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Escrito por Joao Ludgero
Crônicas
10 fev 2009, 20:36
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Por – Leonardo Boff
Ignace Ramonet, diretor do Lê Monde Diplomatique e um dos agudos analistas da situação mundial, chamou a atual crise econômico-financeira de “a crise perfeita”. Putin, em Davos, a chamou de “a tempestade pefeita’. Eu, de minha parte, a chamaria de “o buraco perfeito”. O grupo que compõe a Iniciativa Carta da Terra (M. Gorbachev, S. Rockfeller, M.Strong e eu mesmo, entre outros) há anos advertia: “não podemos continuar pelo caminho já andado, por mais plano que se apresente, pois lá na frente ele encontra um buraco abissal”. Como um ritornello o repetia também o Fórum Social Mundial, desde a sua primeira edição em Porto Alegre em 2001. Pois chegou o momento em que o buraco apareceu. Lá para dentro caíram grandes bancos, tradicionais fábricas, imensas corporações transnacionais e US$50 trilhões de fortunas pessoais se uniram ao pó do fundo do buraco. Stephen Roach, do banco Morgan Stanley, também afetado, confessou: “Errou Wall Street. Erraram os reguladores. Erraram as Agências de Avaliação de risco. Erramos todos nós”. Mas não teve a humildade de reconhecer:” Acertou o Fórum Social Mundial. Acertaram os ambientalistas. Acertaram grandes nomes do pensamento ecológico como J. Lovelock, E. Wilson e E. Morin”.
Em outras palavras, os que se imaginavam senhores do mundo a ponto de alguns deles decretarem o fim da história, que sustentavam a impossibilidade de qualquer alternativa e que em seus concílios ecumênicos-econômicos promulgaram dogmas da perfeita autoregulação dos mercados e da única via, aquela do capitalismo globalizado, agora perderam todo o seu latim. Andam confusos e perplexos como um bêbado em beco escuro. O Fórum Social Mundial, sem orgulho, mas sinceramente pode dizer: “nosso diagnóstico estava correto. Não temos a alternativa ainda mas uma certeza se impõe: este tipo de mundo não tem mais condiçãoes de continuar e de projetar um futuro de inclusão e de esperança para a humanidade e para toda a comunidade de vida”. Se prosseguir, ele pode pôr fim a vida humana e ferir gravemente a Pacha Mama, a Mãe Terra.
Seus ideólogos talvez não creiam mais em dogmas e se contentem ainda com o catecismo neoliberal. Mas procuram um bode expiatório. Dizem: “Não é o capitalismo em si que está em crise. É o capitalismo de viés norteamericano que gasta um dinheiro que não tem em coisas que o povo não precisa”. Um de seus sacerdotes, Ken Rosen, da Universidade de Berkeley, pelo menos, reconheceu:”O modelo dos Estados Unidos está errado. Se o mundo todo utilizasse o mesmo modelo, nós não existiríamos mais”.
Há aqui palmar engano. A razão da crise não está apenas no capitalismo norte-americano como se outro capitalismo fosse o correto e humano. A razão está na lógica mesma do capitalismo. Já foi reconhecido por políticos como J. Chirac e por uma gama consideravel de cientistas que se os paises opulentos, situados no Norte, quisessem generalizar seu bem estar para toda a humanidade, precisaríamos pelo menos de três Terras iguais a atual. O capitalismo em sua natureza é voraz, acumulador, depredador da natureza, criador de desigualdades e sem sentido de solidariedade para com as gerações atuais e muito menos para com as futuras. Não se tira a ferocidade do lobo fazendo-lhe alguns afagos ou limando-lhes os dentes. Ele é feroz por natureza. Assim o capitalismo, pouco importa o lugar de sua realização, se nos EUA, na Europa, no Japão ou mesmo no Brasil, coisifica todas as coisas, a Terra, a natureza, os seres vivos e também os humanos. Tudo está no mercado e de tudo se pode fazer negócio. Esse modo de habitar o mundo regido apenas pela razão utilitarista e egocêntrica cavou o buraco perfeito. E nele caiu. A questão não é econômica. É moral e espiritual. Só sairemos a partir de uma outra relação para com a natureza, sentindo-nos parte dela e vivendo a inteligência do coração que nos faz amar e respeitar a vida e a cada ser. Caso contrário continuaremos no buraco a que o capitalismo nos jogou.
Escrito por Joao Ludgero
Atualidade, Internacionais
5 fev 2009, 19:15
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Conversando pelo MSN com o meu amigo Samuel Sobreira o mesmo me indicou uma visita ao site
www.amazoniaedosbrasileiros.com.br, e me deparei com alguns assuntos interessantes e revoltantes ao mesmo tempo, onde achei interessante compartilhar com os leitores e membros do Blog do Crato. Então nos revoltemos um pouco.
De fato, ao longo do “arco amazônico”, situadas em países vizinhos e ilhas próximas, como de há tempos vem nos dando conta a verdadeira Imprensa, existem 20(vinte) guarnições norte-americanas, verdadeiro “cordão sanitário”, como constou em alentada reportagem do jornal Zero Hora, de Porto Alegre-RS, de 25/03/01.
Tais guarnições (“forward bases”), num total de quinze mil homens, são divididas em bases aéreas e radar e distribuídas do Equador ao Paraguai, como se pode verificar na estampa da supramencionada edição.
Segue alguns depoimentos e colocações que nos preocupam muito. Até quando vamos ficarmos assistindo nossa Amazônia ser tomada de nós ?
