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SOBRE O SACI E OUTROS MITOS


Tudo bem, que seja o Saci, a quem tanto admiro e tenho na minha imaginação. Nada contra. Mas porque não lançamos uma campanha que unifique o país através de um mito nordestino-universal? Caipora. Mula. Saci…

Façamos um estudo e um grande plebiscito nacional, envolvendo escolas e comunidades. O Saci ocorre mais no Sudeste. Não podemos “lobatoralizar” a identidade nacional, mesmo considerando a contribuição do grande Monteiro.

Para nós a Caipora seria mais interessante. Perguntem aos sertanejos que vivem “o” sertão e “no” nordeste. Eles viram a Caipora, talvez jamais o Saci.

Sou contra a uniformização pelo modelo das regiões ricas (economicamente). Sou a favor do diálogo e da decisão coletiva.

SACI SIM. CAIPORA SIM. MULA-SEM-CABEÇA SIM. POVO SIM.

Meu voto é para a Caipora. Pés para trás, pode ser comparada à maestria enganadora dos dribles de Garrincha e ou identificar a malandragem dos pés para o sucesso no futebol.

Ainda a respeito: sou contra o dia do Saci. Por que o Saci? Por que não outro mito? Por que não um dia para todos eles, tendo em vista a pluridade cultural do Brasil? Por que os paulistas sempre têm que vir com suas bandeiras e entradas e nós, índios, temos que atender e aplaudir a suas carochinhas midiáticas?

Não podemos desconsiderar/desrespeitar as manifestações culturais de outras regiões.

Quem computará meu voto?

Um abraço.

Cacá Araújo
Presidente da Fundação do Folclore Mestre Eloi
Dramaturgo
Ator
Professor

FESTIVAL CARIRI DA CANÇÃO
CENTRO CULTURAL DO ARARIPE – RFFSA
CRATO – CEARÁ


VÁ AO TEATRO E SE DIVIRTA!!!
31 de maio e 1º de junho de 2008
No Teatro Rachel de Queiroz – Crato – Ceará – 20h



Apoio:
Prefeitura Municipal do Crato
Secretaria Municipal de Cultura

O PECADO DE CLARA MENINA
Comédia de Cacá Araújo
“ESTE CONTO FOI CONTADO
SEM MENTIR, SEM INVENTAR
O PECADO DA MENINA
FEZ O REINO REVIRAR…”





DIAS 24 E 25 DE MAIO DE 2008
(SÁBADO E DOMINGO)
20 HORAS – 14 ANOS
Inteira: R$ 6,00 – Meia: R$ 3,00
Teatro Rachel de Queiroz
Rua Dom Quintino, 913
Crato – Ceará
Tel: (88) 3523.2168

HOJE TEM ESPETÁCULO, SIM SENHOR!!!

“Esta terra tem pecado
Tanto quanto água no mar
Este mundo está no tempo
De de novo se acabar”

VÁ AO TEATRO!!!

O Pecado de Clara menina, como uma maldição, é o fato que desencadeia uma série de outros pecados cometidos por gente do reino: ambição, ira, adultério, poligamia, luxúria…

Clara, filha do Rei de Mont’Alverne, é flagrada por um Caçador ambicioso em namoro exagerado com Dom Carlos de Alencar. Ela e seu amante lhe fazem promessas de bens e riquezas para que ele não revele ao Rei o que presenciara, mas este se mostra determinado a contar ao monarca e “para um bom prêmio ganhar”. No momento em que conversam, Secundina, a prima de Clara, uma sujeitinha abirobada muito feia e atirada, surge e se enamora do Caçador, que a recusa e ela promete vingança.

Chegando ao castelo, o Caçador narra o que vira ao Rei, que se revolta com a revelação do caso em público e manda o Carrasco cortar-lhe o pescoço, sendo salvo pela Prima Secundina ao inventar ter sido estuprada por ele e desejar casar-se para não manchar a honra da família.

