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Bento XVI diz que crise ajuda a recuperar simplicidade do Natal

O papa fez as reflexões sobre a crise econômica durante sua tradicional audiência com peregrinos e turistas no Vaticano

A crise financeira internacional pode significar menos presentes de Natal, mas o papa Bento XVI acredita que o difícil momento econômico pode ser capaz de restaurar valores como a simplicidade e a solidariedade. Bento XVI manifestou hoje a esperança de que a crise financeira ajude as pessoas a se concentrarem no significado espiritual do Natal, quando os cristãos de todo o mundo celebram o nascimento de Jesus. O pontífice disse que a crise pode ajudar as pessoas a redescobrirem “o calor, a simplicidade, a amizade e a solidariedade que fazem parte dos valores autênticos do Natal”. O papa fez as reflexões sobre a crise econômica durante sua tradicional audiência de quarta-feira com peregrinos e turistas no Vaticano.
(Agências Estado)

Meu comentário:
Devido a globalização, “à outrance”, e como o Brasil é muito dependente do mercado externo – para recebimento de investimentos e para exportação de minérios e alimentos – nosso país já está, de alguma forma, afetado pela crise financeira internacional. Já existe falta de crédito internacional, além da diminuição do valor dos produtos exportados. A Petrobrás está num “périplo” para conseguir novos empréstimos…
Felizmente, pelo menor um setor – nosso sistema financeiro – não foi contaminado pela aquisição ou comercialização dos chamados “títulos tóxicos” do mercado internacional, os chamados “subprimes”. Entretanto, temos imenso potencial para superar essas dificuldades. Nossas riquezas minerais que se estende pela imensidão do território continental (aí incluídas as hiper-dimensionadas “reservas indígenas”.
Só a Reserva Raposa/Serra do Sol ocupa 8% da área de Roraima. Isso para abrigar 16 mil índios – num território maior que a soma dos territórios dos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Alagoas – Mesmo a Reserva Raposa/Serra do Sol é SEIS VEZES MENOR que a reserva ianomami, demarcada há muito mais tempo).
Sem receber, do Governo, o crédito necessário, os agricultores produzem riquezas que estão transformando o Brasil no celeiro do mundo, principalmente na produção de alimentos. E ainda tem a atrapalhar as artificiais invasões dos chamados “Sem terra”, que por não possuírem tradição de trabalho transformam as fazendas desapropriadas em verdadeiras “favelas rurais”…

Cariri vai ganhar segunda emissora de televisão

Segundo notícia divulgada no “Jornal do Cariri” – edição ora em circulação na região – a TV Cariri – Globo, pertencente ao Sistema Verdes Mares, não deverá ser mais colocada no ar, em caráter experimental em março próximo, como estava previsto. Mas, segundo o jornal, com certeza, a TV Cariri estará no ar ainda no primeiro semestre de 2009.

Trata-se da segunda emissora de televisão do Cariri e deverá ter seus estúdios no bairro São José, em Juazeiro do Norte. A outra emissora – já em funcionamento no Cariri – é a TV Verde Vale, canal 13, de propriedade do deputado Manoel Salviano, também localizada na cidade de Juazeiro do Norte.

História de Crato (3)

Por
Armando Lopes Rafael
Vista da Cidade de Crato”, aquarela de José Reis de Carvalho pintada em 1859. Assim era Crato àquela época. A atual Sé Catedral só tinha, à época, uma torre, a do lado Sul. José Reis integrava a Comissão Científica de Exploração das Províncias do Norte e Nordeste, apoiada pelo Imperador Dom Pedro II.
O mártir da monarquia

(Abaixo, à direita, a bandeira do Brasil Império 1822-1889)

O Cariri continuou, durante algum tempo, dividido entre simpatizantes da ideologia republicana e adeptos da Monarquia. O confronto dessas idéias foi motivo de contendas as mais variadas. Joaquim Pinto Madeira era o que poderíamos chamar de “caudilho”. Rico proprietário rural e chefe político da Vila de Jardim, era por índole um afeiçoado às coisas da Monarquia. Foi fundador da sociedade secreta “Trono do Altar”, que defendia a monarquia absoluta. Lutou ele, ativamente, contra os promotores dos movimentos libertário-republicanos da Revolução Pernambucana de 1817 e da Confederação do Equador de 1824.

