“Linda, no que se apresenta
Meu sonho se ausenta
Vem a alegria…
Ah, corre e olha o céu…
Que o sol vem trazer…Bom dia !”
Foi esse verso que achei aqui.
A rádio chapada me alimenta de poesia !
“Linda, no que se apresenta
Meu sonho se ausenta
Vem a alegria…
Ah, corre e olha o céu…
Que o sol vem trazer…Bom dia !”
Foi esse verso que achei aqui.
A rádio chapada me alimenta de poesia !
Perto, bem perto.
Uma pergunta que muita gente faz para quem escreve é de onde vem a inspiração. Antes de responder, sempre digo que a priori não creio em inspiração. O que já é uma resposta. Se não creio, como poderia saber de onde ela vem? A idéia da existência de uma musa que sopre no ouvido os versos já prontos ou de que o escritor é um sujeito passível de ser inspirado é muito antiga. Por conta disso, fica difícil desassociar escritor da idéia de musa. Escrever não é uma atividade comum, não exige curso superior, e a densidade escritor por metro quadrado é bem pequena. Para saber escrever é preciso, antes de mais nada, saber ler. Isso vale para qualquer atividade humana. Ninguém decide ser ator sem nunca ter ido ao teatro. Dificilmente um sujeito opta pela arquitetura sem ter se encantado com alguma forma, e por aí vai. Ao que chamam de inspiração, nada mais é do que uma espécie de memória afetiva, que vez ou outra surpreende com alguma imagem, ou idéia. Mas ela não é estranha, estrangeira, ou venha de fora de nós. Só podemos escrever sobre aquilo que conhecemos. Nem sei, na verdade, porque estou falando sobre isso. Talvez seja a famosa embromação, doença que acomete cronistas de vez em quando. Não por falta de assunto. Eles não faltam, basta abrir os jornais, caminhar no calçadão, ouvir uma conversa no café sem que os que falam percebam, ler um livro, enfim, conhecer alguém. Poderia falar sobre os dias lindos que têm feito, sobre o friozinho bom. Assunto nunca falta. Até mesmo a falta de assunto é um assunto. Mas tem dias que tudo fica meio entorpecido. Dá vontade de falar sobre nada mesmo, apenas sentar no banco da praça e contar quantos passantes têm blusa amarela, quantos usam anéis, ou no que está pensando aquela senhora com sacolas na mão e passo apertado. Vontade mesmo é de fechar os olhos e sentir o calor do sol, não dar nome às coisas, apenas querer ter nascido pelo menos vinte anos mais tarde, para que qualquer diferença não fosse sentida, não causasse confusão, e querer ficar perto, bem perto. Tão perto que nem o fio da luz do sol consiga passar por entre os corpos.
Diariamente caminho com um grupo de amigos na pista de Cooper do Bairro da Torre, em Recife. Hoje, como sempre, a conversa fluía descontraída. De repente, o Crato foi citado por Dr. Otelo Schuambach, pediatra de renome, catedrático da UFPE, uma das referências médicas de Pernambuco. A curiosidade me empurrou para perto. Transcrevo o que ouvi por acreditar que pode contribuir para valorizar produtos da nossa terra. No início do ano, Dr. Otelo recebeu de um ex-aluno, hoje médico em Campos Sales, alguns quilos de filé de tilápia. A iguaria foi aprovada. Quis repetir a refeição. Apesar de o amigo ter se prontificado a mandar mais, não quis sobrecarregar o ex-aluno e buscou outra forma de se abastecer. Recorreu à net e no Google, chegou ao telefone do Restaurante Padim Ciço, em Campos Sales. Através dele conseguiu o número e ligou para o telefone de um comerciante de pescados daquela cidade e este indicou “Carlinhos de Luizinho”, no Crato, como fornecedor do produto procurado. Em busca de informações sobre a qualidade da mercadoria, recorreu a outro ex-aluno, Dr. Luciano Brito, para saber da idoneidade da empresa. O retorno foi positivo, os serviços de “Carlinhos de Luizinho” se regiam pelas normas da ANVISA, obedecendo regras de higiene e frigorificação e os produtos eram de boa qualidade. Diante disto, ligou para o comerciante e fez o pedido. Para sua surpresa, no dia seguinte, recebeu em casa os 10 kg de filé de tilápia da melhor qualidade e embalagem de primeira, tudo acima das melhores expectativas. Dr. Otelo, liderança médica na cidade, era só elogios ao serviço e recomendava aos colegas a fazerem o mesmo, garantindo que não haveria arrependimento. Claro que fiquei satisfeito com os elogias ao Cariri de um modo geral e ao Crato especial que se seguiu ao papo. Fato aparentemente sem importância, mas que me levou a refletir para os possíveis ganhos se cada cratense divulgasse um pouco mais as coisas boas do Crato.
