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Instituto Cuca solicita apoio da URCA


Documentário sobre CUCA Cariri poderá circular nacionalmente dependendo da vinda da coordenação do Instituto CUCA.
ALexandre Santini ( foto)Coordenador Geral do CUCA da UNE
O coordenador geral do Instituto Nacional CUCA, Alexandre Santini encaminhou solicitação por e-mail a professora Cileide Araújo, Pró-reitora de Administração URCA, no sentido viabilizar a vinda da coordenação do Instituto e da presidenta da União Nacional dos Estudantes, Lúcia Stumpf para inauguração do Centro Universitário de Cultura e Arte – CUCA da Região do Cariri. que deverá ocorrer no período de 18 a 22 de maio, Esse será o primeiro Centro a ser instalado no Ceará, representando um esforço de artistas e estudantes que mantém negociações desde o ano passado com o Instituto CUCA.
De acordo com Santini a pretensão é produzir um registro audiovisual deste lançamento, que posteriormente será vinculado nacional e internacionalmente pelo blog do CUCA, pela TV CUCA e possivelmente pela TV Brasil. Ele acrescenta que este projeto será uma parceria entre a URCA, o Instituto Circuito Universitário de Cultura e Arte (CUCA da UNE) e a União Nacional dos Estudantes (UNE), caso seja viabilizado.
A pró-reitora já se prontificou a disponibilizar alguns equipamentos para o funcionamento das atividades, bem como viabilizar que o CUCA funcione no Parque de Exposição do Crato, juntamente com o Grupo de Valorização Negra do Cariri – Grunec, Centro Acadêmico de Ciências Sociais e o Conselho da Mulher, os quais já estão instalados no espaço.
A comissão do CUCA Cariri se reunirá no próximo dia 22, às 8 horas, no Pátio de Pedagogia da URCA, Campus Pimenta para planejar ações da inauguração do Centro. Para essa reunião estão sendo convidados representantes de grupo de artistas, reisados, Centros Acadêmicos e estudantes de diversas universidades e faculdades da região do Cariri.

Serviço:

Instituto CUCA
http://www.cucadaune.blogspot.com/
Alexandre Santini
Coordenador Geral
Instituto CUCA da UNE
(21) 95050812
Informações sobre
CUCA da UNE Cariri
(88)9248-5255 Alexandre Lucas

Povo Kariri receberá mudas frutíferas para complementar renda familiar

Uma parceria entre o Povo Kariri, do Sitio Poço Dantas, no Distrito de Monte Alvene, o Instituto Ecológico e Cultural Martins Filho – IEC, Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Regional do Cariri – URCA, Secretárias de Meio Ambiente e Controle Urbano e a Secretaria de Agricultura do Crato possibilitará que a comunidade Indígena seja beneficiada inicialmente com a doação de 300 mudas e orientação para plantio. Dentre as espécies de plantas estão a acerola, azeitona, tamarindo, cajá, manga, pintanga, brauna e ipê. No mês de setembro> serão distribuídas mudas de seriguela tendo em vista que é o período de plantio desta cultura, além do Piqui. A iniciativa simples e de baixo custo visa contribuir para rentabilidade dos índios Kariri, tendo em vista que essas culturas têmfacilidades de se adaptarem ao solo do sítio Poço Dantas e não demanda de recursos para plantio como é o caso de outras culturas, como feijão, arroz, milho, por exemplo, que necessitam de semente e preparação do solo.
Para o Secretário de Meio Ambiente do Crato, Nivaldo Soares, além de contribuir para complementação da renda familiar, a iniciativa contribui para cobertura da área devastada e proteção do solo e dos recursos hídricos. Para o índio Elias Cariri da Silva, essas mudas vão ajudar o seu povo. Ele ressalta o plantio deste ano foi prejudicado com o inverno ruim e que parte da produção será perdida. Ele acredita que quanto maior for a diversidade de espécies frutíferas a rentabilidade das cerca de 50 famílias da localidade tendem a melhorar e frisa que é preciso proteger a natureza e alerta sua a preocupação com a devastação do meio ambiente.
A distribuição e plantio de mudas acontecerão na próxima sexta-feira, dia 24, na localidade dos Povo Kariri, no Sitio Poço Dantas, noDistrito de Monte Alvene na cidade do Crato.

