468x60

Arquivo da categoria ‘Arte e Cultura’

So há poesia… Por Claude Bloc


Para amenizar um pouco o calor dos ânimos…
… Ei, tristeza,não sei quem te chamou. Portanto, te peço, arreda o pé, vai embora… Já te releguei ao passado e não quero mais cruzar o teu caminho!
… Pois é, dona tristeza, visitei lugares de minha infância lá pelas bandas do Crato e vi que a velha casa onde morei quando criança ainda estava incólume, austera, mas entristecida e abandonada.
… Eu mesma a larguei por tanto tempo que nem suportava mais toda a saudade acumulada em meus guardados. Percebi, também nessa visita, que, depois desse degredo, já não existem mais os pés de cajarana que reguei, nem as duas goiabeiras em cuja sombra me assentei, a cobiçar os frutos nos galhos mais altos…
… Só sei que cheguei lá devagarzinho e fiquei ali, diante dessas ausências sem perceber com clareza que estar com você, tristeza, é o mesmo que estar diante de um espaço vazio. Saber que, cedo ou tarde, tudo o que está presente ficará ausente. É isso!
… Você é traiçoeira e se expande… e vai testemunhando esse mistério da despedida gravado em nossa própria carne. Essas lembranças que vamos carregando e esse ar de despedida colocado em tudo o que fazemos e deixamos pra trás…
… Você, tristeza, é essa ausência que demora, ausência que devora: o espaço entre o belo e o efêmero de onde nasce a poesia. E assim, nessa amálgama os poetas vão colocando suas palavras sobre o vazio. Não um vazio qualquer, mas um vazio que é um “pedaço arrancado de mim”. Um exercício de saudade; de tornar de novo presente, um passado que já se foi.
… Então penso em Drummond que afirmava não lastimar o espaço vazio no seu texto “Ausência”: “por muito tempo achei que ausência é falta. E lastimava, ignorante, a falta. Hoje não o lastimo. Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim. E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência, essa ausência assimilada, ninguém a rouba de mim…”
… Portanto, dona tristeza, procure outras paragens, pois no vazio de minhas noites só há poesia…
.
Texto e foto por Claude Bloc

Festa de São João é no Crato !


Sao Joao no Crato

Divulgação da Secretaria de Cultura, Esporte e Juventude do Crato.
Danielle Esmeraldo.

Ruído das Águas – Por Claude Bloc

Enquanto chega o domingo, uma conversa de sábado…  E onde anda a poesia?


A quem devo amar neste momento ?
O que devo olhar, além do sonho e do silêncio?
A que devo amar, senhor de todos os mares?
E o que devo escutar além do ruído dessas águas?
A quem devo mostrar o amor que tenho guardado?
A quem devo obediência
……………………….. quando já vivi três quartos do tempo?
Onde vou deixar meus versos e prosas
Que se estampam em contrapasso
………………………… no tempo?
A quem, pergunto eu…
A quem devo amar neste momento de espera?

Texto e foto de Claude Bloc

Aulas de teatro para a terceira idade


Informamos que desde quarta-feira, dia 20/05/2009, A EMCART- Escola Municipal de Cultura e Arte do Crato-CE, iniciou as inscrições para aulas de teatro destinada a terceira idade. O local das inscrições é no Teatro Municipal Salviano Arraes Saraiva no horário das 9:00 às 16h até o dia 02 de Junho terça-feira. As aulas terão inicio no dia 03/06/2009 às 18:30h.
O objetivo desse curso é possibilitar aos idosos aprofundar conhecimentos na área afim, ao mesmo tempo em que terá a oportunidade de trocar informações e experiências, desenvolvendo uma atividade que informe conceitos e práticas básicas do teatro: jogos, improvisações, exercícios de voz, técnicas de relaxamento, consciência corporal e iniciação à dramaturgia, formando alunos com o intuito de montagem de um espetáculo a partir dos elementos técnicos e conceituais estudados.

