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Escrito por Jose Nilton Mariano
Crônicas
29 abr 2009, 08:01
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Sem que pretendamos ensinar padre nosso a vigário (até porque não temos competência para tal e, também, somos um pecador confesso), não custa lembrar que, segundo o Dicionário Houaiss, o adjetivo “incondicional” embute significação ampla, a saber: o não depender de; o não se está sujeito a qualquer tipo de condição, restrição e limitação; ou, ainda, o contemplar aquele que, em quaisquer circunstâncias e sem discussão toma partido de alguém, de uma corrente, de uma doutrina, de uma causa.
Uma das características basilares do BlogdoCrato e certamente responsável pelo seu indiscutível sucesso (traduzido no número recorde de 24.000 acessos mensalmente), é o exercício pleno do legado democrático, contextualizado e explicitado no confronto aberto de idéias, no debate franco e leal, na disponibilização do igual espaço a todos aqueles que se queiram manifestar, sobre qualquer assunto, desde que responsavelmente, conforme expresso pelo próprio Dihelson Mendonça. Há, pois, que se respeitar, sem necessariamente ter que aceitar, uma certa “incondicionalidade” manifestada por outrem.
Mas quando, exatamente por conta disso, às vezes, no calor da refrega, no decorrer da batalha, na impetuosidade das partes, alguns exageram na dose ou simplesmente usam de forma abrupta palavras ou expressões inadequadas que, tal qual lâminas afiadas, ferem, doem, maltratam e deixam cicatrizes, eis que se faz necessário o pedido de desculpas, o reconhecimento do exagero (afinal, como nos ensina o velho cancioneiro, perdão foi feito prá gente pedir).
A emblematicidade do acima exposto aqui se fez presente quando “pintou no pedaço”, recentemente, a questão regionalista, a envolver as cidades de Crato e Juazeiro do Norte, ou mais precisamente, a acefalia e estagnação na primeira e o exponencial e célere crescimento da segunda.
De um lado, cratenses que não se conformam e botam a boca no mundo com o abandono a que foi relegada a cidade nos últimos 40 anos, já que receptora de sobras, meras migalhas, agrados inconseqüentes por parte do governo, em face da inexistência de representação política de peso (e aqui se situam os inconformados Pedro Esmeraldo, Mariano, Jurandy Temóteo, Salatiel e outros), apressadamente tachados (no nosso entendimento equivocadamente) de bairristas e provincianos.
Na trincheira à frente, cratenses inexplicavelmente conformados com tal situação, alheios, acomodados, partidários do “…é isso mesmo, não tem mais jeito”, de que o importante é uma tal romântica “conurbação”, de que somos “um único povo”, uma tal “nação Cariri” (papo de político), do desprezo pelos incontestáveis números aqui apresentados e que mostram que o vil metal e a economia é que dominam o mundo (e ainda teve uma certa figura que, na tentativa de justificar o injustificável, teve a petulância de nos lembrar que o Atacadão Carrefour foi instalado quase que na fronteira das duas cidades – esquecendo de dizer que os impostos serão recolhidos em Juazeiro).
Isto posto, queremos aqui saudar os “amantes incondicionais do Crato”, na pessoa do senhor Pedro Esmeraldo (e, antes que alguns apressados emitam algum juízo de valor equivocado, lembramos que não o conhecemos pessoalmente, mas certamente teremos um prazer imenso e um orgulho muito grande quando “pintar” a oportunidade).
Por uma razão muito simples: também “amamos” o Crato. INCONDICIONALMENTE.