Abertas inscrições para Mostra de Artes Visuais do 2º. Colóquio do IMAGO

Estão abertas as inscrições da Mostra de Artes Visuais do 2º. Colóquio do Grupo de Pesquisa em Imagem, Espaço, Memória e Ensino – IMAGO da Universidade Regional do Cariri – URCA que acontecerá no período de 17 a 19 de junho, no campus Pimenta. A Mostra contemplará as categorias de desenho, pintura, fotografia, gravura, colagem, escultura, intervenção e instalação. Poderão se inscrever artistas do Ceará e de outros estados brasileiros. A temática do Colóquio e da Mostra será “CaririCaturas – imagens e representações da cultura no tempo e no espaço”.
Informações adicionais poderão ser obtidas pelo e-mail: coloquioimagomav@gmail.com ou pelo telefone: (88) 3102-1212 ramal 2424.

Regulamento da Mostra de Artes Visuais do II Colóquio Imago

1. DA PARTICIPAÇÃO

1.1 A Mostra de Artes Visuais do II Colóquio do Imago é organizada pelo Grupo de Pesquisa em Cultura Visual, Espaço, Memória e Ensino-IMAGO, vinculado ao Laboratório de Estudos e Pesquisas em Espaço Urbano e Cultura da Universidade Regional do Cariri e será realizada no espaço do Salão da Terra do Campus Pimenta da URCA, no período de 17 a 19 de junho de 2009. A Mostra é aberta à participação de artistas residentes na região do Cariri e em outras partes do país e tem como temática “CaririCaturas – imagens e representações da cultura no tempo e no espaço”.

2. DA INSCRIÇÃO

2.1 As inscrições são gratuitas e serão realizadas no período de 14 de abril a 14 de maio de 2008, na Sala do Instituto Ecológico e Cultural Martins Filho – IEC, localizada no Campus Pimenta – vizinho à Biblioteca Central da URCA, pelos correios;

2.2 Cada artista poderá inscrever até dois trabalhos em uma ou duas categorias: DESENHO, PINTURA, FOTOGRAFIA, GRAVURA, COLAGEM, ESCULTURA, INTERVENÇÃO e INSTALAÇÃO, sendo que, para essas duas últimas categorias, somente será aceito um trabalho por artista ou grupo de artistas;

2.3 A inscrição será feita em ficha própria, fotocópia ou impressão da versão divulgada na INTERNET.

2.4 Documentos exigidos para inscrição de trabalhos:
· Ficha própria preenchida;
· CD com breve currículo do artista ( máximo 10 linhas)
· Imagens do trabalho (as imagens deverão ser salvas na versão JPG); no caso de instalação ou intervenção deve ser encaminhada a proposta; Todos os trabalhos deverão conter suas dimensões.

2.5 As inscrições deverão ser entregues/encaminhadas, em envelope fechado para o seguinte destinatário: Mostra de Artes Visuais do II Colóquio do Imago/URCA Comissão Organizadora – Rua Cel.Antônio Luiz 1161 – Pimenta, CEP: 63.100-000 Crato-CE.

2.6. As inscrições encerrar-se-ão no dia 14 de maio de 2009, às 17:00. Para os trabalhos remetidos pelos correios vale a data da postagem. As informações enviadas são de inteira responsabilidade dos inscritos e os demais projetos enviados serão devolvidos. Após a realização do evento, os mesmos ficarão disponíveis entre os dias 22 e 29 de junho de 2009 na Sala do IMAGO (URCA, Campus do Pimenta, Bloco de Geografia);

2.7. Não serão devolvidos documentos ou trabalhos pelos correios e a Comissão não se responsabilizará por trabalhos procurados após a data referida no item anterior;

2.8 Para trabalhos realizados em grupo, um único representante deverá assinar a ficha de inscrição e representar o grupo no caso de seleção, devendo os nomes dos demais integrantes constarem em anexo com os respectivos currículos;

2.9 Para os trabalhos de fora da região do Cariri, só serão aceitos trabalhos que possam ser reproduzidos em suporte fotográfico, ou seja, não serão aceitos os trabalhos originais: pinturas, gravuras, colagens, desenhos e esculturas, prevalecendo, neste sentido o conteúdo da imagem e não o seu suporte. Neste caso a imagem do trabalho deverá ser entregue em material digitalizado (CD); fica facultado ao artista o desejo de arcar com as despesas de transporte;