“As professoras da rede pública de ensino dos Estados Unidos defendem com freqüência a invasão da Amazônia como inevitável.”
Almirante Maximiano da Fonseca, ex-Ministro da Marinha em visita a Washington
“Acabou a fase de contemporização. Agora é a vez da ação militar, pois os países que têm a Amazônia dela não sabem cuidar.”
Al Gore, ambientalista, ex-vice-presidente dos EUA
“Caso o Brasil resolva fazer uso da Amazônia que ponha em risco os interesses dos Estados Unidos, temos de estar prontos para interromper este processo imediatamente.”
General Patrick Hughes, Chefe do Órgão Central de Informações das Forças Armadas Americanas, em 16/04/1998, durante conferência na Instituto de Tecnologia de Massachussets
“Quando necessário, quando não houver concordância da ONU com os EUA, faremos a intervenção, onde quer que seja, mesmo sem aprovação do Conselho de Segurança da ONU.”
Bill Clinton, ex-presidente dos EUA
“A Amazônia será internacionalizada!”
George W. Bush, ex-presidente dos EUA
“A Amazônia não pertence aos brasileiros. Ela será oficializada como Patrimônio da Humanidade!”
Barak Hussein Obama, presidente dos EUA
Diante dos depoimentos acima, só nos resta seguir confiantes que temos muitos brasileiros que pensam como o Senador Cristovam Buarque.
“Enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!”
Senador Cristóvam Buarque (PDT-DF)
Saudações Geopatriotas!
João Ludgero
Escrito por Joao Ludgero
Atualidade
1 fev 2009, 07:32
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Por Dalmo Dallari
Uma decisão recente do ministro da Justiça do Brasil, concedendo o estatuto de refugiado ao cidadão italiano Cesare Battisti, merece especial atenção por sua importância dos pontos de vista ético, jurídico e político. É oportuno lembrar que toda a história brasileira, desde 1500, é uma constante de concessão de abrigo e proteção a pessoas perseguidas por intolerância política, discriminação racial ou social e outros motivos injustos, como o uso arbitrário da força. Assim, na segunda metade do século 20, pessoas perseguidas por se oporem aos regimes comunistas estabelecidos na Europa oriental, assim como outras que sofriam perseguição em países vizinhos do Brasil, por se oporem a governos fortes de extrema direita, procuraram e obtiveram no Brasil a condição de refugiados.
Deixando de lado as conveniências políticas e dando a devida prioridade aos valores do humanismo, o Brasil decidiu soberanamente, com independência, e concedeu aos perseguidos a proteção de sua ordem jurídica. No caso de Cesare Battisti estão presentes os requisitos fundamentais para a concessão do estatuto de refugiado, como fica evidente pela análise dos antecedentes do caso e pelo exame sereno dos dados do processo, minuciosamente expostos pelo ministro da Justiça.
Há pouco mais de 30 anos, Battisti foi militante de um grupo político armado, de orientação esquerdista. O governo italiano da época, de extrema direita, estabeleceu o sistema de delação premiada, pelo qual os militantes que desistissem da luta armada e delatassem seus companheiros ficariam livres de punição. Com base numa delação premiada, Battisti foi acusado da prática de quatro homicídios, sendo condenado à prisão perpétua.
Além de só haver como prova as palavras do delator, dois desses crimes foram cometidos no mesmo dia, em horários muito próximos e em lugares muito distantes um do outro, de tal modo que seria impossível que Battisti tivesse participado efetivamente de ambos os crimes.
Dispõe expressamente a lei nº 9.474, de 1997, que trata do Estatuto dos Refugiados no Brasil, que será reconhecido como refugiado o indivíduo que, devido a fundados temores de perseguição por motivo de opinião política, encontre-se fora de seu país de nacionalidade e não queira acolher-se à proteção de tal país. Além daquela contradição no julgamento de Battisti, outro dado revelador é a enxurrada de ofensas e agressões de ministros do governo italiano ao governo e ao povo do Brasil pela decisão do ministro Tarso Genro. Reagindo com extrema violência, o ministro do Exterior convocou o embaixador brasileiro na Itália para exigir a mudança da decisão, ao mesmo tempo em que outros ministros fizeram ameaças de represália, inclusive de boicote da participação do Brasil em reuniões internacionais.
Entretanto, muito recentemente o governo da França negou atendimento a pedido italiano de extradição de Marina Petrella, que, como Battisti e na mesma época, foi militante de um movimento político armado, as Brigadas Vermelhas. O governo italiano acatou civilizadamente a decisão francesa, reconhecendo tratar-se de um ato de soberania. Qual o motivo da diferença de reações? O governo e o povo do Brasil não merecem o mesmo respeito que os franceses?
Essa diferença de comportamento dos ministros italianos deixa mais do que evidente que é plenamente justificado o temor de Battisti de sofrer perseguição por motivo político. A reação raivosa dos ministros italianos não dignifica a Itália e elimina qualquer dúvida. Por tudo quanto foi exposto, a decisão de Tarso Genro merece todo o acatamento. Expressa em linguagem clara e objetiva, deixando evidente sua inspiração humanista, livre de preconceitos ou parcialidade de qualquer espécie, a decisão tem sólido fundamento em dados concretos e faz aplicação correta e precisa dos preceitos jurídicos que regem a matéria.