Secretaria da Cultura Esporte e Juventude
Teatro Municipal Salviano Arraes Saraiva

NUNCA DIZER : FIZ UMA POESIA – Por :Fabio Brüggemann


NUNCA DIZER: “FIZ UMA POESIA”
Uma das coisas mais irritantes no uso da língua portuguesa – além dos cacofônicos “a nível de”, “estaremos enviando”, “eu enquanto sujeito”, “pretender objetivar”, “neste sentido” e outros vícios acadêmicos – é quando um pretenso poeta diz que “escreveu uma poesia”. O leitor tem todo o direito de não saber a diferença entre poesia e poema, agora, faz favor, poetas com livros publicados e tudo, associados a academias de louros e letras, fundadores de pseudo-grupelhos autodenominados livres – como se quem não pertencesse a seu universo fosse necessariamente preso – não têm direito de confundir poesia com poema. E como quem não quer nada, tentarei aqui explicar ao leitor (e me corrijam se eu estiver errado) a diferença entre uma coisa e outra.
O poema é o objeto, a espinha dorsal, a forma, o emaranhado de palavras antes de seu sentido, o significante a espera que o leitor atribua seu significado, o molde das idéias (porém, não as idéias), a caixa silenciosa que fala, o truque da língua, o cimento, a estrutura, a maquinaria textual, enfim, é tudo que lembra a fábrica, o concreto.A poesia não está apenas no poema. Reside nas películas a 24 quadros por segundo, nas xícaras que mexem da Fernanda, na música, no teatro, no olho da mulher que adora a palavra , e sobretudo no amor que sinto por ela, na intenção, no que se quer dizer antes que se diga, na estratégia, no pensar e no falar, na cor do miolo da boca, num filme de Godard, na tela de Edward Münch, nas coisas que não dependem de descrição, na intenção, no tudo que é abstrato.Aquilo que realça de preto no branco do papel é poema, o que se compreende disso é poesia. O que está impresso nos livros de poesia é poema, mas não é poesia. Pode se dizer “a poesia de Fernando Pessoa”, coisa bem diferente de se dizer “o poema de Fernando Pessoa”. O que se pode decorar é poema, o que se guarda sem se lembrar é poesia. Portanto, aquilo que se escreve é o poema, e ele pode ou não conter poesia, e a essência do que se desprende dali é o que se pode chamar de poesia. Faz tempo que não escrevo um poema, apesar de ter prometido a Vanessa um que fosse ruim, para que ela coloque na caixa de um projeto gráfico igualmente ruim. Tarefa tão inglória quanto escrever, talvez um bom poema. Mas, como diria o poeta Marco Vasques, não sou habilitado para falar de poesia e de poemas, porque sou ex-poeta, apesar de procurar aqui e ali uma poesia qualquer no meio dessa prosa porosa que é o mundo. A poesia está para a prosa, assim como o amor está para a amizade, cantou o poeta que nunca publicou um livro de poesia e que nunca escreveu um poema. Prova maior de que estas coisas se têm nomes distintos, devem ser mesmo diferentes.
Fábio Brüggemann

Perto, bem perto.

Uma pergunta que muita gente faz para quem escreve é de onde vem a inspiração. Antes de responder, sempre digo que a priori não creio em inspiração. O que já é uma resposta. Se não creio, como poderia saber de onde ela vem? A idéia da existência de uma musa que sopre no ouvido os versos já prontos ou de que o escritor é um sujeito passível de ser inspirado é muito antiga. Por conta disso, fica difícil desassociar escritor da idéia de musa. Escrever não é uma atividade comum, não exige curso superior, e a densidade escritor por metro quadrado é bem pequena. Para saber escrever é preciso, antes de mais nada, saber ler. Isso vale para qualquer atividade humana. Ninguém decide ser ator sem nunca ter ido ao teatro. Dificilmente um sujeito opta pela arquitetura sem ter se encantado com alguma forma, e por aí vai. Ao que chamam de inspiração, nada mais é do que uma espécie de memória afetiva, que vez ou outra surpreende com alguma imagem, ou idéia. Mas ela não é estranha, estrangeira, ou venha de fora de nós. Só podemos escrever sobre aquilo que conhecemos. Nem sei, na verdade, porque estou falando sobre isso. Talvez seja a famosa embromação, doença que acomete cronistas de vez em quando. Não por falta de assunto. Eles não faltam, basta abrir os jornais, caminhar no calçadão, ouvir uma conversa no café sem que os que falam percebam, ler um livro, enfim, conhecer alguém. Poderia falar sobre os dias lindos que têm feito, sobre o friozinho bom. Assunto nunca falta. Até mesmo a falta de assunto é um assunto. Mas tem dias que tudo fica meio entorpecido. Dá vontade de falar sobre nada mesmo, apenas sentar no banco da praça e contar quantos passantes têm blusa amarela, quantos usam anéis, ou no que está pensando aquela senhora com sacolas na mão e passo apertado. Vontade mesmo é de fechar os olhos e sentir o calor do sol, não dar nome às coisas, apenas querer ter nascido pelo menos vinte anos mais tarde, para que qualquer diferença não fosse sentida, não causasse confusão, e querer ficar perto, bem perto. Tão perto que nem o fio da luz do sol consiga passar por entre os corpos.