2.8 Para os trabalhos em todas as categorias somente serão aceitos projetos pensados especificadamente para a temática do evento: “CaririCaturas – imagens e representações da cultura no tempo e no espaço”;

2.10 Não serão aceitos trabalhos realizados com materiais que prejudiquem a apresentação de outros e/ou comprometam a integridade física do local, das equipes da Mostra e do público em geral. No caso de trabalhos realizados com materiais perecíveis e/ou adulteráveis, a Comissão Organizadora da Mostra se exime da responsabilidade sobre a vida útil dos mesmos;

2.11 A Comissão Organizadora rejeitará inscrições que não estejam de pleno acordo com os termos deste Regulamento;

2.12 O ato da inscrição implica na automática e plena concordância do inscrito com as normas deste Regulament.

3. DA SELEÇÃO

3.1 A seleção dos trabalhos será realizada por uma comissão composta por três membros atuantes na área, indicados pela Comissão Organizadora do Colóquio;

3.2 O resultado da seleção será divulgado pelo site da URCA. Os artistas selecionados serão comunicados via e-mail;

3.3 Somente serão expostos os trabalhos selecionados, não sendo permitidas substituições ou modificações dos mesmos após a seleção;

3.4 Serão selecionados no máximo 30 trabalhos, ficando a critério da Comissão Organizadora definir o número adequado de trabalhos comportáveis dentro do Espaço disponibilizado para a Exposição.

4. DO TRANSPORTE E RETIRADA DOS TRABALHOS

4.1 É de responsabilidade dos artistas selecionados, o envio e transporte dos trabalhos , os quais deverão ser enviados para o seguinte endereço: Sala do IMAGO, Bloco de Geografia. Rua Cel.Antônio Luiz 1161 – Pimenta – Crato – Ceará. Os trabalhos deverão ser entregues até 12 de junho.

4.2 A retirada dos trabalhos dos artistas selecionados será de inteira responsabilidade dos mesmos no período de 22 a 29 de junho, no endereço supracitado;

4.3 Recomenda-se que os trabalhos selecionados sejam acondicionados em embalagens resistentes (caixa de madeira, tubo PVC ou similares), se necessário, com instruções para reembalagem anexadas, já que sua devolução será feita com o reaproveitamento das mesmas embalagens;

3.4 A Comissão Organizadora da Mostra oferecerá condições de segurança para a exposição, entretanto, estará isenta de quaisquer responsabilidades em caso de eventuais sinistros.

5. DA MONTAGEM

5.1 Caberá exclusivamente à Curadoria da Mostra o conceito da montagem expositiva;

5.2 O artista selecionado arcará com quaisquer despesas de aluguel, compra e/ou reparos de equipamentos e materiais especiais necessários à apresentação do seu trabalho, sendo de sua total responsabilidade a produção e manutenção dos mesmos;

5.3 no caso de trabalhos não oriundos da região do Cariri, nas categorias de Intervenção e Instalação, serão analisadas as condições de realização por artistas locais, indicados pela Comissão Organizadora;

5.4 Trabalhos selecionados que exijam montagens especiais só serão exibidos de acordo com a disponibilidade técnica do local expositivo;

5.5 Trabalhos que eventualmente tenham sido danificados durante o transporte para a Mostra, somente serão expostos se houver tempo hábil para sua restauração, definida em comum acordo entre a Comissão Organizadora e o artista;

5.6 Artistas que inscreverem instalações ou trabalhos que devam ser montados no local da exposição, deverão anexar ao seu Projeto especificações claras sobre a montagem. Esse artista poderá, ainda, acompanhar a montagem do seu trabalho no local, em data a ser determinada pela comissão organizadora.

6. CERTIFICAÇÃO

6.1 A Mostra de Artes Visuais do II Colóquio Imago emitirá certificados pela Universidade Regional do Cariri a todos os artistas participantes do evento.