Autoria e postagem: José Nilton Mariano Saraiva
Escrito por Jose Nilton Mariano
Crônicas
28 abr 2009, 20:59
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“A gripe suína é uma doença respiratória que atinge porcos, causada pelo vírus influenza tipo A, que tem diversas variantes. Algumas das mais conhecidas são a H1N1, a H2N2 e a H3N2. O atual surto, que teve início na América do Norte, é provocado por uma versão mutante do vírus H1N1 capaz de infectar humanos e se propagar de pessoa para pessoa. Os sintomas da gripe suína em humanos parecem ser semelhantes aos produzidos por gripes comuns, sazonais. Esses sintomas incluem febre, tosse, garganta inflamada, dores pelo corpo, sensação de frio e fadiga. A maioria dos casos registrados até agora no mundo parece ser branda, mas no México foram registradas várias mortes. A Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmou que alguns dos casos registrados são formas não conhecidas da variedade H1N1 do vírus Influenza A. Ele é geneticamente diferente do vírus H1N1 que vem atacando humanos nos últimos anos e contém DNA associado aos vírus que causam as gripes aviária, suína e humana, incluindo elementos de viroses européias e asiáticas. Os vírus da gripe têm a capacidade de trocar componentes genéticos uns com os outros, e parece provável que a nova versão do H1N1 resultou de uma mistura de diferentes versões do vírus, que podem normalmente afetar espécies diferentes no mesmo animal hospedeiro. Os porcos normalmente oferecem uma condição boa para que esses vírus se misturem. Quando um novo tipo de vírus da gripe aparece e adquire a capacidade de ser transmitido de pessoa para pessoa, é monitorado de perto para verificar seu potencial de gerar uma epidemia global, ou pandemia. A Organização Mundial da Saúde advertiu que, considerados em conjunto, os casos no México e nos Estados Unidos podem gerar uma pandemia e afirma que a situação é séria. Porém os especialistas dizem que ainda é muito cedo para avaliar completamente a situação. Mas o fato de que em todos os casos registrados nos Estados Unidos os sintomas eram leves, pode ser encorajador. Isso sugere que a gravidade do foco no México pode ser resultante de algum fator específico ligado à localização – possivelmente um segundo vírus não relacionado que circula na comunidade. Outra hipótese é de que as pessoas infectadas no México podem ter buscado tratamento num estágio posterior da doença. Também pode ser o caso de que a forma do vírus circulando no México seja ligeiramente diferente da registrada em outros lugares, mas isso só poderá ser confirmado por análises de laboratório. Também há a esperança de que, como os seres humanos são normalmente expostos a formas do H1N1 por meio de gripes sazonais, nossos sistemas imunológicos já estão preparados para combater a infecção. Porém o fato de que muitas das vítimas serem jovens aponta para algo incomum. As gripes sazonais normais tendem a afetar mais os idosos ou os bebês. Qualquer pessoa com sintomas de gripe e que podem ter tido contato com o vírus da gripe suína, como aqueles que moram em áreas afetadas do México ou viajaram para o país, devem procurar ajuda médica. Evite contato com pessoas que parecem não estar bem e que tenham febre e tosse. Medidas simples que podem ajudar a reduzir a transmissão de viroses, incluindo a gripe suína em humanos: cobrir a boca e o nariz quando tossindo ou espirrando, usar um lenço de papel quando possível e jogando-o fora logo após o uso, lavar as mãos freqüentemente com água e sabão para evitar que o vírus se propague de suas mãos para a face ou para outra pessoa, limpar a maçaneta de portas com freqüência, usando produtos normais de limpeza. Ao cuidar de uma pessoa gripada, o uso de máscara, cobrindo o nariz e a boca, diminui o risco de transmissão. É seguro comer carne de porco? Sim, não há evidência de que a gripe suína pode ser transmitida ao se comer carne de animais infectados. Mas é essencial que a carne tenha sido cozida direito. Uma temperatura acima de 70 C mataria o vírus”.
Origem: Site da Internet – Postagem: José Nilton Mariano Saraiva
Escrito por Jose Nilton Mariano
Crônicas
26 abr 2009, 13:21
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É dura a vida de colunista e escritor. Não adianta eu falar, insistir, berrar aqui nesse espaço ou onde mais me deixarem à solta. Tem que vir o Obama pra dizer em alto e bom inglês que o Lula é o cara – Lula is the man – e aí sim, a imprensa repete aos milhões, o Fernando Henrique tem um choque anafilático de tanta inveja e todo mundo cai na real. Isso não significa que eu não tenha críticas ao Lula ou ao partido. Minha relação com eles é mais ou menos a que eu mantenho com as mulheres: gostaria que fossem muito diferentes, mas, olhem só as alternativas! Vivemos em um mundo real, com defeitos reais, conseqüências infelizes da nossa humanidade. Compreender esse mundo e governar para ele, tentando ao mesmo tempo torná-lo melhor, com direito a alguma quantidade de sonho, é o que diferencia um político competente de um estadista. E Lula é um estadista, o maior que já tivemos. Eu acho que boa parte desse preconceito contra o Lula é preconceito mesmo, do ruim. Olhem o que eu ouvi ontem mesmo de uma moradora de um bairro nobre daqui. Ela explicou que não torce para o Corinthians, porque, afinal “tenho