Fábio Brüggemann

Música é bom para tudo !


Uma mensagem a todos os membros do Blog do Crato.

* 1 – Tocar reativa o bom humor;
* 2- Música, como entretenimento, torna as pessoas menos estressadas;
* 3- Alunos do Ensino Médio que estudam música, têm melhores resultados na escola, segundo pesquisa;
* 4- Música, é o que recomendam os médicos para aumentar a auto-estima e colaborar na recuperação dos enfermos
* 5- Estudo da Universidade da Califórnia indica que crianças estudantes de teclado , após 8 meses de aula, tiveram uma alta de 46% no raciocínio espacial;
* 6 – Tocar promove o relacionamento social;
* 7 – Aprender a tocar um instrumento estimula a superação de desafios em outros segmentos;
* 8 – A criatividade gerada pela prática é estimulada, unindo o corpo e mente;
* 9 – Crianças que tocam algum instrumento, compreendem melhor matemática, literatura, e etc. …

Visite Balcão do Músico em: http://balcaodomusico.ning.com

Oficina de Canto Coral – Com Izaíra Silvino

CULTURA, ESPORTE E JUVENTUDE
Secretaria de Cultura promove oficina “Cantando Musica Brasileira”

A Secretaria de Cultura do Estado do Ceará em parceria com a Prefeitura do Crato realiza nos próximos dias 5 e 6 de junho, a Oficina de Canto Coral: “CANTANDO MÚSICA BRASILEIRA” com a professora e maestrina Izaíra Silvino. A oficina acontecerá no Teatro Salviano Arraes Saraiva. Às inscrições podem ser feitas na Secretaria de Cultura, Esporte e Juventude do Crato pelo telefone 3523-2365, das 8 as 14 horas.

Texto enviado  por Djanyeire Sobreira

Exposição do Clube da Gravura do MAM-SP no Cariri

Mais uma ponte que se estabelece entre o Cariri Cearense e São Paulo.

sudeste-cariri3

Enviado por: Tânia Peixoto

Filósofo Manuel Bezerra discute arte e marxismo com os Camaradas

A segunda Roda de Conversa sobre Arte e Marxismo será com o filósofo Manoel Bezerra Neto, autor do livro “Escola – Pedagogia da Reprodução”. A roda de conversa será dia 28 de maio, às 16 horas, na sala de vídeo da Universidade Regional do Cariri, Campos Pimenta. “Até que ponto o marxismo está comprometido com a estética e qual o espaço da estética no campo marxista”, esse é um dos questionamentos colocados pelo filosofo Manoel Bezerra. Na oportunidade será distribuido material de estudos de autoria do professor e filósofo.
Para o materialismo histórico e dialético representado por Marx e alguns autores marxistas, essencialmente antropocêntrico, a arte é um produto do trabalho espiritual-material humano, uma forma de conhecer, condensar e expressar aspectos de determinada visão de mundo, a partir de uma realidade histórica e socialmente datada. Desse modo, a arte, como uma forma ideológica, compõe a superestrutura social. Esses serão alguns dos questionamentos que deverão ser provocados durante o evento. O primeiro teve como mediador o professor doutor Roberto Siebra. Um dos objetivos do Coletivo Camaradas compreender o processo artístico e estétivo pelo viés do estudo marxismo.
Interessados em participar das roda de conversa entra em contato pelo e-mail: coletivocamaradas@gmail.com

Conexão Poética no Crato


PUBLICIDADE

468x60
Login -