O Conselho de Segurança da ONU condenou por unanimidade na segunda-feira o novo teste nuclear norte-coreano, apontando uma “clara violação” de uma resolução aprovada em 2006, depois do primeiro teste atômico do regime de Pyongyang. A declaração, que não acarreta punições imediatas, foi definida após menos de uma hora de reunião do Conselho de Segurança. “Os membros manifestaram sua forte oposição e condenação ao teste nuclear conduzido pela República Democrática Popular da Coreia em 25 de maio de 2009, o que constitui uma clara violação da resolução 1.718″, disse a declaração, acrescentando que os países participantes “decidiram começar a trabalhar imediatamente sobre uma resolução do Conselho de Segurança a esse respeito”. A resolução 1.718 foi aprovada em outubro de 2006, logo depois do primeiro teste nuclear norte-coreano. Ela proibia novos testes e lançamentos de mísseis e impunha sanções financeiras limitadas e um embargo comercial parcial (que incluía armas) contra a Coreia do Norte. A embaixadora dos EUA na ONU, Susan Rice, disse a jornalistas que é prematuro prever se haverá novas sanções ao regime comunista.
“Os EUA acham que essa é uma violação grave do direito internacional e uma ameaça à paz e a segurança regionais e internacionais”, disse ela. “Portanto, os EUA buscarão uma resolução forte, com medidas fortes.”
O embaixador-adjunto da França na ONU, Jean-Pierre Lacroix, disse que “a posição nacional francesa é de que esta resolução deve incluir novas sanções além das já adotadas pelo Conselho de Segurança”. O embaixador russo, Vitaly Churkin, afirmou a jornalistas que o teste nuclear foi “muito sério e precisa ter uma resposta séria”. Pelo Japão, Yukio Takasu afirmou que “deveria haver uma claríssima conseqüência” para as ações norte-coreanas.
BRASIL REPUDIA
O governo brasileiro também condenou o teste nuclear realizado pela Coreia do Norte. “O Brasil expressa a expectativa de que a República Democrática e Popular da Coreia se reintegre, o mais rapidamente possível e como país não nuclearmente armado, ao Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP)”, informou o Ministério das Relações Exteriores em nota. O governo pediu ainda que a Coreia assine o Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBT) e retorne às negociações visando a sua desnuclearização. “O Brasil… apela a todas as partes para que se abstenham de atos que possam agravar as tensões nos contextos regional e global”, afirmou o Itamaraty no comunicado divulgado em seu site. (Por Louis Charbonneau, com reportagem adicional de Tatiana Ramil em São Paulo)
Fonte: Reuters Brasil
