A concessão do estatuto de refugiado a Cesare Battisti é um ato de soberania do Estado brasileiro e não ofende nenhum direito do Estado italiano nem implica desrespeito ao governo daquele país, não tendo cabimento pretender que as autoridades brasileiras decidam coagidas pelas ofensas e ameaças de autoridades italianas ou façam concessões que configurem uma indigna subserviência do Estado brasileiro.
Saudações Geográficas!
João Ludgero
Escrito por Joao Ludgero
Outras
27 jan 2009, 17:19
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Dihelson, viemos fazer uso deste espaço para solicitar a presença do DEMUTRAN no Bairro do Mirandão.
A solicitação se justifica, pois a partir das 17:00 aparecem uns “motoqueiros” irresponsáveis que ficam se exibindo, arriscando a sua própria vida, e a vida das pessoas que fazem caminhada em volta do Estádio do Mirandão.
Escrito por Joao Ludgero
Outras
23 jan 2009, 09:30
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FIGURA DA QUESTÃO – 44
Vestibulandos disponibilizo para vocês questões de geografia que podem ser nulas, basta vocês seguirem o que rege os pontos do Edital abaixo e pedir apreciação.
5.18. Os candidatos inscritos no Processo Seletivo Unificado 2009.1, poderão recorrer quanto à
elaboração/gabarito das provas, mediante preenchimento de requerimento padronizado da CEV, no qual o recorrente especificará o número de inscrição, curso e RG, e indicará claramente a(s) questão(ões) para a(s) qual(ais) solicita revisão, no prazo máximo, de 24 (vinte e quatro) horas após a realização da respectiva prova e da divulgação do respectivo gabarito.
5.18.1. O requerimento deverá ser preenchido e entregue na sede da CEV, à Rua Teófilo Siqueira, 684, Crato/Ceará, no horário de 08h00min às 17h00min horas. A CEV não acatará reclamações feitas por terceiros, somente pelos candidatos e/ou entregues em data, local e/ou fora do prazo estabelecido.
5.19. Se da análise dos recursos resultar anulação de questão(ões), a pontuação correspondente a essa(s) questão(ões) será atribuída a todos os candidatos, independentemente de terem recorrido.
AS QUESTÕES ABAIXO FORAM ANALISADAS PELO PROFESSOR, JOÃO LUDGERO, ONDE O MESMO AUTORIZA QUE QUALQUER CANDIDATO POSSA FAZER USO DAS MESMAS PARA REQUERER POSSÍVEL ANULAÇÃO.
43. URCA/CE (2009.1). Analise as proposições sobre a formação do pensamento e da ciência geográfica.(1) Na Idade Média, na Grécia Antiga; Heródoto, Hipocrates e Aristóteles, entre outros analisaram a dinâmica dos fenômenos naturais, elaboraram descrições de paisagens e estudaram a relação homem natureza.(2) Foi em meados do século XIX, graças aos trabalhos de dois pesquisadores franceses, Humboldt e Ritter, que a geografia foi fundada como ciência, com a gradativa sistematização do seu arcabouço teórico metodológico.(3) Apesar de ter tido um importante papel no desenvolvimento da ciência geográfica, a geografia tradicional nos legou um ensino escolar centrado na memorização de mapas e dados estatísticos sobre população e economia, juntamente com as características físicas de clima, relevo, vegetação e hidrografia.(4) Com o fim do socialismo real, houve uma redução da influência do marxismo nas ciências humanas, o que possibilitou a difusão de outras correntes teórico-metodológicas na geografia critica, como a fenomenologia e o existencialismo, ao mesmo tempo em que as correntes criticas passaram a valorizar as novas tecnologias – computadores, satélites etc. – na interpretação do espaço geográfico.(5) Após três décadas de renovação e com o avanço da globalização, o crescimento de problemas como os conflitos étnicos, a questão ambiental, os movimentos terroristas, as crises financeiras etc, consolida-se a certeza de que a geografia é uma disciplina fundamental para a compreensão do mundo contemporâneo nas escalas local, nacional e mundial.
Marque a alternativa correta:
a) Todas as alternativas estão corretas
b) As alternativas 1 e 2 estão erradas e 3, 4 e 5 estão corretas.
c) As alternativas 1,3,4 e 5 estão corretas, e 2 está errada.
d) As alternativas 2, 3,4 e 5 estão corretas e 1 está errada.
e) As alternativas 1, 2, 3 e 5 estão erradas e 4 está correta.
COMENTÁRIO – GABARITO – B
O tópico 01 é incorreeto pois todos os pensadores citados não vivenciaram a idade média como se pode constatar, e o mais ridículo é que todos eles não desenvolveram trabalho ligados diretamente ao conheciemtno geográfico, também como pode-se contatar, pois, Heródoto foi um historiador grego, continuador de Hecateu de Mileto, nascido no século V a.C. (485?–420 a.C.), Hipócrates(Cós, 460–Tessália, 377 a.C.) é considerado por muitos uma das figuras mais importantes da história da saúde, frequentemente considerado “pai da medicina”, e Aristóteles nasceu em Estagira, na Calcídica (384 a.C. – 322 a.C.). Filósofo grego e criador do pensamento lógico.
O tópico 02 por sua vez se torna incorreto porque Friedrich Heinrich Alexander, Barão de Humboldt (14 de setembro de 1769, Berlim — 6 de maio de 1859, Berlim), mais conhecido como Alexander von Humboldt, foi um naturalista e explorador alemão, tendo lançado as bases de ciências como a Geografia, Geologia, Climatologia e Oceanografia, e Karl Ritter (7 de agosto de 1779, Quedlinburg – 28 de setembro de 1859, Berlim) foi um geógrafo alemão de gande importância para a geografia humana. Sendo não são Franceses. É isso mesmo tópico tipicamente decorebae de uma fase positivista da geogafia, onde valorizou onde eles nasceram, do que eles representaram para ciência geográfica.
