o que o Sr. Acabou de dizer aí no seu texto inflamado com o nosso colega George Macário:
Nas suas palavras:
“INSTITUTO CULTURAL seja presidido por um inapto completo. Esse George Macário, filho de uma personagem das mais nefastas à história dessa urbe. Cidadão, recolha-se!”
Quer dizer, isso aí professor, fez você perder completamente a sua razão, pois ninguém aqui por exemplo atacou seus queridos pais. O Sr. apelou quando viu que seus argumentos não convenceram, para a baixaria, e eu sei que não é do seu feitio, e que o Sr. não está no seu estado normal, pois sua índole não me parece ser essa de atacar até os pais das pessoas quando vê seus argumentos confrontados.
Imagine o Sr. se estivesse combatendo com advogados criminais o que se poderia esperar?
Nesses casos, quando os ânimos estão assim acirrados, eu só peço que os lados ESFRIEM A CABEÇA. Não escrevam sob o ímpeto, porque depois se arrependerão. Agora só falta o George Macário vir de lá e xingar a sua digníssima mãe, o que seria uma retribuição, o que seria o óbvio, e estaríamos então com uma grande confusão que bem poderia ter sido evitada. Certo ? Pense bem!
Por isso, eu só peço uma coisa:
CALMA! – Calma que as idéias podem brigar, mas as pessoas não precisam. Não se preocupem se suas idéias são atacadas. Não há unanimidade nesses assuntos.
Abraços,
Dihelson Mendonça
Atendendo ao pedido do Professor Hugo Esmeraldo, deletei os últimos comentários que são DESCONSTRUTIVOS e em nada acrescentavam ao debate sobre Bárbara de Alencar, pois partiu-se para o ataque pessoal e gratúito em momento de ímpeto ( como eu havia previsto na mensagem anterior ), e em seguida o contra-ataque por parte do George Macário, que se sentiu também ultrajado.
Sendo que esses comentários estavam a desvirtuar o rumo que tomamos inicialmente, que era discutir dentro dos padrões de civilidade sobre o papel de Bárbara de Alencar, é melhor que retornemos ao tema inicial. Nada contra os ânimos ficarem acirrados, até porque é um assunto polêmico mesmo, e por isso podem se utilizar de quaisquer recursos de argumentação no campo das idéias, mas por gentileza, nada de ataques pessoais, e principalmente às famílias dos nossos queridos colegas.
Abraços a todos,
Obrigado pela compreensão,
Dihelson Mendonça
PAZ
E retornemos às discussões.
A verdade pode estar no meio do caminho…
Há 4 anos pesquiso afinco a via de Bárbara e hoje estou seriamennte ou melhor barbaramente chocada com tamanho machismo e desconhecimento , sim snhor Hugo machismo dos grandes, se quiser lhe empresto minha pesquisa e verás que tudo que falas não passa de pensamento de uma pessoa que desconhece a historia .
sim defendo Bárbara,pois, abolicionista ou não ela lutou pela liberdadade de um pais, e naquele momento ninguem lutava pelo abolicionismo e sim em ser ver livre de Portugal.
Mas será meu deus que mais uma vez Bárbara e seus filhos serão tratados com menosprezo?
na Certa vc deve achar lindo a proclamção fajuta de independencia de Dom Pedro.
E Bárbara ignorancia(desconhecimneto) e o mais bárbaro dos defeitos!!!!!
A próposito se quiser sento contigo epodmos fazer um debate extenso sobre a Insurrreiçãodos Padres de 1817 e sobre a Confederação do Equador.
só para constar não sou positivista sou da Nova História!!
Prezado.
Vc parece gente do século XIX pertencente ao partido português minúsculo.
Com toda certeza vc não é do CRATO – a terra da LIBERDADE, vc parece ser de Lavras da Mangabeira.
Quem nasceu na terra da escravatura jamais vai ser CRATENSE.
Bárbara saltou o século XIX e o XX e vc ficou em Lavras, escravocrata para a eternidade, mude par o CRATO e encontre no CRATO a LIBERDADE DE TIRADENTES.
aBS. Cratense
Esse ainda está no século XIX.
Vai demorar enxergar o ´seculo XXI.
Quando D. Pedro I e II ressuscitar e o Partido Português de XXIX teremos pelo menos um admirador.
Liberdade é para Brasileiros.Como Tiradentes Bárbara de Alencar.
Cada qual com cada qual.
Antonio
Esse ainda está no século XIX.
Vai demorar enxergar o ´seculo XXI.
Quando D. Pedro I e II ressuscitar e o Partido Português de XXIX teremos pelo menos um admirador.
Liberdade é para Brasileiros.Como Tiradentes Bárbara de Alencar.
Cada qual com cada qual.
Antonio
DALENCAR, Cratense ou Antônio, você peca quando faz julgamento de uma cidade em relação a outra, conheça primeiro a história de ambas para poder opinar.