Após a derrota da família Alencar, em 1817, coube a Pinto Madeira, à época ocupando o posto de Capitão de Ordenança, conduzir até a cidade de Icó os 20 malogrados presos políticos. Provavelmente, durante o percurso, esses prisioneiros sofreram humilhações por parte do caudilho. O que era esperado, face ao temperamento belicoso de Pinto Madeira.Em 1831 o imperador Dom Pedro I abdica do trono brasileiro e volta para Portugal, onde toma o nome de Dom Pedro IV.

Os adversários de Pinto Madeira aproveitaram esse acontecimento para dele se vingar. Acuado, o caudilho, com a ajuda do vigário de Jardim, Padre Antônio Manuel de Sousa, armou cerca de dois mil homens, a maioria com rudimentares espingardas, e invadiu o Crato, em 1832, para dar caça aos seus inimigos liberais. Dizem que de tanto abençoar as espingardas dos jagunços e, na falta destas, dar bênçãos a cacetes (pequenos bastões de madeira) o Padre Antônio Manuel de Sousa ficou conhecido como “Padre Benze-Cacetes”. Pinto Madeira e o Vigário Manuel foram vitoriosos no Crato, mas logo começaram a sofrer reveses.
Terminaram por se render ao General Pedro Labatut, um mercenário francês que atuava no Brasil, desde as lutas pela independência. Presos, ambos foram enviados para Recife e depois para o Maranhão. Pinto Madeira retornou preso ao Crato, em 1834, onde, num júri parcial – composto por antigos inimigos seus – foi condenado à forca, sentença posteriormente comutada para fuzilamento, em face do réu ter alegado sua patente militar de Coronel.
“Morreu virilmente Pinto Madeira. Conta a tradição, ouvida por mim desde menino, que momentos antes do fuzilamento, ofereceu-lhe um lenço, para que vedasse os olhos, um dos seus mais implacáveis inimigos. Recusou o condenado a oferta (…) Durante anos a fio, fez-lhe promessas o rude povo do sertão, considerando-o um mártir, isto é um santo”. (cfe. Irineu Pinheiro, “Joaquim Pinto Madeira” Imprensa Oficial do Ceará.Fortaleza, 1946, página 21).
Um sonho não concretizado: Crato capital do Cariri

(Abaixo, à esquerda) o mapa do Império do Brasil, em 1822)

Já em 1828, a Câmara de Vereadores do Crato encaminhava representação ao Governo mostrando a oportunidade de criação da Província do Cariri Novo. Não foi atendida nessa pretensão. A idéia voltou à tona, em 14 de agosto de 1839, quando o senador José Martiniano de Alencar, do Partido Liberal, apresentava no Senado do Império do Brasil projeto de lei cujo artigo 1º dizia textualmente: “Fica criada uma nova província que se denominará Província do Cariri Novo, cuja capital será a Vila do Crato”.
Os demais artigos desse projeto de lei tratavam sobre os limites geográficos da nova unidade do Império do Brasil que incluíam municípios do sul do Ceará e os limítrofes das Províncias da Paraíba, Pernambuco e Piauí. Com a ascensão do Partido Conservador ao poder, o projeto de lei não prosperou. Anos depois, através do jornal “Diário do Rio de Janeiro”, voltava o senador Martiniano de Alencar a defender sua idéia de criação da Província do Cariri.
Tudo ficou só num sonho.