O tópico 03 está correto, lembrando que a Geografia tradicional a qual se refere, é a Geografia do século XIX, representada pelas escolas Determinista, Possibilista e o Método Regional, que tinha em comum o Positivismo “comtiano”.
O tópico 04 – Não concordamos plenamente com o tópico, concordamos quando o elaborador diz que junto a corrente da Geografia Nova ou Geografia Crítica, houve uma difusão de outras correntes teórico-metodológicas como a fenomenologia e o existencialismo entendo que a existência e a experiência são complexas e abordá-las pela Fenomenologia significa uma busca “das coisas mesmas”, no sentido de apreender a existência antes do mundo. Já atribuir a valorização de nova tecnologias por parte da corrente crítica é um equívoco primário, pois sabemos quem valorizar o uso de dados estatísticos, imagens de satélite, ou seja a quantificação da Geografia é marca e valorização da Nova Geografia, que continua com a fundamentação filosófica da Geografia Tradicional mascarada por um Neopositivismo, sendo assim não tem Ada haver com a Geografia Nova, também denominada de Crítica, Marxista e Radical, pois essa traz consigo alguns marcos históricos destacam-se como emblemáticos e precursores da Geografia Crítica no Brasil. O principal deles; o Encontro Nacional de Geógrafos Brasileiros, em 1978, promovido pela AGB-Fortaleza, teve como principal tema de discussão a Geografia Crítica, baseada na publicação do livro de Yves Lacoste, “A Geografia: Isso serve antes de mais nada para fazer a guerra”, livro este considerado um marco para a Geografia Crítica mundial. Esse movimento adotou o método do materialismo histórico dialético para os estudos geográficos e para a abordagem dos conteúdos de ensino da Geografia. A chamada Geografia Crítica, como linha teórico-metodológica do pensamento geográfico, deu novas interpretações aos conceitos geográficos e ao objeto de estudo da Geografia, trazendo as questões econômicas, sociais e políticas como fundamentais para a compreensão do espaço geográfico. Não se trata de valorizar e sim fazer uso quando necessário, como já foi dito quem valorizou tal recursos foi a Geografia Nova, denominada também de Teorética ou pragmática.
O tópico 05 está correto, pois a Ciência que se propõe compreender o Espaço Geográfico a partir das relações da sociedade com a natureza, mediatizada pelo trabalho, deixa claro a importância dos pensadores do Espaço.
OBS: O item 04 torna-se incorreto por falta de clareza, ou no mínimo ele se encontra confuso, confundindo assim o vestibulando, cabendo pedido de análise e possível anulação. Pois o mesmo sendo incorreto não temos opção.
44.URCA/CE (2009.1).Observando a seqüência de figuras, é correto afirmar que:
FIGURA NO INÍCIO
a)Representa os dobramentos modernos onde os terrenos são soerguidos pelos movimentos das placas tectônicas.
b)Constituem, respectivamente, 1ª) planície, 2ª) falha e 3ª) dobramento.
c)Representa a evolução de um relevo dobrado, com grande deformação.
d)São manifestações típicas de um movimento tectônico que ocorre somente em áreas de rochas sedimentares areníticas.
e)Apresentam o resultado de forças centrais que podem ocorrer em uma estrutura rochosa sedimentar que possui grande plasticidade.
COMENTÁRIO – GABARITO – C
Questão passiva de ser NULA, pois o bloco diagrama deixa claro que se trata de um movimento vertical denominado de Epirogênese, pois na figura 2 esta mostrando claramente uma Diáclase ou Fratura, originando assim respectivamente um HORST(território elevado em relação ao território vizinho por ação de movimentos tectónicos) e um GRABEN (fossa tectônica).
OBS: Questão incorreta pois o bloco diagrama não corresponde ao conceito proposto na alternativa C, cabendo assim pedido de análise e possível anulação. Pois não temos opção correta.
53. URCA/CE (2009.1) Leia o trecho da musica de Vital Farias.
“Num lugar que havia mata
hoje há perseguição
só pra roubar seu chão
castanheiro, seringueiro
já viraram até peão.
[...]
Pois mataram o índio que
matou primeiro
que matou o posseiro
disse o castanheiro
para o seringueiro
que o estrangeiro
roubou seu lugar”
(Vital Faria, Saga da Amazônia).
I.O trecho da música retrata um aspecto do conflito pela terra típicos das áreas de fronteira agrícola do território brasileiro entre os grandes latifundiários que usam a terra para reproduzir seu capital; os trabalhadores agrícolas que tiram da terra as condições mínimas de sobrevivências e os índios que a usam para o fornecimento da caça, pesca e produtos agrícolas.
II.A ampliação das áreas apropriadas por estabelecimentos agrícolas não implica na redução das áreas de sobrevivência das tribos indígenas. Portanto tal ampliação pode ser feita sem conflitos.
III.Entre o latifundiário e o indígena, temos a figura do posseiro, geralmente expulso de seu lugar de origem pela fome, pelo desemprego ou pela invasão de suas terras por latifundiários, que buscam as terras livres; as terras sem donos.
