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CPI foi presente da oposição para o PMDB – Por Tales Farias


Na terça-feira esta coluna publicou entrevista com o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), na qual o peemedebista falava do interesse do partido em apoiar a candidatura presidencial da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, oferecendo até o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), como vice da chapa. Mas o líder cobrava do PT a contrapartida de apoio nos estados. Ao longo da semana o PT, na figura do presidente da legenda, Ricardo Berzoini, veio a público dizer que estava disposto a negociar e abrir mão de algumas posições regionais em favor do PMDB para ter o apoio do partido à candidatura Dilma. Os problemas são mais ou menos conhecidos. Em Minas Gerais, o PMDB tem hoje o candidato mais bem colocado para governador: o ministro das Comunicações, Hélio Costa, mas o PT tem dois nomes fortes: o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel e o ministro Patrus Ananias. A situação é delicada, porque ainda tem o atual governador, Aécio Neves, que deve sair para o Senado e a quem o governo quer adular para não fazer forte oposição à candidatura de Dilma Rousseff, e o ex-presidente Itamar Franco, um fortíssimo nome para senador. Ou seja, se quiser ajudar Dilma Rousseff em Minas, o PT terá que abrir mão da candidatura a governador e convencer Patrus e Pimentel de que só um deles pode sair para o Senado. No Rio, a retirada da candidatura do prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, em favor da reeleição do governador Sérgio Cabral (PMDB), não é lá muito difícil. Já está próxima de se concretizar. No Pará, também não é impossível costurar para que a governadora Ana Júlia (PT) apoie a candidatura do deputado Jader Barbalho (PMDB-PA) ao Senado. Em Mato Grosso do Sul, a ideia é convencer o PT a apoiar a reeleição do governador André Puccinelli e convencer o PMDB local a destinar as duas vagas de uma eventual aliança local para o Senado aos petistas Zeca do PT e Delcídio do Amaral. PMDB e PT têm outros problemas nos estados para a composição de vagas do Senado. No Piauí, por exemplo, o peemedebista Mão Santa deve disputar a reeleição para senador contra o atual governador, Wellington Dias (PT). Em Sergipe, Almeida Lima (PMDB) enfrentará o ex-senador e presidente da BR Distribuidora José Eduardo Dutra (PT). Na Bahia, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), não aceita apoiar a reeleição do governador petista Jaques Wagner se o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, concorrer contra ele ao Senado. No Paraná, o problema é o governador Roberto Requião (PMDB), que será candidato ao Senado, e gostaria de não concorrer com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo (PT). Enfim, são problemas, mas não são insolúveis. Seriam mais difíceis se o PT de hoje fosse o partido de antigamente, mais intransigente. Os tempos mudaram, e a legenda está mais sob as rédeas do presidente Lula do que jamais esteve. Cederá na maior parte dos pontos acima. E, onde não der para ceder, o PMDB compreenderá. Mais do que nunca, os dois partidos têm interesse em se acertar. Não tanto pelo peso eleitoral que o PMDB tenha no apoio a Dilma Rousseff. Como bem lembrou ontem o sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi, Marcos Coimbra, em artigo no jornal Correio Braziliense, o PMDB, como legenda, só encanta a 5% do eleitorado. Não se sabe quantos destes estariam dispostos a votar para presidente em um nome de outro partido sugerido por peemedebistas. Ou seja, o PMDB estaria dando muito pouco voto para um esforço tão grande do governo. Mas não é pelo peso eleitoral do PMDB que Lula e o PT querem o apoio do partido. Em 2002, os peemedebistas uniram-se no apoio formal à candidatura do tucano José Serra a presidente, e quem se elegeu foi o petista Luiz Inácio Lula da Silva. Lula e Dilma querem o apoio do PMDB, porque o partido é forte no Congresso. Se os peemedebistas quiserem tumultuar na Câmara e no Senado, aí, sim, terão um forte poder. E isso poderia refletir-se nas eleições. É o caso da CPI da Petrobras, por exemplo. PSDB e DEM deram ao PMDB um verdadeiro presente de Natal ao lutarem pela criação desta CPI. Os peemedebistas tornaram-se ainda mais necessários, a ponto de ressuscitarem o ex-presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL). Agora, serão adulados pelo PT e pelo governo até outubro de 2010. No mínimo.
Postado por A. Morais

O cumpade e a cumade – Por Dr. Mozart Cardoso de Alencar.