História de Crato (2)

Por
Armando Lopes Rafael

(Bandeira da Revolução Pernambucana de 1817)

Anseios libertários
No primeiro quartel do século XIX, a Vila do Crato já se sobressaía entre as congêneres interioranas do Nordeste brasileiro. Residiam na vila, ou nas suas adjacências, famílias abastadas, possuidoras de patrimônio amealhado quase sempre, à custa das fainas agrícolas. (Na foto abaixo, lado direito, a residência de Dona Bárbara de Alencar, na Praça da Sé, que foi demolida para dar lugar à atual Coletoria Estadual). Alguns jovens dessas famílias tinham o privilégio de aperfeiçoar seus conhecimentos em escolas da longínqua capital da Província de Pernambuco. Para lá se deslocavam, em longas e penosas viagens que duravam semanas. Sempre feitas em lombo de animais. Alguns desses estudantes retornavam ao torrão natal impregnados de idéias libertárias, assimiladas nas sociedades secretas, existentes em Olinda e Recife. Sonhavam esses jovens com um Brasil independente da metrópole portuguesa. Alguns iam mais longe. Acalentavam o sonho de mudar a forma de governo, substituindo – num eventual Brasil soberano – a monarquia pela experiência republicana já testada nos Estados Unidos da América e França.
Esses sonhos libertários resultaram no primeiro confronto ideológico ocorrido no Cariri. Os liberais eram liderados pelo subdiácono José Martiniano de Alencar, estudante do Seminário de Olinda e adepto dos princípios republicanos e laicos da Revolução Francesa de 1789. Foi este jovem enviado pelos líderes da Revolução Pernambucana de 1817, para deflagrar o processo revolucionário no conservador Vale do Cariri. Num gesto audaz e corajoso, no dia 3 de maio de 1817, José Martiniano de Alencar (foto ao lado) proclamou do púlpito da Matriz do Crato a independência do Brasil, sob o regime republicano. A contra-revolução veio rápida. Oito dias depois, Leandro Bezerra Monteiro, o mais importante proprietário rural do Cariri, dotado de profundas e arraigadas convicções católicas e monarquistas, pôs termo ao sonho do jovem José Martiniano de Alencar. Os revolucionários foram presos e enviados para as masmorras de Fortaleza e posteriormente para as de Salvador, na Bahia. Entre os prisioneiros estavam Tristão Gonçalves de Alencar Araripe e Dona Bárbara de Alencar, irmão e mãe de José Martiniano. Após sofrerem as agruras das prisões, por cerca de quatro anos, os revolucionários cratenses foram anistiados pela autoridade real. Por sua lealdade à Monarquia, Leandro Bezerra Monteiro, foi agraciado, pelo Imperador Dom Pedro I, com o posto de Brigadeiro, o primeiro a ser concedido no Brasil.
Um herói chamado Tristão
Em 1824, eclode nova revolução republicana em Pernambuco denominada “Confederação do Equador”. (Na foto ao lado, a Bandeira da Confederação)Este movimento uniu algumas lideranças das províncias de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, descontentes com a Constituição outorgada pelo primeiro imperador brasileiro, Dom Pedro I. O movimento repercute intensamente no Crato. Tristão Gonçalves de Alencar Araripe aderiu, com todo entusiasmo e idealismo, à Confederação do Equador. Em 26 de agosto daquele ano, foi ele aclamado pelos rebeldes republicanos como Presidente do Ceará. Entretanto a reação do Governo Imperial foi implacável. As instruções para debelar o movimento eram assim sintetizadas: “(…) não admitir concessão ou capitulação, pois a rebeldes não se deve dar quartel”. Debelado o movimento restou a Tristão Araripe duas alternativas: exilar-se no exterior ou morrer lutando. Escolheu a última opção.
Nas suas pelejas, Tristão colecionou vários inimigos. Dentre eles um rancoroso proprietário rural, José Leão da Cunha Pereira. Este utilizou um seu capanga, Venceslau Alves de Almeida, para pôr fim à vida do herói da Confederação do Equador no Ceará. Tristão Araripe faleceu, em 31 de outubro de 1825, combatendo o grupo armado de José Leão, na localidade de Santa Rosa, hoje inundada pelas águas do Açude Castanhão.
Morreu como queria: pelejando, graças a Deus!