IV.A terra sem dono, entretanto é a terra indígena. O conflito se estabelece: os posseiros matam os índios, derrubam as matas, incorporam novas terras ao mercado. Nesse momento vêm os latifundiários, armados com jagunços e títulos legais que comprovam serem os posseiros meros invasores. Esse é o segundo momento do conflito. Espremido entre jagunços e ordens judiciais, por um lado, e índios por outro, o posseiro geralmente prefere enfrentar os índios, abre novas frente de trabalho, coloca fronteiras em movimentos para ser expulso alguns anos depois.
Após análise do enunciado da questão marque a opção correta:
a) A alternativa I está correta, a II esta errada e III e IV estão corretas e não se completam.
b) As alternativas I e II estão corretas e III e IV se completam
c) As alternativas I, II, III e IV estão corretas e se completam.
d) A alternativa I está correta, a II está errada e III e IV estão corretas e se completam.
e) As alternativas I e II estão erradas e III e IV estão corretas e se completam.
COMENTÁRIO – GABARITO – D
Não concordamos quando o elaborador considera no tópico IV que os títulos apresentados pelos latifundiários após invasão dos posseiros seja legais, pois sabemos que os mesmo são frutos de um esquema ilegal que envolve os grileiros e donos de cartórios que falsificam escrituras de terras devolutas, sendo assim estes títulos não são legais. Diante do exposto não existe alternativa, sendo assim a questão é merecedora de análise e possível anulação.
57. URCA/CE (2009.1) Sobre a chapada do Araripe marque a alternativa INCORRETA:
a) O desmatamento e as queimadas estão alterando o equilíbrio do ciclo hidrológico local, fazendo com que um elevado número de fontes hídricas subterrâneas localizadas no borde da chapada sequem.
b) A especulação imobiliária que leva a uma expansão residencial, aliada a uma urbanização desorganizada em direção a chapada do Araripe no Estado do Ceará, principalmente na zona do cariri (Crato e Barbalha), se constitui, sem dúvidas, num dos maiores problemas ambientais dessa sub-região.
c) Apesar da sua riqueza paisagística natural, a chapada do Araripe é uma das sub-regiões que não tem sofrido impactos ambientais, principalmente em função de forte consciência ecológica e uma eficiente fiscalização ambiental.
d) Muitos sítios, clubes e mansões de particulares têm represado águas originadas das fontes da chapada, modificando assim o escoamento hídrico superficial.
e) A mineração no alto da chapada (Nova Olinda e Santana do Cariri) através da exploração e beneficiamento do calcário laminado, além de alterar a paisagem, causa profunda poluição atmosférica e hídrica.
COMENTÁRIO – GABARITO – C
Não concordamos com a afirmação da alternativa (e) quando coloca os municípios de Santana do Cariri e Nova Olinda no Alto (topo), que na verdade se encontra na Depressão Sertaneja da Chapada do Araripe a 475 m de altitude, como também o município de Nova Olinda esta a 445 m de altitude e também se encontra na Depressão Sertaneja da Chapada do Araripe. Fonte – GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ – SECRETARIA DO PLANEJAMENTO E GESTÃO (SEPLAG) – Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (IPECE). Diante do exposto pedimos análise e possível anulação da questão pois a mesma encontra-se com duas alternativas incorretas.
Façam uso dos seus direitos, reinvidiquem pois assim estaremos melhorando cada vez mais nossa tão estimada Universidade.
Saudações Geográficas!
Por: João Ludgero
Escrito por Joao Ludgero
Outras
22 jan 2009, 15:10
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Quem pensa que FHC está morto, está enganado, ele só precisa de oportunidades para relembrar como governou o nosso país. DEMISSÃO FOI A MARCA DO SEU GOVERNO !
Por causa de reações negativas a entrevista concedida ao Estado, o maestro John Neschling foi demitido ontem da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) por e-mail. A decisão, assinada pelo presidente do Conselho de Administração da Fundação Osesp, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), foi unânime. Por meio de assessor, Neschling, que está na Grécia, afirmou que recebeu a carta por e-mail ontem à tarde, que vai conversar com algumas pessoas para entender melhor a situação e que não vai se pronunciar sobre a demissão até seu retorno, no final da próxima semana. Neschling já havia comunicado, em 13 de junho do ano passado, que só permaneceria à frente da orquestra até 31 de outubro de 2010. Mas, diz a carta de FHC, como as declarações do maestro ao Estado, em entrevista publicada no dia 9 de dezembro, repercutiram negativamente entre os músicos, o conselho reuniu-se para analisar a entrevista e “estimar seu efeito” nas condições em que a sucessão no comando da orquestra se daria “nos quase dois anos ainda por decorrer até a expiração do atual contrato”.
“À luz da gravidade dos termos daquela entrevista, que coroa uma série de manifestações na mesma direção, o Conselho de Administração, com pesar, mas no cumprimento de seu dever estatutário (…), decidiu, por unanimidade, pela ruptura contratual imediata”, afirma o texto. “A manifestação pública de Vossa Senhoria deixa poucas dúvidas quanto à possibilidade – como era nossa intenção – de uma convivência harmoniosa, no processo de sucessão, evidenciando conduta indesejável e inconciliável com o desempenho das atribuições contratuais”, prossegue a carta.