Joaquim Pinheiro
· A Arte Popular, é uma atividade humana movida pelo princípio do prazer. Ninguém canta ou dança para sofrer ou ficar triste. Mesmo que a inspiração parta de um sofrimento, o resultado é a alegria (ainda que pela catarse).
· A Música é uma arte do movimento, visto que seus elementos principais, o ritmo, a melodia e a harmonia, se deslocam no Tempo produzindo a noção de movimento expresso nas condições de “antes” e “depois” por meio das repetições de frases rítmicas, melódicas e harmônicas.
· O ritmo pode ser percebido na Natureza através da repetição de eventos num determinado tempo, em intervalos constantes.
· Podemos entender o movimento, observando seus momentos mais importantes e denominá-los: tensão e relaxamento. Por exemplo, uma bola arremessada para o alto (tensão) se desloca até um ponto e retorna (relaxamento); uma pergunta feita (tensão) encontra sua resposta (relaxamento); podemos pensar em pólos magnéticos, dor e prazer, yin e yang e muito mais, sempre encontramos estes dois momentos: tensão e relaxamento. Momentos que são opostos e complementares, um “relativizando” o outro. Bem, e como é que esta série de assertivas pode responder à questão sugerida acima? Fazendo a conexão entre elas. Nessa categoria de músicas, os acordes de Iº IVº e Vº graus (Tônica, Subdominante e Dominante, respectivamente) têm uma função harmônica, segundo a sensação que provocam (repouso, tensão ou relaxamento) nos ouvintes e nos executantes. A Tônica, provoca uma sensação de repouso, a Subdominante, provoca uma sensação de movimento (pouca tensão) e a Dominante, a sensação de tensão, que deve ser resolvida com o retorno à Tônica. Esta é uma regra básica de harmonia funcional. Mas esta regra não existe por acaso. Ela responde a uma necessidade orgânica: o prazer, o relaxamento, a sensação de segurança, do conforto de “voltar pra casa” (o acorde inicial, o retorno à Tônica). Existe uma história bem interessante, que ilustra com clareza o que foi dito. Conta-se que o filho de um grande mestre da Música estava estudando ao piano, durante a noite, quando, após tocar um acorde de Vº grau (Dominante, acorde de tensão), parou e foi dormir… Seu pai, que o escutava de seu quarto ficou insone e só conseguiu “relaxar” depois de descer de seus aposentos e tocar o acorde que “resolvia” aquela tensão harmônica (e orgânica). Creio que o que possibilita uma grande identificação com a música “simples” é esta condição de síntese que ela contém onde, com poucos elementos provoca o movimento entre a tensão e o relaxamento, de forma direta e até previsível. Notem que nos detivemos aos elementos musicais apenas, sem fazer menção às letras das canções. Isso demandaria outro estudo.
João Nicodemos ( e-mail omitido para preservar a PAZ do autor )
Por: Socorro Moreira
Meu quintal tem um balanço,
onde brinco com meus sonhos
Minha rede sempre armada,
tem no vento um aliado…
Quando ele chega,
abro a janela da vida ,
e canto uma moda antiga …
Pra que as estrelas se encantem,
e me apanhem com seu brilho.