todos os meus dentes e conheço o meu pai”. Uffff. Lula, por exemplo, que mal conheceu o pai, na infância, e não sei quanto aos dentes, mas sei quanto aos dedos, torce para o Corinthians. E eleger o Lula foi um momento sublime para os brasileiros porque ele representou a nossa aceitação de nós mesmos por nós mesmos, condição essencial para uma nação ser algo maior do que um mero país. Eleito, Lula nos libertou e o Brasil deu o salto que todos vivem, mesmo que não queiram ver. Na América Latina, e eu leio a imprensa dos nossos vizinhos, Lula é idolatrado como um grande líder nacional, que ama seu povo e se dedica a defender os seus interesses, ao mesmo tempo em que tenta sinceramente ajudar e integrar os que nos rodeiam. Somos admirados por que passamos a nos levar a sério e deixamos de puxar o saco do primeiro mundo, como fazia o nosso pomposo FHC. Barramos espanhóis (inocentes, claro) na fronteira exigindo tratamento decente aos nossos viajantes que entram na Europa. Lula não tem medo de ninguém e exige estar no G-20, mas junto com o G-8, ou onde quer que se decida alguma coisa. Lula ajudou Chávez a sobreviver e hoje o enche de elogios, enquanto sabota seus piores planos e ajuda o Brasil a vender e ganhar muito com a Venezuela. Garantiu o empate na quase guerra de araque entre Colômbia e Equador, fazendo o Brasil atuar como o líder que tem que ser. Lula abriu agências da Embrapa em países africanos, onde nossa biotecnologia tropical vai ajudar a combater a fome e criar uma agricultura moderna. Ele também decidiu que não vamos exportar petróleo do pré-sal, coisa de país atrasado, e sim derivados com alto valor agregado. Isso não é lá visão geopolítica e estratégica? Viajou aos países árabes, nunca antes assunto para nossos governantes e criou laços que hoje se transformam em comércio, bom para todos. Aqui dentro, já que o Brasil também é assunto, manteve sim a política econômica anterior, mas lhe deu a direção social que faltava. E se alguém acha que isso foi coisa pouca, imaginem as pressões que Lula sofreu, às quais teve que resistir, enquanto a Argentina, aqui ao lado, experimentava heterodoxias com o Kirchner e crescia 10% ao ano. Imaginem o que foi para um ex-torneiro mecânico peitar toda a suposta elite econômica instalada nos principais veículos de comunicação, que tentavam dizer a ele para onde apontar o nariz e que aprendesse a obedecer ou o mundo iria cair, culpa dele. Quem resiste a tudo e segue firme no caminho em que acredita é um líder.
L-Í-D-E-R. Acerta e erra, mas lidera. O maior mérito do Brasil de hoje é nosso, do povo brasileiro. Fomos nós que soubemos mudar, acabar com o PFL, optar pelo moderno e, por isso, hoje nosso destino se divide entre dois partidos e projetos viáveis, PSDB e PT. Se os dois são viáveis, o PT é mais generoso, e por isso a minha escolha. Provavelmente seguiremos crescendo e nos afirmando como nação moderna emergente, capaz de alimentar a si e ao mundo, o que para mim já está uma beleza, obrigado. Mas, alguém aí ousa comparar o Lula a gente um tanto insípida, inodora e incolor, como Aécio, Serra e Ciro ? Vamos talvez seguir rumo à prosperidade, mas de um jeito tão mais sem graça. Vocês conseguem imaginar algum desses nomes acima fazendo a frase sobre “banqueiros brancos e de olhos azuis, que achavam que sabiam tudo de economia” que hoje é repetida no mundo inteiro? Lula, para mim, representa o fim do enorme desperdício que nosso país sempre praticou, ao ignorar a humanidade e inteligência do seu povo, acusando-o de ser pouco escolarizado. Eu tenho o privilégio de, de tempos em tempos, encontrar com leitores de grupos de EJA (Educação de Jovens e Adultos), na prática turmas de pedreiros, domésticas, carpinteiros, eletricistas; gente que deixou a escola quando criança e voltou agora, para aprender, inclusive, a ler. E ser lido por essas pessoas é uma enorme honra para um escritor que gosta de ser lido. E eles lêem como ninguém, minha gente. Com uma garra e encantamento de arrepiar. E raramente têm a chancede trazer essa visão absoluta do mundo, essa experiência toda a para vida do nosso país. Lula, prezados leitores, fez e faz exatamente isso. Eu conheço meu ilustre pai, para o bem ou para o mal, tenho praticamente todos os dentes e certamente todos os dedos, o que me coloca em uma camada, digamos, privilegiada, no Brasil. Mas, mesmo que não seja exatamente a minha cara, Lula consegue ser a cara brasileira da minha alma, de tantas outras almas de nosso país e, por isso mesmo, ele é, tem sido e vai ser o cara. O Cara, a nossa cara. Pelo que eu conheço do mundo, essa coluna vai atrair toda uma desgraceira pra cima desse colunista. Pois, muito bem, que venha. Esperar menos do que isso, estar menos preparado do que estou para combater o que vier, seria um desrespeito desse cidadão agradecido aqui, ao seu presidente, a quem tanto admiro e por quem tenho mais é que brigar mesmo. Podem vir, serão todos bem recebidos, e vamos em frente, nós e o Cara, fazer o debate e o país de que tanto precisamos. Dizer “Esse é o cara” afirma a negritude do Obama e sua admiração por Lula. Vivemos melhor em um mundo assim, de aceitações, reconhecimentos, sinceridades. Se eles, que são políticos, podem, então a gente pode tudo, até mesmo torcer para o Corinthians, imagino, nesse admirável mundo novo que o século 21 nos traz.