”PROJETO MEU”Na entrevista, Neschling criticou ter sido marginalizado do processo sucessório. “Estou preocupado com a maneira como a sucessão está sendo feita. E magoado por ter sido excluído do processo”, disse. Ele também declarou que há 12 anos a Osesp “era inexistente, existia mal e porcamente, estava acabando” e que, sob seu comando, “uma orquestra que não existia fez de São Paulo um centro sinfônico”. Ele afirmou ter proposto uma transição “mais lenta” e “pacífica”. “Pedi mais dois anos de contrato ao longo dos quais eu regeria menos e ajudaria a procurar um substituto. Não obtive resposta”, declarou. Neschling afirmou também estar preocupado com o futuro. “A Osesp é um projeto meu, não deles. Mas, agora, é deles, daqueles que não me quiseram mais na orquestra, a responsabilidade de levá-la adiante. O perigo é imenso. A possibilidade de dar errado é grande porque não há um projeto claro. “Na carta de demissão, Fernando Henrique Cardoso lamenta que “o passo natural de renovação” não tenha sido “percorrido de melhor maneira” e encerra com “justas homenagens pelo admirável trabalho realizado”.
Saudações Geopolíticas
João Ludgero
Arte ilustrativa: Dálcio
Escrito por Joao Ludgero
Crônicas
18 jan 2009, 09:05
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Os números são eloqüentes: dos 186 milhões de habitantes, a educação – estudantes e professores, do ensino fundamental ao doutorado – envolve 55 milhões. Cotejar esses números com os da produção artística é deparar-se com outro país. A tiragem média de um romance no Brasil é de 3.000 exemplares; a ocupação média dos teatros, de 18%; em crise, as gravadoras têm números pífios, e a média de espectadores de filmes brasileiros, de 250 mil, está em 180 mil em 2006.
Os números revelam enorme desinteresse pela arte e, deduz-se, cresce a distância entre os significados percebidos pelo público e o conteúdo latente das formas de expressão. Nem os 55 milhões envolvidos na educação usufruem da produção artística. O país vive esquizofrênica fratura: uma educação sem cultura e uma criação artística sem público. A economia pode até crescer, mas cresce sem alma.
Criação da subjetividade, de percepção subjetiva, as artes interagem com as demais metáforas -filosofia, antropologia, sociologia etc. – criadas pela sensibilidade e razão humanas para se entender, entender o mundo e se entender no mundo. Braço sistematizado da cultura, a educação tem métodos, normas e hierarquias para realizar a transmissão do saber. A expectativa é que, vivenciado o processo -graduar-se, digamos-, se esteja preparado e motivado para fruir a arte de várias épocas nas suas várias formas. O que se vê, porém, são médicos que jamais leram um romance, engenheiros que nunca foram ao teatro, advogados que não vão ao cinema, dentistas que não se emocionam com a música etc.
Na origem do fenômeno, uma sociedade que não tem a educação e o saber como valores, mas sim como meios de ter uma profissão e se inserir na produção. Se assegurar o emprego, prescinde-se da qualidade no ensino, ou, num utilitarismo ingênuo, se dá o diploma, cumpriu o papel.
Sem minimizar a importância do emprego num país carente dele, com tal visão, a educação renuncia à função de desvelar universos e se limita a formar mão-de-obra mais ou menos qualificada. Compelida pelos vestibulares, a idéia reflui aos níveis médios, reduzidos a cursinhos preparatórios.
O pragmatismo expulsa as disciplinas chamadas de humanidades, que dão lugar àquelas de especialização prematura. Nessa moldura, a missão da universidade -universalização do saber pelo tripé da formação do profissional, do cidadão e do homem – torna-se uma trajetória de adestramento para a produção.
A história reconhece na aliança entre educação e cultura a primazia de criar sonhos e inventar meios para realizá-los. O valor simbólico da cultura fecunda o processo civilizatório, dos valores às leis, da política à vida. A herança de colonizado, a exclusão social e a elitização da cultura atrelam o futuro da produção artística ao que a educação lhe reservar. A cultura é dependente da educação. Se não cumpre sua missão, sufoca as artes. Não se pode pensar a educação sem a cultura, nem a cultura sem a educação. No espectro cultural, há um vácuo entre arte popular – autônoma à educação – e arte tradicional, dita do espírito. Tentou-se fazê-las dialogar num amplo projeto nacional popular abortado pela ditadura. No “gap” entre as duas, irrompeu a indústria audiovisual de entretenimento, hoje hegemônica. O público, além de introjetar valores dessa indústria, assiste à contaminação da cultura do espírito e da cultura popular pela anódina cultura de massa.
Ao artista, resta o desalento por sua obra não chegar ao público, não emocioná-lo nem aguçar sua imaginação, não humanizá-lo nem levá-lo a pensar. Artista e arte perdem a função, o público empobrece e estreita o horizonte da sociedade.
Não se formam platéias e as obras não circulam; não se viabiliza economicamente a produção, cujo custo crescente a torna mais dependente do Estado, suscetível à discriminação política e acomodação estética -o artista inibe a própria ousadia. À falta do público induzido pela educação, a produção artística se autodesqualifica na busca de audiências que não a reconhecem e perde o público cativo remanescente.
Educar não é apenas qualificar para o emprego, nem arte é apenas adorno que aguça a sensibilidade. Há uma dimensão humana que, sem educação e cultura, nada agrega como experiência coletiva nem alcança a plenitude como experiência individual capaz de discernir e ser livre para escolher. E, sem isso, não podemos dizer que somos realmente humanos.
ALCIONE ARAÚJO, 56, pós-graduado em filosofia, é romancista, dramaturgo, cronista e roteirista de cinema. É autora de “Urgente é a Vida” (prêmio Jabuti 2005).