7. DIVULGAÇÃO

7.1 A Mostra divulgará nos diversos veículos de comunicação virtual, impresso, radiofônico e televisivo os nomes dos artistas participantes, bem como criará pagina virtual para divulgação dos trabalhos selecionados;

7.2 Será produzido folder/livreto com a listagem de todos os artistas e grupos participantes;

7.3 A reprodução integral ou fracionária das imagens de todos os trabalhos selecionados poderá ser divulgada como promoção da Mostra de Artes Visuais do II Colóquio do IMAGO em todos os tipos de mídia falada, escrita e televisiva, na produção de CD ROOM e veiculação em website.

8. DISPOSIÇÕES GERAIS

8.1 Os trabalhos não poderão ser alterados ou retirados antes do encerramento da Mostra;

8.2 Não caberá recursos das decisões da Comissão Organizadora;

8.3 Os casos omissos neste regulamento serão resolvidos pela Comissão Organizadora.

Comissão Cultural
2º Colóquio Imago

Artistas e estudantes se mobilizam para criação do CUCA no Cariri

No Cariri será criado o Centro (Circuito) Universitário de Cultura e Arte da União Nacional dos Estudantes – CUCA da UNE, na verdade os CUCA´s tratam-se de coletivo de artistas e estudantes universitários que discutem e promovem ações que tem como intuito viabilizar a troca de experiência das manifestações artísticas e culturais desenvolvidas dentro e fora das universidades. Outro aspecto importante é o intercâmbio e a circulação nacional da produção de cada CUCA. O Instituto Cuca atualmente é Pontão de Cultura do Programa Cultura Viva do Minc. O Instituto também mantém o PIA – Programa de Interferência Ambiental, o qual funciona como rede-coletivo de intervenções urbanas, do qual o Coletivo Camaradas, tendo inclusive participando da 6º Bienal da UNE, no início deste ano em Salvador-BA.Na Região do Cariri, a UNE vem mantendo contatos com artistas e estudantes desde 2008 para criação de um CUCA, tendo inclusive mantido contatos com a Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Regional do Cariri. Na oportunidade, a Pró-reitoria de Extensão, Arlene Pessoa se prontificou para ajudar na instalação do CUCA, tendo inclusive discutido a possibilidade de criação de um cine-clube, no Parque de Exposições aonde funciona o estande da URCA.Nesta próxima sexta-feira, dia 03 de abril, a partir das 9h00, na Sala de Vídeo da Universidade Regional do Cariri será realizada uma reunião para discutir os rumos do CUCA na Região. A Comissão Pró-Criação do CUCA enfatiza que a reunião é aberta para artistas, grupos de reisados, companhias de dança e de teatro, coletivos, poetas, cineastas e estudantes das universidades e faculdades públicas e privadas da região do Cariri.Serviço: Instituto Cuca da UNEBlog: www.cucadaune.blogspot.com

Exposição Cabaré gera expectativa e curiosidade

Abertura será dia 13 de março.

Depois de várias etapas incluindo oficinas, intervenções urbanas, rodas de conversas, produção de cartões postais, livreto e de um documentário será aberta nesta sexta-feira, dia 13, a partir das 18 horas no Centro Cultural do Banco do Nordeste, em Juazeiro do Norte, a Exposição “Cabaré Memórias de Uma Vida” proposta pelo Coletivo Camaradas.
A exposição retrata a memória da antiga zona de Prostituição do Crato conhecida como “Cabaré do Gesso”. O intuito do trabalho consiste no resgate e na denúncia do processo de exclusão e degradação social que teve inicio em 1952, numa decisão arbitraria do Poder Judiciário de sitiar as profissionais do sexo. Mas que uma zona de prostituição o Cabaré do Gesso, foi espaço de sobrevivência de famílias, de sonhos e de exclusão social durante todo esse período o isolamento e a falta de políticas publicas impostos pelas elites locais macularam a história de trabalhadores e trabalhadoras que residiam no Gesso. A exposição ficará aberta ao público no período de 13 de março a 15 de abril, das 13 horas às 21 horas, no Centro Cultural do Banco do Nordeste.

Produtos Culturais

Foram produzidos 8.000 cartões postais que servirão como uma exposição itinerante que circulará de mão em mão, 1000 livretos contando um pouco da história do local e um documentário que deverá ser exibidos em diversos espaços e será disponibilizado para ser “baixado” pela Internet.