Autor: Marcelo Cunha (escritor e jornalista) – Postagem: José Nilton Mariano Saraiva
Escrito por Jose Nilton Mariano
Crônicas
24 abr 2009, 10:35
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CONGRESSO NACIONAL
Se gradear, vira zoológico
Se murar, vira presídio
Se colocar uma lona em cima, vira circo
Se colocar lanternas vermelhas, vira prostíbulo
Se der descarga, não sobra merda nenhuma
Se deixar como está…coitado do Brasil.
Autor: Desconhecido – Postagem: José Nilton Mariano Saraiva

Escrito por Jose Nilton Mariano
Crônicas
24 abr 2009, 07:59
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01) VENDEDOR SINCERO
Uma dessas balzaquianas esnobes e bossais da vida, moradora do longínquo Conjunto Nova Esperança, periferia norte de Fortaleza e cujo marido é um reconhecido barriga branca (o coitado dá um duro danado lá no Bradesco visando manter a qualquer custo as aparências), entra em uma elegante concessionária Mercedes, lá “nas Aldeota”, zona sul da cidade.
Olha ao redor, com aquele seu penetrante olhar 3×4 e então acha o carro perfeito: um potente, genuíno e belo carro alemão; começa, então, a examiná-lo, cuidadosamente, nos mínimos detalhes, polegada a polegada.
Quando, entretanto, inclina-se para sentir o revestimento de couro, deixa escapar um sonoro “pum”. Muito envergonhada, nervosamente dá uma olhada para ver se alguém notou o pequeno (in)acidente, torcendo e esperando que não tenha nenhum vendedor por perto, naquele momento. Porém (cúmulo do azar), ao virar-se, dá de cara com um jovem, sorridente e ágil vendedor, que já estava atrás dela e que, educadamente, lhe cumprimenta:
-Bom dia, senhora. Como posso ajudá-la hoje?
Muito sem graça, do alto da sua “plataforma” de 50 centímetros, prá dissimular ela pergunta:-
-Por favor, querido, qual é mesmo o preço desta bela e possante máquina ?
O vendedor, curto e grosso, responde:
-Me desculpe a sinceridade, mas se a senhora “PEIDOU” somente ao vê-lo, vai se “CAGAR” toda quando souber o preço…
Xeque-mate !!!
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02) BEM…NESSE CASO (A ARTE DE NEGOCIAR)
Pai – Escolhi uma ótima moça para você casar. Filho – Mas, pai, eu prefiro escolher a minha mulher. Pai – Meu filho, ela é filha do Bill Gates… Filho – Bem… nesse caso, eu aceito. Então, o pai negociador vai encontrar o Bill Gates. Pai – Bill, eu tenho o marido ideal para a sua filha! Bill Gates – Mas a minha filha é muito jovem para casar! Pai – Mas este jovem é vice-presidente do Banco Mundial… Bill Gates – Bem…nesse caso, tudo bem. Finalmente, o pai negociador vai ao Presidente do Banco Mundial. Pai -Presidente,eu tenho um jovem recomendado para ser vice-presidente do Banco Mundial. Presidente do BM – Mas eu já tenho muitos vice-presidentes, mais do que o necessário. Pai – Mas senhor este jovem é genro do Bill Gates. Presidente do BM – Bem…nesse caso ele pode começar amanhã mesmo! Moral da história: Não existe negociação perdida. Tudo depende da estratégia utilizada.
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03) DIÁRIO DE UMA MULHER FIDELÍSSIMA (NUM CRUZEIRO MARÍTIMO)
Querido diário (primeiro dia): Já estou preparada para fazer este maravilhoso “cruzeiro” que ganhei de presente do meu querido marido. Vim sozinha e trouxe na mala minhas melhores roupas! Estou excitadíssima, pacas !!!
Querido diário (segundo dia): Estivemos todo o dia navegando. Foi lindo…ví alguns golfinhos e baleias! Que viagem maravilhosa essa que estou começando! Hoje me encontrei com o Capitão, que por sinal é um belo homem!
Querido diário (terceiro dia): Hoje estive na piscina. Fiz também um pouco de jogging e joguei mini-golfe. O Capitão me convidou para jantar em sua mesa. Foi uma honra e a noite foi maravilhosa. Ele é um homem muito atraente e culto.