História de Crato (1)

Por
Armando Lopes Rafael

Vista parcial de Crato (bairro Ossian Araripe e início do Parque Grangeiro)

O Vale do Cariri
A cidade do Crato está localizada numa das regiões mais bonitas do Nordeste brasileiro: o Vale do Cariri, Sul do Estado do Ceará. A maioria dos historiadores opina que o povoamento deste vale pelo colonizador branco começou no início do século XVIII, ou mesmo no findar do século XVII. Atraídos pela fertilidade do solo, exuberância da vegetação e abundância dos mananciais d’água existentes nestes rincões, criadores de gado provenientes da Bahia e Sergipe del Rey trouxeram a esta região seus rebanhos e aqui construíram os primeiros currais. No Cariri eles já encontraram os primitivos habitantes da região, os indígenas da etnia cariri, espalhados por diversas aldeias, que emprestaram seu nome para denominar esta região.
Como tudo começou
Por volta de 1741, surgem os primeiros registros de um aldeamento dos índios Cariús, pertencentes ao grupo silvícola Cariri. Era a Missão do Miranda, fundada por Frei Carlos Maria de Ferrara, religioso franciscano, nascido na Itália. Este frade ergueu, no centro da Missão, uma humilde capelinha de taipa (paredes feitas de barro) coberta com folhas de palmeiras, árvores abundantes na região. O santuário foi dedicado, de maneira especial, a Nossa Senhora da Penha, a São Fidelis de Sigmaringa e à Santíssima Trindade. Até 1745 a imagem da Mãe do Belo Amor (foto ao lado) foi venerada na capelinha de Frei Carlos.Em volta da capelinha, ficavam as palhoças dos índios. Estes, além de cuidarem das plantações rudimentares, recebiam os incipientes ensinamentos da fé católica, ministrados por Frei Carlos. Aos poucos, nas imediações da Missão, elementos brancos foram construindo suas casas. Era o início da atual cidade do Crato. Não padece dúvidas de que o fundador do Crato foi o Frei Carlos Maria de Ferrara.
Vila Real do Crato
Em 21 de junho de 1764, a Missão do Miranda foi elevada à categoria de Vila, tendo seu nome mudado para Vila Real do Crato, em homenagem à homônima existente no Alentejo português. Com isso se cumpria o Aviso de 17 de junho de 1762, dirigido pela Secretaria dos Negócios Ultramarinos ao Governador de Pernambuco. Mencionado aviso autorizava o governador a criar novas vilas no Ceará, recomendando, entretanto, substituir a denominação dos povoados com nomes de localidades existentes em Portugal. A partir daí, a Vila Real do Crato foi trilhando a senda do processo civilizatório, sempre inspirado no que vinha de bom do Reino, ou seja, do que chegava da metrópole portuguesa. A marca do pioneirismo passaria a caracterizar a existência de Crato, como veremos nas postagens seguintes.

A sabedoria de Sócrates

Para
Mônica Araripe,
que gosta de
colecionar
coisas bonitas…
Dizem que quando iam contar uma “novidade” a Sócrates, antes de a ouvir ele dizia ao informante:
“Antes de me contares tua notícia peço-te que ela passe
por três peneiras:
A primeira: a informação é verdadeira?
A Segunda: ela tem algo a acrescentar de bom?
A Terceira: essa tua informação vai ter alguma utilidade?

E finalizava o filósofo:
“Se o que vais dizer não é verdadeiro, não é bom, e não é útil, guarda a informação para ti mesmo”…

DUAS NOTAS DE TARSO ARAÚJO

PONTA DA SERRA QUER SER MUNICÍPIO

Neste domingo,dia 14, no Pólo de Atendimento Edvardo Ribeiro, no distrito de Ponta da Serra (foto ao lado), em Crato, acontecerá uma reunião do Movimento de Emancipação da Ponta da Serra. O encontro começará às 8 horas e tem como pauta principal discutir a formação de coordenações para dar início à articulação da emancipação do distrito. Ponta da Serra está entre os distritos que poderão ser transformados em um dos novos municípios do Ceará.