Participação da Comunidade

A exposição tem um caráter processual e toda a concepção e montagem é uma realização conjunta com a comunidade. A exposição possibilita uma discussão em torno da ausência de políticas públicas e das relações de sobrevivência. Cabaré visa garantir a dignidade humana no processo, incluindo os excluídos sociais no pensar e fazer artístico.

Ônibus levará comunidade à Exposição

A gerência do Centro Cultural do Banco do Nordeste disponibilizou um ônibus para possibilitar que a comunidade pudesse participar do processo de abertura da exposição.

Serviço:
Coletivo Camaradas
Blog: www.coletivocamaradas.blogspot.com
E-mail: coletivocamaradas@gmail.com

A volta da fogueira

Aborto, excomunhão e um bispo sem piedade
O que uma equipe de médicos e funcionários públicos mereceria ao salvar uma menina de nove anos de uma situação traumática?

No mundo racional das pessoas de bem, esta equipe mereceria reconhecimento, respeito e homenagem. Mas na compreensão e sem piedade do bispo de Recife e Olinda, dom José Cardoso Sobrinho, a equipe merece a excomunhão.
Estuprada pelo padrasto, a menina estava grávida de gêmeos e, para salvar sua vida os médicos da Maternidade Cisam, da Universidade de Pernambuco, no Recife, fizeram o que a lei e a ciência determinam: a pedido da mãe da menina, foi realizado um procedimento médico, através de medicamentos, que eliminou os fetos do ventre da criança.
Foram punidos com a excomunhão, uma punição muito grave para os católicos, que corresponde à expulsão da comunidade. O bispo extendeu a punição a todos os envolvidos no caso, poupando apenas a menina pelo fato dela ser ”de menor”, conforme suas palavras. Para ele, o estupro cometido contra uma criança de nove anos de idade é um crime menor e, por isso, deixou o padrasto fora da excomunhão.

O bispo Sobrinho não é um homem estúpido. Ele sabe que uma criança de nove anos de idade, com 33 quilos de peso, não tem estrutura física nem psicológica para suportar uma gravidez, ainda mais uma gravidez de gêmeos. Sabe também de todas as perversas consequências sociais que a criança e sua família enfrentariam se a gravidez fosse levada adiante. Mas nenhuma razão humanitária foi levada em conta pelo bispo para defender seus dogmas, que são desumanos e ofendem a compreensão de nosso tempo.
Não bastasse a iniciativa da excomunhão coletiva, um advogado da Arquidiocese de Olinda e Recife, Márcio Miranda, anunciou que vai apresentar uma denúncia de homicídio contra a mãe da menina por ter autorizado o aborto. Como é um aborto amplamente amparado pela lei brasileira, só resta entender a iniciativa do advogado como uma ameaça inquisitorial.
A continuar sendo comandada por gente obtusa como o bispo Sobrinho, a igreja católica, que tem no seu currículo a Inquisição (hoje chamada Congregação para a Doutrina da Fé) e outras perversidades, como as já frequentes acusações de pedofilia, perderá cada vez mais o respeito e a voz diante da sociedade.
Em sua cruel e fora de época defesa dos dogmas da igreja, o bispo afrontou a sociedade, nostálgico talvez do remoto passado em que a voz dos púlpitos tinha força de lei para toda a sociedade. Mas, no caso, a reação foi imediata. O presidente Lula considerou a decisão do bispo lamentável; o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse que ela foi ”radical” e ”inadequada”. A médica Fátima Maia, diretora do Cisam, e que é católica, deu ”graças a Deus” por estar ”no rol dos excomungados”, e que não se arrepende de ter ajudado a menina. Em Brasília, Valéria Melk, representante do movimento Católicas Pelo Direito de Decidir se declarou indignada pela atitude do bispo: ela é ”uma crueldade”, disse.
Como bem lembrou o jornalista Ricardo Kotscho: ”E pensar que esta mesma Arquidiocese de Olinda e Recife já foi ocupada por um homem como dom Hélder Câmara, o bispo que nos tempos mais sombrios da ditadura militar, arriscava a própria vida para salvar a vida dos outros”.
Fonte: Editorial do Portal Vermelho: www.vermelho.org.br

Exposição Cabaré abertura será dia 13

Coletivo Camaradas não fura com Secretário de Cultura do Ceará


Fórum de Circulação da Música Cearense e desburocratização dos editais de incentivo as artes são reivindicações do Coletivo Camaradas ao Secretário de Cultura.

