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Nota de Falecimento

O Crato amanheceu triste com o falecimento de seu Wlanderico Teixeira da Silva, esposo de Dona Euda Gregório Teixeira, Pai de Verônica, Ceiça, Isabel, Marlene, Delô, Douglas e Junior (igrejinha)
Nascido na cidade de Icó nos anos de 1929, mas Cratense de coração, seu Wanderlo era um verdadeiro artista na arte da marcenaria, trabalhou desde os 14 anos na movelaria irmãos Rôla.
Seu corpo está sendo velado na sua residência, na rua Marieta Teixeira Mendes – 228, no Bairro do Sossego em Crato.

Governos tucanos prejudicam a educação pública

A edição de Abril da revista Caros Amigos traz duas matérias sobre as péssimas condições do ensino no Estado de São Paulo: um artigo da jornalista Marilene Felinto, que analisa as medidas desastrosas do governo José Serra para a rede pública estadual, e uma reportagem de Beatryz Rey com professores temporários e eventuais, que vivem em situação precária e são vítimas do caos existente nas escolas de ensino fundamental e médio. As matérias da Caros Amigos abordam questões que boa parte da grande imprensa tem ignorado – principalmente porque evitam críticas aos governos do PSDB.
Amigos leitores estes TEMPORÁRIOS, COLABORADORES, AMIGOS DA ESCOLA só existem em São Paulo mesmo ?
Saudações Geográficas!
João Ludgero

Onde está o povo?

Vivemos uma semana de homenagens aos heróis brasileiros, Tiradentes, Pedro, etc. Achei este texto de Júlio José Chiavenato interessante para este momento. Fica aberto o debate para os intelectuais da “Velha” e Nova História, da Geografia Nova ou da Nova Geografia, Filósofos, Sociólogos, etc.

Nos livros de história o povo quase nunca aparece. É Pedro I gritando, Bonifácio propondo, Isabel “abolicionando”, Caxias puxando a espada, um tal de “quem for brasileiro, siga-me” ou “morre um liberal mas não morre a liberdade”. Povo que é bom…
Será verdade?
Fala-se muito que este é um “povinho safado”. Dizem que o brasileiro não luta, aceita os fatos passivamente, e que as grandes mudanças na política acontecem sem sua presença.
Melhor repensar algumas coisas. Quem é o povo? O que são grandes mudanças políticas? E, afinal, a velha e anedótica questão – que país é este?
Antes das respostas, porém, vamos lembrar o óbvio: sem povo, não há história. E repetir o truísmo: a história tem sido escrita pelos vencedores. Especialmente no Brasil, com raras exceções, sua interpretação é feita pelas classes dominantes.
Uma das características básicas da historiografia tradicional é negar ao povo qualquer participação profunda nas mudanças da sociedade. A partir daí se exerce um controle ideológico tendo por base o seguinte: são os “grandes homens”, os “heróis” e os “santos” que lutam pelas massas, pois elas são incapazes de entender a grande política.
O Culto ao herói, ao grande homem, é utilíssimo ao poder. Por meio do mito criado aprendemos a respeitar a autoridade e a não questionar o que é “de lei”. O culto aos grandes homens do passado, feito muitas vezes contra, a verdade histórica projeta-se nos anões políticos do presente, menosprezando a capacidade política do povo de cuidar do seu próprio destino. É muito simples entender, mas bastante complexo desarmar toda essa mitificação.
Séculos de dominação ideológica, nos quais raramente aparece o outro lado da história, levam-nos a acreditar nas “verdades estabelecidas”. Com referência a história do Brasil, é mais fácil as pessoas aceitarem mentira do que a verdade. Uma conseqüência lógica. É uma das grandes forças que mantém a opressão sobre a maioria do povo brasileiro.
Saudações Geográficas!
João Ludgero