CITROËN CHEGA AO CARIRI

A Citroën do Brasil está se implantando na região do Cariri e escolheu o município de Juazeiro do Norte para uma de suas filiais. Com a inauguração da nova Citroën Arles, o grupo passa a contar com 109 concessionárias da marca no país. Na próxima terça-feira, dia 16, haverá uma entrevista coletiva do diretor de Desenvolvimento de Rede da Citroën do Brasil, Domingos Boragina Neto, que vem ao Cariri acompanhado dos executivos do Grupo Arles, Arnaldo Lobo, José Luna Tavares e Arlânia Oliveira Lobo. O quarteto de executivos vai comentar sobre as perspectivas da Citroën para o mercado nacional de automóveis e as expectativas comerciais para o mercado nacional e para toda a região do Cariri. As modernas dependências da Citroën Arles ficam localizadas na Avenida Padre Cícero, 3.009, bairro Triângulo Crajubar.

Relíquias de Santa Margarida Maria Alacoque já estão em Fortaleza

Santa Margarida
Relíquias de santa são reverenciadas
Em peregrinação pelo Ceará desde o dia 1º deste mês, a urna vem sendo reverenciada em diversas paróquias em Fortaleza e no interior do Estado, dentro do projeto Consagra Brasil.

Em meio a orações e demonstrações de fé, as relíquias de Santa Margarida Maria Alacoque foram recebidas ontem à tarde na capela do Carmelo Santa Terezinha, no bairro do Castelão. Na chegada, a urna foi conduzida ao altar, e logo teve início uma adoração, contando com a participação de moradores das proximidades, freiras carmelitas e visitantes do Carmelo. O espaço ficou aberto à visitação pública até o início da noite. No local, o relicário permanece até a manhã de hoje, quando será celebrada missa às 6h30min. Já por volta das 8 horas, será levado para a igreja Senhor do Bonfim, no Monte Castelo.

Em peregrinação pelo Ceará desde o dia 1º deste mês, a urna vem sendo reverenciada em diversas paróquias em Fortaleza e no interior do Estado, dentro do projeto Consagra Brasil. A iniciativa é da TV Século 21, com sede em Campinas, São Paulo, que tem como responsável o padre Eduardo Dougharty. As visitas do relicário aos estados nordestinos começaram em julho. O Ceará é o sétimo estado a recebê-las. Para a madre superiora do Carmelo, irmã Maria Bernadete, receber as relíquias de Santa Margarida Alacoque tornou o dia especial para todas as religiosas do local.

Ela afirmou se tratar de um presente carinhoso de Deus, “que a trouxe no dia 12 de dezembro, dia consagrado à Nossa Senhora de Guadalupe”, santa que é mãe das Américas. Conhecida como apóstola do Sagrado Coração de Jesus, foi a Santa Margarida Maria Alacoque que Deus revelou suas 12 promessas. Para Ailton Vasconcelos, estudante de Teologia que fez a abertura da adoração, a urna contendo as relíquias é “um tesouro que Deus coloca em nosso meio para mostrar o seu amor por todos”. De acordo com ele, é meta do projeto Consagra Brasil levar o relicário a todos os estados e ao maior número possível de famílias. “Santa Margarida nos mostra que o caminho é Cristo”, disse ele.

(FONTE: “O Povo”, edição de 13-12-2008)

EM CRATO RELÍQUIAS CHEGARÃO DIA 26

A diocese de Crato recepcionará, no próximo dia 26 de dezembro, as relíquias de Santa Margarida Maria Alacoque, ora percorrendo as dioceses brasileiras em peregrinação. Essas relíquias – um ossário que contém vários fragmentos de ossos e uma parte do tecido cerebral, que se conserva incorrupto, por mais de 300 anos – serão recepcionadas inicialmente na Catedral de Nossa Senhora da Penha.
A peregrinação que vem percorrendo diversos países partiu da França, onde Jesus apareceu à Santa, no século XVII. Conforme Dom Fernando Panico, bispo de Crato, “O objetivo da peregrinação das relíquias da santa é despertar no povo essa devoção e preparar o Brasil para ser consagrado ao Coração de Jesus”. No Cariri, segundo Dom Fernando, essa devoção já está bem arraigada e faz parte da cultura católica nos 32 municípios que formam a diocese de Crato, todos possuidores da associação de fiéis do Apostolado da Oração.
Para o Cura da Sé Catedral, Padre Edmilson Neves, “As peregrinações contribuem para fazer conhecer a mensagem do Coração de Jesus no mundo, que é uma mensagem de paz, amor e reconciliação, além de reavivar a fé dos cristãos no profundo Amor do Divino Coração pela humanidade”.