Integrantes do Coletivo Camaradas viajaram duas horas e meia do Crato até Tarrafas aonde foi instalado o Governo Itinerante, no ultimo dia 27, para participar de audiência com o Secretário de Cultura do Estado, professor Auto Filho com o intuito de discutir políticas públicas para área cultural. Entretanto, o Secretário não se encontrava mais na cidade de Tarrafas quando os Camaradas chegaram, mas as reivindicações do Coletivo foram recebidas pela articuladora da Secult, Norma Santana, a qual manteve um dialogo de mais de 30 minutos, aonde foram abordadas várias temáticas num clima de cordialidade. O Coletivo Camaradas foi para audiência a convite do próprio Secretário, depois dele tomar conhecimento da atuação política do grupo e do posicionamento contrário a política financiamento e beneficiamento das grandes bandas que vem sendo desenvolvida pelo Governo Cid Gomes. Os camaradas foram convidados a contribuir com avanço de políticas públicas que favoreçam o povo cearense e entregaram durante a audiência um documento com as seguintes reivindicações: Criação de Fórum da Circulação da Musica Cearense e a desburocratização na politica de editais da Secult e como sugestão colocarão como modelo a política de edital implementada pelos centros Culturais do Banco do Nordeste e da Funarte, que conforme observação dos Camaradas é um exemplo desburocratizante e que possibilita que os artistas sejam beneficiados com recursos públicos. De acordo com o documento encaminhado ao Secretário a atual política de editais do Estado só beneficia os “profissionais de projetos” que entram como atravessadores fazendo da produção artística e cultural um comércio.

Crato, 27 de janeiro de 2009.
Ilmo. Sr.
Prof. Auto Filho
Secretário de Cultura do Estado do Ceará

Senhor Secretário,

Ao longo deste Governo verificamos uma forte tendência ao financiamento público de grandes bandas da indústria cultural de Massa, que estão indiscutivelmente a serviço do mercado em detrimento a vasta, plural e diversificada produção musical cearense que não encontram espaço para popularização (circulação) desta musicalidade.

Nesse sentido, o Coletivo Camaradas vem pautando o debate em torno da democratização tanto do acesso como da fruição da produção musical cearense numa perspectiva plural que possa abarcar ritmos e estilos sem o monopólio do mercado fonográfico e das grandes produtoras.

Isto posto, propomos a criação do FORUM DA CIRCULAÇÃO DA MÚSICA CEARENSE que possa discutir e deliberar sobre políticas públicas, que viabilizem circulação de espetáculos, veiculação da musica cearense nas emissoras de rádio e televisão, prensagem de CDs, eventos de formação, proposição de projetos de leis e demais questões pertinentes.

Defendemos que o acesso aos recursos públicos deve ser viabilizado de forma a garantir a desburocratização e a possibilidade dos artistas serem beneficiados. O que podemos observar é que atualmente os beneficiados com os editais de incentivo são “os profissionais de projetos” (os burocratas), que na maioria das vezes são atravessadores de recursos públicos para os artistas, pois os artistas são excluídos do processo. Por isso, recomendamos que a política de editais da Secult sejam baseadas nas experiências desenvolvidas pelos Centros Culturais do Banco do Nordeste e da Funarte. Ambas se baseiam em privilegiar o conteúdo do projeto (concepção) e caso o projeto seja aprovado é que as obrigações legais são exigidas para contratação. Entretanto, a Política da Secult se apresenta de forma inversa.

Assim sendo, o Coletivo Camaradas se coloca a disposição para construir uma política pública democrática e que atenda as necessidades do povo cearense.

Atenciosamente,

Coletivo Camaradas

Atuação do Coletivo Camaradas é reconhecida por Auto Filho

Por Alexandre Lucas

Secretaria de Cultura do Estado responde ao Coletivo e pede apoio dos Camaradas.