Um casal pobre, da roça,
Dia de feira, “quebrado”,
Sem níqueis, matou um “capado”
A sombra do oitão da choça.

“Já tão pelando o suíno?
Nóis tamo! E qui bom cumpade!..
Fique e ajude a sua cumade
Qui eu vou vê sal no Fostino”.

O compadre deu a faca
Ao compadre que chegara
E meteu, na estrada, a cara,
Levando no lombo a maca.

O hospede com destreza
Ficou raspando o “sevado”
Mas muito preocupado
Co’a insegurança da mesa.

Torta, a mesa derreava
Aqui e ali, num raspão,
Ameaçando ir ao chão
O porco que ele pelava.

Vez por outra, escorregava
O porco, e, logo, o compadre
Gritava para comadre
Que com o bicho se agarrava.

Esse poico cai, comade!
Oi a mesa! A incrinação!
Se cai, só cai no chão
E agente trepa, cumpadre!…

Mais será que num vai dá
Trabaio, essa trepação?
Dá não, cumpade, dá não!
Nois dois, só, pode trepar!

Rangia e bamboleava,
Aos raspões, a velha mesa,
Limpo, branco, uma beleza,
O porco que ele raspava.

No derradeiro raspão,
Quando tudo terminado,
O porco todo pelado
Deslizou e foi ao chão.

Qui poico vei pra inganá
Nunca pensei que caísse!
E logo nessa imundice!
Cumpade vamo alimpar?

“Tá todo xujo compade.
Tô vendo! É lama no chão.
Mais ante da alimpação
Vamo é trepar, n’é cumade?

Porco gordo, de papada,
Deve pesar uns quilinhos:
Na casa, eles dois sozinhos…
Como foi essa trepada?

Postado por A. Morais.

Do Livro Doce de Pimenta.

Nação cariri – por A. Morais

Nos últimos dias, temos visto nos meios de comunicações, blogs, jornais e rádios da região, comentaristas, cronistas, jornalistas e escritores expondo as suas manifestações a respeito da tão falada Região Metropolitana do Cariri. Alguns fazem consideração com relação as desvantagens que o Crato tem levado nos últimos tempos diante das demais cidades, em especial Juazeiro do Norte. È preciso entender que: O investimento privado é definido pelo mercado: Juazeiro leva vantagem porque tem melhor mercado. O investimento publico quem define é a politica: Juazeiro leva vantagem porque tem maior peso politico, afinal de contas, tem mais de duas vezes o contingente eleitoral do Crato. Esse problema é mais antigo do que se pensa. A culpa não é dos de hoje. Nem dos políticos nem do povo. A Região Metropolitana do Cariri é fato sem volta, mais cedo ou mais tarde vai acontecer. As distancias entre as cidades são mínimas e os benefícios instalados em qualquer uma delas não descriminam a naturalidade. É verdade, quando não se tem o nome ligado ao Crato nos últimos 200 anos fica mais fácil saber que milhares de cratenses trabalham em Juazeiro, Barbalha e vice versa. Fica facil também saber quantos dos que tem o nome ligado aos mesmos 200 anos de Crato, vivem na Praça Siqueira Campos sem dar um prego numa broa, vivendo de uma tradição que não resistiu a evolução dos tempos. Tudo muda sobre a terra, até a Diocese que não permitia que se pronunciasse o nome Padre Cicero em suas emissoras de Radio, hoje em dia está mais presente em Juazeiro do que no Crato, sua sede.
Por A. Morais