Estudo liga uso de maconha a câncer de testículo

Saiu na BBC. Um estudo feito nos Estados Unidos identificou que os usuários de maconha têm maior probabilidade de desenvolver câncer de testículo. Para chegar a essas conclusões, foram entrevistados 69 pacientes com a doença.Os pesquisadores descobriram que o uso frequente da droga aumenta o risco em 50% em comparação com os homens que nunca fumaram maconha. Suas respostas foram comparadas às de cerca mil homens, aparentemente saudáveis. O uso da maconha permaneceu como um claro fator de risco para o câncer.Segundo informações do Instituto Nacional do Câncer, a doença que afeta os testículos corresponde a 5% dos casos de tumores malignos entre os homens. A cada 100 mil, 3 a 5 têm o problema. O câncer é mais comum em entre homens com idades entre 15 e 50 anos e tem alto índice de cura, principalmente, se for diagnosticado no estágio inicial.
Mas, afinal…
O QUE É A MACONHA?
São as flores e folhas secas da planta CANNABIS SATIVA, também conhecida como Cânhamo verdadeiro. Os cigarros são chamados de: erva, pacau, baseado, charão, fininho ou finório. Contém várias substâncias que têm efeitos cerebrais, a mais conhecida sendo o delta-9-tetrahidrocanabinol (D -9-THC,THC). Também contém substâncias que não agem no cérebro, como o alcatrão. Outras preparações da CANNABIS são o haxixe, ganja e charas.
POR QUE É USADA?

Os efeitos variam se a droga é fumada ou tomada, e dependem da quantidade usada. Com doses baixas há euforia (sensação de bem-estar) e risos, quando em grupo, ou há relaxamento e sonolência, se está sozinho. A memória fica prejudicada e a pessoa não consegue executar tarefas múltiplas. Há aceleração do tempo subjetivo, fazendo minutos parecerem horas, e confusão entre passado, presente e futuro. Os sentidos ficam aguçados, mas o indivíduo tem menor equilíbrio e força muscular. Os olhos ficam vermelhos (congestão da conjuntiva), a boca seca, e aumenta a vontade de comer doces. O pulso fica acelerado, e a pressão pode diminuir quando a pessoa fica em pé, causando tontura. Com doses mais altas iniciam os delírios (desorientação, confusão, raciocínio incoerente, medo, ilusões), alucinações (perceber algo quando não há estímulo) e despersonalização (sente que não é mais ele mesmo), que podem atingir um nível de psicose tóxica. Nestes estágios de intoxicação a pessoa pode sentir-se muito mal, mostrar-se agitada e confusa, caracterizando a má viagem.

QUE MAL FAZ PARA A SAÚDE?
Sem referir os problemas de comportamento já citados, é conhecido que:
fumar maconha traz os mesmos problemas que fumar cigarro de tabaco: bronquite, asma, faringite, enfisema e câncer; há maior risco de sofrer acidentes de trânsito; diminui a imunidade, aumentando a chance de ocorrerem infecções; se for usada durante a gravidez, existe a possibilidade de prejudicar o feto.
PODE OCASIONAR DEPENDÊNCIA?
A dependência pode ocorrer por uso repetido, durante bastante tempo. Pode haver tolerância(precisa usar maior quantidade de droga para sentir os mesmos efeitos de antes), de forma que a pessoa passa a fazer uso diário da droga, no entanto, a suspensão abrupta do uso não produz sintomas físicos. O dependente se afasta da família, do trabalho e do lazer, para ficar usando a droga. Alguns podem perder o interesse por cuidar de sua saúde ou higiene.
QUAL DEVE SER A CONDUTA QUANDO SE DESCOBRE UM AMIGO USUÁRIO DE DROGAS?
O usuário não deve sentir-se abandonado por amigos ou familiares, pois ficará mais próximo da droga. Ele deve ser motivado a procurar ajuda especializada, pois os tratamentos trazem melhores resultados naquelas pessoas que querem ser ajudadas. Para tanto, devemos estar bem informados a respeito de drogas e dispostos a conversar sem preconceitos sobre o assunto. Esta pode ser uma boa maneira de auxiliá-lo, porque estaremos mostrando que a opção de não usar drogas está fundamentada.
O QUE FAZER EM CASOS DE “MÁ VIAGEM” ?
Conduzir um indivíduo a um centro de urgências é a melhor medida. Caso não seja possível, é importante colocar a pessoa em ambiente calmo, sempre acompanhado por alguém, evitando que machuque a si ou a outras pessoas. Não dar remédios ou bebidas alcoólicas.
Saudações Geográficas!
João Ludgero

Cratinho de Açucar, o Paraíso é aqui !