Quando se escreve em um Blog é interessante deixar claro, quem é, por mais belo que escreva sem se identicar com clareza seu texto se torna uma mentira, e quem escreve fica no anonimato!
Saudações!
João Ludgero
Quando uma mulher vai a luta seja por crer nos ideais de seus filhos ou por crer nos dela , será que ela não merece ser reconhecida?
Porque será que a mãe de Tiradentes
não acompanhou seu filho?
E a de Hitler? a de Fidel? ou a de Marx?
Cansei desse machismo positivista latente que sempre aparece para derrubar as mulheres.
Talvés a Anita Garibaldi deva ter mais valor para ti.
Não sou cratense, mas idealizei e George encaminhou o pedido de cidadã cratense e ele foi concedido a Bárbara, e o começo de uma justiça tardia, em relação ao Crato e a ela.
Ao meu ver como diria Mary Del Priore ” está na hora da mulher aparecer na história”
Se parece positivismo lamento informar mais herois são do sexo masculino, nenhuma historiografia positivista da espaço a mulher.
Luto por Dona Bárbara e vou logo lhe comunicando se prepare para ensinar seus alunos o que foi a Insurreição dos Padres de 1817, em que Bárbara foi a primeira presa politica da história brasileira e isso o MEC a de rever em seus livros didáticos.
E para aqueles que falam , que a criticam deveriam ter um pouco mais de cuidado, primeiro fazendo uma pesquisa seria e afinco,já que na URCA não há nenhum professor com conhecimento de causa nesse tópico.
No mais afirmo com toda certeza tenho orgulho de ajudar as pessoas a reconhecer o valor dessa grande mulher.
Alessandra Bandeira.
Parabéns.
Crato: valeu a pena ser Cratense.
Teremos muitas Bárbaras e muitas Alessandras.
As lutas dessas mulheres Cratenses não serão em vão.
Como disse Oscar Araripe: Bárbara de Alencar a mãe da República e de seus filhos heróicos, Tristão, Padre Carlos e`Padre José.
Padre Antonio Gomes de Araújo deve estar muito feliz.
Abs. Antonio Cratense
Dalencar,
De nada fico feliz em poder defender essa grande mulher.
Já sofreu tanta injustiça, tanto julgamento.
O mais interesssante e que com certeza esse historiador deve comemorar a revolução russa e se orgulhar da revolução cubana.
Será que ele sabe que uma viuva nesse período tinha que ficar reclusa em casa?
enfim Dona Bárbar parece que sua vida e ser vidraça, sempre tem um querendo atacar pedra.
Que historiador é Hugo Esmeraldo Sobreira que não interpreta as personalidades históricas dentro de um contexto histórico? O que importa de Bárbara de Alencar é sua incontestável importância histórica como líder e cérebro da Revolução de 1817 e mesmo da Confederação do Equador de 1824, no interior do Ceará. Liderou uma revolução que buscava, sim, a liberdade; a liberdade contra o jugo português. Influenciou pensamentos e até hoje serve como espelho para traçar a personalidade de muitos. Mesmo que o reflexo que vemos não seja a imagem daquilo que idealizamos que fosse nos dias de hoje. Porém, foi muito além daquilo que poderia ser naquele tempo. Bárbara esteve muito à frente de seu tempo. Venceu preconceitos e até hoje, como vemos se repetir, continua tendo que enfrentá-los.
Viva Bárbara de Alencar, a heroína do Crato!
José Roberto de Alencar Moreira
Editor do livro Vida e Bravura,
origens e genealogia da família Alencar
Apenas para corrigir:
George é presidente da Fundação Cultural do J.de Figueiredo Filho e não do Instituto Cultural do Cariri
Barbaridades são estas tolas tentativas de denegrir os heróis e em especial Bárbara de Alencar. Tolice também é denegrir o conceito de herói, até porque eles existem. A questão não é negar os heróis e sim dar-lhes humanidade e aproximá-los das pessoas comuns. O simples estudo e conhecimento da vida dos heróis são suficientes para aproximá-los do povo, com certeza. Bárbara tinha muitas grandezas, das quais muito pouco se fala, no Ceará e no sul do país. Um axioma: O Ceará e o Brasil devem mais à Bárbara do que Bárbara ao Ceará e ao Brasil. Escravagista? Saibam que Bárbara tinha uma negra em seu Estado Maior, que opinava politicamente sobre os rumos da independência e da República. Esta mesma negra estava na porta da cadeia quando Bárbara foi solta e foi ela quem pos em seus ombros a bandeira azul e branca da Confederação do Equador, protegendo-a da nudez que a prisão lhe impora. Bárbara, além da consciência do porvir, tinha uma bondade de santa, a ponto de perdoar até os assasinos de seus três filhos. Merecia ser canonizada, não faltando para tanto nem mesmo o requerido milagre, já que a simples constatação de sua existência, sua excepcional, raríssima tomada de posição são mais que milagrosas naquele contexto de tanta ignorância e rudeza. Tristão Araripe, seu filho herói, primeiro presidente republicano do Brasil, tinha índios sob seu comando e adotou nome indígena (Araripe, o que vê longe e do alto) quando lutou contra os portugueses e seus mercenários ingleses, logo não pode ser considerado como anti-índio. E saibam que Tristão ouvia Bárbara. Aliás, numa de suas ordenações como Presidente da Confederação, disse que se devia lutar até com “arcos e flexas”. Enfim, a libertação do Ceará e do Brasil passa por Bárbara de Alencar assim como a da América por Bolívar e Tristão.