Chique – Por A. Morais

Segundo o Dicionário de Mundim do Sapo, baseado no conceito glamoroso de Teresa Gobira, ser chique é apresentar-se de forma elegante, se exibir, ser vaidoso. Esse mesmo Dicionário, define vaidade como arrogância, orgulho e tudo que dá ibope. Orgulho foi a escolha e o caminho seguido pelo Mussoline e Hitler. Se deram muito bem.
Eu estava na Praça Siqueira Campos, em Crato, Praça de tantas historias bonitas e da ultima reforma tão contestada e, fui convidado para tomar um café, com amigos, no Café Lider. A televisão mostrava em edição especial o anuncio oficial do Presidente Lula de fazer um empréstimo para FMI, justificativa: é chique. No caminho de volta para casa, de passagem pelo Hospital São Francisco, o mais importante hospital da cidade do Crato, vi um aglomerado de pessoas em volta de um táxi. Uma jovem apavorada, gritava de dores e a sua mãe chorava vendo a cabeça do neto fora do corpo de sua filha, a espera de atendimento. Um Doutor grandão se aproximou do carro e perguntou: Tem plano de saúde? Se não tiver não atendo, levem para outro local. Um pouco adiante, na Urca-Universidade Regional do Cariri algumas centenas de professores fazia manifestação com um carro de som por melhores condições de trabalho e melhores salários. Quando cheguei em casa, foi a minha vez. Sou um aposentado, quando me aposentei, no inicio do governo do Cara, recebia 10 salários, o teto máximo, já estou recebendo menos de oito salários. O dinheiro que falta para a saúde, falta para a educação e para pagar os direitos salariais adquiridos dos aposentados está sendo desviado para satisfazer a vontade do Cara em saciar sua vaidade e aparecer: emprestar para o FMI. A idiotice é tamanha que não basta mais sentar-se no colo da Rainha ou ser chamado de O Cara por Obama. Ninguém se preocupou em interpretar o que disse o Primeiro Ministro Inglês: “Quando era sindicalista botava a culpa nos empresários. Quando era oposição botava a culpa no governo. Quando virou governo bota a culpa na Europa e nos Estados Unidos”. Há sempre um culpado, não tem responsabilidade com nada. Com este texto, encerro e me despeço do Blog do Crato. Não serei mais inconveniente, o sentimento de paixão pelo Cara não será mais perturbado, pelo menos por mim. Sejam felizes.

Por A. Morais

A popularidade que não convece – Por A. Morais.

A popularidade de 90% do nordestino que governa “neste país”, não tem sortido a tranquilidade necessária aos seus adeptos e fanáticos seguidores. Calma Senhores, em que lugar do mundo 10% ameaça os outros 90%? O DNA sugere que não há um igual ao outro, e assim são também as ideias, divergem. Basta que haja uma manifestação dos 10% para não ser entendida, considera-se como uma ameaça a futura beatificação do Lula. Alguns intelectuais nivelam seus escritos para desqualificar a opinião que diverge da sua. Fui citado em alguns comentários. Devo dizer que não sou fã do Fernando Henrique Cardoso, acho até que se ele viajar ao exterior durante a campanha eleitoral contribuirá mais do que estando presente, mas eu não tenho nada a ver com um filho que tenha tido ou deixado de ter com quem quer que seja. Não esnobei ninguém, narrei uma ocorrência envolvendo o Roberto Carlos e o Lula. A posteridade dirá, esperemos, e, veremos quem terá memoria mais respeitada. Não tenho predileção por partido ou candidato, mas não tenho o menor apreço pelo presidente Lula. O fato é que há um desespero no sentido de desqualificar qualquer nota que não seja no sentido de promover O Cara. Hoje em dia existe TV em tudo que é lugar. A Câmara Federal também tem a sua. Sabemos também que dos 513 parlamentares mais de 400 são aliados, não do Lula, do Governo, e por isso o defendem. Foi da tribuna da Câmara Federal este discurso. Não vi novidade no que falou o Deputado, o que ele disse já era do meu conhecimento. Achei estranho que ninguém tenha aparteado para desmentir ou contraditá-lo. Quem cala consente.

Por A. Morais

O Cara foi esnobado

Esnobaram o Cara! Durante o desfile de carnaval no Rio de Janeiro, o Roberto Carlos estava em um camarote e o casal Lula da Silva estava no camarote do Governador Sérgio Cabral. Um emissário do governo procurou o Roberto Carlos com o convite de Lula para que ele desse um pulinho no camarote onde estava. O Roberto Carlos agradeceu e recusou o convite. No ultimo dia 7, Dona Maria Leticia aniversariou. Outro emissário do Lula convidou o Roberto Carlos para participar da festa marcada para o Palácio da Alvorada. Roberto Carlos recusou o convite novamente.
Roberto Carlos, cresceu sozinho, junto com seus verdadeiros amigos e fãs. Em Cachoeiro do Itapemirim, ainda criança, vendia doces, na estação de trens, para ajudar a mãe Dona Laura. Sofreu o acidente, quando brincava na linha férrea. Um trem passou por cima de uma de suas pernas. Por obra do Senhor, ele não morreu. Recuperado jamais perdeu a dignidade, a ética e a nobreza que estão em seu ser. Obstinado, seguiu o seu caminho, tornando-se um dos maiores cantores e melhores compositores do Brasil e do mundo. Jamais perdeu a humildade, nunca traiu um amigo. Mantém sua vida pessoal reservada. Não mistura politica com sua vida profissional. Não é omisso. É corajoso. Guerreiro e prima pela justiça.