Diante do posicionamento contundente do Coletivo Camaradas que desde o ano passado vem fazendo sérias e justas criticas ao Governo do Estado do Ceará em relação a sua política de beneficiamento de grandes produtoras e bandas de música em detrimento da produção musical cearense que se caracteriza pela pluralidade e diversidade. A ultima ação do Coletivo foi a divulgação de nota de repudio intitulada “Cid Gomes não respeita os artistas do Estado do Ceará”. Na qual critica o financiamento do “Férias no Ceará”, alertando que essa ação é desperdício de recursos públicos, pois no fomenta nem a cultura, nem o turismo no Estado e faz criticas a política de editais da Secult em que ressalta a burocratização para obtenção do financiamento público por parte dos artistas cearenses. O Coletivo pela segunda vez se colocou a disposição para contribui com a Secretaria de Cultura do Estado para construir uma política que respeite as resoluções da Constituinte Cultural e contribuía para emancipação do povo cearense.

Carta de Auto Filho ao Coletivo Camaradas

Ao Coletivo Camarada,
Em primeiro lugar, agradecemos a atenção dispensada ao nosso pedido de divulgação do esclarecimento da Secult. Quanto à questão dos Editais, manifestamos nossa satisfação e concordância com a nova visão exposta nessa nova mensagem. E agradecemos as sugestões visando alterar os Editais da Secult. A partir disso, criamos uma comissão técnica para estudar mais detidamente os Editais das instituições citadas por vocês. Como vocês gentilmente se colocaram à diposição, gostaríamos de receber contribuições críticas mais concretas para melhoria desses Editais na direção sugerida (menos burocráticos e mais colaborativos com os artistas). Recebemos também com satisfação a conclamação para interagirmos com os “artistas caririenses”, não só “em defesa da participação da produção musical caririense durante a Expocrato”, mas inclusive na política cultural pública mais geral. Nesse sentido, fazemos o convite para que representantes do Coletivo se façam presentes nas reuniões do Fórum da Cultura que vamos fazer no dia 26 em Penaforte (das 14 às 16) e no dia 27 em Tarrafas (no mesmo horário), por ocasião da realização do Governo Itinerante nessas cidades. Cordialmente,

Auto Filho

Serviço:
Coletivo Camaradas

Coletivo Camaradas comprova insegurança no Fundão – Por: Alexandre Lucas

Patrimônio Histórico e Ecológico não tem segurança na cidade do Crato, conforme comprovam artistas e ativistas.

Uma ação de intervenção artística foi realizada no ultimo domingo, dia 11, no Parque Estadual do Sítio Fundão, na Cidade do Crato pelo Coletivo Camaradas. A intenção da intervenção foi comprovar a falta de segurança no local que vem sendo deteriorado por vândolos e pela ação do tempo. Além do patrimônio ecológico, o Parque conta com engenho de pau, desativado há 50 anos e puxado a bois, que encontroa-se em ruínas, bem como uma casa de taipa de dois andares e uma barragem com estrutura de pedra. O patrimônio pertenceu o ecologista Jéferson da Franca Alencar e tem uma área de 93,54 hectares, a qual é rica em biodiversidade e mata nativa, inclusive, com espécies remanescentes da Mata Atlântica. O trabalho dos Camaradas consistiu de pesquisas sobre o local e a importância enquanto patrimônio histórico e ecológico, através de informações colhidas em órgãos do Estado e Ecologistas, além da comprovação in lócus. O grupo chegou pela manhã do domingo e ficou até meio dia, neste período fez o registro fotográfico, produziu placas e montou a sua intervenção que consistiu em colocar uma caixa de descarga sobre a palavra segurança entre a casa de taipa e na entrada colocaram uma placa como os dizeres “Preserve o fundão” e ao lado sacolas com lixo recolhidos dentre do Parque pelos integrantes do Coletivo. Conforme informações dos Camaradas o piso superior da casa estar deteriorado e as janelas estão arrombadas, o banheiro foi destruído e uma mesa de cerca de 100 anos que servia como assento para colocar potes encontrava-se destruída, bem como pia quebrada, telhado e sistema hidráulico e elétrico deteriorado. A próxima a ação do Coletivo será em outra área ambiental, a qual não foi divulgada e eles afirmam que a intenção é promover o dialogo vivencial da arte com a sociedade, através destes trabalhos/ações da arte contemporânea.

Serviço:

Coletivo Camaradas

Blog: http://www.coletivocamaradas.blogspot.com/

Email: coletivocamaradas@gmail.com
Por: Alexandre Lucas

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