Postado por João Ludgero
Escrito por Joao Ludgero
Atualidade
9 jan 2009, 14:32
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Quem NÃO LEMBRA quando o FHC e seu governo argumentavam que as privatizações permitiriam o pagamento de parte substancial da dívida interna, possibilitariam os investimentos que o Estado não conseguia mais viabilizar, além de melhorar a qualidade dos produtos e serviços. Segundo o governo federal, de 1991 a 1998 o país teria arrecadado 85 bilhões de reais com as privatizações.
E os brasileiros NÃO ESQUECERAM que cálculos mostraram que – mesmo desconsiderando os preços subavaliados e o impacto social negativo – o governo perdeu pelo menos 87 bilhões de reais com as privatizações.
Mesmo LEMBRANDO que tenha produzido um abatimento contábil na dívida interna, NÃO ESQUECEMOS que as privatizações aumentaram a dívida externa e o passivo externo do país. Como ? NÃO ESQUECEMOS, com os empréstimos contraídos no exterior por empresas privadas que compraram estatais. A dívida interna saltou de R$ 60 bilhões para impensáveis R$ 630 bilhões, enquanto a dívida externa teve seu valor dobrado.
NÃO ESQUECEMOS que com a abertura comercial (desde 1990) e com o dólar valorizado (desde 1994), o país gerou um déficit comercial acumulado de 23,5 bilhões de dólares durante o primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso (1995-98). Estas importações foram possíveis graças ao fluxo de capitais estrangeiros: o consumo presente – em reais – foi “financiado” por uma dívida futura – em dólares.
O trabalhador e o Empresário Brasileiro NÃO ESQUECEU a inundação de importados, somada aos altos juros, levando um grande número de empresas ao fechamento ou ao “ajuste”: demissões, ampliação de jornada, “flexibilização” de direitos e redução salarial. Como parte do consumo foi realizado a crédito, o desemprego e o fechamento de empresas gerou também uma forte inadimplência.
NÃO ESQUCEMOS que na era FHC grande parte do capital estrangeiro que entrou no Brasil destinou-se à especulação e à aquisição de patrimônio já existente, não resultando, portanto, em novo investimento e crescimento econômico. O governo brasileiro incentivou o chamado investimento estrangeiro direto, por meio de subsídios e renúncias fiscais. Bancos públicos emprestaram dinheiro para que empresas estrangeiras comprassem nossas estatais.
NÃO ESQUECEMOS que a taxa média de crescimento da economia brasileira, ao longo da década tucana, foi a pior da história, em torno de 2,4%. Pior até mesmo que a taxa média da chamada década perdida, os anos 80, que girou em torno de 3,2%.
NÃO ESQUECEMOS que o governo do PSDB foi conivente com a corrupção. Um dos primeiros gestos de FHC ao assumir a Presidência, em 1995, foi extinguir, por decreto, a Comissão Especial de Investigação, instituída no governo Itamar Franco e composta por representantes da sociedade civil, que tinha como objetivo combater a corrupção. Em 2001, para impedir a instalação da CPI da Corrupção, FHC criou a Controladoria-Geral da União, órgão que se especializou em abafar denúncias.
NÃO PODERÍAMOS ESQUECER do escândalo contrato para execução do projeto Sivam foi marcado por escândalos. A empresa Esca, associada à norte-americana Raytheon, e responsável pelo gerenciamento do projeto, foi extinta por fraudes contra a Previdência. Denúncias de tráfico de influência derrubaram o embaixador Júlio César dos Santos e o ministro da Aeronáutica, Brigadeiro Mauro Gandra.
OS BRASILEIROS LEMBRARAM que as campanhas de FHC em 1994 e em 1998 teriam se beneficiado de um esquema de caixa-dois. Em 1994, pelo menos R$ 5 milhões não apareceram na prestação de contas entregue ao TSE. Em 1998, teriam passado pela contabilidade paralela R$ 10,1 milhões.
LEMBRAMOS também da privatização do sistema Telebrás e da Vale do Rio Doce que foi marcada pela suspeição. Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de FHC e do senador José Serra e ex-diretor da Área Internacional do Banco do Brasil, é acusado de pedir propina de R$ 15 milhões para obter apoio dos fundos de pensão ao consórcio do empresário Benjamin Steinbruch, que levou a Vale, e de ter cobrado R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar.
NÃO ESQUECEMOS TAMBÉM das conversas gravadas de forma ilegal foram um capítulo à parte no governo FHC. Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no BNDES flagraram conversas de Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do BNDES, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende. Até FHC entrou na história, autorizando o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil.
Parando por aqui, NÃO ESQUECEMOS a pior das ações de FHC, alugar aos EUA a base de Alcântara, quando seu governo enfrentou resistências para aprovar o “acordo de cooperação internacional” que permitia aos Estados Unidos usarem a Base de Lançamentos Espaciais de Alcântara (MA). Os termos do acordo são lesivos aos interesses nacionais. Exemplos: áreas de depósitos de material americano serão interditadas a autoridades brasileiras. O acesso brasileiro a novas tecnologias fica bloqueado e o acordo determina ainda com que países o Brasil pode se relacionar nessa área. Diante disso, o PT apresentou emendas ao tratado – todas acatadas na Comissão de Relações Exteriores da Câmara.