O Brasil precisa conhecer Bárbara de Alencar e a história das lutas independentistas e progressistas do Ceará. Denegrir Bárbara é dar um tiro no próprio pé.
Em tempo: sabiam os historiadores que Tristão tem a glória de ter sido (até hoje)o único brasileiro que roubou (tomou) o ouro dos ingleses? Existiria glória maior?
Saudações alencarinas e araripistas,
Oscar Araripe
Nunca lí tão belas e verdadeiras referências, como as escritas pelo grande artista Oscar Araripe e o Escritor com letras maiúsculas Josè Roberto.
Talvez o historiador Padre Antonio Gomes de Araújo, o Escritor e Adv Juarez Alencar, a Escritora Ruth de Alencar tenham feito defesa igual de Bárbara de Alencar e que todos precisam reler.
Vou disponibilizar os livros referidos acima para o Blogdocrato o mais rápido possível.
Não se fala barbaridades de uma Deusa da Liberdade- Bárbara de Alencar-, ELA amou igualmente o Crato, a Liberdade Republicana e seus filhos Heróicos.
O relato de uma testemunha quando a MESMA chegava a Cidade de Icó (1817), acorrentada e amarrada pelo pescoço, toda a Cidade parou em virtude daquele AMOR pela LIBERDADE REPUBLICANA.
Bárbara morreu em 1832, quase 200 anos depois o Crato a transforma numa CIDADÃ CRATENSE.
Agora, talvez ELA chore….de ALEGRIA.
Att. Antonio Cratense
Nunca pensei que ao idealizar um pedido de cidadã cratense in memorian a Dona Bárbara fosse suscitar essa discussão, fico feliz por ter idealizado e por george ter encaminhado esse requerimento a camara.
como carioca sei o que e amar o crato e não ser vista como filha do crato.
Bárbara desde nova adotou o Crato, mesmo que ela fosse aristocrata como diz Hugo ela foi uma grande mulher.
Infelizmente num país machista fica sempre um querendo colocar abaixo a imagem de uma mulher que tanto fez pelo país.
Sei que pode parecer falta de humildade de minha parte mas tenho orgulho de ter idealizado e lutado para que Bárbara 200 anos depois recebesse tamanha honraria, pena que alguns cratenses não sabem ver o valor dos outros.
Tio Bibi recebeu um titulo de cidadão cratense e nem fez metade do que Bárbara fez.
Mas arsitocratico do que Bárbara e esse discurso piegas feito pelo professor Hugo
Bárbara NÃO participou da Confederação de 24 por já estar mto debilitada, mas na insurreição de 1817 ela foi figura chave.
Desde pequena escutava falar sobre ela, Ruth Alencar foi quem me despertou essa paixão a Bàrbara .
Desculpa meu desabafo mas por que alguns cratenses sempre renegam sua historia?
Professor Hugo, que eu saiba um país sem passsado e um paìs sem futuro.
Como historiador vc pode até renegar essa construção de heroi mas jamais negar o que foi feito.
nem fortaleza consegui tamanha façanha.
Pense nisso por que somos considerado um povo sem memoria?
Mas em contrapartida adotamos che guevara , stalin, marx?
Curioso isso não?
Por que nosssos libertários são menos do que os europeus ou estrangeiros?
Amo o crato e sinto nesse título a realização de uma justiça.
Certa vez na parada do dia 07 de setembro vinha um grupo com uma faixa 90 anos da revolução russa, e ai perguntwei por que els não colocaram 190 anos da revolução de 1817?
Resposta por que nem sabemos o que é isso
Conselho quando fores escrever sobre Bárbara faça uma ampla leitura , uma pesquisa e contextualize a época em que ela vieu, que lhe garanto que verás de outra forma.
BÁRBARA PERDOAI ELE NÃO SABE O QUE DIZ.
Alessandra Bandeira.
Mais uma vez nosso reconhecimento.
Todos nós estamos orgulhosos de você, também.
Quem sabe no futuro não seja possível, relacionar como Cidadãos Cratense: Padre Antonio Gomes de Araújo. Dr. Juarez Aires de Alencar, Dra. Ruth de Alencar, Alessandra Bandeira, e tantos Outros.
Precisamos de pessoas da sua sensibilidade e da sua qualificação social, política e humana.