Recebi por email do meu amigo Paulo de Tarso este pequeno texto, que traduz de uma certa forma o amor que temos pelo Crato.
Estava num passeio em Roma quando, ao visitar a Catedral de São Pedro fiquei abismado ao ver uma coluna de mármore com um telefone de ouro em cima.
Vendo um jovem padre que passava pelo local perguntei a razão daquela ostentação. O padre então me disse que aquele telefone estava ligado a uma linha direta com o paraíso e que se eu quisesse fazer uma ligação eu teria de pagar 100 dólares. Fiquei tentado porém declinei da oferta. Continuando a viagem pela Itália encontrei outras igrejas com o mesmo telefone de ouro na coluna de mármore. Em cada uma das ocasiões perguntei a razão da existência e a resposta era sempre a mesma: Linha direta com o paraíso ao custo de 100 dólares a ligação.
Depois da Itália vim para o Brasil e fui direto para o Ceará (de um país para outro país). Ao visitar a nossa gloriosa Catedral do Crato, na famosa Praça da Sé, fiquei surpreso ao ver novamente a mesma cena: uma coluna de mármore com um telefone de ouro. Sob o telefone um cartaz que dizia: LINHA DIRETA COM O PARAÍSO – PREÇO POR LIGAÇÃO = R$ 0,25 ( vinte e cinco centavos ).
Não me aguentei, e lasquei….Padre, eu disse, viajei por toda a Itália e em todas as catedrais que visitei vi telefones exatamente iguais a este, mas o preço da chamada era 100 dólares. Por que aqui é somente R$ 25 centavos? O Padre sorriu e disse. Meu amigo, você está no Crato. Aqui a ligação é local.
Saudações Geográficas!
João Ludgero

Bárbara, que barbaridades…

Por – Hugo Esmeraldo Sobreira – Cratense
Por que lutavam os rebeldes de 1817 e 1824? Seriam realmente guerreiros da liberdade? Que liberdade era aquela? Que liberalismo era aquele? Tentemos.
A luta renhida entre o localismo e o centralismo atravessou o primeiro século do Brasil apartado. Senhores locais vindos das mais profundas raízes formadoras de nossa sociedade ansiavam por ter enfim, definitiva e legitimamente, as rédeas de seus terreiros. Eis os que se diziam liberais naqueles tempos. Mas o imperador lhes barrou o plano. Fez-lhes engolir o Quarto Poder: Moderador. Na prática, a absolutização da Pátria recém-nascida. Gritos liberais então tentaram não engasgar. Mas liberais o quanto? Suficientemente ao ponto de um Rousseau? Não! Jamais! Nunca a loucura de um sufrágio universal! Nem pensar em libertação de escravos! Nem imaginar a divisão da terra! A questão era bem mais simples: fatias de poder mais bem repartidas. E só. Piegas, simplória, lugar-comum a luta desses “heróis”: aferrar seu poder incontestável sobre pobres quinhões regionais nordestinos.
Mas a História também se faz de mitos. D. Bárbara de Alencar, legítima representante da aristocracia latifundiária escravista. Não! Perdoem-me! Legítima heroína da liberdade nacional! Uma cidade se faz com gente… gente que se reconhece num mesmo processo formador. É preciso ter História para se ter identidade. Ela, um dos fundamentos da identidade da elite intelectual cratense.
D. Bárbara foi muito mais uma mãe ciosa de suas crias do que mesmo uma lutadora consciente de sua prática política. Foi assim, uma matrona, “coronela”, sra. de escravos e de largas terras. Saiu à luta não como uma musa republicana de bandeira em punho, mas muito mais para proteger os interesses “liberais” da época, meramente localistas e particularistas. Na aventura em que se viu levada acabou caindo em desgraça, ela e sua família. Perderam terras, posição social, a própria vida até. Parentes foram perseguidos ainda por décadas. José de Alencar, pai do escritor, filho da mãe “heroína”, vergonhosamente se salva ao pedir perdão ao imperador. Verá os picos do poder no Império brasileiro: governador do Ceará, senador vitalício… Bem se vê tamanha a convicção política dos “heróis” liberais.
É com tristeza que ainda vejo se repetir, pleno século XXI, práticas culturais e intelectuais dignas dos salões aristocráticos. Tecem-se elogios, erguem-se memoriais, textos, imagens, sons… Tudo a fim de perpetuar uma grande mentira, a mentira dos heróis. Há muito sabemos que os heróis não existem, nada significam, em se tratando da verdade humana, a vida humana real. Se olhássemos o passado com os olhos de então, veríamos. Aqueles homens e mulheres não foram heróis, não poderiam sê-lo. Não foram além! Não foram verdeiramente revolucionários. Como seriam? Se eram latifundiários? Se eram escravocratas? Se eram da parcela proprietária detentora do poder? Não os acuso de nada. Não os julgo. Apenas tento aqui ser um pouco (ou um tanto?) iconoclasta, porque é preciso ser iconoclasta. Os ícones encobrem, mascaram, enganam. Personagens irreais criados e recriados em épocas e épocas. Chega de heróis. Precisamos de gente. Gente lúcida, livre, consciente.