Querido diário (quarto dia): Fui ao Cassino do navio! Tive muita sorte, pois ganhei U$20. O Capitão me convidou para jantar com ele em seu camarote. A ceia foi luxuosa com caviar e champanhe. Depois de comermos ele perguntou se eu ficaria em seu camarote; recusei o convite. Disse a ele que não queria ser infiel ao meu marido.
Querido diário (quinto dia): Hoje voltei à piscina para me bronzear um pouco. Depois, decidi ir ao Piano Bar e passar ali a tarde toda. O Capitão me viu e me convidou para tomar um aperitivo. Realmente ele é um homem encantador. Perguntou-me, de novo, se eu queria visitá-lo em seu camarote naquela noite. E eu lhe disse que não, que era casada! Então ele falou que se eu continuasse respondendo não, ele iria afundar o navio! Fiquei aterrorizada!
Querido diário (sexto dia): Hoje salvei a vida de 1600 pessoas… QUATRO VÊZES !!!
Autores: Desconhecidos – Postagem: José Nilton Mariano Saraiva
Escrito por Jose Nilton Mariano
Crônicas
23 abr 2009, 12:03
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Como alguns – certamente que confiantes na eterna memória curta do nosso povo – já começaram com as desculpas fuleiras de que não viajaram, não autorizaram tais viagens e sequer (acreditem, é vero) conhecem os que delas se beneficiaram; como por parte de outros já proliferam os desmentidos vazios e insustentáveis, querendo nos fazer de otários ao cubo; como mais alguns optaram pela atribuição de culpa a assessores (obrigados a admitir, sob pena da perda do emprego) e – pasmem – até houve quem fizesse um ridículo pedido de que tenhamos respeito à mãezinha querida que precisava viajar de férias, tudo isso visando ocultar ou, pura e simplesmente, desprezar a ética, o respeito e a dignidade, veja aí abaixo os nomes, número de viagens e respectivos destinos dos nossos “moralistas, sérios, íntegros e esforçados” representantes em Brasília (observem que aqui não tem essa de candidatos de esquerda, de direita ou do centro). Tá todo mundo no mesmo barco e tem que ser denunciado, sim.
-Léo Alcântara: 35 viagens – Miami, Nova Iorque, Paris
-Marcelo Teixeira: 35 viagens – Santiago, Paris, Miami e Nova Iorque
-Anibal Gomes: 24 viagens – Paris, Londres, Roma, Milão
-Eugenio Rabelo: 24 viagens – Buenos Aires, Madri, Paris e Londres
-Paulo Henrique Lustosa: 24 viagens – Madri, Paris, Nova Iorque e Buenos Aires
-Eunício Oliveira: 10 viagens – Nova Iorque, Miami e Buenos Aires
-Zé Gerardo: 08 viagens – Miami
-Gorete Pereira: 07 viagens – Buenos Aires, Nova Iorque e Miami
-Arnon Bezerra: 06 viagens – Milão e Buenos Aires
-Ciro Gomes: 04 viagens – Nova Iorque
-José Airton Cirilo: 04 viagens – Miami
-Ariosto Holanda: 01 viagem – Paris
Fonte: www.congressoemfoco.com.br – Postagem: José Nilton Mariano Saraiva
Escrito por Jose Nilton Mariano
Crônicas
22 abr 2009, 07:27
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“Eu continuo a ser uma coisa só: um palhaço. O que me coloca em nível mais alto que o de qualquer político” (Charles Chaplin)
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Quando, na fase crepuscular da década de 80, ancorado na então maior votação da história, Lula (o “Cara”) da Silva, atual mandatário da nação, “esteve” Deputado Federal Constituinte, recusou-se, terminantemente, a concorrer à reeleição (mais que garantida e beneficiadora de outras candidaturas do partido) por entender que, salvo as exceções de praxe, aquela era uma casa usada e habitada por autênticos “picaretas” (chegou a quantificá-los, modestamente é bem verdade, em 300).
Semana passada, uma das exceções, o senador Cristóvão Buarque, um dos decanos da casa, num átimo de honestidade e desprendimento, ousou sugerir o fechamento do Congresso Nacional (Senado e Câmara) em razão da enxurrada de escândalos cabeludos recorrentemente patrocinados por seus (in)dignos pares; já o novato e recentemente falecido deputado Clodovil Hernandez, chegara a aventar a possibilidade de reduzir pela metade o número de parlamentares, na perspectiva esdrúxula de, em assim agindo, diminuir os tais escândalos.
A verdade é que, legislando em causa própria, já que autores de “leis” criadas visando beneficiá-los e aprovadas a toque-de-caixa objetivando institucionalizar a imoralidade hoje reinante, na podridão daquele ambiente a farra com o dinheiro público vige de há muito.