A sua iniciativa, eu e muitos outros deveríamos te-la feito. A SUA atitude foi grandiosa, adoramos e apoiamos.
Eu já tentei fazer ESSA proposta, mas nunca conseguí: Eu tenho inveja de você.
Eu conhecí a História de Bárbara de Alencar, quando tinha 4 anos de idade, foi o meu Pai que me levou para conhecer o Quartel de Fortaleza, local onde ELA esteve presa, com os Filhos Tristão e José Martiniano, em 1817.
Aceite a minha gratidão pelo sua INICIATIVA, tão maiúscula.
Abs. Antonio Cratense
É como eu digo, não ataque a burguesia do crato, cidade que ainda vive no tempo em que se julga as pessoas de acordo com a família a que elas pertencem, procedência, provinciana mesmo, derrubar seus mitos, sua diocese, seus preconceitos esses sim, medievais, é descaracterizá-la, e quem se atreve…paga o preço!
A República é Nossa
Muito devem a Independência e a República ao Ceará. E muito o Ceará ao próprio Ceará, pois só agora se faz a revisão que há de nos colocar melhor na História.
Aqui se viveu não só a primeira mas a mais bela República. No entanto, ainda se nega a primazia das idéias republicanas de Quixeramobim e do Crato, e ainda não se reconhece inteiramente, de fato e de direito, o animoso Tristão de Alencar Araripe como o Primeiro Presidente republicano do Brasil.
Nem mesmo nas ruas e nos livros o nome de Tristão é assinalado corretamente, faltando-lhe quase sempre o nome de escolha, o Araripe brasílico. Enquanto isto, o de Costa Barros, por exemplo, sangrento facínora, pois mandou fuzilar vários heróis quando já nem era necessário, ostenta completo e correto pelas ruas de nossas cidades, embora poucos se dêem conta. É como se Silvério dos Reis fosse homenageado e Tiradentes tivesse seu nome surrupiado…
Contudo, a História vai contando novas histórias, agora de baixo para cima, e já se reconhece em Bárbara de Alencar a Mãe da Independência e da República do Brasil. Mas, ainda que na Galeria dos Presidentes cearenses, no hall do Plenário da Assembléia do Estado, no texto do retrato do Conselheiro Tristão, filho do herói, possa se ler ter sido Tristão Araripe o Primeiro Presidente da República da Confederação do Equador, ainda não se aceita inteiramente ter sido a Confederação nossa primeira República, o que é um absurdo.
Mas por que tanta demora? Tanta resistência em se ver o Ceará como o berço de tais conquistas? Sabe-se do mau hábito de negar-se ao talento e à extração popular, à espontaneidade, a autoria dos fatos históricos. Nossa Independência, assim, teria sido uma benesse do Imperador e nosso primeiro presidente republicano tinha que ser de alta patente, e não um animoso herói do Cariri, de liderança inconteste, que levantava um cavalo com uma das mãos, que recusou o exílio e que tinha a consciência do porvir.
Diz-se que a mídia pernambucana, mais eficiente, talvez até soberana à época, seria também responsável pela versão pouco cearense dos episódios de 17 e 24, e iria impregnar e nortear as publicações cearenses e do país, e que as perseguições que se seguiram à débâcle republicana acabariam por imprimir na nossa alma a desimportância da nossa participação, ao nos quebrar a estima. Sabe-se que quase 500 revolucionários participaram do Grande Conselho em que Araripe foi eleito Presidente, mas ainda assim diz-se comumente que a Confederação teve pouca participação popular, quando tal número por si só atesta a magnitude do evento. Facilmente, por aqui, repete-se que Pernambuco teve a liderança dos dois episódios, simplesmente recorrendo-se à cronologia, mas esquecendo-se que, ao se assim apreciar, melhor seria creditar-se às idéias pernambucanas às revoluções Americana e Francesa, que as inspiraram. Se Pernambuco teve valorosos Carvalhos e Amores Divinos, o Ceará teve vários Alencares, Mororós, Sucupiras, Ibiapinas, Carapinimas, Antas, Araripes e outros. Ou seja, aqui ocorreram as maiores batalhas, daqui partiu a vitoriosa expedição a Fidié; por aqui nossos heróis brotaram como flores em mandacarus molhados; aqui se decidiu a batalha final e aqui a esperança da vitória viveu até o fim, e mesmo após.