Atendendo aos pedidos de sua Rainha em favor de sua filha e de Dom Carlos, o Rei resolve poupar a vida dos dois pecadores e os faz casarem-se, em grande festa para a qual convida toda a nobreza. Estando presente ao casamento a Baronesa Malaguêta, viúva do Barão do Riacho Fundo, e suas feias e invejosas filhas Solana e Luana, cria-se um típico ambiente de fofocas. E eis que aparece o Conde de Santa Fé, a quem o Barão havia prometido a mão de uma de suas filhas. Mas, sendo ele velho, corcunda e manco, apesar de rico, desperta o desprezo das irmãs, que permanecem alvos da alcoviteirice da mãe, de olho na boa-vida que pode ter.

Outro pecado ocorre, desta vez, quando a Baronesa Malaguêta se entrega a um caso amoroso com o Frei Caneco. Para surpresa de ambos, o Barão do Riacho Fundo retorna de sua longa jornada, depois de já ter sido considerado morto, e se depara com sua mulher aos beijos e abraços com o frade, numa vereda da floresta. O ciúme e a ira tomam conta dele, que resolve duelar com o Frei Caneco numa luta de espadas. Temendo pela morte de um deles, a Baronesa resolve interromper a luta ameaçando se matar. Propõe a interrupção da disputa, resolve ficar com seu marido ex-defunto e sugere que o Frei Caneco retorne à igreja. Atendendo as exigências, eles cessam a luta. Na saída para casa com o Barão, ela pisca o olho para o frade, sinalizando que o caso amoroso continuará.

No final, todas as moças estão grávidas e as crianças nascem em meio a uma grande confusão, todas elas ao mesmo tempo, no salão do Castelo de Mont’Alverne.

“O PECADO DE CLARA MENINA” é um pequeno conto narrado em versos populares (intencionalmente com todas as rimas em “ar”), cujas personagens evidenciam a sedução, o amor, a traição, o pecado, a ambição, a crueldade dos poderosos, tudo por meio de linguagem e motivação brincante, cômica, sertaneja e universal. Não tem pretensão moralizadora como os autos da Idade Média, é apenas uma brincadeira de bom gosto, ao sabor dos nossos contadores de causos.

LIBERDADE DE IMPRENSA
Por Cacá Araújo
Crato-CE, em 13 de maio do ano 2008.
Vladimir Herzog
Jornalista assassinado pela ditadura militar.

O veredicto, depois da tortura.

“Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros.” (Che Guevara)

1975:

Intolerantes, truculentos e tiranos, os militares torturaram e assassinaram o jornalista Vladimir Herzog. Ele havia cometido o “crime” de ser comunista e lutar pela dignidade de brasileiros e brasileiras, insurgindo-se contra a ditadura militar. Naqueles tempos cruéis não havia liberdade de pensamento, ideológica e de expressão. Ninguém podia ousar se contrapor ao regime lesa-pátria dos generais. Veredicto: a morte.

1988:

É promulgada a nova Constituição da República Federativa do Brasil, resultante de heróicas lutas pela ampliação das liberdades democráticas.

A Carta, em seu artigo 5º, inciso IX, determina que “é livre a expressão de atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”.

Mais à frente, no artigo 220, é clara no impedimento a qualquer restrição à manifestação do pensamento, à criação, à expressão e à informação, “sob qualquer forma”. Também proclama que nenhuma lei pode criar embaraços “à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social (…)” e veda “toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística”.

2008:

O radialista e colunista cearense Tarso Araújo é processado judicialmente por agente de órgão público, em virtude de, no exercício do que lhe assegura a Constituição Brasileira, ter escrito algo do desagrado daquela autoridade.

Seria uma tentativa de intimidação? Um combativo e honesto militante da imprensa sendo alvo de ação impetrada por um promotor de justiça pode ser um grave sinal de cerceamento da “plena liberdade de informação jornalística”, na medida em que gera o entendimento de que criticar integrantes dos poderes constituídos, neste caso o judiciário, é a senha para a execração sumária pelo braço forte da lei. Qual será o veredicto, depois da tortura? A cadeia? A condenação ao silêncio? A palavra deverá ser contida e, no engasgo do choque, engolida e calada para sempre? O que será feito de outros tantos radialistas e jornalistas, e intelectuais, e líderes políticos e comunitários, que ousam desafiar os poderosos? Serão eles inimigos da lei?