Chuva causa enchentes nas ruas do Crato!

CANAL DO RIO GRANGEIRO, AINDA BEM QUE NÃO TRANSBORDOU
O CANAL DO RIO GRANGEIRO

POSTO QUE FICA NA RUA DA VALA

RUA PARALELA A PRAÇA DA SÉ

ESQUINA QUE DA ACESSO A DUQUE DA CAXIAS

INÍCIO DA RUA DA VALA

RUA DA VALA INUNDADA

EDUCAÇÃO E CORONELISMO

Amigos leitores, achei interessante postar este texto, porque o mesmo apesar de tratar da realidade da educação e de uma IES do Estado de São Paulo, nos permite fazer um paralelo com o que vêm acontecendo aqui no Ceará, e principalmente no Crato. Se você substituir as localidade pelo Crato, os atores e a IES, você se sentirá realmente no Crato.
Afinal, o que é Educação? Podemos discernir uma breve definição que dará conta do que pretendemos dizer neste pequeno artigo. Educação é um processo que – através da assimilação de conhecimentos sistematizados, a partir da aferição junto aos anseios da comunidade – objetiva a formação de cidadãos conscientes e participativos que se voltam para a mesma comunidade e, num processo dialético constante, explicitam as contradições da realidade, revendo aqueles conhecimentos e contribuindo para a formação de uma sociedade mais justa e um ser humano mais acabado, isto é, pessoas que saibam conviver com a incompletude, eternamente aprendendo, transcendendo e se realizando na tensão indivíduo/coletividade, como Homens Integrais e plenos de consciência e vitalidade. Dissemos quase tudo nesta breve síntese? Seria melhor enfatizar um ingrediente fundamental: a felicidade. Sim, a Educação deve servir para atingirmos um estágio superior que só se revelará como tal na superação das nossas contradições e, pelo menos, das carências básicas. Felicidade é/implica (processo e produto) superação e transcendência.
Deveríamos, de fato, às portas do terceiro milênio, ter superado muita coisa, como fizeram outras nações. No entanto, apesar de sermos a quinta economia mundial, convivemos com a miséria, uma enorme massa de excluídos, deseducados, escandalosas discrepâncias sociais, corrupção institucionalizada etc., etc. Falhamos, não é verdade? Somos uma nação de terceira categoria? Somos gentinha ordinária que merece os governantes corruptos que se sucedem no poder? Ao contrário, prefiro entender a realidade como um processo histórico e ideológico que pode ser superado. Temos, de fato, no nosso passado, a reiteração de elites retrógradas que encontraram em terras brasílicas um clima favorável para vicejar: a índole pacífica e conformada do povo brasileiro, do homem que sorri apesar de irrealizado, como observou Mário de Andrade.
Nossas especificidades nacionais mantiveram vivas as velhas oligarquias, sobreviventes em metamorfoses camaleônicas (apesar da pós-modernidade e da sociedade globalizada): foram mudando de siglas partidárias e robustecendo seu eficiente (mas doentio) coronelismo. O voto de cabresto e os currais eleitorais tomaram configurações mais profundas e mais perversas. Ora, a educação seria o meio de superação desse estágio primitivo. Mas (e aqui atingimos o ponto fulcral da questão) foi justamente agindo no espaço educacional institucionalizado – a escola – que esses senhores mantiveram seu feudo, quebraram a espinha dorsal do sistema educacional, nutriram o subdesenvolvimento e enriqueceram com ele.