Diz Joaquim do Amor Divino, o Frei Caneca, em seu Diário, às páginas 451, citado por Antônio Dantas Alencar: …”Ceará, talvez não tenha havido entre as províncias do império do Brasil uma que tanto se chocasse com o aborto da dissolução da Assembléia soberana quanto o Ceará Grande”.Pág. 452: “… derrocaram o monstro da cadeira da presidência ( Costa Barros), formando um governo temporário, debaixo da presidência de Tristão Gonçalves de Alencar Araripe; e se dispõem para resistirem a toda agressão da parte do Ministério do Rio, quer no bem, quer no mal”. Pág.527: “O Ceará tem tomado uma atitude que mostra a sua decisão enérgica contra os planos do Rio de Janeiro, e qualquer agressão externa”. Pág.528:”Quem lhes ministrou, aos cearenses, planos tão bem concertados, providências tanto a tempo e cautelosos? Qual tem sido a província do Brasil que tem desenvolvido tanto liberalismo e despregado tanta energia? Que exemplo mais imitável aos povos do Brasil ? Pernambuco mesmo deve fitar os olhos no Ceará, e confundir-se.Ali alçou o primeiro grito a liberdade, e seu eco fez estremecer o coração do império”.
É Frei Caneca, o grande herói pernambucano, quem diz a importância que o Ceará não se diz.E lembrem que em sua fuga, foi para o Ceará, ao encontro de Alencar, Filgueiras e Araripe que se dirigiu, na esperança de aqui ganhar as forças que já não tinha em Pernambuco. Diz ele: “… que, tomando-se todas as medidas necessárias para a defesa da liberdade da pátria, se levantasse o acampamento, e se procurasse outra posição vantajosa, donde pudéssemos ter comunicação com os liberais das províncias do Ceará…e especialmente com o General Filgueiras, a fim de combinarem os planos de ataque sobre o inimigo”.
Tivesse tal encontro se dado e talvez a Confederação fosse vitoriosa. Mas, nesta grande revisão em que passa a História, mesmo a derrota às vezes tem sabor de vitória, e dia a dia a Independência e a República, sem dúvidas, vão sendo mais nossas.
Oscar Araripe é pintor e escritor e ex-jornalista do Correio da Manhã e do Jornal do Brasil.
Tristão Araripe, Estadista e Guerrilheiro
Em boníssima hora o Arquivo Público do Ceará publica o primeiro dos três códices milagrosamente salvos do incêndio de duplo sentido mandado atear por Félix de Azevedo e Sá, referente aos primeiros atos de Governo da Confederação do Equador, escritos e assinados por Tristão de Alencar Araripe no exercício da primeira presidência republicana do Brasil. Palmas, portanto, à equipe de pesquisadores do Professor André Frota pela transcrição dos preciosíssimos textos, raros e importantíssimos para nossa História, e muito reveladores da personalidade, crenças, desejos, competência e grandezas do nosso maior e mais animoso herói.
A primeira surpresa é mesmo sua dupla função de estadista e guerrilheiro. Com letra clara e ritmada, Tristão, Presidente total do Ceará Confederado, quase um país, governa salomônicamente e sobre tudo. E aqui a velha alusão ao seu caráter afoito cai outra vez por terra, pois Tristão mostra-se equilibrado, gentil e sereno, humilde e magnânimo, determinado, sábio em todas as ordens de seu Governo. Animoso sim, manda a Companhia de Melhoramentos (uma criação republicana) cuidar das estradas, ordena que se plante mandioca ao invés de cana, manda prender malfeitores e portugueses, procura ladrões, premia heróis, obriga os covardes, repugna e proíbe os castigos corretivos aos alunos, pede armas, confessa-se em iminente ataque e diz aos seus soldados da Companhia de Guerrilhas…” Hé vantajoso brigarmos em guerrilha por entre as árvores, e este hé o único meio de conseguirmos a Victória”. Pragmata, acossado por Portugal e pela Europa, Araripe chega a ordenar que seus soldados se defendam usando cada um “vinte e quatro flexas e dois arcos”, tal a consciência da pobre realidade bélica da nossa mais bela República.
Outra constatação revelada pelos manuscritos de Tristão Presidente é seu compromisso com os índios, a quem chama “meus valorosos patrícios” e com aos negros, ambos velhos aliados dos Alencares no Ceará.
Grande Estadista, Tristão governava um Estado soberano, cristão, republicano, independentista , abolicionista e Confederado. É belo ver como Tristão evolui em seus despachos agora publicados, das idéias para práticas, da guerra para a paz, da segurança para a convicção. Guerrilha e Poder. É notável o ânimo elevado dos escritos de Araripe buscando a legitimidade da Confederação, seja a dedicando a Deus, seja respeitando a propriedade e os acordos, seja lutando para manter o seu governo republicano e o seu Ceará governado.
Vamos ainda ouvir falar muito destes códices.
Oscar Araripe é pintor, escritor e jornalista.
Tristão Araripe, Estadista e Guerrilheiro
Em boníssima hora o Arquivo Público do Ceará publica o primeiro dos três códices milagrosamente salvos do incêndio de duplo sentido mandado atear por Félix de Azevedo e Sá, referente aos primeiros atos de Governo da Confederação do Equador, escritos e assinados por Tristão de Alencar Araripe no exercício da primeira presidência republicana do Brasil. Palmas, portanto, à equipe de pesquisadores do Professor André Frota pela transcrição dos preciosíssimos textos, raros e importantíssimos para nossa História, e muito reveladores da personalidade, crenças, desejos, competência e grandezas do nosso maior e mais animoso herói.