Agora, por exemplo, a “bola da vez”, entre tantas e tantas mazelas já denunciadas, é a indevida utilização da verba destinada ao pagamento de passagens aéreas no uso da atividade parlamentar, em finalidades outras, totalmente alheias à original; para alguns (o senador Tasso Jereissati, por exemplo), a “brincadeirinha” consistia em alugar, para seus deslocamentos, jatinhos particulares, ou mesmo de colegas, desde que estes, em tabelinha, também se dispusessem a alugar o do próprio (tudo, evidentemente, dentro de uma absurda legalidade, só que financiado com dinheiro público).
Um outro tanto (entre os quais os deputados cearenses Léo Alcântara/35 viagens, Marcelo Teixeira/35 viagens, Aníbal Gomes/24 viagens, Paulo Henrique Lustosa/24 viagens, Eugenio Rabelo/24 viagens e Ciro Gomes/viagens não quantificadas), naturalmente que “cansados e extenuados pelo excesso e acúmulo de trabalho”, valendo-se do nosso dinheirinho se mandaram para férias no exterior, evidentemente que acompanhados das respectivas famílias. Os destinos/quantidade de passagens emitidas contemplaram: Miami (EUA) 93; Paris (França) 44; Nova Iorque (EUA) 33; Buenos Aires (Argentina) 28; Milão (Itália) 18; Madri (Espanha) 11; Santiago (Chile) 09; Londres (Inglaterra) 03; Frankfurt (Alemanha) 02: Montevidéu (Uruguai) 02; Roma (Itália) 01 (dados disponíveis do site congressoemfoco); isso sem contar com aqueles mais “humildes e modestos” que se contentaram em passear com a família por esse Brasilzão continental afora (Porto Seguro-BA, Natal-RN. Manaus-AM e por aí vai).
No entanto, a coisa, que já era escandalosa por si só, tomou rumos e ares de verdadeiro escárnio quando se descobriu que o Deputado Federal Fábio Faria (PMN/RN), simplesmente patrocinava suas orgias sexuais, em Brasília, mandando vir de São Paulo, com passagens pagas pelo contribuinte, a prostituta global Adriane Galisteu (aquela mesmo, que andava com o saudoso Airton Senna, mundo afora, em troca de uma “mesada mensal”, conforme despudoradamente revelou em sua “obra prima”, o livreto “Caminho das Borboletas”) e que, também, recentemente viajou a turismo com a mãe Emma Galisteu à América (às nossas custas).
A bandalheira é tão grande, a falta de seriedade tão latente e o descaso tão recorrente, que, pressionados, os dirigentes do Congresso (também usuários das benesses) anunciaram na ultima quinta-feira (16), rotulando-a como moralizadora, uma poda de “astronômicos” vinte por cento na verba de passagens “de parlamentares” de todos os estados (o que, por via obliqua, acabou por legalizar e legitimar o uso da cota parlamentar por cônjuges e dependentes diretos).
O fato é que, independentemente de que seu comportamento e atitudes sejam considerados legal, ilegal, amoral ou imoral, nossos nobres (???) parlamentares não estão nem aí para com a aética farra patrocinada com o dinheiro público.
Quanto ao povão, popularmente conhecido por “massa ignara”, que se lixe, morra do bofe ou de inveja e se contente em “viver” dependendo de um desprezível e ridículo salário-mínimo !!! Afinal, quem mandou não valorizar o seu voto, sufragando autênticos crápulas, como eles ???
Particularmente, permitimo-nos repetir (num mesmo texto, sim, para que gravado fique na memória de todos), a soberba e precisa definição de Charles Chaplin sobre os ditos-cujos, emblemática do momento atual:
“Eu continuo a ser uma coisa só: um palhaço. O que me coloca em nível mais alto que o de qualquer político”.
Autoria e postagem: José Nilton Mariano Saraiva
Escrito por Jose Nilton Mariano
Crônicas
21 abr 2009, 07:59
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Realmente, em 2009, aqui no Ceará, é água que não acaba mais. Mas, aos que reclamam de tanta chuva no nosso tórrido solo nordestino, nada como recordar as agruras que a sua falta faz, tão bem sintetizada através da genialidade de Patativa do Assaré. É bem verdade que alguns não o consideram como tal (gênio), pelo fato de, tal qual o presidente Lula da Silva, também não possuir a formal graduação universitária, embora premiado, reconhecido e estudado por algumas das maiores universidades do planeta (tal qual o nosso presidente o é por líderes de todo o mundo).
Mantenhamo-nos, pois, em permanente vigília, porquanto os eternamente “do contra” são assim mesmo: cassandras do caos, míopes de visão, de atitudes e de espírito.
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A TRISTE PARTIDA – Antonio Gonçalves da Silva (Patativa do Assaré)
Setembro passou, com oitubro e novembro
Já tamo em dezembro/ Meu Deus, que é de nós?