Tenho uma historinha e um exemplo deste fenômeno. Aliás, dele fiz parte. Presidente Prudente, no interior de São Paulo (um microcosmo) convive com um exemplar magnifico desta espécie de coronel da modernidade. Não há nenhum modelo tão significativo na literatura (talvez o milionário Wundershaft, da peça de Shaw). Refiro-me ao dono da universidade do oeste paulista, agora prefeito. Figura poderosíssima nos meios políticos, que enriqueceu ajudando a promover o esfacelamento do ensino público e gratuito. (É só um pequeno exemplo: há muitos como ele. Isto é apenas um retrato). Agiu na formação de uma geração, promovendo o que sintetizaremos aqui como deseducação, que se constitui na alienação dos valores que configura o Homem Integral. Neste mundo, de fato, parafraseando o poeta, “não dá pra ser feliz”.
A universidade do oeste paulista possui cursos em todas as áreas. Antigamente era conhecida pela sigla apec e seu núcleo envolvia os cursos voltados para a formação de professores: letras, história, geografia, matemática, etc. Tais cursos eram de baixíssima qualidade e os professores, na sua maioria, despreparados. Bem, a situação se mantém a mesma. O escândalo, no entanto, se evidencia no desmonte que promovem à estrutura curricular estabelecida pelo ministério da educação e cultura aos respectivos cursos. Eu explico. O curso de letras, por exemplo, fica exprimido em três anos (em outras Universidades são de quatro anos) e, para atender ao currículo mínimo do mec, há aulas de segunda a sábado (seis aulas na sexta e seis no sábado) que deveriam ser assistidas por todos os alunos. Está aí a tramóia. Criaram-se (informalmente) duas turmas: uma de segunda à quinta-feira e outra de sexta-feira e sábado. Portanto, por um lado, cada aluno tem a metade do mínimo; por outro, os lucros, ao empreende-dor, chegam em dobro. No final do curso, no histórico escolar do aluno, constarão muito mais aulas que na verdade ele teve. Apesar da tentativa desesperada de alguns professores e alunos de manter algumas prerrogativas éticas (valores pessoais lutando sofregamente para suprir a falha institucional), as aulas são oferecidas em condições extremamente insatisfatórias. É incrível, quase inverossímil, que tal situação se sustente por décadas.
Os prejuízos para a Educação, neste quadro caótico (que pode ser confirmado por alunos e professores da unoeste), são devastadores. Professores despreparados, currículo diminuído e valores distorcidos estão na base da formação de outros professores que, por sua vez, vão ocupar as escolas públicas e garantir a continuidade e o alastramento desta poderosa chaga cancerosa, criando a enorme porcentagem de miseráveis e excluídos, inclusive, do espírito de cidadania como já nos referimos. É isto, por fim: escola… deseducação… infelicidade… carência substituindo transcendência.
Não estamos discutindo aqui a legalidade do procedimento da universidade do oeste paulista, nem a conivência ou respaldo do ministério da educação e cultura. Estamos afirmando que são instituições minúsculas, e, sem dúvida, avalizadoras da nossa situação de subdesenvolvimento. O mais triste é que não se configura nenhuma perspectiva de mudança. Quase nenhuma, tendo em vista a vitória eleitoral (espantosa contradição) deste gênio do poder (negação do fenômeno humano) que resgatou a velha fórmula, evidentemente condenável, dando-lhe feições de modernosidade: plantar ignorância e colher votos.
Por – Dante Gatto Professor da UNEMAT, Campus de Tangará da Serra (MT)