Colegas, sabemos que nenhum governo teve mídia tão favorável quanto o de FHC, o que não deixa de ser surpreendente, visto que em seus dois mandatos ele realizou uma extraordinária obra de demolição no Brasil e pouco se noticiou, mas mesmo diante da falta de informações claras e verdadeiras ao povo brasileiro, este povo sentiu este governo na pele, por isso deu a resposta que tem boa memória sim, principalmente quando se trata de uma vida de SOFRIMENTO e CONFORTO, para dar uma basta ao sofrimento em 2003 elegeu Lula, e para mostrar que as coisas boas marcam e jamais são esquecidas reelegeram novamente em 2006.
Saudações Geográficas!
João Ludgero
Escrito por Joao Ludgero
Atualidade
6 jan 2009, 19:25
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O que é um massacre?
Hoje, 07 de janeiro, a maioria dos jornais noticiam que Israel perdeu 07 soldados no “CONFLITO” da faixa de Gaza. Por outro lado, mais de 700 Palestinos foram mortos. Conflito? Então, o que diabo é um massacre?
Saudações Geográficas !
João Ludgero
Escrito por Joao Ludgero
Atualidade
3 jan 2009, 08:54
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Um papa e dois reis conluiaram dividir as nossas terras, em 1494, “descobertas” por Colombo, em 1492. E uma linha imaginária passaria no Brasil, fechando 370 léguas. Foi o Tratado de Tordesilhas. Os reis de Portugal e Espanha, católicos, trocaram tiros, brigaram depois, por causa dessas terras. È isso mesmo pessoal, briga de homens sempre foi por causa de Terra e Mulher… e só se resolve no tiro, dizia seu Zé Peixeira na Chapada do Araripe, no Interflúvio do São Francisco e Jaguaribe.
Os reis “descobriram” as terras, e por isso entenderam de distribuí-las como se fossem seus donos. E eram mesmo. Tinham a permissão de Deus, coragem e força. Todas as viagens e descobrimentos foram financiados por eles e sua quadrilha. Seu grupo de armadores, comerciantes e nobres. E o vil metal no meio, porque ninguém faz nada sem essas coisas. E haja marra. Expedições e mais expedições, de reconhecimento, militares e colonizadoras, repleta de monstros sanguinários, desfloradores, mas com uma missão religiosa levar a civilização cristã aos selvagens. Isso era o mais importante.
Lutas, resistências, no Brasil oriental. Os civilizados x os autóctones. Depois veio a idéia, catequizar para dominar.
E a nossa Pindorama começou a sofrer o reboliço das forças geográficas e sociais – NATUREZA E SOCIEDADE; A sociedade sendo responsável por todas as transformações tanto do meio natural e cultural da nossa Pindorama. Os elementos naturais são as forças do meio geográfico e a sociedade as forças do meio econômico.
Quando nos identificamos com o Crato, é um forte pertencimento que temos não só ao povo, mas também ao chão, a terra à nossa Chapada! Quero dizer que o Cratense não vive muito tempo fora deste torrão, isto é do nosso meio geográfico, a base física, material, onde nós vivemos, agimos e reagimos, findamos ou morremos.
Esta escrito em todos os livros sagrados, que nós fomos feitos de barro… e voltaremos a ser pó, terra, barro, força, atomismo, energia…; daí a verdade “científica” de que tudo no mundo se transforma, muda, e nada se perde ou se destrói, sim verdade científica trazida para cá, pelos filhos dos dominantes do cariri que estudaram lá pelas europas do Pernambuco, pois os cariris que aqui estavam não sabiam disso não! Foi preciso um Frei ensiná-los.
Nasce então o misticismo, a religiosidade do cratense, sua crença em outra vida, numa vida futura, além da morte, com evolução espiritual, mental, destinações, forças invisíveis que vão guiando, orientando, na nossa luta pelo aperfeiçoamento até o aperfeiçoamento absoluto ou o homem-deus na sua imagem ou semelhança; daí o direito fundamental, individual e social, de ter ou não ter religião, ser ou não religioso, como velho processo de acomodação, adaptação ou proteção na sua luta de homem dentro do cariri católico e ateu, com os fatores fé, confiança e crença no futuro material e espiritual dele e da humanidade. É isso mesmo na Pindorama e no Cariri a fé faz o HOMEM CARREGAR CHAPADAS NAS COSTAS…
Como se ia conversando, se somos telúricos, nasce ai antropologicamente, o homem regional, o homem cariri. Daí esse amor inexplicável, danado, arrochado, cheirando a pequi, patriótico, que nós temos e sentimos pelo “nosso pé de serra” ou pedaço de chão, onde nascemos, crescemos, nos fizemos homens, trabalhando, multiplicando filhos e bens. È por isso que entendemos o amor e o pertencimento de TODOS KARIRIENSES, e muitos outros, que mesmo estando distantes e não sendo autóctones do Kariri, já aprenderam a amá-lo, e com certeza por amor ao cariri esses lutam, trabalham, se revoltam e vão á guerra, cada um com suas armas, quando despojados pela violência dos exploradores, dos parasitas da terra e do trabalho social.
Temos uma arma nova em defesa dos Kariris – o Blog do Crato e o Cariricult, ambos do Crato, não do Brasil! ou melhor ainda do mundo!
Se antes as expressões dos Kariris como poesias, pensamentos, propostas, a arte em si, não tinha tanta repercussão, pois as mesmas eram estáticas por estarem em paredões e paredes de grutas e cavernas, hoje as nossas expressões e manifestações ganham o mundo!
Saudações Geográficas!
João Ludgero