Quem foi a Santa
Santa Margaria Maria Alacoque era francesa, nasceu em 1647 e acreditava que sua missão era dar impulso à devoção ao Sagrado Coração. Ela morreu no dia 17 de outubro de 1690, aos 43 anos de idade. Foi beatificada no dia 18 de setembro de 1864 e canonizada no dia 13 de maio de 1920.

60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos

Há exatamente 60 anos, no dia 10 de dezembro de 1948, 58 Estados membros da Assembléia Geral da ONU assinaram um documento que seria um marco na história dos direitos humanos no mundo. A Declaração Universal dos Direitos Humanos colocou no papel todos os direitos que o homem tem a partir do momento em que nasce.
Através de trinta artigos, o texto especifica todos os direitos civis, sociais, culturais e econômicos que todas as pessoas possuem. À época, grande maioria dos países aprovou o texto, exceto a União Soviética, países do Leste europeu, África do Sul e Arábia Saudita, que não intervieram. A Segunda Guerra Mundial e o genocídio nazista foram fatores determinantes para a elaboração do documento.
A carta foi inspirada na Declaração de Independência dos Estados Unidos, criada em 1776, e na Declaração Francesa dos Direitos Humanos e do Cidadão, de 1789. É reconhecida como a base do direito internacional em relação aos direitos humanos.
A Declaração motivou algumas convenções internacionais em favor dos direitos humanos. Por exemplo, a convenção para acabar com a discriminação contra as mulheres, de 1979, as convenções contra a tortura, de 1984, e a convenção pelos direitos das crianças, de 1990. A criação da Corte Penal Internacional (CPI) em 1998 também é fruto da Declaração Universal.

Por: Armando Rafael
Imagem ilustrativa: Quadro “A Liberdade guiando o Povo” de Delacroix
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Para ‘Economist’, FMI pode ajudar Brasil em meio à crise

Para ‘Economist’, FMI pode ajudar Brasil em meio à crise

Um artigo na mais recente edição da revista britânica The Economist sugere que recorrer ao FMI, ao Banco Mundial ou ao Banco Interamericano de Desenvolvimento pode ser uma boa idéia para ajudar países latino-americanos – entre eles o Brasil – em meio à crise financeira internacional.
» Entenda a crise do crédito » Opine sobre a crise nos mercados financeiros
De acordo com o texto, intitulado “Preparing for a Tougher Times” (Preparando-se para Tempos Mais Difíceis, em tradução livre), apesar de acreditarem no início da crise que poderiam escapar do pior, a realidade mostrou ser diferente, e os governos da região agora já enfrentam a perspectiva de uma contração econômica.
Mas a Economist diz que a capacidade dos governos de países latino-americanos de injetar recursos na economia a fim de preservar as conquistas dos últimos anos, como a redução da pobreza, é limitada e varia de caso a caso.
Segundo o artigo, o Brasil não é um dos países que está numa das situações mais confortáveis na região.
“Os governos vão enfrentar a restrição representada pela queda da renda dos impostos”, diz o texto. “O Brasil está comprometido com um superávit fiscal primário de 3,8% do PIB, com o objetivo de continuar a reduzir o peso de sua dívida. Se diminuir essa meta, isso poderia comprometer a habilidade de o Banco Central reduzir a taxa de juros.”
“Nos últimos anos, o Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento e o FMI tiveram pouco trabalho na América Latina porque os governos podiam levantar dinheiro nos mercado de capital. Isso mudou.”
“Seria trágico se eventos externos levassem a América Latina a jogar fora a estabilidade econômica que trabalhou tão duro para conseguir”, conclui a Economist.
Todos os direitos reservados.
BBC Brasil.

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