A primeira surpresa é mesmo sua dupla função de estadista e guerrilheiro. Com letra clara e ritmada, Tristão, Presidente total do Ceará Confederado, quase um país, governa salomônicamente e sobre tudo. E aqui a velha alusão ao seu caráter afoito cai outra vez por terra, pois Tristão mostra-se equilibrado, gentil e sereno, humilde e magnânimo, determinado, sábio em todas as ordens de seu Governo. Animoso sim, manda a Companhia de Melhoramentos (uma criação republicana) cuidar das estradas, ordena que se plante mandioca ao invés de cana, manda prender malfeitores e portugueses, procura ladrões, premia heróis, obriga os covardes, repugna e proíbe os castigos corretivos aos alunos, pede armas, confessa-se em iminente ataque e diz aos seus soldados da Companhia de Guerrilhas…” Hé vantajoso brigarmos em guerrilha por entre as árvores, e este hé o único meio de conseguirmos a Victória”. Pragmata, acossado por Portugal e pela Europa, Araripe chega a ordenar que seus soldados se defendam usando cada um “vinte e quatro flexas e dois arcos”, tal a consciência da pobre realidade bélica da nossa mais bela República.
Outra constatação revelada pelos manuscritos de Tristão Presidente é seu compromisso com os índios, a quem chama “meus valorosos patrícios” e com aos negros, ambos velhos aliados dos Alencares no Ceará.
Grande Estadista, Tristão governava um Estado soberano, cristão, republicano, independentista , abolicionista e Confederado. É belo ver como Tristão evolui em seus despachos agora publicados, das idéias para práticas, da guerra para a paz, da segurança para a convicção. Guerrilha e Poder. É notável o ânimo elevado dos escritos de Araripe buscando a legitimidade da Confederação, seja a dedicando a Deus, seja respeitando a propriedade e os acordos, seja lutando para manter o seu governo republicano e o seu Ceará governado.
Vamos ainda ouvir falar muito destes códices.
Oscar Araripe é pintor, escritor e jornalista.
Os ossos de Tristão Araripe II / Oscar Araripe para Antônio Dantas de Alencar
Dantas, animoso primo,
Vida longa a mais bela República que o Brasil já teve, a de Tristão de Alencar Araripe, e seus companheiros heróicos.
Caríssimo Dantas – suas perguntas foram bem melhores que minhas respostas.
Comecemos pela mais terrível de todas, se os mortos se comunicam com os vivos. Sim, acho que sim. E Tristão é um bom exemplo. Não fosse nossa função aqui, entre outras, a de resgatar a vida e a obra dos nossos familiares, e através ( também ) de seus valores nos relarcionarmos com as outras famílias, etc…Não se trata de violar túmulos e sim,como você diz, de respeitar a paz dos mortos.Hoje, Tristão, ao contrários dos outros heróis da Confederação, nem túmulo tem, motivado por vinganças e descasos,e preguiça generalizada, nos mínimos. Digo preguiça porque quando o assunto é levantado logo se diz que as águas acabaram com os restos mortais do herói, e que não se sabe, etc…mas ninguém no entanto pesquisou esta notícia dada por Esperidião de Queiroz Lima, ou seja, de que houve este senhor Botão, famoso no lugar, que enterrou e quis se enterrar com Tristão, num ato de coragem, compaixão e admiração.Ou seja, é possível que os familiares de Botão tenham transferido os restos de seu antepassado próximo, para o cemitério de Nova Jaguaribara, como outras famílias do lugar o fizeram, e assim tenham salvado os restos de Tristão.
O teste de DNA não seria um problema. Acredito que o Instituto Histórico do Ceará, através de nosso primo JC de Alencar Araripe, e de nosso agregado José Augusto Bezerra, muito poderiam fazer por esta importantíssima pesquisa.
Outra pergunta difícil é onde enterrar os ossos. Sem compromissos, acho que melhor seria junto a Ana Triste, pois, pela lógica, imagino que isto a faria Alegre. Mas, tem o Botão. Domingos Botão, por merecimento e por respeito aos pedidos dos mortos, bem poderia continuar junto com os de Tristão. Enfim, a natureza é sempre sábia e acredito que os ossos de Tristão hoje são ainda mais vários, de modo que até esta solução de estar mais onipresente em vários lugares faz sentido.
Vamos refletir com paixão, destemor e calma -, enquanto saboreamos o grande livro que José Roberto e Raidson nos brindaram.
Boa República para todos os primos, republicanos ou não.
Oscar
—– Original Message —–
From: Antonio Dantas
To: oa@oscarararipe.com.br
Sent: Monday, November 14, 2005 11:14 PM
Subject: Re: [RA-L] Os Ossos de Tristão/ Recompensa-se.