CARIRI, EX-COLÔNIA, COM AÇÕES COLONIZADORAS

Por – João Ludgero Sobreira Neto
Geógrafo, especialista em Geopolítica e Direito Ambiental
Cariri compartimentado, maniqueísta, imóvel, Cariri de estátuas: a estátua do coronel, do padre, do bispo que efetuo a conquista, a estátua do governador que autorizou a obra. Cariri, seguro de si, que tritura com seus sedimentos os lombos esfolados pelo chicote e açoite. Eis o Cariri colonial. O aborígene é um ser acuado, o apartheid é apenas uma modalidade da compartimentação do Cariri colonial, Crato x Juazeiro, ou Juazeiro x Barbalha, ou Barbalha x Missão Velha.
A primeira coisa que o colonizado (POVÃO) aprende é a ficar no seu lugar, não ultrapassar os limites estabelecidos pela DONA ELITE. Por isso que os sonhos da periferia colonizada, são sonhos musculares, sonhos de ação, sonhos agressivos, violentos, cheios de revolta. O oprimido sonha dando um salto ao ingressar na URCA ou na UFC, que nada na piscina do Granjeiro, que corre no campo do Serrano, que sobe e desce nos brinquedos do Arajara. Sonha que estoura na gargalhada, que transponha o rio Salgado com uma pernada só, que é perseguido por veículos que não lhe pega nunca. Durante a colonização, o operário cratense, juazeirense, barbalhense, etc, colonizado não cessa de se libertar entre 21:00 h e 06:00 h.
A agressividade sedimentada nos músculos, vai o periférico colonizado manifestá-la primeiramente contra os seus. È o período em que periféricos, favelados, sem teto, de rua, todos irmãos e vítimas da DONA ELITE brigam e se matam, e os policiais, os juízes, os padres, os pastores, irritam-se ante a assombrosa criminalidade periférica, que cedo ou mais tarde descerá aos cantos mais nobres da cidade. Diante da situação de descaso com o cidadão periférico, descaso quanto ser humano, pois a DONA ELITE, não fez e nem faz nada para de fato melhorar as condições de infra-estrutura dos periféricos, muito menos reconhecê-los como seres humanos dignos de respeito. Em face do dispositivo colonial o colonizado se acha num estado de tensão permanente. A esfera armilar da DONA ELITE é um mundo hostil, que rejeita, , mas ao mesmo tempo é um orbe que causa emulação. O periférico sonha em se instalar no centro, no lugar da DONA ELITE. Não para se tornar um colono, mas em substituir o colono. Esse Cariri hostil, pesado, agressivo, pois que destroça com todas as suas asperezas a massa periférica colonizada, representa não o lugar de suplício para as almas dos condenados do qual todos desejariam afastar-se o mais depressa possível mas PARAÍSO ao alcance da mão, protegido por terríveis molossos.
Lutemos todos por um Crato, Juazeiro, Barbalha, Cariri, mais justo e Democrático! Plagiando um pouco Lúcio Barbosa, um Cariri, onde o pedreiro possa admirar o prédio que ele ajudou a fazer, sem ser confundido pela ELITE que mora no prédio, com um vereador ou prefeito corrupto, ou seja um LADRÃO.

Saudações Geográficas!
João Ludgero

O CARNAVAL DO CRATO AMANHECEU TRISTE

A nossa querida cidade amanheceu triste, nesta terça-feira de carnaval, pelo falecimento de um dos maiores foliões do Crato o nosso querido amigo Professor Barreto ou Barretinho, como era conhecido carinhosamente pelos seus amigos e alunos. O corpo esta sendo velado no cemitério do Crato.

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