Assim fala o pobre do seco Nordeste, Com medo da peste, Da fome feroz.
A treze do mês ele fez a experiença, Perdeu sua crença Nas pedra de sá.
Mas nôta experiença com gosto se agarra, Pensando na barra Do alegre Natá.
Rompeu-se o Natá, porém barra não veio, O só, bem vermeio, Nasceu munto além.
Na copa da mata, buzina a cigarra, Ninguém vê a barra, Pois barrra não tem.
Sem chuva na terra descamba janêro, Depois, feverêro, E o mêrmo verão
Entonce o rocêro, pensando consigo, Diz: isso é castigo! Não chove mais não!
Apela pra maço, que é o mês preferido Do Santo querido, Senhô São José. Mas nada de chuva! tá tudo sem jeito, Lhe foge do peito O resto da fé. Agora pensando segui ôtra tria, Chamando a famia Começa a dizê: Eu vendo mau burro, meu jegue e o cavalo, Nós vamo a São Palo Vivê ou morrê.
Nòs vamo a São Palo, que a coisa tá feia; Por terras aléia Nós vamo vagá.
Se o nosso destino não fô tão mesquinho, Pro mêrmo cantinho Nós torna a vortá.
E vende o seu burro, o jumento e o cavalo, Inté mêrmo o galo Vendêro também,
Pois logo aparece feliz fazendêro, Por pôco dinhêro Lhe compra o que tem.
Em riba do carro se junta a famia; Chegou o triste dia, Já vai viajá.
A seca terrive, que tudo devora, Lhe bota pra fora Da terra natá.
O carro já corre no topo da serra. Oiando pra terra, Seu berço, seu lá,
Aquele nortista, partido de pena, De longe inda acena: Adeus, Ceará!
No dia seguinte, já tudo enfadado, E o carro embalado, Veloz a corrê,
Tão triste, o coitado, falando saudoso, Um fio choroso escrama, a dizê:
- De pena e sodade, papai, sei que morro! Meu pobre cachorro, Quem dá de comê?
Já ôto pergunta: – Mãezinha, e meu gato? Com fome, sem trato, Mimi vai morrê!
E a linda pequena, tremendo de medo: – Mamãe, meus brinquedo! Meu pé fulô!
Meu pé de rosêra, coitado, ele seca! E a minha boneca Também lá ficou.
E assim vão dexando, com choro e gemido, Do berço querido O céu lindo e azu.
Os pai, pesaroso, nos fio pensando, E o carro rodando Na estrada do Su.
Chegaro em São Paulo sem cobre, quebrado.
O pobre, acanhado, Percura um patrão.
Só vê cara estranha, da mais feia gente,
Tudo é diferante Do caro torrão.
Trabaia dois ano, três ano e mais ano, E sempre no prano De um dia inda vim.
Mas nunca ele pode, só veve devendo, E assim vai sofrendo Tormento sem fim.
Se arguma notícia das banda do Norte Tem ele por sorte O gosto de uvi,
Lhe bate no peito sodade de móio, E as água dos óio Começa a caí.
Do mundo afastado, sofrendo desprezo, Ali veve preso, Devendo ao patrão.
O tempo rolando, vai dia vem dia, E aquela famia Não vorta mais não!
Distante da terra tão seca mas boa, Exposto à garoa, À lama e ao paú,
Faz pena o nortista, tão forte, tão bravo, Vivê como escravo Nas terra do su.
Autoria: Patativa do Assaré – Postagem: José Nilton Mariano Saraiva
Escrito por Jose Nilton Mariano
Crônicas
19 abr 2009, 06:57
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A presente crise é também uma crise moral. É conseqüência da ideologia neoliberal e da teoria econômica ortodoxa ou neoclássica. Ambas ensinam a tese da “mão invisível” e rejeitam a existência do interesse público e, portanto, da necessidade de virtudes cívicas nos cidadãos.
Assim, a crise que hoje enfrenta o capitalismo é econômica, mas suas causas são também políticas e morais.
É verdade que o sistema econômico capitalista é instável, mas desenvolvemos durante todo o século 20 uma série de instituições que, todos esperavam, fossem capazes de reduzir substancialmente a gravidade das crises. E, de fato, no pós-guerra, nos “30 anos gloriosos do capitalismo” (1945-1975) – tempos do novo Estado social e da macroeconomia keynesiana – as crises perderam frequência e intensidade, as taxas de crescimento econômico foram elevadas e a desigualdade econômica diminuiu. Entretanto, nos últimos 30 anos – os anos da hegemonia neoliberal e da criação de riqueza fictícia – as taxas de crescimento baixaram, a renda voltou a se concentrar nas mãos dos 2% mais ricos da população e a instabilidade financeira aumentou em toda parte, culminando com a crise global de 2008 –
uma crise infinitamente mais grave do que a modesta desaceleração econômica combinada com inflação que assinalou o fim dos 30 anos gloriosos.