E nessa negação de direitos verifica-se a manifestação de um especialista em danos morais, arvorado numa verdadeira pirotecnia jurídica, dizendo-se “estupefato” com a indignação de importantes setores da imprensa local diante do ato “nauseabundo” contra o radialista. Não creio que a sociedade, cônscia de seus direitos e do custo político e humano para conquistá-los, permita que esse duo se transforme em um grande coro e fira a democracia num de seus pontos mais valiosos: a liberdade de expressão.

O momento da vida brasileira é de fortalecimento do respeito e da convivência pacífica de contrários, da efervescência ideológica e cultural, da ampliação dos mecanismos de informação e formação, da democratização das riquezas materiais, da justiça social, da dessacralização dos poderes, da humanização dos deuses, especialmente os “de carne e osso”, não importando o altar de onde exerçam seus mandatos.

Antonio Carlos Ferreira Araújo (Cacá Araújo)
Especialista em Gestão Educacional
Endereço eletrônico: cacaraujo66@yahoo.com.br

CONTINUA EM CARTAZ!!!
“O pecado da menina / Fez o reino revirar / E o povo todo pecou / Depois de Clara pecar”.

Prossegue nos dias 17, 18, 24 e 25 de Maio de 2008
20 horas – Indicação: 14 anos
Inteira: R$ 6,00 – Meia: R$ 3,00
TEATRO RACHEL DE QUEIROZ
Crato – Tel.: (88) 3523.2168 – Ceará
ELENCO
Atores/Personagens
Andecieli Martins – Clara
Cacá Araújo – Rei de Mont’Alverne e Barão do Riacho Fundo
Carla Hemanuella – Baronesa Malaguêta
Charline Moura – Luana Malaguêta
Daniel Rodrigues – Dom Carlos de Alencar
Franciolli Luciano – Conde de Santa Fé
Jardas Araújo – Caçador e Frei Caneco
Joênio Alves – Bobo e Carrasco
Jonyzia Fernandes – Solana Malaguêta
Orleyna Moura – Rainha de Mont’Alverne
Paula Amorim – Prima Secundina

Produção:
Sociedade de Cultura Artística do Crato
Sociedade Cariri das Artes

Apoio:
Prefeitura Municipal do Crato
Secretaria Municipal de Cultura

O Pecado de Clara Menina
Texto e Direção de Cacá Araújo
Estreou, neste 10 de maio de 2008, no Teatro Rachel de Queiroz, em CRATO, a peça “O Pecado de Clara Menina”, de Cacá Araújo
Outras apresentações: 10, 11, 17, 18, 24, 25 de maio de 2008.
(sábados e domingos)

Vamos todos ao Teatro ? – Por Cacá Araújo

Hoje, dia 10 de maio de 2008, às 8 da noite, estréia a peça “O Pecado de Clara Menina”, no Teatro Rachel de Queiroz, em Crato-CE. Com texto e direção de Cacá Araújo, o espetáculo conta com elenco já consagrado nos palcos cearenses: Andecielli Martins, Orleyna Moura, Franciolli Luciano, Joênio Alves, Charline Moura, Jonyzia Fernandes, Jardas Araújo, Carla Hemanuella, Daniel Rodrigues, Paula Amorim e Cacá Araújo. É uma comédia que narra a história do pecado a partir do amor de Clara Menina com Dom Carlos de Alencar, no distante reino de Mont’Alverne. Amor, traição, adultério, ambição, prepotência, crueldade, luxúria…

“Foi num reino bem distante
No sertão que já foi mar
Que o amor fez presepada
Com Dom Carlos de Alencar

Dando susto bem danado
De fazer calça borrar
Quase a morte lhe levou
Sem dar tempo de chorar

Seduziu Clara Menina
A princesa do lugar
E buliu com a moça alheia
Onde é bom de bulinar

(…)

O pecado da menina
Fez o reino revirar
E o povo todo pecou
Depois de Clara pecar

(…)”

Outras apresentações: dias 11, 17, 18, 24 e 25 de maio de 2008
no Teatro Rachel de Queiroz, em Crato-CE, às 8 da noite.
Indicação: 14 anos.

PRODUÇÃO:
Sociedade de Cultura Artística do Crato
Sociedade Cariri das Artes

APOIO:
Prefeitura Municipal do Crato
Secretaria de Cultura, Esporte e Juventude
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