Caro Oscar Araripe.
Você está usando uma metáfora se assim fôsse.??Ou assim seria..???
Suponhamos que encontremos os supostos restos mortais de Tristão, o que faríamos e como faríamos para comprovação e depois que sepultamento seria feito.??
Aonde deveriam ser levados os restos mortais? Para o Crato onde nasceu? Para o Sítio Pau Sêco ? Para Fortaleza onde se encontra Ana Porcina? Teríamos que buscar e juntar o de Dona Bárbara?
Será que o Povo de Jaguaribara concordaria?
E os testes de DNA como obter confirmação?
E Domingos Botão que o sepultou e pediu para ficar ao lado Dêle? Como fazer?
Haveria mais perguntas e sugestões dos Primos ?
Você caro Primo gostaria de abrir esse debate entre os participantes da comunidade?
Gostaria de mais sugestões. Tem gente que pensa ser mais prudente deixar os Mortos em Paz, mas Eles se comunicam com os vivos?
Abs.
Antonio
Oscar Araripe wrote:
Sobre os ossos de Tristão de Alencar Araripe
Os ossos de um herói o fazem mais de carne. E’quando o herói se torna humano
e o mito vivo. Mesmo eu, e principalmente eu posso também ser um herói. E
herói sempre os teremos e seremos. Heróis melhores, ou pelo menos iguais aos
que já tivemos, todos esperamos.
Mas, onde estão os ossos de Tristão, o nosso maior herói ?
Conta a lenda que ” São Tristão” , após morrer em combate, heroicamente e
por causa heróica, foi posto a secar amarrado a uma pereira-preta, junto a
capela de Santa Rosa, e ali deixado por muito tempo a sofrer infâmias dos
detratores atiçados pelos reinós.Secando ao sol diz-se que seu corpo
mumificou de tal jeito que parecia estar vivo – e, assim, ameaçador. Muitos
entretanto o chamaram de santo, e sabiam que naquele momento, com aquela
morte que não morria, morria a Confederação do Equador para nascer a
República.A mais bela República que o Brasil já teve, e que nasceu com
Tristão de Alencar Araripe e seus heróicos companheiros. Entre seus amigos
cita-se o coronel Domingos Botão, que era poderoso fazendeiro em Santa Rosa,
e que o admirava muito, e que pediu a seus filhos que o enterrasse junto ao
herói, na mesma cova, na capela de Santa Rosa.
Tudo mudou porém quando encheu-se o açude Castanhão, cobrindo o antigo
arraial, onde perto, junto a um barranco, lado esquerdo do Jaguaribe, caiu
Tristão, após ter conquistado Aracati e ao caminho de encontrar-se com as
forças de Frei Caneca e outros -, ou talvez, sentindo-se derrotado, tenha
voltado seu pensamento para a Serra Azul, onde estava seu amor, Ana Porcina,
depois Triste – e seus filhos ainda crianças.Entre eles, meu querido
quarto-avô, Aderaldo Eulálio de Alencar Araripe.
Um anjo amigo meu, protetor dos arqueólogos e dos genealogistas, dos heróis
e dos santos, disse-me, porém, que os ossos de Tristão hoje se encontram de
fato junto aos de Botão, numa gaveta-ossuário do cemitério de Nova
Jaguaribara, para onde foram transferidos antes da inundação.
Em 2005/2006 vários Alencares, e outros, empenharam-se na elucidação do
desaparecimento dos ossos de Tristão.Achado os ossos, provas de DNA, da
linhagem materna, ou o DNA de sua mãe, a heroína cearense, mãe da
Independência e da República, Bárbara de Alencar, que se encontram no Piauí
, concluiriam a nobre missão.
De passagem, assinale-se que é meio sem sentido que os restos de Bárbara de
Alencar estejam no Piauí, quando bem poderiam estar em Pernambuco, onde
nasceu, ou no Ceará, onde viveu e povoou descendência ilustre, hoje
espalhada pelo Brasil e pelo mundo.
Oscar Araripe
Prezadas e Prezados.
Antes de continuarmos os comentários sugerimos que sejam lidos os seguintes livros:
1)BÁRBARA DE ALENCAR – A HEROÍNA CALUNIADA DOS TUMULTUOSOS DIAS DE 1817- Autora- Ruth de Alencar – Edição de 1954.
2)DONA BÁRBARA – Autor José Carvalho.
3)ANTIGA FAMÍLIA DO SERTÂO – Autor Esperidião de Queiroz Lima.
4)CONCURSO DA BAHIA NA FORMAÇÃO DO CEARÀ, HOMENS E FATOS -Autor Pe. Ant. Gomes de Araújo.
5)DONA BÁRBARA – CENTENÀRIO DA INDEPENDÊNCIA – ACONTECIMENTOS DE 1817 – Autor: Joaquim Nogueira Jaguaribe – Edição de 1822
6)MULHERES DO BRASIL – Autora : Ruth de Alencar Leão.