Por A. Morais

Doctor Zhivago – Por A. Morais

Para José do Vale e estes outros jovens que já passaram o limites dos 50 anos. Voltem ao tempo. Sintam-se no Cine Moderno, Educadora, Cassino. Cheguem até a Sorveteria do Bantim, tomem um sorvete de mangaba com graviola e em seguida durmam em paz e sonhem com o Crato da saudade.

Por A. Morais

Eloi Teles de Morais – Por A. Morais

Embora registrado no Crato, o que poucos sabem é que o jornalista, o poeta, o advogado, o radialista mestre Eloi Teles nasceu no sitio Baraúnas município de Várzea-Alegre. Sua graça, seu humor, sua alegria são herança da terra de papai Raimundo.
No governo militar, sob os auspícios da Revolução de l964 o Eloi foi preso. Imaginem: preso como subversivo, como comunista, como uma ameaça a pátria. Na solidão da prisão fez este versinho bem oportuno e sábio:
Cadeia, estas tuas grades
Prendem o meu corpo revolto
Porem tu não sabes cadeia,
Que o meu ideal está solto!
Postado por A. Morais

As pescarias do De Ferro – Por A. Morais

Ontem o Carlos Eduardo Esmeraldo trouxe a memorável estória de esperteza do De Bronze, um condensado do que encontramos em seu belo livro Historias que vi, ouvi e contei. Estou me recuperando das risadas. Alem de ri a estória me fez lembrar o De Ferro, um conterrâneo dos bons, da Rajalegre. Quando jovem gostava de jogar uma bolinha. Um dia deu um trancão, ocorrência conhecida quando há encontro dos pés adversários, quando a bola fica presa entre os dois. Ele estava descalço e não sofreu nada, porem, arrancou 12 biscoitos da chuteira do adversário. Por essa razão o nome De Ferro. Depois dos 40 anos trocou o esporte da bola, e passou a fazer as suas pescarias.
Muito calmo paciente não se aborrecia com nada. Chegava no açude colocava a isca no anzol, atirava nagua, amarrava o nylon na perna e tirava uma soneca em sua preguiçosa, companheira inseparável. Nessa época “Dengue” era conhecida por murrinha e não fazia medo a ninguém. Portanto ninguém se aperreava em ficar brincando de matar mosquito a paulada. Um belo dia passava pelo local João Calango e Pedro Cafinfin, dois caçadores, e, vendo o De. Ferro no terceiro sono, tiraram o anzol fora dagua, engataram um tatu que traziam no bisaco e soltaram no açude. O bicho meteu dos pés, e o De Ferro acordou atordoado, mas tratou de trazer a pesca para fora dagua. Quando estorvou o anzol, levantou a altura dos olhos, um tatu de três kilos e disse para os amigos: ainda bem que vocês estão aqui. Não vou ficar por mentiroso. Ontem mesmo eu pesquei três desses.
Postado por A. Morais

Ausência – Por A. Morais

Estou sentindo a falta de muitos amigos comentaristas do Blog do Sanharol, não sei em que desagradei. Não sei como os aborreci. Se o fiz me perdoem e voltem a comentar. Você é, pois, uma criatura especial, e não deixe que uma simples divergência de opinião sirva para azedar sua vida. Se você tem uma pedra no sapato, não culpe o sapato por isso. Pare, remova a pedra, calce o sapato e vá em frente. Continue insistindo na procura da paz, porque ela é possível. Lembre-se sempre de que onde houver uma vontade haverá sempre uma conquista.
Um bom dia pra todos.
Um grande abraço
Por A. Morais

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