Ora, embora se confunda o neoliberalismo com o liberalismo e com o conservadorismo, essa ideologia não é nem liberal nem conservadora, mas caracterizada por um individualismo feroz e imoral. Enquanto o liberalismo foi originalmente a ideologia de uma classe média burguesa contra uma oligarquia de senhores de terras e militares, e contra um Estado autocrático, o
neoliberalismo, que se tornou dominante no último quartel do século 20, é uma ideologia dos ricos contra os pobres e os trabalhadores, contra um Estado democrático e social. Enquanto os liberais e os conservadores autênticos são também “republicanos”, ou seja, acreditam no interesse público ou no bem comum e afirmam a necessidade de virtudes cívicas para que o mesmo seja garantido, os neoliberais negam a idéia de interesse público, adotam um individualismo que tudo justifica, transformam a tese da mão invisível em uma caricatura e estimulam cada um a defender apenas seus interesses, porque os interesses coletivos serão garantidos pelo mercado e pela lei. Esta, por sua vez, deve tudo liberalizar. E qual o novo papel do Estado? Em vez de ser identificado à própria lei, é apenas a organização de burocratas que deveria garanti-la, mas o faz muito mal. Qual sua função? Ser só “regulador”, diz o neoliberalismo, mas, invertendo o sentido das palavras, a ideologia dominante advogou sempre a desregulação geral. A confiança, portanto, não foi perdida apenas por motivos econômicos.
Além de trazer a desregulação dos mercados, a hegemonia neoliberal trouxe consigo a deterioração dos padrões morais da sociedade. A virtude e o civismo foram esquecidos, senão ridicularizados, em nome de uma racionalidade econômica de mercado superior, que se pretendia legitimada por modelos econômicos matemáticos. Os bônus se transformaram no único incentivo legítimo ao trabalho. Os escândalos corporativos se multiplicaram. A prática de corromper servidores públicos e políticos generalizou-se. Estes, por sua vez, se adaptaram aos novos tempos, “confirmando” a tese fundamentalista de mercado do Estado mínimo. Ao invés de se pensar o Estado como o grande instrumento de ação coletiva da sociedade, expressão da racionalidade institucional que cada sociedade alcança no seu respectivo estágio de desenvolvimento, e guardião legal da moralidade, passou-se a vê-lo como uma organização de funcionários e políticos corruptos. A partir desse reducionismo político, desmoralizava-se o Estado e sua lei, reduzia-se o papel dos valores e se estabelecia a permissibilidade favorável aos ganhos fáceis.
Daí a degradação dos padrões éticos dos últimos 30 anos.
Autoria: Luiz Carlos Bresser Pereira – Postagem: José Nilton Mariano Saraiva
Escrito por Jose Nilton Mariano
Crônicas
18 abr 2009, 05:24
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O princípio da formação de grupos de poder restritos que se renovam cooptando-se, da sua resistência com relação à renovação, DA SUA TENDÊNCIA A SERVIR-SE DA BASE MAIS DO QUE A SERVI-LA, permaneceu inalterado. Uma sociedade que é pluralista de fachada corre continuamente o risco de transformar-se, atrás da fachada, em uma sociedade policrática, isto é, com muitos centros de poder, onde cada um faz valer suas próprias pretensões, acima dos seus integrantes.
É ingênuo considerar que não exista nas sociedades complexas de hoje outro centro de poder além daquele do Estado no sentido tradicional do termo. E, contudo, quando se invoca a liberdade, no duplo sentido de liberdade negativa e de liberdade positiva, pensa-se sempre e apenas no Estado, na liberdade A PARTIR DO ESTADO OU NO ESTADO.
Certo, a classe burguesa, já emancipada cultural e economicamente, empreendeu sua grande batalha de liberdade, sobretudo contra o Estado; e solucionou o seu problema de liberdade, sobretudo na formação de um novo tipo de Estado, o Estado representativo.
O problema atual da liberdade não pode mais estar restrito ao problema da liberdade em relação AO ESTADO E NO ESTADO, mas diz respeito à organização mesma da inteira sociedade civil, investe não o cidadão enquanto tal, isto é, o homem público, mas o inteiro homem, enquanto ser social.
É inútil recusar-se a ver que a ameaça à liberdade individual e de grupo hoje vem, mais do que do Estado no sentido tradicional da palavra, daquela “…afinal inevitável administração econômica da terra”, da qual falava Nietzsche, e à qual se dá o nome de sociedade tecnocrática, mas que seria melhor chamar de tecnoburocrática.
Autor: Norberto Bobbio – Postagem: José Nilton Mariano Saraiva