7)REVISTA DO INSTITUTO DO CEARÀ – TOMO ESPECIAL – Commemorando o Primeiro Centenário do Jornalis Cearense e da Adhesão do Ceará a Confederação do Equador. Edição de 1924 – páginas 190 até 691.
8)1817 NO CARIRI – Autor : Padre Antonio Gomes de Araújo – Revista Itaytera.
9)O INIMIGO DO REI – Autor: Lira Neto.
10)FREI JOAQUIM DO AMOR DIVINO CANECA – Organização e Autor: Evaldo Cabral de Melo – páginas 570até 605.
11) O PADRE REBELDE – Autor : J.C.Alencar Araripe
Todos esses livros deverão ser encontrados nas Bibliotecas do Monsenhor Francisco Holanda Montenegro, do Padre Antonio Gomes de Araújo, do Seminário Diocesano do Crato ou na Antiga Biblioteca do
Colégio Diocesano do Crato.
Depois dessas leituras poderemos comentar com mais rigor histórico, justiça e sabedoria.
Att. Antonio Cratense
O autor antes da crítica a Bárbara de Alencar, desqualificando-a da condição de heroína deveria primeiramente definir seu conceito de herói/heroína.
Citando o dicionário mais propagado, “do Aurélio”:
[Do gr. héros, héroos, pelo lat. *heroe.]
S. m.
1. Homem extraordinário por seus feitos guerreiros, seu valor ou sua magnanimidade.
2. P. ext. Pessoa que por qualquer motivo é centro de atenções.
3. Protagonista de uma obra literária.
4. Mit. Semideus (2).
Pessoa desprovida de defeitos não é considerada herói/heroína, mas Santo/Santa.
Aproveito o ensejo para perguntar ao autor da crítica sua opinião sobre Padre Cícero, Lampião e o vaqueiro Jacó.
Seriam eles desprovidos de defeitos !?
Atenciosamente,
A.Fontelles
O autor antes da crítica a Bárbara de Alencar, desqualificando-a da condição de heroína deveria primeiramente definir seu conceito de herói/heroína.
Citando o dicionário mais propagado, “do Aurélio”:
[Do gr. héros, héroos, pelo lat. *heroe.]
S. m.
1. Homem extraordinário por seus feitos guerreiros, seu valor ou sua magnanimidade.
2. P. ext. Pessoa que por qualquer motivo é centro de atenções.
3. Protagonista de uma obra literária.
4. Mit. Semideus (2).
Pessoa desprovida de defeitos não é considerada herói/heroína, mas Santo/Santa.
Aproveito o ensejo para perguntar ao autor da crítica sua opinião sobre Padre Cícero, Lampião,Luiz Gonzaga, Patativa do Assaré, Padre Vieira, Zumbi e o vaqueiro Jacó.
Aliás, gostaria que o autor citasse seus heróis; mas não pessoas anônimas, figuras conhecidas, para que possamos avaliar se elas teriam a qualificação necessária para a condição de herói santificado.
Finalizo dando-lhe um conselho para publicações futuras; a imparcialidade, a isenção de preconceitos, são requisitos básicos para um historiador respeitado, para que obtenha respeito no meio acadêmico.
A crítica necessita de fundamentação, caso contrário, a ausência de conteúdo involuntariamente será substituída pela agressividade; erro fatal para um pesquisador.
Entender a História é fundamental uma boa dose de Sociologia e Psicologia, pois o errado hoje não o era no passado, o inverso também é fato.
Finalizo citando um provérbio italiano: “Os sábios falam quando tem algo a dizer, os tolos quando tem que dizer algo”.
Existe o momento de plantar e o de colher…e atualmente ainda contamos com grandes e respeitados historiadores, sendo importante escuta-los, para que possamos no futuro falarmos devidamente embasados para as novas gerações.
A.Fontelles
.
O mais triste nessa história e que ninguem esta defendendo uma familia , mas sim uma mulher que foi a frente de sua epoca, que ousou abrir sua boca, quando uma viuva se restringia apenas a ficar dentro do lar, enclausurada.
Não é por ser alencar , ela podia ser silva, bnegra e pobre que merecia ser defendida, como Xica da Silva ou ate mesmo a beata MAria de araujo.
O que luto e que a mulher seja vista como uma pessoa capaz de romper barreiras e não fique por traz de um homem.
Pena que o machismo e grnade e a discussão fica sempre a cerca de sobrenome, acho que algumas pessoas não entenderam que essa discussão e muito mais profunda.
Antonio muito obrigado , aceito sim.
Parabéns pela iniciativa de colocar essa bibliografia, quem sabe se lerem podemos ter uma discussão mais profunda sobre o tema.
e não uma discussão superficial.
Oscar , não adianta escrever para pessoas que nem sabe do que estão falando.
Não se preocuparam nem em ler sobre o assunto, foram so pela capa e não pelo conteúdo.